Gibiteca de Curitiba

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Gibiteca de Curitiba
Tipo bedeteca, biblioteca, centro cultural
Inauguração 1982 (41 anos)
Página oficial (Website)
Geografia
Coordenadas 25° 25' 34.444" S 49° 16' 12.236" O
Localidade Curitiba
Localização Paraná - Brasil

Gibiteca de Curitiba é uma gibiteca brasileira fundada em 15 de outubro de 1982 na cidade de Curitiba, sendo a primeira instituição deste tipo no Brasil e na América Latina.[1][2]

Idealização[editar | editar código-fonte]

O espaço foi idealizado pelo arquiteto e colecionador de quadrinhos Key Imaguire Jr. em 1976, quando teve a ideia de criar uma biblioteca exclusiva para gibis devido a já existir uma grupo de pessoas interessadas em trocar informações sobre quadrinhos e assuntos relacionados. O projeto foi finalmente concretizado em 1982, com a Gibiteca de Curitiba sendo inaugurada em um espaço na Galeria Schaffer.[3]

Sede[editar | editar código-fonte]

O projeto inicial para a Gibiteca de Curitiba foi um edifício grandioso projetado pelo arquiteto Domingos Bongestabs que seria localizado onde posteriormente foi construída a Rua 24 Horas. Este projeto, contudo, embora tenha sido apresentado ao então prefeito Jaime Lerner e contasse com apoio de diversas pessoas, não saiu do papel. Com isso, a Gibiteca instalou-se inicialmente em um dos espaços culturais da Galeria Schaffer.[4]

Em 1989, por conta da realização do 1º Festival do Gibi de Curitiba, a sede da Gibiteca foi transferida para a Casa da Baronesa no Solar do Barão. Em 1998, devido a reformas no Solar do Barão, a Gibiteca foi transferida provisoriamente para a sede da Fundação Cultural de Curitiba, ocupando o Teatro do Piá. Quatro meses depois voltou ao Solar, mas como as reformas não haviam terminado, foi alocada em um espaço pequeno, que não permitia sequer a instalação de seu mobiliário e acervo.[4][2][5]

A Gibiteca de Curitiba quase fechou definitivamente por falta de condições de desenvolver suas atividades e atender o público. Porém, uma mobilização de quadrinistas ajudou a sensibilizar a população quanto ao descaso que a instituição estava sofrendo. Quando a reforma finalmente terminou, a Casa da Baronesa, onde ficava originalmente a Gibiteca, passou a ser sede do Museu de Fotografia, sendo a Gibiteca instalada na garagem do Solar do Barão. O local, que deveria ser provisório, manteve-se como sua sede até 2016, quando, por pressão de artistas e produtores culturais, voltou à Casa da Baronesa.[6][4]

Em 2018, em decorrência do aumento de público e de atividades da Gibiteca, o espaço foi ampliado com a criação de uma incubadora digital feita com equipamentos doados pela comunidade.[4]

Pioneirismo[editar | editar código-fonte]

Além de ser a primeira gibiteca do Brasil, alguns pesquisadores, como Waldomiro Vergueiro, defendem que a Gibiteca de Curitiba seria também a primeira do mundo, pois as bibliotecas especializadas em quadrinhos dos Estados Unidos, que antecederam a instituição brasileira, eram voltadas apenas a pesquisadores, sendo a Gibiteca de Curitiba a primeira do tipo voltada ao público geral. Além disso, na Europa todas as experiências similarem foram feitas depois de 1982.[7]

Acervo e atividades[editar | editar código-fonte]

Ainda em 1982, quando de sua fundação, a Gibiteca recebeu uma grande doação de quadrinhos da EBAL, então a maior editora de quadrinhos do Brasil. Aos poucos, o local foi alcançando não apenas leitores de quadrinhos, mas também pessoas relacionadas com outras linguagens, como charge, cartum, literatura, animação e cinema, além de jogadores de RPG, cosplayers e fãs de outros produtos culturais. Com a mudança de sede em 1989, foi possível ampliar as atividades, incluindo exposições, cursos e oficinas.[4]

Atualmente, a Gibiteca de Curitiba conta com uma biblioteca com acervo de 35 mil histórias em quadrinhos dos mais variados gêneros, como infantis, super-heróis, humor, terror, cartuns, fanzines, mangás e exemplares estrangeiros. Além disso, também realiza atividades como exposições, concursos, encontros com profissionais, palestras, eventos de RPG, feiras de gibis, cursos, oficinas e workshops. A instituição também tem um centro de formação que oferece semestralmente cursos de quadrinhos e mangá, com diversas turmas e abertos para toda a comunidade.[8]

Prêmios e homenagens[editar | editar código-fonte]

Em 1997, a então coordenadora da instituição, Márcia Squiba, organizou uma edição especial da revista Metal Pesado em homenagem aos 15 anos da Gibiteca de Curitiba. A revista, que reuniu 24 autores da cidade e deu origem ao super-herói O Gralha, ganhou no ano seguinte o Troféu HQ Mix na categoria "melhor edição especial". Durante vinte anos, esta edição foi distribuída gratuitamente na Gibiteca, até esgotar toda sua tiragem original.[9][10][4]

Em 2017, como parte da comemoração pelos 35 anos da Gibiteca, foi lançado o livro A História dos Quadrinhos e da Gibiteca de Curitiba (editora Estronho), escrito por Fulvio Pacheco, coordenador da instituição. O livro conta a história da Gibiteca e também sobre o crescimento da produção de quadrinhos na cidade, para o qual a Gibiteca foi de grande importância.[11][3]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]