Boca Maldita

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Aspecto da Rua das Flores, nas cercanias da Boca Maldita.

A Boca Maldita é uma confraria[1] localizada em Curitiba. O termo também é associado ao local em que seus membros se encontram para discutirem os assuntos do momento.[2] [3]

O local[editar | editar código-fonte]

Boca Maldita é a denominação de um espaço, sem área determinada mas ao redor dos cafés, bancas de revista e bancos do calçadão na Avenida Luiz Xavier (entre a Praça General Osório e a Rua XV de Novembro) no centro de Curitiba, onde se reúnem os "Cavaleiros da Boca Maldita de Curitiba", confraria esta que disseca todos os assuntos presentes nas manchetes dos jornais do momento, em uma tribuna livre de palavras e pensamentos.[2][4]

O obelisco[5] existente em frente ao hotel Braz, faz uma homenagem ao local e a confraria.[6][7]

A confraria[editar | editar código-fonte]

Reduto prioritariamente masculino, tribuna livre para quaisquer comentários ou críticas, a confraria "Cavalheiros da Boca Maldita de Curitiba" surgiu em 13 de dezembro de 1956[1], fundada por um grupo que reunia, entre outros, o eterno presidente Anfrísio Siqueira e o jornalista Adherbal Fortes de Sá Junior. A institucionalização do espaço de conversas, no calçadão da Avenida Luiz Xavier, se deu em 13 de dezembro de 1966 (data anterior ao calçadão), quando da criação dos estatutos e seu registro ocorreu em 29 de setembro de 1975.[8]

O lema da entidade é: "nada vejo, nada ouço, nada falo".[6]

A confraria existe para debater e criticar tudo e todos sem qualquer restrição, expressando as vontades e indignações populares. Entre seus confrades reúnem-se pessoas de diversas opiniões ou setores, como artistas, profissionais liberais, políticos, esportistas e aposentados. A Boca Maldita se destaca em diversos acontecimentos históricos do estado e do país, como por exemplo, a campanha das Diretas Já, além de diversas ações de caráter filantrópico-cultural.[9] O maior evento da “Boca” é o seu jantar de aniversário quando cerca de 40 pessoas recebem o título de “Cavaleiros”.[7]

Entre os milhares de associados da confraria estão Oriovisto Guimarães, Ziraldo, Carlos Ayres Britto, Félix Fischer, Nelson Jobim ou Antonio Ermírio de Morais.[1]

Referências

  1. a b c «Confraria "Cavalheiros da Boca Maldita" comemora 60 anos om 56 anos novos integrantes». Sistema Fecomércio. 14 de dezembro de 2016. Consultado em 6 de junho de 2019 
  2. a b «Boca Maldita e Calçadão da Rua XV». Fórum Verdade - Universidade Federal do Paraná. Consultado em 6 de junho de 2019 
  3. WRONISKI, Elizangela. Boca Maldita completa 50 anos de democracia. O Estado do Paraná, Curitiba, 13 dez. 2006
  4. «Manifestantes pró-Bolsonaro se reúnem na Boca Maldita pra ato a favor do governo». Portal Tribuna do Paraná. 26 de maio de 2019. Consultado em 6 de junho de 2016 
  5. «Livro "O Passeio TurÍstico Da Cidade De Curitiba"». No Google Books. 2014. Consultado em 6 de junho de 2016 
  6. a b ANDRADE, Luis Carlos R. de. Conheça Curitiba. Curitiba, ed. Estética, 1997. 116p
  7. a b «Saiba mais sobre a Boca Maldita em Curitiba». Partiu Curitiba. Consultado em 6 de junho de 2019 
  8. «Boca Maldita completa 61 anos em Curitiba». Portal Bem Paraná. 12 de dezembro de 2017. Consultado em 6 de junho de 2019 
  9. Redação. Boca Maldita de Curitiba. O Rugido Virtual, Curitiba, 13 dez. 2007

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • MENDONÇA, Maria L. N. Linha Vermelha; Pegadas da Memória. Curitiba; Fundação Cultural de Curitiba, 1991. 56p
  • LIMA, Dinarte G. de. Guia Turístico de Curitiba e do Paraná de 1987. Curitiba; Ed. Mapas e Guias, 1987. 168p