Post-hardcore

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Pós-hardcore
Guy Picciotto, que foi guitarrista e vocalista das bandas Rites of Spring e Fugazi. Rites of Spring foi considerada uma das precursoras do gênero.
Origens estilísticas
Contexto cultural Meados da década de 1980 em Washington DC e em parte na Califórnia
Instrumentos típicos Bateria, baixo, guitarra elétrica, vocal
Popularidade Média no Reino Unido, Canadá e em outros países. Alta em parte dos Estados Unidos.
Formas derivadas
Subgêneros
Emo (Screamo)
Gêneros de fusão
Electronicore, Nintendocore
Formas regionais
Outros tópicos
Art punk  • Noise punk

Pós-hardcore (em inglês: post-hardcore) é um gênero de música derivado do hardcore punk. Mantém a agressividade e a intensidade do hardcore mas possui um maior grau de introversão emocional, melódica e experimental. Inicialmente inspirado pelo punk rock, pós-punk e noise rock. O pós-hardcore começou nos anos 80 com bandas como Hüsker Dü e Minutemen. O gênero se expandiu nas décadas de 1980 e 1990 com lançamentos de bandas de cidades que estabeleceram cenas de hardcore, como Fugazi de Washington, D.C[1] além de grupos como Big Black e Jawbox.

Nos anos 2000, o pós-hardcore (ao lado do emocore) alcançou sucesso mainstream com a popularidade de bandas como My Chemical Romance, AFI, Underoath, Hawthorne Heights, The Used, At the Drive-In e Senses Fail. Na década de 2010, bandas pós-hardcore como Sleeping with Sirens e Pierce the Veil alcançaram algum grau de sucesso e bandas como Title Fight e La Dispute experimentaram popularidade underground.

Características[editar | editar código-fonte]

O pós-hardcore, como um gênero musical, é marcado pelos seus ritmos precisos e bases de guitarras altas, progressões agressivas, porém, sensíveis e melódicas, acompanhadas por performances vocais limpas e emotivas, algumas vezes incorporando vocais rasgados (fry scream). O gênero desenvolveu um equilíbrio único entre dissonância e melodia, em parte dividindo à característica agressiva, rápida e energética do hardcore punk em algo mais artístico, sensível, sentimental e introvertido, com estruturas de tensão sutis e mais solto. Além dos vocais dramáticos, os riffs e solos de guitarra são trabalhados de forma à construir uma característica instrumental melódica e expressiva, por vezes melancólica. A allmusic afirma que: "bandas pós-hardcore encontraram formas criativas para construir e liberar as tensões agressivas do hardcore punk".[2] Ele divide com suas raízes do hardcore uma consciência intensa e social, uma considerável influência do pós-punk britânico do final dos anos 70, assim como a ética punk DIY, ainda evita muito da raiva não focada e liberdade, as vezes, um talento musical amador e experimental do hardcore.

Fugazi durante a sua última turnê pré-hiato em 2002

O gênero ainda inclui bandas com ensinamentos decididos de art punk, como Fugazi, Drive Like Jehu, Rites of Spring, Glassjaw, Moss Icon, Quicksand, Whisper, Campaign e Hoover.

O pós-hardcore permaneceu durante a cena alternativa dos anos 90 com bandas como Helmet. Nos anos 2000, o gênero foi misturado à estilos mais pesados de hardcore e metal extremo, isso aconteceu devido a tendência de bandas de metalcore em apresentar influências do pós-hardcore em sua sonoridade. Entretanto, o gênero ainda prospera em círculos mais alternativos e undergrounds, assim como em formas novas e mais radicais.

Gêneros e estilos relacionados ao pós-hardcore incluem o emocore, hardcore melódico e o math rock, os quais compartilham uma herança comum com o pós-hardcore, entretanto esses estilos divergiram-se e desenvolveram-se unicamente dentro deles mesmos.

Shane Told durante um concerto com o Silverstein.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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  1. «Explore: Post-Hardcore». AllMusic. Consultado em 18 de março de 2011 
  2. "Posthardcoreallmusic"