Praça Tiradentes (Curitiba)

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Praça Tiradentes (Curitiba)
Praça Tiradentes com destaque para a estátua de Joaquim José da Silva Xavier
Localização Curitiba
 Paraná
 Brasil
Tipo Público
Área 9 026 m²
Administração Prefeitura de Curitiba

A Praça Tiradentes é um espaço público do município de Curitiba, capital do estado do Paraná, no Brasil. Com 9.026 m², é sua mais antiga praça e considerada oficialmente o local onde a cidade nasceu.

De acordo com a lenda, o lugar foi escolhido pelo cacique Tindiqüera, da tribo Tingüi, para a transferência dos primeiros habitantes da região, até então, acampados às margens do rio Atuba, onde hoje situa-se o Bairro Alto. Na praça encontra-se o monolito histórico, com a Cruz de Cristo, que simboliza o poder legalmente constituído pelo rei de Portugal, em 29 de março de 1693. Junto ao monolito está o Marco Zero da cidade, utilizado para referências geodésicas, de onde são medidas e encontradas todas as distâncias, assinaladas as direções de Santa Catarina, "Iguassu", São Paulo e Paranaguá. Há também a referência de nível de Curitiba e o monolito que registra o local do Pelourinho, levantado por Gabriel de Lara, com a Cruz de Malta, a representar o poder legalmente constituído do governo português, a justiça e a caracterização das vilas.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Calçamento em vidro sobre descobertas arqueológicas

No passado, era conhecida como Largo da Matriz, por abrigar a pequena capela em torno da qual se desenvolveu a Vila Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais, onde hoje encontra-se a Catedral Metropolitana de Curitiba. Em 1880, quando da visita do imperador ao Paraná, o Largo da Matriz mudou seu nome para Largo Dom Pedro II e em 1889 passou a denominar-se, finalmente, Praça Tiradentes. Abriga bustos de personagens importantes da história do Brasil como Getúlio Vargas, Marechal Floriano Peixoto e Tiradentes, esta última de João Turin. Em 2017, a estátua do Cacique Tindiqüera foi transferida para a praça.[2]

Conflito[editar | editar código-fonte]

A praça Tiradentes foi palco de um grave conflito étnico ocorrido em 8 de dezembro de 1959 e que durou três dias. O episódio é conhecido como a "Guerra do Pente"[3].

Atualidade[editar | editar código-fonte]

No início de 1994, foi reformada com o objetivo de alterar o tráfego do anel central, além de servir como terminal de algumas linhas de ônibus urbanos e servir como ponto de partida da Linha Turismo (Jardineira). Em 2008 foram encontradas calçamentos de cunho arqueológico, datados da metade do século XIX. Após uma grande reforma, a praça foi reinaugurada, com um projeto de revitalização para dar visibilidade aos achados. No meio da praça, onde foi encontrada a calçada histórica mais importante, foi instalado um piso de 119 metros quadrados, em vidro laminado, sustentado por uma estrutura metálica com uma iluminação especial interna.[4][5]

Estátua de Tiradentes[editar | editar código-fonte]

Praça Tiradentes em 1950

Uma das atrações da praça é a estátua de Tiradentes, obra executada pelo escultor João Turin, inaugurada em 21 de abril de 1927.

Em 2013, esta obra foi removida para os serviços de manutenção, e neste processo, foi descoberta uma garrafa no vão livre do seu pedestal, que aberta por técnicos especialistas, descobriu-se conter uma carta, escrito pelo próprio escultor, indicando que no local original do monumento, removida de lugar em 1932, existe uma cápsula do tempo contendo a primeira página do jornal “O Dia”, de 21 de abril de 1927 e algumas moedas da época. Dentro da garrafa também estava uma moeda de 100 réis[6].

Neste mesmo ano, um documento histórico, com a transcrição da ata de inauguração da estátua de Tiradentes, foi doado à municipalidade, pelo advogado Airton Ferreira do Amaral, neto de Santiago Colle, na época uma das lideranças da comunidade italiana que presenteou a cidade com a obra do escultor João Turin. A ata é a mesma que teria sido colocada numa cápsula do tempo – a segunda que se tem conhecimento – sob o monumento de Tiradentes.

Além da ata de inauguração, o documento também contém o discurso feito por Santiago Colle na solenidade, na presença do então presidente do Estado, Caetano Munhoz da Rocha, e do prefeito João Moreira Garcez.[7]

Referências

  1. «Praça Tiradentes - Prefeitura de Curitiba». www.curitiba.pr.gov.br. Consultado em 3 de maio de 2018. 
  2. Curitiba, Prefeitura de. «Estátua do Cacique Tindiquera é transferida para a Praça Tiradentes». www.curitiba.pr.gov.br. Consultado em 3 de maio de 2018. 
  3. Foi das Arábias Jornal Gazeta do Povo - edição comemorativa de n° 30.000 - acessado em 8 de dezembro de 2012
  4. Curitiba, Prefeitura de. «Praça Tiradentes - Prefeitura de Curitiba». www.curitiba.pr.gov.br. Consultado em 3 de maio de 2018. 
  5. «Guia Turismo Curitiba: Praça Tiradentes a Mais Bonita de Curitiba». www.guiaturismocuritiba.com. Consultado em 3 de maio de 2018. 
  6. Revelado o mistério do conteúdo de garrafa de João Turin Portal Paraná-Online - acessado em 21 de abril de 2015
  7. Prefeitura de Curitiba - Documento histórico é doado à Prefeitura
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