Rally dos Sertões

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O Rally dos Sertões é uma competição brasileira de rali, que acontece anualmente e tem duração de dez dias. Normalmente, as quatro primeiras etapas são válidas para o Campeonato Brasileiro de Rally Cross Country. O nome do rali remete a grande obra literária de Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas, à Coluna Prestes e à Virgulino Ferreira, o "Lampião"[carece de fontes?].

Na edição de 2012, o Rally dos Sertões completou 20 anos e fez uma de suas edições mais duras até então. Passando por paisagens fantásticas, o Sertões 2012 fez todos os participantes ficarem boquiabertos com o roteiro traçado para a edição. Foram 4.840km percorridos em dez dias, com 11 cidades que serviram de acampamento para quem resolveu desafiar o sertão.

Além da competição que envolve carros, caminhões, motos, quadriciclos e UTVs, o Sertões também é conhecido por levar Ação Social e Ambiental para os locais por onde a prova passa. O rali leva uma caravana de quase duas mil pessoas por edição e movimenta todos os setores da economia das cidades por onde passa.

História[editar | editar código-fonte]

A história do Rally dos Sertões começa com o Rally São Francisco, em 1991, entre Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, e Maceió, nas praias do Nordeste brasileiro. O ano de 1993 marcou a primeira edição do Rally dos Sertões, com largada em Campos do Jordão, na região fria e montanhosa do estado de São Paulo, com chegada nas praias do Rio Grande do Norte. A competição reuniu 34 motos (então era a única categoria) e 3,5 mil quilômetros de percurso. Natal foi também o destino final da segunda edição, em 1994, com 4.500 quilômetros e 44 pilotos de todo o Brasil e também de fora, iniciando a fase internacional do evento.

Os resultados positivos dos dois primeiros anos selaram à terceira edição do Rally Internacional dos Sertões, em 1995, o status de grande evento , e a confirmação veio pela participação de grandes ícones do motociclismo mundial, como o italiano Edi Orioli, que venceu o Rally Dakar de 1996, e os espanhóis Fernando Gil e Jordi Arcarons. A terceira edição do Sertões marcou também a estréia dos carros com tração 4x4, tornando as possibilidades da prova ainda maiores.

Em 1996, o evento passou às mãos de Marcos Ermírio de Moraes e à Dunas Race, empresa por ele criada, para transformar a competição no maior rali do mundo disputado dentro de um único país.

Em 2008 o Rally dos Sertões passou a contar como uma das etapas do Mundial Cross-Country da Federação Internacional de Automobilismo para carros e caminhões.

O Sertões move uma caravana de duas mil pessoas durante 15 dias, tendo governos, prefeituras, investidores privados e empresas de comunicação como parceiros para movimentar algo perto de 50 milhões de reais por edição. Por estimular o consumo em cada uma das pequenas cidades pela qual a prova passa, gera um impacto econômico único para aquelas comunidades.

Sertões Cosméticos[editar | editar código-fonte]

Foi com o Rally dos Sertões que Marcos enxergou o seu mais novo empreendimento, os cosméticos. “O Brasil tem uma flora incrível que aprendi a observar durante o Sertões. Por exemplo, o Pequi e o Buriti têm características perfeitas para serem usados em shampoos e protetores solares". A Sertões Cosméticos nasceu em 2010, fruto de um estudo criterioso de produtos, atualmente oferece uma linha capilar completa e protetores solares. Até o final de 2013 a linha terá também hidratantes e maquiagem.

Ação Ambiental[editar | editar código-fonte]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Vencedora do Enviromental Awards 2009, prêmio concedido pela FIM - Federação Internacional de Motociclismo - aos mais destacados programas de conscientização e de preservação do meio ambiente ligados aos esportes a motor em todo o mundo.

Vencedora de Prêmio concedido pela UML - União Latinoamericana de Motociclismo - entidade filiada à FIM, em 2007.

História[editar | editar código-fonte]

Desde 2001, a equipe de Ação Ambiental do Rally dos Sertões é responsável pela limpeza de todos os detritos e resíduos deixados pelos competidores ao longo dos mais de 5.000 quilômetros de percurso da competição, bem como o recolhimento de todo o lixo resultante dos acampamentos da prova. O grupo também é incumbido de indenizar - em dinheiro e assim que passa o último concorrente - os proprietários das áreas rurais que tenham sofrido algum tipo de dano, como a quebra de cercas ou de porteiras.

Formada por dez integrantes a cada etapa - quatro permanentes e seis recrutados em cada cidade - a equipe de Ação Ambiental do Rally dos Sertões é dividida em dois grupos. O primeiro cuida diretamente do trabalho nas trilhas. A bordo de uma picape 4x4, equipada com rádio, sistema de rastreamento via satélite e todos os recursos para limpeza - como pás, vassouras e produtos para absorção de resíduos no solo ou na água - o grupo liderado parte para a trilha logo após a largada do último caminhão inscrito na competição. Ao longo do percurso, vão sendo recolhidos pneus, peças (ou fragmentos) de alumínio e de fibra de vidro, papéis e plásticos.

O segundo coordena as tarefas de recolhimento e de coleta seletiva dentro dos acampamentos; por meio de acordos com as prefeituras locais, todo o lixo é encaminhado para programas de reciclagem. O trabalho também inclui a distribuição de cinzeiros ecológicos, sacolinhas plásticas para serem levadas nos veículos de competição e de apoio, e sacos de lixo para acondicionamento dos detritos nos próprios acampamentos.

Saldo[editar | editar código-fonte]

Ao longo dos dez dias de competição do Rally dos Sertões, a equipe de Ação Ambiental distribui 1.000 cinzeiros ecológicos, 6.000 sacolinhas plásticas, 6.000 sacos de lixo, e utiliza 20 kg de produtos para absorção de resíduos líquidos. Ao todo, são recolhidos ao longo do percurso 750 kg de detritos, 75 litros de óleo e 15 toneladas de lixo - papel, plástico, alumínio e vidro, além de 600 litros de óleos lubrificantes e de cozinha - dos acampamentos. No total, são empregados 100 voluntários e cerca de 10 mil pessoas são impactadas de forma positiva, direta ou indiretamente.

Equipe[editar | editar código-fonte]

A Ação Ambiental do Rally dos Sertões é uma atividade desenvolvida pela equipe "Os Canastras", que surgiu como uma agência de turismo voltada aos esportes de aventura dentro da Serra da Canastra, em Minas Gerais. Além de Carlos Andrade, o "Carlão", coordenador geral de Ação Ambiental do Rally dos Sertões, os outros três integrantes da equipe são Orlei de Souza, Marcos Campos e Rômulo Miranda. Atualmente, eles deixaram de lado as atividades de turismo e são especializados em ações ambientais para eventos fora de estrada.

Resultados da Ação Ambiental 2009[editar | editar código-fonte]

Material distribuído:

  • 1.000 cinzeiros ecológicos.
  • 6.000 sacos plásticos de 100 litros.
  • 6.000 sacolas de pano para carros.
  • 20 kg de Oil Sorb (absorvente de óleo).

Material Recolhido:

  • 750 kg de resíduos em geral (pneus, fibra, ferro e alumínio dos veículos, além de papel e plástico).
  • 75 litros de óleo retirados das trilhas.
  • 1.000 litros de óleo coletados nos acampamentos.
  • 11 toneladas de lixo.

Outros:

  • 100 pessoas locais cedidas pelas prefeituras e/ou contratadas para o trabalho nos acampamentos.

Resultados Ação Ambiental 2010[editar | editar código-fonte]

Material distribuído:

  • 1.000 cinzeiros ecológicos.
  • 2.500 sacos de lixo
  • 2.000 sacolinhas para carros
  • 5 kg de produtos para absorção de resíduos líquidos, como o óleo de motor

Material recolhido:

  • 15 toneladas de materiais descartáveis (papel, plástico, alumínio e vidro).
  • 600 litros de óleos lubrificante e de cozinha.
  • 65 kg de fibra de vidro (nas trilhas).
  • 514 kg de plástico (nas trilhas).
  • 72 kg de metal (nas trilhas).
  • 26 kg de vidro (nas trilhas).
  • 104 kg de papel (nas trilhas).
  • 204 kg de borracha (incluindo pneus).
  • 5 litros de óleo (nas trilhas).

Outros:

  • 45 pessoas locais recrutadas nas cidades por onde a competição passou para o trabalho nos acampamentos.

Resultados da Ação Ambiental 2012[editar | editar código-fonte]

Edição de 20 anos do maior rali sem fronteiras do mundo foi a que menos lixo gerou nas trilhas e acampamentos. Nos acampamentos quantidade total não chegou a 500kg e nas trilhas foram coletadas pouco mais do que isso entre partes de fibra, metal, plásticos e vidro.

Ação Social[editar | editar código-fonte]

História[editar | editar código-fonte]

A importância do Rally dos Sertões vai muito além do aspecto esportivo. Por onde passa com sua enorme caravana de mais de duas mil pessoas, o rali é sinônimo de esperança e prosperidade. Além dos benefícios econômicos, é realizado há 12 anos um importante trabalho social que começa antes e não cessa com o fim da competição.

O Programa de Desenvolvimento Sustentável da Escola (PDSE), desenvolvido pelo Instituto Brasil Solidário, leva educação, saúde, esportes, cultura e ensinamentos sobre meio ambiente para cidades que recebem o Rally dos Sertões.

Entre as principais ações executadas estão: montagem de uma biblioteca completa com acervo de 1.200 livros e revistas, doação de material esportivo, oficinas de artes, pintura, atividades de lazer voltadas ao público infantil, atendimentos oftalmológicos com doação posterior de óculos, atendimentos médicos e odontológicos - incluindo uma farmácia, que doa medicamentos prescritos por um especialista -, palestras educativas, montagem de horta, viveiro e arborização, sala sustentável, oficina de papel reciclado, apresentações locais, entre outras atividades.

Em 2012, a Ação Social do Rally dos Sertões foi desenvolvida pela Universidade Metodista de São Paulo.

Ação Social em 2012[editar | editar código-fonte]

Com apoio da CEMAR - Companhia Energética do Maranhão - e participação da Universidade Metodista de São Paulo, programa passou por diversas cidades nos estados do Maranhão e Ceará durante o curso do rali e proporcionou atendimento em comunidades carentes.

O projeto foi conduzido com o apoio da Companhia Energética do Maranhão (CEMAR) e na parte operacional, a Metodista contou com alunos dos cursos de Odontologia, Nutrição, Biomedicina e Jornalismo, e também com médicas da Faculdade de Medicina do ABC, que fizeram atendimentos às comunidades localizadas no trajeto da competição, sob a coordenação do professor da Faculdade de Saúde, Victor Bigoli.

A soma de todos os dias e regiões totalizou 2.587 atendimentos, divididos em 605 pacientes na área de medicina, 468 em odontologia, 189 na fisioterapia, 696 por exames de triagem, 324 com profissionais de nutrição e 305 crianças e adolescentes tendo participado de atividades de educação física.

Duas cidades acumularam o maior número de atendimentos. Em Barra do Corda (MA), 150 membros de uma comunidade foram atendidos nos exames de triagem, número superior ao atendimento registrado somente em Caucaia (CE), quando 135 pessoas passaram pela verificação inicial.

Categorias e Subcategorias[editar | editar código-fonte]

Motos[editar | editar código-fonte]

Cada piloto pode levar dois motores reserva lacrados, que passam por vistoria dos comissários técnicos e podem ser trocados em qualquer momento do rali.

Super Production[editar | editar código-fonte]

Com preparação livre, as motos protótipos e originais de fábrica podem ter motorização de 250 a 1300 cm³ de cilindrada. O mesmo chassi deve ser utilizado durante todo o rali, caso seja feita alguma alteração, o piloto é imediatamente desclassificado.

Production Aberta[editar | editar código-fonte]

Originais de fábrica com até 700 cm³ de cilindrada, as motos desta categoria podem ter motores de dois ou quatro tempos e devem seguir as normas da Federação Internacional de Motociclismo (FIM). Pneus, rodas, bancos, tanque de combustível, escapamento, suspensões traseira e dianteira, transmissão secundária, guidão, caixa de ar, controle de marchas e freio podem sofrer alterações de modo a aumentar a competitividade, resistência e segurança. Como na Super Production, o chassi deverá ser o mesmo durante todo o rali, mas pode receber reforço e a troca da embreagem precisa ser autorizada pelo comissário técnico do Sertões. Manutenção, só a básica, como a regulagem de mistura de combustível no carburador, troca de pneus, raios, aros, lonas e pastilhas de freio, para-lamas e limpeza de filtros.

Marathon[editar | editar código-fonte]

Com as mesmas regras de manutenção da Production Aberta, as motos desta categoria possuem motores de 250 a 450 cm³ de cilindrada de dois e quatro tempos. Entram também motos fabricadas no Brasil com até 700 cm³ de capacidade.

Over 45[editar | editar código-fonte]

Com motos nacionais ou importadas, nesta categoria os pilotos precisam ter no mínimo 45 anos de idade. O regulamento é o mesmo da Super Production.

230[editar | editar código-fonte]

Exclusiva para as motos Honda CRF230[1]

Self[editar | editar código-fonte]

Destinada à participação de pilotos que disputam a prova sem auxílio mecânico. Foi criada em 2018 com objetivo de resgatar o espírito dos primeiros ralis e fornecer uma opção de menor custo. Permite motos e quadriciclos de qualquer cilindrada. [2]

Quadriciclos[editar | editar código-fonte]

Com tração 4x2 ou 4x4, os quadris podem ter motorização de até 1.300 cm³ de cilindrada e assim como nas motos, podem levar dois motores-reserva lacrados, que passam por vistoria dos comissários técnicos da CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo) e podem ser trocados em qualquer momento do rali. Este ano, nove pilotos estão inscritos nesta categoria no Rally dos Sertões.

UTVs[editar | editar código-fonte]

Considerado um meio termo entre um quadriciclo e um carro, o UTV conta 12 duplas na 20ª edição do Rally dos Sertões. Sigla para Utility Task Vehicle (Veículo multi-tarefas), o UTV é um derivado do quadriciclo, mas em vez do guidão, o piloto tem volante, banco com cinco de cinco pontos e pedais, como em um carro. Utiliza-se da mesma motorização e homologação via CBM. Estreando de forma experimental no Sertões, possui uma gaiola com reforço na estrutura tubular para proteger piloto e navegador, portas rígidas, redes protetoras laterais e banco tipo concha. O uso de pneus é livre e o motor tem 89 cavalos de potência, podendo atingir até 130 km/h.

Carros[editar | editar código-fonte]

A categoria Carros está dividida em T1-FIA, Protótipo-T1, Pró Brasil, Super Production, Production-T2.

T1-FIA[editar | editar código-fonte]

Com peso mínimo que varia entre 860 e 2.050 quilos, dependendo da capacidade cúbica dos cilindros e na tração, os carros dessa categoria podem ser equipados com motores turbo, mas com no máximo dois estágios e não são permitidos propulsores com pós-combustão. Carros a gasolina ou diesel com duas válvulas por cilindro devem usar restritores de ar na admissão com no mínimo 34 milímetros e com 32 nos carros com mais de duas válvulas. Os veículos turbo diesel devem usar restritores com 39 milímetros.

Apenas chassis com estruturas tubulares de no mínimo 1,5 milímetro de espessura são liberados e a transmissão deve ser completamente manual, mas o câmbio sequencial é permitido. No caso da suspensão, apenas sistemas que permitem regulagem de flexibilidade e altura dos carros em movimento são proibidos; o restante é livre. Carros com tração 4x4 devem utilizar rodas com no máximo 810 milímetros e nos veículos 4x2 a medida máxima é de 940 milímetros.

Protótipo-T1[editar | editar código-fonte]

Nesta categoria os carros podem ser modelos preparados ou protótipos com tração 4x4 ou 4x2, movidos a gasolina, etanol ou diesel. Os restritores de ar na admissão devem ser de 36 milímetros nos carros a gasolina, 38 nos modelos nos modelos a etanol e 40 no caso do diesel ser o combustível.

Pró-Brasil[editar | editar código-fonte]

Os motores dos carros desta categoria devem usar aspiração normal, não precisam ser da mesma marca do veículo, o restritor de ar na admissão deve ter 38 milímetros e a taxa de compressão é livre. Os dispositivos de comando variável e os coletores de admissão devem ser originais do motor. Carros com mais de seis cilindros, lubrificação do tipo cárter seco são proibidos e sistemas de injeção de óxido nitroso e alimentação por carburador são proibidos. Câmbio sequencial também não é permitido.

Super Production[editar | editar código-fonte]

Para competir nesta categoria os carros precisam ter um mínimo de 100 unidades produzidas e que sejam vendidas no Brasil e podem ser movidos a gasolina, etanol ou diesel. Com peso mínimo que vai de 1.150 quilos para veículos de 1.600 cm³ de cilindrada até 2.050 quilos para modelos com mais de 5.250 cm³ de capacidade, os carros da Super Production também precisam obedecer à regulamentação de segurança da FIA, à exceção dos extintores e tanque de combustível. É permitido trocar o sistema de turbo, desde que a peça seja de fabricação nacional, assim como é permitido também, substituir os sistemas de intercooler e radiador. Instalar ventoinhas elétricas e radiador de óleo também é permitido. Motor e cilindrada devem ser originais do veículo, mas é permitido mexer nos pistões.

No caso dos carros aspirados a gasolina ou etanol, o restritor de ar na admissão deve ter 38 milímetros, no caso do carro ser turbo a gasolina ou etanol o restritor deve ter 36 milímetros e 40 nos motores a diesel. A escolha da embreagem é livre, mas o câmbio deve ser de fabricação nacional, com qualquer relação de marchas, sendo proibido o câmbio sequencial. Diferencial traseiro e caixa de transferência podem ser substituídos, desde que sejam nacionais. A suspensão deve ser de fabricação nacional, mas reforços são permitidos e a escolha dos amortecedores é livre. As rodas devem ser originais ou similares nacionais. No caso de rodas importadas, estas devem estar de acordo com as normas da FIA. O chassi deve ser original do veículo, mas pode receber reforços e a carroceria, que pode ser de fibra de vidro, deve manter a mesma aparência e dimensões do veículo original.

Production-T2[editar | editar código-fonte]

Composta por carros de linha com pelo menos 1.000 unidades produzidas, os veículos desta categoria podem ser movidos a gasolina, etanol ou diesel, mas devem utilizar restritor de ar na admissão com 38 milímetros nos carros aspirados a gasolina ou etanol, 36 para turbo a gasolina ou etanol e 40 nos movidos a diesel. Assim como na Super Production, a carroceria, que pode ser de fibra de vidro, deve manter a mesma aparência e dimensões do veículo original. A retirada de acessórios originais é permitida, desde que isso não gere ganho de desempenho e as rodas com 16 polegadas de diâmetro estão liberadas.

Caminhões[editar | editar código-fonte]

Divididos em leves e pesados, os veículos desta categoria precisam ter tração em ao menos dois eixos e devem utilizar como combustível o diesel vendido regularmente nos postos de combustíveis do Brasil.

Leves[editar | editar código-fonte]

Veículos pesando entre 3.500 e 4.800 quilos, com preparação livre.

Pesados[editar | editar código-fonte]

Veículos com peso mínimo de 4.800 quilos, com preparação livre.

Roteiros[editar | editar código-fonte]

Quatro estados se destacam como os que mais receberam competidores do rali: Minas Gerais, Bahia, Tocantins e Goiás. O último sediou a largada da prova mais de 15 vezes.

2012[editar | editar código-fonte]

O Rally dos Sertões completa em 2012 seus 20 anos de existência e mostra que ser conhecido como o maior rali sem fronteiras não é por acaso. Junto com a data comemorativa, a competição chega próximo de alcançar uma marca expressiva em sua história. Os veículos e pilotos do rali já levantaram poeira por quase 100 cidades brasileiras.

Neste ano, o Rally dos Sertões terá seu início em São Luís, capital do Maranhão, que comemora seus 400 anos de história. Em outras temporadas, o rali já passou por sete cidades maranhenses, incluindo São Luís.

O trajeto de 2012 contará 11 cidades do nordeste e norte brasileiro. Entre elas, a cidade de Bom Jesus, no Piauí, que fará sua estreia na competição. Outra cidade inédita é a de Iguatu, no Ceará, que vai ser a largada da última etapa – rumo a Fortaleza, totalizando 89 cidades que já receberam o Rally dos Sertões. Nos últimos 20 anos, o rali só não percorreu as estradas da região Sul. Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil já tiveram suas cidades tomadas por esse grande evento de off road.

2017[editar | editar código-fonte]

Largada em Goiânia e chegada inédita em Bonito-MS. Em sua edição histórica de 25 anos, o rally adentrou pela primeira vez no estado do Mato Grosso do Sul. [3]

2018[editar | editar código-fonte]

Largada tradicional em Goiânia e chegada em Fortaleza. Em sua 26ª edição, o rally cruzou os estados de Goiás, Bahia, Piauí e Ceará. Embora anunciada, a volta ao Jalapão não ocorreu.[4][5]

A cidade de Formosa (GO) recebeu a comitiva pela primeira vez. Em Barra (BA) ocorreu a etapa maratona, quando os competidores não podem receber auxílio dos mecânicos.

Cidades que já receberam o rali[editar | editar código-fonte]

Alfenas (MG), Alto Paraíso de Goiás (GO), Alto Parnaíba (MA), Aracaju (SE), Araguaína (TO), Aruanã (GO), Bacabal (MA), Balsas (MA), Barra (BA), Barra do Corda (MA), Barra do Garças (MT), Barreirinhas (MA), Belo Horizonte (MG), Bom Jesus (PI), Bom Jesus da Lapa (BA), Bonito (MS), Brasília (DF), Brumado (BA), Caicó (RN), Caldas Novas (GO), Campos do Jordão (SP), Cândido Sales (BA), Carolina (MA), Cássia (MG), Caucaia (CE), Cavalcante (GO), Cidade de Goiás (GO), Colinas do Tocantins (TO), Corrente (BA), Coxim (MS), Crateús (CE), Diamantina (MG), Dianópolis (TO), Floriano (PI), Formosa (GO), Fortaleza (CE), Franca (SP), Garanhuns (PE), Goiânia (GO), Goianésia (G0), Gurupi (TO), Iguatú (CE), Imperatriz (MA), Itajubá (MG), Janaúba (MG), Januária (MG), João Pessoa (PB), Juazeiro do Norte (CE), Juiz de Fora (MG), Lençóis (BA), Lizarda (TO), Luis Eduardo Magalhães (BA), Minaçu (GO), Montes Claros (MG), Mossoró (RN), Natal (RN), Natividade (TO), Niquelândia (GO), Ouro Preto (MG), Padre Bernardo (GO), Palmas (TO), Paranã (TO), Parnaíba (PI), Patos de Minas (MG), Petrolina (PE), Petrópolis (RJ), Pirapora (MG), Pirenópolis (GO), Ponte Alta do Tocantins (TO), Porangatu (GO), Porto de Galinhas (PE), Porto Nacional (TO), Porto Seguro (BA), Posse (GO), Quixadá (CE), Rio Verde (GO), Salvador (BA), Santa Helena (GO), Santa Terezinha de Goiás (GO), Santana do Araguaia (PA), São Félix do Araguaia (MT), São Félix do Jalapão (TO), São José dos Campos (SP), São Luis (MA), São Paulo (SP), São Raimundo Nonato (PI), Seabra (BA), Senhor do Bonfim (BA), Serra Talhada (PE), Sobral (CE), Taiobeiras (MG), Teresina (PI), Ubajara (CE), Uberlândia (MG), Unaí (MG), Varginha (MG) e Xique-Xique (BA).

Largadas e Chegadas[editar | editar código-fonte]

  • 1993 Campos do Jordão (SP) - Natal (RN)
  • 1994 Campos do Jordão (SP) - Natal (RN)
  • 1995 Campos do Jordão (SP) - Natal (RN)
  • 1996 São Paulo (SP) - Fortaleza (CE)
  • 1997 São Paulo (SP) - Natal (RN)
  • 1998 São Paulo (SP) - Natal (RN)
  • 1999 São Paulo (SP) - Fortaleza (CE)
  • 2000 São Paulo (SP) - Fortaleza (CE)
  • 2001 São Paulo (SP) - Fortaleza (CE)
  • 2002 Goiânia (GO) - Fortaleza (CE)
  • 2003 Goiânia (GO) - São Luís (MA)
  • 2004 Goiânia (GO) - Fortaleza (CE)
  • 2005 Goiânia (GO) - Goiânia (GO)
  • 2006 Goiânia (GO) - Porto Seguro (BA)
  • 2007 Goiânia (GO) - Salvador (BA)
  • 2008 Goiânia (GO) - Natal (RN)
  • 2009 Goiânia (GO) - Natal (RN)
  • 2010 Goiânia (GO) - Fortaleza (CE)
  • 2011 Goiânia (GO) - Fortaleza (CE)
  • 2012 São Luis (MA) - Fortaleza (CE)
  • 2013 Goiânia (GO) - Goiânia (GO)
  • 2014 Goiânia (GO) - Belo Horizonte (MG)
  • 2015 Goiânia (GO) - Foz do Iguaçu (PR)
  • 2016 Goiânia (GO) - Palmas (TO)
  • 2017 Goiânia (GO) - Bonito (MS)
  • 2018 Goiânia (GO) - Fortaleza (CE)
  • 2019 Campo Grande (MS) - Aquiraz (CE)

Tecnologia e Segurança[editar | editar código-fonte]

Para coordenar uma competição de dez dias e cinco mil quilômetros, passando por estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o que exige uma complexa logística, todos os equipamentos de monitoramento são necessários para garantir o bom andamento da prova com o máximo de garantia e tranquilidade.

E para que o Rally dos Sertões transcorra com a maior segurança possível, como tem sido sua marca nos últimos 20 anos, é extensa a lista de equipamentos usados, que vão desde rádios comunicadores a dispositivos de localização via satélite, passando por helicópteros-UTI.

A organização conta com uma extensa rede de comunicação via rádio comandada pelos dois aviões que sobrevoam a prova acompanhando as etapas, e que servem como antena para toda a comunicação necessária durante o evento.

Além dos aviões, mais três helicópteros participam do rali: um para captação de imagens e outros dois para equipe médica, equipados com UTI. Em caso de acidente durante a prova, a primeira comunicação é feita por um dos aviões ou pelo helicóptero de filmagem, que dá suporte e solicita a presença da aeronave equipada com a Unidade de Terapia Intensiva para o resgate de pilotos e navegadores.

Os carros da organização usam três aparelhos de GPS: dos modelos Garmin Montana, Garmin 276 e Garmin 76 CX, um para cada funcionalidade específica, além do próprio aparelho original do carro – uma Mitsubishi L200 Triton.

Além disso e dos rádio comunicadores, as L200 Triton utilizadas por membros da organização e da direção de prova são também equipados com um rastreador Autotrac, que dá toda a localização dos carros via satélite.

Já os veículos de competição contam com odômetro, GPS, rádio comunicador e o Totem Rastro, equipamento que serve como uma espécie de “caixa preta” para os veículos: ele registra todos os dados durante uma etapa da especial; dá a localização por GPS e serve como “dedo-duro” para a direção de prova, pois comprova se o carro, moto, caminhão, quadriciclo ou UTV respeitou ou não as zonas de radar e se andou nas velocidades limites estabelecidas para cada rodovia durante os deslocamentos.

Cronometragem e apuração via satélite[editar | editar código-fonte]

Desde 2001, a organização do Rally dos Sertões utiliza uma das mais avançadas tecnologias disponíveis no mundo para cronometragem de eventos off-road de longa distancia: Coletores de dados projetados especialmente para eventos off-road e transmissão de dados de cronometragem ao vivo via satélite, para uma central de apuração. Como os postos de cronometragem das especiais de velocidade (largada e chegada) geralmente são posicionados em locais remotos e de difícil acesso, se faz necessária a utilização de tecnologia de transmissão de dados independente de redes de internet e telefonia móvel, inexistentes nestes locais.[6]

A cronometragem dos tempos dos competidores é efetuada por uma equipe de quatro integrantes, em dois veículos da organização, que se revezam entre as chegadas e largadas das etapas. São eles:

  • Operador do coletor de dados Compass e módulo de comunicação via satélite Autotrac;
  • Operador da fotocélula de chegada e/ou painel de largada;
  • Uma pessoa para anotar o registro de horário do dia nos cartões de controle dos competidores;
  • E outra pessoa para organizar a fila de competidores, espectadores, entre outras tarefas.

Dependendo do percurso e distância, o veículo responsável pela cronometragem da chegada de uma determinada etapa precisa iniciar seu deslocamento no dia anterior pelo mesmo trajeto por onde irão passar os competidores, se orientando também pela mesma planilha utilizada pelos competidores, para que haja tempo suficiente para encontrar o local correto do fim da especial de velocidade, montar todos os equipamentos, efetuar testes e comunicar ao avião que sobrevoa a prova que estão prontos para coletar e transmitir os dados. Os integrantes da equipe também revezam as funções de motorista e navegador durante os deslocamentos nas etapas, que podem alcançar até 5.000 km em 10 dias de prova.

Módulo de comunicação Autotrac e Coletor de dados Compass

Os equipamentos utilizados são:

  • Módulo de comunicação via Satélite Autotrac;
  • Coletor de dados modelo Compass modelo 2010 com precisão de centésimos de segundo;
  • Conjunto de Tripé e Fotocélulas de passagem Chronosat modelo Pró;
  • Painel de largada Chronosat modelo Sertões (utilizado somente na largada);
  • Aproximadamente 300 metros de cabos para comunicação entre a fotocélula e o Coletor de dados Compass;
  • Baterias de longa duração, carregadores, notebooks, backup manual de dados, etc.
Sistema de Coleta de dados para cronometragem Compass - Coletor de dados, Fotocélulas, Tripés, Baterias e cabos.

O longo comprimento do cabo de comunicação entre a fotocélula na linha de chegada e o Coletor de dados Compass justifica-se pela alta velocidade que os competidores cruzam a linha de chegada: é preciso deixar uma grande margem de segurança para que o competidor tenha espaço suficiente para desacelerar e parar no posto de controle da equipe de cronometragem, onde terá registrado no seu cartão de controle o horário de chegada.

Um fato curioso e inédito envolvendo a cronometragem ocorreu durante a sexta etapa da 19ª edição do Rally dos Sertões, realizada em 2011: o piloto francês Cyril Despres venceu a etapa com apenas quatro centésimos de segundo de vantagem para o brasileiro Felipe Zanol, em um trecho com percurso de 428 Km.[7]

Painel de largada experimental Compass modelo P15X

Dinâmica de operação do posto de cronometragem:

  • Duas fotocélulas (emissor e receptor) são posicionadas no ponto exato de chegada, uma de cada lado da estrada. Um feixe de raios infravermelhos é emitido da fotocélula emissora, para a receptora;
  • Quando o competidor cruza este feixe infravermelho, um pulso elétrico é enviado ao coletor de dados Compass;
  • Ao identificar o pulso elétrico, o coletor de dados Compass "congela" o horário do dia com precisão de centésimos de segundo, registrando também o número do competidor, e transfere este registro automaticamente para o módulo de comunicação Autotrac. O coletor de dados (tanto o de largada como o de chegada) tem seu relógio interno sincronizado via GPS;
  • Este registro é enviado pelo módulo de comunicação Autotrac instantaneamente via satélite para o servidor web da central de apuração, onde um software conectado à internet recebe automaticamente os dados;[8]

Basicamente, o software de apuração subtrai o horário de chegada do horário de largada registrado pelos Coletores de dados Compass, classifica os pilotos de acordo com suas categorias, antes mesmo de os veículos chegarem ao parque fechado da cidade de destino. Após análise dos dados de auditoria na secretaria de prova, eventuais punições, recursos por parte de equipes ou competidores pelos comissários da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) e da CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo), é emitido então o resultado oficial da etapa.

Sentinel[editar | editar código-fonte]

Entre os competidores, o Sentinel, um dispositivo de ultrapassagem que facilita o pedido de passagem entre os veículos de competição quando a manobra se torna difícil em virtude da largura da pista. Ele serve para que um competidor que está mais rápido avise ao piloto à frente que está se aproximando e quer passagem. Este aviso é feito por meio de um sinal sonoro. O piloto que recebe o “apito” já sabe que está mais lento do que o veículo de trás, e geralmente abre caminho.

Rally online: Aplicativos[editar | editar código-fonte]

Na edição comemorativa de 20 anos, os amantes do Rally dos Sertões e do off road em geral pouderam acompanhar todas as informações da prova online e de qualquer lugar do mundo. Isso porque o site Webventure, parceiro da Dunas Race, lançou um aplicativo de celular para quem quisesse saber todos os detalhes da maior prova off-road do Brasil por meio de um mobile.

O aplicativo Sertões tem um resumo de toda a cobertura feita pelo site. Usuários das plataforma iOS (iPhone, iPad e iPod Touch) e Android terão o aplicativo – que estão disponíveis na Apple Store e na Play Store.

Vencedores[editar | editar código-fonte]

Veja os vencedores das últimas edições do maior evento off road do mundo disputado dentro de um único país.

Vencedores do Rally dos Sertões 2009 (Geral)[9][editar | editar código-fonte]

Categoria Posição Pilotos Tempo
Motos José Hélio 34h17m57s
Denisio do Nascimento 35h17m10
Juca Bala 35h46m47s
Quadriciclos Cristiano S. Batista 40h40m08s
Carlo Collet 41h04m49s
Bruno L. Sperancini 46h19m34s
Carros Carlos Sainz/Lucas Cruz 29h16m22s
Nasser Al-Attiyah/Timo Gottschalk 29h17m37s
Jean Azevedo/Youssef Haddad 33h08m42s
Caminhões Edu Piano/Solon/Davi 26h33m54s
Amable Barrasa/Guilherme/Raphael 26h37m15s
Guido Salvini/Weidner/Fernando 32h07m25s

Vencedores do Rally dos Sertões 2010 (Geral)[10][editar | editar código-fonte]

Categoria Posição Pilotos Tempo
Motos Marc Coma 25:52:42
Felipe Zanol 26:10:07
Kuba Przygonski 26:32:26
Quadriciclos Rafal Sonik 30:18:11
Francinei Souza Costa 32:33:38
Sergio Klaumann 33:08:33
Carros Guilherme Spinelli/Youssef Haddad 25:39:39
Klever Kolberg/Flávio França 25:54:58
Paulo Nobre/Luiz Carlos Palu 26:20:21
Caminhões Marcos Cassol/Rodrigo Mello/Davi Fonseca 27:55:44
Vanderlei Cassol/Lélio Vieira Carneiro Júnior/Henrique Oliveira 30:03:52
Felicio Bragante/Ricardo Costa/Nelson Corder 30:49:20

Vencedores do Rally dos Sertões 2011 (Geral)[11][editar | editar código-fonte]

Categoria Posição Pilotos Tempo
Motos Cyril Despres 30:04:00
Felipe Zanol 30:08:10
Dário Júlio 31:20:48
Quadriciclos Tom Rosa 39:59:13
Leonardo Franco 43:47:03
José Demontier 43:44:02
Carros Guilherme Spinelli/Youssef Haddad 29:23:39
Paulo Nobre/Filipe Palmeiro 29:47:39
Klever Kolberg/Flavio França 30:06:23
Caminhões Leves Edu Piano/Solon Mendes/Davi José de Oliveira 28:19:13
Rafael Conde/José Papacena Neto 31:04:02
Caminhões Pesados Guido Salvini/Flavio Bisi/Fernando Ventania 31:45:25
André Azevedo/Sidinei Broering/Ronaldo Pinto 32:10:20

Vencedores do Rally dos Sertões 2012 (Geral)[12][editar | editar código-fonte]

Categoria Posição Pilotos Tempo
Motos Felipe Zanol 32h12min33s
Dário Júlio 32h38min02s
Nielsen Bueno 33h32min40s
Quadriciclos Marcelo Medeiros 40h52min36s
Paulo Roberto Kitagawa 51h43min36s
Ernesto Jun Watashi 56h18min18s
UTVs 1 º Bruno Sperancini/Thiago Vargas 40h51min21s
Carlo Collet/Eduardo Shiga 52h14min32s
Edgley Sobrinho/Rodolfo Brito 87h02min06s
Carros Stéphane Peterhansel/Jean-Paul Cottret 26h06min53s
Guilherme Spinelli/Youssef Haddad 26h30min26s
Riamburgo Ximenes/Flavio França 27h09min40s
Caminhões Carlos Policarpo/Romulo Seccomandi/Davi Fonseca 37h44min00s
Amable Barrasa/Cesar Botas/Raphael Bettoni 46h22min56s
Fabio Freire/João Afro/João Victor Ribeiro 46h42min51s
Caminhões Pesados Guido Salvini/Flavio Bisi/Fernando Ventania 39h15min50s
Edu Piano/Solon Mendes/Carlos Sales 41h55min18s
André Azevedo/Maykel Justo/Ronaldo Pinto 62h25min13s

Vencedores do Rally dos Sertões 2013 (Geral) [13][editar | editar código-fonte]

Categoria Posição Pilotos Tempo
Motos Paulo Gonçalves 30h27m38s
Cyril Despres 30h52m38s
Marc Coma 31h04m02s
Quadriciclos Robert Nahas 35h17m07s
Marcelo Medeiros 35h19m18s
Mauro Almeida 39h00m42s
UTVs 1 º Carlo Collet/Marcos Gouvea 48h31m52s
Rodrigo Varela/João Arena 52h09m19s
Bruno Sperancini/Lourival Roldan 71h05m43s
Carros Stephane Peterhansel/Jean-Paul Cottret 28h27m12s
Guilherme Spinelli/Youssef Haddad 30h16m13s
João Franciosi/Rafael Capoani 30h59m31s
Caminhões Edu Piano/Solon Mendes/Antônio Sales 32h35m46s
Guido Salvini Netto/Flavio Bisi/Fernando Chwaigert 47h13m56s

Edição 2014[editar | editar código-fonte]

Vencedores por categoria geral (acumulado das subcategorias).[14][15][16]

Categoria Posição Pilotos Tempo
Motos Marc Coma 18h21min51s
Paulo Gonçalves 18h25min14s
Jean Azevedo 18h35min56s
Quadriciclos Robert Nahas 20h38min09s
Rafal Sonik 21h01min04s
Gabriel Varela 21h34min53s
UTVs 1 º Vinícius Mota/Rafael Shimuk 22h27min12s
Henrique Gutierrez/Weidner Moreira 22h49min20s
Elson Cascão II/Cláudia Grandi 23h06min24s
Carros Guiga Spinelli/Youssef Haddad
Reinaldo Varela/Gustavo Gugelmin
Cristian Baumgart/Beco Andreotti
Caminhões Edu Piano/Solon Mendes/Antonio Sales

Edição 2015[editar | editar código-fonte]

Vencedores na geral por categoria.[17]

Categoria Posição Pilotos Tempo
Motos Jean Azevedo 15h51min38s
Ramon Sacilotti +12min31s
Adrien Metge (FRA) +15min04s
Carros Reinaldo Varela/Gustavo Gugelmin 14h53min25s
Marcos Baumgart/Kleber Cincea +14min22s
Cristian Baumgart/Beco Andreotti +1h00min33s
Quadriciclos Marcelo Medeiros 18h37min12s
Pedro Costa +44min20s
Geison Belmont +2h40min19s
UTVs Bruno Sperancini/Lourival Roldan 17h51min10s
Gabriel Varela/Gabriel Morales +16min43s
Bruno Varela/Mayckon Padilha +24min17s

Edição 2016[editar | editar código-fonte]

Vencedores na classificação geral por categoria.[18][19]

Categoria Posição Pilotos Tempo
Motos Gregorio Caselani 29h27min47
Ramon Sacilotti 29h58min34
Eduardo Shiga 31h44min25
Quadriciclos Edgley Sobrinho 40h30min05
André Suguita 37h40min10
Helio Pessoa 42h17min03
UTVs Bruno Sperancini / Breno Rezende 33h28min03
Gabriel Varela / Gabriel Morales 34h13min20
Carlos Ambrosio / Cadu Sachs 34h28min57
Carros Cristian Baumgart / Beco Andreotti 28h39min47
Lance Woolridge / Marcelo Haseyama 29h19min12
Guilherme Spinelli / Youssef Haddad 29h20min19

Edição 2017[editar | editar código-fonte]

Vencedores na classificação geral por categoria. [20]

Categoria Posição Pilotos Tempo
Motos Jean Azevedo 24h49min12
Gregorio Caselani 26h29min11
Bruno Airton Leles 27h21min18
Quadriciclos Diogo Zonato 27h38min44
George Ximenes 27h40min31
Milton Martens 30h33min46
UTVs 1 º Bruno Varela/João Arena 25h38min22
Lucas Barroso/Breno Rezende 25h46min19
Ismar Júnior/André Sá 26h08min06
Carros Cristian Baumgart/Beco Andreotti 21h38min26
Reinaldo Varela/Gustavo Gugelmin 21h45min23
Alvarez Fernando/Juan Monasterolo 23h38min14

Edição 2018[editar | editar código-fonte]

Vencedores na classificação geral por categoria. [21][22]

Categoria Posição Pilotos Máquina Equipe Tempo
Motos Tunico Maciel Honda CRF 450RX Honda Racing Rally Team 27h24min20s
Ricardo Martins Yamaha WR 450 Yamaha Rinaldi Rally Team 27h56min17s
Gregório Caselani Honda CRF 450RX Honda Racing Rally Team 28h28min01s
Quadriciclos Wescley Dutra Girão Racing 35h12min34s
Giovanni Filho Yamaha Raptor 700R BPM Race Team 35h30min48s
George Ximenes Yamaha Raptor 700R Girão Racing 36h13min49s
UTVs 1 º Enrico Amarante/Breno Rezende Can-Am Maverick X3 Gramacho Racing 28h03min21s
Denísio Nascimento/Idali Bosse Can-Am Maverick X3 Bompack Racing 28h07min31s
Gabriel Cestari/Jhonatan Ardigo Can-Am Maverick X3 XRS Ghia Motorsport / Cotton Racing 28h26min17s
Carros Cristian Baumgart/Beco Andreotti Ford Ranger X Rally Team 21h51min31s
Sylvio Barros/Rafael Capoani Ford Ranger NWM X Rally Team 21h59min29s
Rafael Cassol/Lelio Junior Giaffone Buggy V8 Giaffone Racing 22h57min40s

Vocabulário do Sertões[editar | editar código-fonte]

Como em qualquer atividade, o rali tem seus próprios termos técnicos. São tantos que chegam praticamente a formar um outro idioma

Um leigo que tiver em mãos uma planilha de navegação muito provavelmente não conseguirá decifrá-la. São tantos termos, símbolos e sinais que fica difícil de traduzir tudo – só quem é do mundo off road possui habilidade (adquirida ao longo dos anos) para tal. O rali tem seus termos técnicos e que praticamente formam um dialeto à parte no mundo das competições.

“Tem que evitar o Deps para não forfetar”, por exemplo, quer dizer “evitar as depressões do piso para não danificar o veículo, fazendo o competidor perder tempo e ter de ‘pular’ a etapa sob pena de acréscimo de tempo”. Por isso, preparamos um dicionário de “raliguês”.

Gírias[editar | editar código-fonte]

  • Coelho - designa o membro da equipe da organização que sai com três dias de antecedência (no Sertões) para checar possíveis imprevistos e mudanças no roteiro, como uma ponte caída, uma nova cerca ou buraco de grandes dimensões
  • Concentração - Local nas cidades onde o rali "estaciona", depois da especial daquele dia
  • Costela - pequenas irregularidades no piso ou mini lombadas que, quando o carro passa em alta velocidade, dão a sensação de se estar trafegando por "costelas" gigantes
  • Cureca - É a palavra para perigo. Possui graduação, indicada nos livros de bordo, que vai de 1 a 3 curecas. Antes, a graduação era indicada por caveiras (de 1 a 3), mas atualmente usam-se pontos de exclamação
  • Deslocamento - trechos do rali entre uma especial e outra
  • DEPS - Indica "depressão de poças secas", resultado da ação da água da chuva em piso de terra que, quando seca, deixa deformidades no piso
  • Especial - Trecho de alta velocidade, cronometrado, ou partes do roteiro onde a corrida é realmente disputada
  • E3 - Simbologia usada internacionalmente nos rallies para indicar estreitamento de pista
  • Facão – Trechos em que a seção central é bem mais elevada do que as bordas da pista
  • Forfetar - Após o prazo máximo de chegada para dado veículo em determinado dia, há um período no qual o competidor deve entregar seu cartão de controle de horário. Universalmente, este prazo é de 30 minutos. Se perder o prazo, o veículo "forfetou", ou seja, será penalizado com a perda do resultado conquistado naquele dia e cairá muitas colocações; a palavra “forfete” é originária do francês forfait, que significa retirar um cavalo do páreo antes da corrida (ou faltar a um compromisso)
  • Levantamento - Determinação do roteiro do rali, realizado ao longo de meses de trabalho por uma equipe especializada da organização
  • Lombas - Lombadas grandes que podem causar saltos violentos e quebra de elementos da suspensão
  • Quebradeira - Trecho formado por piso com muitas pedras e buracos, geralmente em descida
  • Piçarra - tipo de solo formado pela mistura de fragmentos de rocha, areia e outros, mas que conserva, ainda vestígios da textura original da rocha. Também chamado de tapururuca
  • Prime - Disputa tipo ponto a ponto (sem formação de circuito) em alta velocidade. Muitas vezes é apenas uma exibição promocional
  • Sentinel - Sistema que sinaliza eletronicamente ao carro da frente que há um bólido mais rápido solicitando ultrapassagem. O dispositivo aciona uma luz no painel e um alarme sonoro. É usado geralmente em trechos poeirentos e de pouca visibilidade
  • Spy - Equipamento que indica infrações, como excesso de velocidade em zonas de radar. Fornece dados sobre o percurso e indicações do comportamento do veículo naquele dia
  • Super prime - Disputa em alta velocidade em circuito fechado (tipo um autódromo de terra), no qual os obstáculos são produzidos artificialmente (por trator, como morretes, depressões, curvas de raios variados)
  • Zona de radar - Área de velocidade controlada através do Spy, geralmente em vilarejos e trechos perigosos
  • Way point - coordenada geográfica para utilização no GPS. Indica pontos da rota a ser empregada pelo competidor
  • Facão - Sulcos no solo formados pela passagem de diversos veículos, que acabam influenciando o rendimento dos competidores que vierem depois naquele trecho. São chamados facões tanto os sulcos quando a porção de terra, saliente, que se acumula entre eles.

Termos de planilha[editar | editar código-fonte]

! - Cureca (perigo) !! - Dupla cureca !!! - Tripla cureca (risco elevado, baixar a velocidade ao mínimo) D - Indica trecho de deslocamento, ou trechos do rali entre uma especial e outra DEPS - Depressões na estrada de poça seca EROS - Erosão na estrada FZR - Fim de zona de radar ITE - Início do trecho especial (cronometrado) IZR - Início de zona de radar (velocidade controlada) LAPE - Laje de pedra (piso de pedra onde o veículo irá trafegar) LBD - Lombada dupla MB - Mata burro MBVCL - Mata burro com vão central longitudinal PTVCL - Ponte de toras com vão central longitudinal R-30 - Radar 30 km/h V – Vila


Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  1. http://sertoes.com/files/Regulamento_Particular_Sertoes2018_Motos_Quadris_UTV_CBM.pdf
  2. https://www.vipcommnews.com/rally-dos-sertoes-2018-categoria-honda-crf-230/
  3. http://www.vipcommnews.com/mato-grosso-do-sul-rally-dos-sertoes/
  4. http://www.vipcommnews.com/rally-dos-sertoes-2018-voltara-ao-jalapao-exposicao-de-midia-dobra/
  5. https://www.vipcommnews.com/rally-dos-sertoes-2018-anuncia-roteiro-100-dias-antes-da-largada-competidores-e-equipes-aprovam-a-volta-as-origens/
  6. Cosme, R.R. (20 de dezembro de 2010). «Cronometragem e apuração Compass». Encotec Eletrônica Indústria e Comércio Ltda. Consultado em 6 de agosto de 2015 
  7. Moto Esporte (16 de agosto de 2011). «Sertões dia 6, Cyril Despres bate Felipe Zanol por inéditos 4 centésimos de segundo na 6ª Etapa do Sertões!!». Moto Esporte Revista Eletrônica. Consultado em 6 de agosto de 2015 
  8. Wichoski, U. (20 de julho de 2012). «Tecnologia de Cronometragem e Apuração Chronosat». Chronosat. Consultado em 6 de agosto de 2015 
  9. [Fonte: http://www.webventure.com.br/coberturas/sertoes2009/ Webventure]
  10. [Fonte: http://www.webventure.com.br/sertoes2010/ Webventure]
  11. [Fonte: http://www.webventure.com.br/sertoes2011/ Arquivado em 5 de outubro de 2012, no Wayback Machine. Webventure]
  12. [Fonte: http://www.webventure.com.br/sertoes2012/ Arquivado em 5 de outubro de 2012, no Wayback Machine. Webventure]
  13. http://www.rochinhagol.com.br/resultado-final-do-rally-dos-sertoes-2013/
  14. https://web.archive.org/web/20151203032106/http://www.sertoes.com/campeoes/Evento_Campeoes_2014.html
  15. http://mundocross.com.br/2014/08/30/coma-e-campeao-nas-motos-nahas-vence-nos-quads-e-motashimuk-nos-utvs/
  16. https://brasilforadeestrada.blogspot.com/2014/09/sertoes-2014-resultado-final.html
  17. https://www.vipcommnews.com/rally-dos-sertoes-2015-conheca-todos-os-campeoes/
  18. http://www.motonline.com.br/noticia/rally-dos-sertoes-2016-caselani-conquista-titulo-inedito/
  19. https://www.vipcommnews.com/sertoes-rally-palmas-vitoria/
  20. https://www.vipcommnews.com/rally-dos-sertoes-consagra-jean-azevedo-cristian-baumgartbeco-andreotti-diogo-zonato-e-bruno-varelajoao-arena/
  21. http://www.chronosat.com.br/2018/sertoes/geral.php?db=2
  22. https://www.vipcommnews.com/rally-dos-sertoes-consagra-campeoes-ineditos-na-chegada-a-fortaleza/