Autódromo Internacional de Curitiba

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Entrada do Autódromo Internacinal de Curitiba, localizado no município de Pinhais (Grande Curitiba).
Área dos boxes, com os bólidos da Stock Car V8 saindo para a pista (2006).

O Autódromo Internacional de Curitiba (AIC) é um autódromo localizado na Região Metropolitana de Curitiba, no município de Pinhais[1]. Em 1987[2], seu circuito foi batizado com o nome piloto curitibano Raul de Mesquita Boesel, tornando-se Circuito Raul Boesel[3].

Recebe, regularmente, provas de diversas categorias de velocidade nacionais, como Stock Car, Fórmula Truck, Copa Turismo GNV, Pick Up Racing, Campeonato Paranaense de Arrancada, Troféu Maserati, Campeonato Paranaense de Motovelocidade, Copa Turismo I, Copa Turismo A, Copa Turismo N e outros eventos promocionais. Em 2002, foi realizado uma das etapas do campeonato mundial "World Series" e com a realização de uma etapa do Campeonato Mundial de Carros de Turismo, em 2006, o autódromo tornou-se conhecido mundialmente.

Por algum tempo, foi o circuito brasileiro mais moderno e com melhor estrutura depois de Interlagos e atendeu aos padrões da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), sendo homologado pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) para sediar competições de várias categorias de automobilismo mundial, inclusive as populares provas de arrancada.

História[editar | editar código-fonte]

O autódromo foi fundado por Flávio Chagas Lima[1], com o início das obras em 1965 e concluída em 1967 no então "Distrito Administrativo de Curitiba"[1] (a cidade de Pinhais só foi fundada em 1992). Suas características originais eram de um circuito oval de 3 curvas e 2,7 km de extensão, quando foram realizadas as primeiras competições de automobilismo, motociclismo e ciclismo. Naquela época, o circuito era chamado de Autódromo de Pinhais.

Em 1995, Jauvenal de Oms (Grupo Inepar) investiu R$ 13 milhões em reformas e na modernização do AIC[1].

A polêmica de 2016[editar | editar código-fonte]

O autódromo é um empreendimento privado e pertence ao grupo Inepar e a Fortunato Guedes, sócio do fundador do autódromo[1]. A administração esportiva é de responsabilidade da Federação Paranaense de Automobilismo.

Com a especulação imobiliária ocorrida no inicio da década de 2010 em toda a região metropolitana de Curitiba e a falta de apoio das entidades esportivas em adquirir o terreno, o espaço em que estava construído o autódromo foi negociado para investidores imobiliários com a intenção de ali, construir um condomínio residencial e outro comercial[1].

No inicio do ano de 2016, foi anunciado que o AIC encerraria suas atividades em junho de 2016 e que as suas últimas corridas ocorreriam nos meses de março e abril de 2016, quando foram realizadas as competições esportivas de maior destaque no local. No primeiro final de semana de março (dias 4, 5 e 6) foi disputado o Campeonato Brasileiro de Stock Car[4] e nos dias 18, 19 e 20, foram realizadas etapas do Campeonato Metropolitano de Velocidade, com provas da Turismo, Turismo 5000, Classic, Marcas e Sprint Race[5]. Nos dias 15, 16 e 17 de abril, foram realizadas as provas da Fórmula Truck, bem como, o último evento, que foi realizado nos dias 14 e 15 de maio, quando ocorreu o "Curitiba Motor Show 2016", com provas de Road Tour e Desafio 201 metros, além de exposições de veículos diversos, originais ou customizados, antigos, hot´s, entre outros espetáculos[6].

Porém, em 15 de agosto de 2016, a direção do AIC anunciou que os investidores imobiliários não tinham mais o interesse pelo terreno, bem como, os proprietários do autódromo também mudaram de ideia e desistiram de fechar o autódromo[7].

Características do autódromo[editar | editar código-fonte]

Mapa do autódromo.
Stock Jr. está na curva Entrada do Miolo (2006)

Suas características eram:

  • Toda extensão da pista tinha largura de 15 metros.
  • Desnível máximo de 4 metros.
Circuito semi-oval
  • Circuito oval com 2.550 metros de extensão.
Circuito misto
  • Sete curvas à direita e quatro à esquerda.
  • Grande reta com 980 metros.
  • Extensão total de 3.695 metros.

As curvas[editar | editar código-fonte]

"S" de Baixa: sequencia de curvas em forma de "S" no final da reta de 1000m, após uma forte freada. Junção: também chamada de entrada do miolo, era uma curva para a direita, em duas partes, onde geralmente se fazia em plena aceleração. "S" de alta: uma sequencia em forma de S, de raio longo, geralmente feito em plena aceleração (ou quase) em descida, com pouca visibilidade.

Pinheirinho: a mais técnica de todas as curvas, a esquerda, com raio duplo, de baixa velocidade. Vitória: era a curva que antecedia a grande reta, de raio longo e alta velocidade.

Os recordes de cada categoria[editar | editar código-fonte]

Os recordes do autódromo.

Categoria Recorde Piloto Equipe Data
Telefonica World Series 1 m. 09 s. 772 Andre Couto Vergani Racing 2002
Fórmula 3 1 m. 13 s. 484 Diago Nunes Bassani Racing 2006
BPR/GT 1 m. 15 s. 750 Maurizio Sala Franck Muller Watch
(McLaren F1 GTR)
1996
Fórmula Renault 1 m. 16 s. 969 Nelson Merlo Bassani Racing 2005
Porsche GT3 Cup Challenge Brasil 1 m. 20 s. 426 Ricardo Rosset Porsche GT3 Cup - 991 2014
Stock Car V8 1 m. 20 s. 549 Luciano Burti MT Racing
2006
TC 2000 1 m. 24 s. 590 Matías Rossi Chevrolet Elaion
(Chevrolet Astra)
2006
FIA WTCC 1 m. 24 s. 761 Augusto Farfus Júnior N. Technology
(Alfa Romeo 156)
2006
Trackday IN (trackdayin.com.br) 1 m. 24 s. 812 Ruette Filho
(Nissan GT-R)
2013
H&R RacingDay 1 m. 26 s. 553 Jonas Gasparin
(Audi S3)
2014
Troféu Maserati 1 m. 27 s. 538 Guto Negrão Medley
(Maserati Coupé)
2006
Copa Clio 1 m. 40 s. 883 Edson do Valle Equipe W Racing
(Renault Clio)
2006
Fórmula Truck 1 m. 41 s. 457 Vinicius Ramires RRT2
(Mercedes-Benz Axor 2044)
2006
Copa Turismo I 1 m. 43 s. 581 Sharbel Hajjar Equipe AGB
(VW Gol)
2007
Copa Turismo A 1 m. 44 s. 862 Amauri Lisboa Jr Equipe Sabo
(VW Gol)
2007
Copa Turismo N 1 m. 45 s. 672 Franklin Trupel Equipe Speed
(VW Gol)
2007

Outras informações[editar | editar código-fonte]

  • Possuía arquibancadas para até 30 mil pessoas sentadas e uma estrutura que recebia até 50 mil pessoas.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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Referências

  1. a b c d e f Leonardo Contesini (15/10/2015). «Autódromo Internacional de Curitiba está perto ser vendido e transformado em condomínio». Portal Flatout (AutoZ). Consultado em 12 de maio de 2016. 
  2. Zuzan New (2002). «Raul Boesel - Biografia». O Ocities. Consultado em 16 de agosto de 2016. 
  3. Assessoria MT (6/04/2016). «Raijan põe foguete à prova na maior reta da temporada do Circuito Raul Boesel». Gazeta do Nordeste. Consultado em 16 de agosto de 2016. 
  4. Gabriel Lima (5/03/2016). «Farfus, Zonta e Julio Campos lamentam final de autódromo e relembram início da carreira em pista próxima a cidade natal». MotorSport. Consultado em 12 de maio de 2016. 
  5. Luiz Aparecido (16/03/2016). «Metropolitano de Curitiba tem início em clima de nostalgia». Federação Paranaense de Automobilismo. Consultado em 12 de maio de 2016. 
  6. Giselle Ulbrich (12/05/2016). «Chegou a hora de se despedir do Autódromo Internacional de Curitiba?». Portal Paraná-Online. Consultado em 12 de maio de 2016. 
  7. Julio Filho (15/08/2016). «Direção muda de ideia e desiste de fechar Autódromo Internacional de Curitiba». Gazeta do Povo. Consultado em 16 de agosto de 2016. 


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