Alienação

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A palavra alienação (do latim alienatione)[1] tem várias definições: cessão de bens, transferência de domínio de algo, perturbação mental na qual se registra uma anulação da personalidade individual, arrombamento de espírito, loucura. A partir desses significados, se traçam algumas diretrizes para melhor analisar o que é alienação e, assim, buscar alguns motivos pelos quais as pessoas se alienam.

Os processos alienantes da vida humana foram tratados de maneira atemporal, defraudada, abstraída de processos socioeconômicos concretos. O suicídio, sendo um fenômeno que indica uma qualquer desordem mental, insere-se no quadro da alienação (ver lista de suicidas famosos). A alienação trata-se do mistério de ser ou não ser, pois uma pessoa alienada carece de si mesmo, tornando-se sua própria negação. Alienação refere-se à diminuição da capacidade dos indivíduos em pensar e agir por si próprios.

História[editar | editar código-fonte]

O conceito de alienação é histórico, tendo uma aplicação analítica, numa ligação recíproca entre sujeito, objeto e condições concretas específicas. A história afirma que o homem evoluiu de acordo com seu trabalho. A diferença do homem está na sua criatividade de procurar soluções para seus problemas, pois, com a prática do trabalho, desenvolve seu raciocínio e sempre aprende uma "nova lição", colocando-a em prática.

Por isso, a alienação no trabalho é gerada na sociedade devido à mercadoria, que são os produtos confeccionados pelos trabalhadores explorados, e ao lucro, que vem a ser a usurpação do trabalhador para que mais mercadorias sejam produzidas e vendidas acima do preço investido no trabalhador, assim rompendo o homem de si mesmo.

Cquote1.svg A atividade produtiva é, portanto, a fonte da consciência, e a ‘consciência alienada’ é o reflexo da atividade alienada ou da alienação da atividade, isto é, da autoalienação do trabalho. Cquote2.svg

No entanto, a produção depende do consumo e vice-versa. Sendo que o consumo produz a produção, e sem o consumo o trabalhador não produz. A produção consome a força de trabalho, também sustentando o consumo, pois cada mercadoria consumida vira uma mercadoria a ser produzida. Por conseguinte, ao se consumir de um produto que não é por si produzido, se fecha o ciclo de alienação. Pois, quando um produto é comprado, estará alimentando pessoas por um lado, e por outro colaborando com sua alienação e suas respectivas explorações. Onde quer que o capital imponha relações entre mercadorias, a alienação se manifesta; é a relação social engendrada pelo capital, seu jeito de ser humano.

Sua existência determinada pela economia (razão) exige uma intervenção política (paixão) que destrua sua gênese (a posse individual dos meios de produção) e que promova uma revolução na economia.

Há também a questão de se alimentar a alienação: trata-se das propagandas de produtos, que desumanizam os homens, tendo o objetivo de relacionar o produto com o consumidor, apropriando-se dos homens, e atingindo seu propósito a partir do momento que o produto é consumido, e a sensação de "humanização" entregue após a utilização.

Em síntese, para melhor compreender o problema da alienação, é importante observar sua dupla contradição. Por um lado, há a ruptura do indivíduo com o seu próprio destino e há uma síntese da ruptura anterior, que apresenta novas possibilidades de romper a mesma alienação. O outro lado se apresenta como uma contradição externa, com o capital tentando tirar as características humanas do ser humano, o que, por sua vez, leva o homem a lutar pela reapropriação de seus gestos.

Após Marx confrontar a economia política lançando, pela primeira vez, a expressão "alienação no trabalho" e suas consequências no cotidiano das pessoas, Marx expõe, pela primeira vez, a alienação da sociedade burguesafetichismo, que é o fato de a pessoa idolatrar certos objetos (automóveis, joias etc.). O importante não é mais o sentimento, a consciência, pensamentos, mas sim o que a pessoa tem. Sendo o dinheiro o maior fetiche desta cultura, que passa a ilusão às pessoas de possuir tudo o que desejam a respeito de bens materiais.

É muito importante também destacar que alienação se estende por todos os lados, mas não se trata de produto da consciência coletiva. A alienação somente constrói uma consciência fragmentada, que vem a ser algumas visões que as pessoas têm de um determinado assunto, algumas alienadas sem saber e outras que não esboçam nenhum posicionamento.

A alienação na comunicação[editar | editar código-fonte]

Os meios de comunicação de massa podem ser instrumentos de alienação das pessoas

Seria a comunicação uma alienação, uma vez que a alienação só existe por causa da comunicação? A alienação é passada de um comunicador que possui uma informação nova (verdadeira ou não) e é recebida por um receptor que até então desconhecia o assunto, sendo, então, alienado por esse comunicador. A partir disso, nota-se que tudo pode ser considerado "mensagens alienadas", pois, nas escolas, são passadas mensagens novas a toda hora e se é "obrigado" a acreditar nelas e levá-las como verdade. Não somente nas escolas, como também dentro das casas, igrejas, nos palanques eleitorais, nas ruas, meios de comunicação de massa etc., funcionando sempre da mesma forma.

A alienação normalmente vista nos meios de comunicação de massa por vários autores, onde esses meios estão sempre mandando novas mensagens (subliminares ou não), faz com que se acredite, na maioria das vezes, somente nas informações transmitidas por eles. Basicamente, os efeitos da alienação intensificam-se, fazendo com que a consciência se torne desconhecida a si própria ou a sua própria essência e fazendo se passar a demonstrar um profundo desinteresse por questões políticas ou sociais.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 86.
  • Mészaros (1981, p.76).