Comunicação de massa

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Entende-se como comunicação de massa a disseminação de informações por meio de jornais, televisão, rádio, cinema e Internet, os quais formam um sistema denominado 'mídia'. A comunicação de massa tem a característica de chegar a uma grande quantidade de receptores ao mesmo tempo, partindo de um único emissor. As sociedades receptoras geralmente são urbanas e complexas e passam por processos múltiplos e dinâmicos em que há um grande poder da mídia sobre seus habitantes. A comunicação humana pode ser classificada em dois aspectos distintos, sendo desenvolvida em vários campos de naturezas diferentes, quais sejam: a comunicação em pequena escala e a comunicação de massa. Nos dois casos, o ser humano começou a lidar com ferramentas para auxiliar e tornar potente o processo de produzir, enviar e receber mensagens. A tecnologia se tornou aliada de tal comunicação humana, passando a participar da rotina da humanidade ao longo de seu desenvolvimento.

Evolução dos suportes de informação[editar | editar código-fonte]

Primeiramente, deve-se ter em mente que comunicação e informação são conceitos diferentes, mas correlatos. Nas estritas palavras de Alexander Goulart, "Comunicação e informação são valores de emancipação. Porém, informar não é sinônimo de comunicar. Quando falamos em revolução da informação, não se trata de comunicação, pois melhores técnicas não garantem melhor comunicação"[1].

Com a transformação dos suportes de informação, fica cada vez mais fácil atender a um público maior. Praticamente tudo hoje é digital. O fácil acesso à informação na Internet favorece a maior parte das populações.

De um lado, há os adeptos da vertente econômica da filosofia da comunicação que afirmam que a comunicação em massa cresce diretamente relacionada ao desenvolvimento tecnológico. Do outro, existem os defensores de uma filosofia da comunicação mais humana[1]. É basicamente no embate entre essas duas filofosias que se situa o debate sobre a comunicação de massa.

Comunicação de massa e veículos de massa[editar | editar código-fonte]

Apesar de a comunicação autêntica ser a que se assenta sobre um esquema de relações simétricas — em uma paridade de condições entre emissor e receptor, na possibilidade de ouvir o outro e ser ouvido, como possibilidade mútua de entender-se —, os meios de comunicação de massa são veículos, sistemas de comunicação que vão em um único sentido (mesmo que disponham de vários feedbacks como índices de consumo ou de audiência e cartas dos leitores). Esta característica distingue-os da comunicação pessoal, na qual o comunicador conta com imediato e contínuo feedback da audiência, intencional ou não, e leva alguns teóricos da mídia[quem?] a afirmar que aquilo que obtemos mediante os meios de comunicação de massa não é comunicação, pois esta é uma via de dois sentidos, e, portanto, tais meios deveriam ser denominados veículos de massa.

As divulgação em grande escala de mensagens, rapidez com que elas são absorvidas e amplitude com que atinge todo tipo de público (cuja própria sociedade cria e se alimenta da chamada indústria cultural) geram um enorme interesse e abrem espaço para o estudo de nosso comportamento individual e coletivo.

A concentração das massas no cenário social, desde a concentração industrial de mão de obra nas grandes cidades, tornou visível a força das massas até a constituição do "massivo" como modo de existência do popular, que, por sua vez, necessita de meios de comunicação, o que podemos denominar de meios de cultura de massa, o que, em geral, equivale a nomear aquilo que é como um conjunto de meios massificados de comunicação.

É possível afirmar que as modalidades de comunicação que aparecem nos meios de cultura de massa só foram possíveis na medida em que a tecnologia materializou mudanças que, a partir da vida social, dão sentido a novas relações e usos. Situa-se, portanto, a mediação no âmbito dos meios, isto é, em um processo de transformação cultural que não se inicia nem surge dos meios, mas para a qual eles passarão a desempenhar um papel importante.

A formação dos veículos de massa[editar | editar código-fonte]

Os sistemas de comunicação novos e antigos atuam paralelamente; um não se distingue do outro. Por exemplo, da mesma forma que existem sistemas socioeconômicos (como a agricultura e a indústria), há também os sistemas de comunicação. Em alguns povoados, por exemplo, a comunicação é primordialmente oral e pessoal, como tem sido durante muitos anos. Paulatinamente, a nova alternativa começa a atingir os povoados, livre de pressa. Existe certo tipo de carência de pessoas especializadas; de papel de imprensa com o qual se possa aumentar a cobertura jornalística e também de papel utilizado na edição de livros e revistas mais acessíveis aos recém-alfabetizados. Há também ausência de receptores radiofônicos e transmissões radiofônicas, produção cinematográfica, por meio dos quais a informação possa vencer a barreira do analfabetismo e propiciar a vida moderna aos povoados.

Na realidade, os problemas financeiros dificultam a extensão da comunicação moderna para além das cidades. Os pequenos jornais vivenciam esse obstáculo sofrendo grandes dificuldades financeiras. Os recursos para a disposição da comunicação moderna (telecomunicações, eletrificação, transporte, serviços postais etc.) são insuficientes. Inclusive, não há nenhum plano nem mecanismo para a integração e o balanço do seu desenvolvimento em comunicação: balanço do crescimento de determinado veículo em comparação com outros; integração com os canais dos veículos de massa com os canais interpessoais de tomada de decisões, ensino e governo local; incorporação dos “novos meios educacionais” na educação etc.

Normalmente, a partir de uma coleção de problemas como esses e de uma decisão estabelecida para solucioná-los é que se inicia o desenvolvimento da comunicação de massa.

Tipos de meios de comunicação[editar | editar código-fonte]

Para introduzir o conceito dos tipos de comunicação, utiliza-se o seguinte argumento de Wilson Dizard: "As atuais mudanças são a terceira grande transformação nas tecnologias da mídia de massa nos tempos modernos. A primeira aconteceu no século XIX, com a introdução das impressoras a vapor e do papel de jornal barato. O resultado foi a primeira mídia de massa verdadeira - os jornais 'baratos' e as editoras de livros e revistas em grandes escalas. A segunda transformação ocorreu com a introdução da transmissão por ondas eletromagnéticas - o rádio em 1920 e a televisão em 1939. A terceira transformação na mídia de massa - que estamos presenciando agora - envolve uma transição para a produção, armazenagem e distribuição da informação e entretenimento estruturadas em computadores. Ela nos leva para o mundo dos computadores multimídia, compact discs, banco de dados portáteis, redes nacionais de fibras óticas, mensagens enviadas por fax de última geração, páginas de Web e outros serviços que não existiam há 20 anos"[2].

Nesse viés, os meios de comunicação de massa mais comuns são: televisão, rádio, revista, Internet, livros e cinema. Todos eles têm como principais funções informar, educar e entreter de diferentes formas, com conteúdos selecionados e desenvolvidos para seus determinados públicos. No entanto, percebe-se que as pessoas passam a maior parte do tempo ocupando-se com esses meios de comunicação, pois estes, de certa forma, proporcionam o prazer humano referente a seu lazer, entretenimento, aprendizado, ensino, entre outros, e, a partir desses, disseminam as informações que consideram relevantes e que despertam interesses no público (ouvinte, leitor, telespectador ou internauta).

Os meios de comunicação de massa podem ser usados tanto para fornecer informações úteis e importantes para a população (como defende Dominique Wolton[1]), como para aliená-la[3], determinar um modo de pensar[4], induzir certos comportamentos e aquisição de certos produtos, por exemplo. Cabe aos órgãos responsáveis fiscalizar que tipo de informação está sendo veiculada por esses meios, como ao receptor das informações ser crítico para selecionar e internalizar as informações que considerar úteis para si, denunciando os abusos aos órgãos competentes.

Os meios de comunicação em massa são a principal ferramenta para a indústria do marketing. São neles que as propagandas e as campanhas publicitárias chegam ao público. Dessa forma, deve-se atentamente fazer uma pesquisa para que se possa saber em qual tipo de meio de comunicação deve ser vinculada cada campanha, para que não ocorra o erro de se vincular uma campanha que não atenda às perspectivas daquelas pessoas que têm acesso aquele dado meio de informação.

Indústria cultural e comunicação de massa[editar | editar código-fonte]

Não se pode separar a comunicação de massa da chamada indústria cultural[5], pois ambas são dependentes uma da outra justamente pelo fato de existirem diversos meios de comunicação capazes de atingir um grande número de indivíduos por meio de uma mensagem. Essa indústria é consequência de uma sociedade industrializada, muitas vezes alienada, que aceita ideias e mensagens sem um pré-julgamento, entrando diretamente na “veia” dos indivíduos, sem nenhuma barreira, tornando, assim, uma sociedade de consumo global e sem restrições.[3]

Horkheimer, Adorno, Marcuse e outros pesquisadores da chamada Escola de Frankfurt criaram o conceito de "Indústria Cultural" para definir a conversão da cultura em mercadoria. Esse conceito não se refere aos veículos (como televisão, jornais e rádio), mas ao uso dessas tecnologias por parte da classe dominante. A produção cultural e intelectual passa a ser guiada pela possibilidade de consumo mercadológico.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c GOULART, Alexander (31 de dezembro de 2005). «A comunicação de massa como condição para a democracia». Observatório da Imprensa. 331. Consultado em 31 de maio de 2016. 
  2. DIZARD, Wilson (2000). A nova mídia: a comunicação de massa na era da informação 2. ed. (Rio de Janeiro: Jorge Zahar). p. 23. 
  3. a b ADORNO, Theodor W.; HORKHEIMER, Max (1947). Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos (PDF) [S.l.: s.n.] Consultado em 31 de maio de 2016. 
  4. PECHULA, Márcia Reami. (maio-ago. 2007). "A CIÊNCIA NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA: divulgação de conhecimento ou reforço do imaginário social?". Ciência & Educação 13 (2): 211-222. Bauru: Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência da Universidade Estadual Paulista (UNESP). DOI:10.1590/S1516-73132007000200005. ISSN 1980-850X (Segundo Bourdieu (1997), os meios de comunicação exercem um poder significativo sobre seus receptores. A televisão “tem uma espécie de monopólio de fato sobre a formação das cabeças de uma parcela muito importante da população” (p. 23).). Visitado em 31 maio 2016.
  5. MANCEBO, Deise. (set.-dez. 2002). "Globalização, cultura e subjetividade: discussão a partir dos meio de comunicação de massa". Psicologia: Teoria e Pesquisa 18 (3): 289-295. Brasília: Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB). DOI:10.1590/S0102-37722002000300008. ISSN 1806-3446. Visitado em 31 maio 2016.