Black metal

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Se procura o álbum da banda Venom, veja Black Metal (álbum).
Black metal
Origens estilísticas NWOBHM, heavy metal, speed metal, thrash metal, hardcore punk[1] [2]
Contexto cultural Europa, década de 1980 e 1990
Instrumentos típicos Bateria, baixo, guitarra, vocal
Popularidade Underground em várias partes da Escandinávia, Alemanha, Polônia, EUA, América do Sul e Ásia
Subgêneros
Black metal melódico  · Black metal sinfônico  · Depressive suicidal black metal  · Ambient black metal  · Unblack Metal
Gêneros de fusão
Blackened crust  · Blackened death metal  · Blackgaze  · Black metal industrial  · Black/doom metal  · Pagan metal  · Viking metal
Formas regionais
Noruega - Europa - Ásia - América do Sul
Outros tópicos
Bandas, Satanismo, Paganismo, Niilismo, Nietzsche, Neo-nazismo, Metal cristão

Black metal é uma vertente extrema do heavy metal que surgiu nos anos 80 e que foi evoluindo ao longo dos anos. A música é caracterizada por andamentos rápidos, vocais rasgados, guitarras altamente distorcidas[3] tocadas em tremolo picking,[3] [4] [5] uso de blast beats pela bateria, álbuns com produção lo-fi e estruturas sonoras não-convencionais. É um estilo sombrio, cru e agressivo que incorpora em suas letras temas como satanismo, anticristianismo e paganismo, sendo considerado usualmente o gênero musical mais extremo. Além disso, músicos do gênero costumam usar corpse paint e pseudônimos.[6]

Durante os anos 1980, muitas bandas de thrash e death metal formaram o protótipo do black metal. Essa primeira onda do black metal inclui bandas como Venom, Hellhammer, Bathory, Celtic Frost e Mercyful Fate.[7] Uma segunda onda surgiu no início dos anos 90, encabeçada por bandas norueguesas como Mayhem, Darkthrone, Burzum, Gorgoroth, Immortal e Emperor. A cena inicial do black metal norueguês desenvolveu o estilo de seus antecessores tornando-o um gênero distinto. Inspirados pela cena norueguesa, outros grupos surgiram pela Europa e América do Norte, embora alguns outros movimentos tenha criado seu próprio estilo. Algumas bandas proeminentes da Suécia criadas nessa época foram Marduk, Nifelheim e Dark Funeral.

Inicialmente sinônimo para "metal satânico", o black metal é frequentemente recebido com hostilidade pela cultura mainstream, devido a ações e ideologias associadas a ele.[8] Muitos artistas expressam ideias anticristãs e misantropas, defendendo várias formas de satanismo ou paganismo étnico. Na década de 1990, membros da cena foram responsáveis por enxurrada de incêndios a igrejas e assassinatos. Há também um pequeno movimento neonazista dentro do black metal, mas este é rejeitado pela maioria dos músicos do estilo.[6] [9] [10] Em suma, o black metal é direcionado para um público restrito de ouvintes e empenha-se para ser inacessível aos não-comprometidos.[11]

História[editar | editar código-fonte]

Primórdios do black metal[editar | editar código-fonte]

A primeira geração do black metal refere-se às bandas dos anos 80 que influenciaram a sonoridade e formaram um protótipo para o gênero.

O termo "black metal" foi cunhado pela banda inglesa Venom cujo nome foi retirado de seu álbum Black Metal lançado em 1982. Apesar do álbum ser considerado thrash metal pelos padrões modernos, apresentava mais temas e imagens centradas no anticristianismo e no satanismo do que qualquer outro da época. Os membros do Venom costumavam adotar pseudônimos, uma prática que se tornou comum entre vários os músicos do black metal.

Venom durante show no Hellfest 2008.

Outra banda pioneira do black metal foi a sueca Bathory, liderada por Thomas Forsberg (sob o pseudônimo de Quorthon). A banda apresentou este estilo em seus primeiros quatro álbuns, porém no início da década de 1990 tornou-se pioneira do estilo que hoje é conhecido como viking metal. King Diamond e Sarcófago teriam sido os primeiros músicos da cena a utilizarem o "corpse paint".[12]

Algumas bandas nos anos 70 que fizeram referência ao lado obscuro da vida não são enquadradas neste estilo, porém influenciaram bandas precursoras do gênero. Alguns consideram que as bandas precursoras fizeram parte da primeira onda do black metal, sendo alguns dos álbuns mais significativos desta onda: Black Metal - Venom, The Return...... e Under the Sign of the Black Mark - Bathory, Melissa - Mercyful Fate, Apocalyptic Raids - Hellhammer e Morbid Tales - Celtic Frost.

Diversas bandas desta mesma época como Slayer, Possessed e Destruction usaram temas satânicos em suas letras, embora suas sonoridades fossem bem diferentes do black metal. Estas bandas ajudaram a forjar a base do que viria a ser o black metal moderno que passou a existir de forma mais sólida a partir da segunda onda de black metal.

Início dos anos 90 (segunda geração do black metal)[editar | editar código-fonte]

O estilo teve um grande crescimento no início dos anos 90 com a chamada "segunda onda de Black Metal". O ano de 1991 viu os lançamentos dos primeiros discos dessa leva: Worship Him do Samael; o EP Passage to Arcturo do Rotting Christ e Oath of the Black Blood do Beherit.

Foi depois desses lançamentos que bandas da Noruega como Burzum, Darkthrone, Emperor, Mayhem e Immortal contribuíram para tornar o black metal moderno conhecido por todo o mundo. Suas letras falavam de temas pagãos, satânicos, anticristãos e ocultos em geral. Além do aspecto musical, as bandas retomaram o uso das pinturas faciais que passaram a ser chamadas de pinturas de guerra ("warpaint") ou mais comumente "corpse paint". Alguns dos álbuns deste período foram:Fuck Me Jesus do Marduk, Det Som Engang Var e Filosofem do Burzum, A Blaze in the Northern Sky do Darkthrone, Pure Holocaust do Immortal, De Mysteriis Dom Sathanas do Mayhem e In the Nightside Eclipse do Emperor.

Na época de 1991 a 1994 ocorreram na Noruega fatos polêmicos ligados ao black metal como queima de igrejas, assassinatos e violações de túmulos, que indiretamente contribuíram para a divulgação do gênero pelo mundo. Nesta mesma época começam a ser criados inúmeros subgêneros do black metal.

Do final dos anos 90 até hoje (terceira geração do black metal)[editar | editar código-fonte]

Dimmu Borgir durante show em 2006.

Durante os últimos anos da década de 1990, o "black metal" ganhou maior notoriedade na mídia através de bandas como Dimmu Borgir e Cradle of Filth, que possuíam uma sonoridade já afastada dos padrões do black metal. Estas bandas logo começaram a ser consideradas black metal melódico ou symphonic black metal, pelo uso intensivo de teclados e elementos de música clássica.

Os EUA têm uma pequena quantidade de bandas de black metal. O movimento estadunidense de black metal é por vezes chamado de USBM. Esse movimento ainda não ganhou uma forma muito clara, mas os grupos mais conhecidos são Absu, Judas Iscariot e Averse Sefira, todos com fortes influências do estilo death metal.

Estas bandas fazem parte da chamada terceira onda de black metal, que contempla o black metal contemporâneo.

História e ideário do black metal norueguês[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Black metal norueguês

As mais proeminentes figuras da original cena da Noruega foi Øystein Aarseth, mais conhecido como Euronymous, o guitarrista da banda Mayhem, e Varg Vikernes, único músico do Burzum, precursores da cena black metal na Noruega. A cena era profundamente anticristã, e procurava remover o cristianismo e outras religiões não-escandinavas da cultura norueguesa. A maior parte deste movimento foi dirigida pelo "Inner Circle", um grupo formado por Aarseth, Varg e alguns outros amigos próximos, cuja sede era o sótão da loja de discos de Aarseth, chamada de "Helvete" (ou Inferno). A loja incluía um estúdio de gravações, e foi aí que foram gravados os discos do Mayhem, alguns do Burzum e de outras bandas de black metal que assinaram com o selo de Aarseth, chamado Deathlike Silence Productions. Ele só assinava contratos com bandas que, segundo suas próprias palavras, "encarnavam o mal em seu estado mais puro".

Durante este tempo na Noruega diversas igrejas foram queimadas. O "Inner Circle" foi acusado e não reivindicava estes atos, reclamando que o seu objectivo era inspirar seus seguidores a perpetuar o orgulho escandinavo e não deixar que suas origens fossem esquecidas. A mais famosa das igrejas queimadas foi a de "Fantoft Stave", queimada por um membro do "Inner Circle" com ajuda de Varg Vikernes (também conhecido como Count Grishnackh) da banda Burzum. Os entusiastas do black metal também começaram a aterrorizar outras bandas de death metal que tocavam no país e nos países vizinhos.

A cena black metal ganhou uma grande repercussão na mídia quando o vocalista da banda Mayhem, Per Yngve Ohlin, que adotava o pseudônimo "Dead", cometeu suicídio em Abril de 1991 com um tiro de espingarda na cabeça, depois de ter cortado os pulsos e garganta. Devido o seu grande senso de humor mórbido, deixou escrito: "Desculpem pelo sangue". Seu corpo foi descoberto por Aarseth, que em vez de chamar a polícia, foi correndo para a loja mais próxima comprar uma câmera e tirou fotografias do cadáver. Uma dessas fotografias serviu de capa para o Bootleg Dawn of the Black Hearts, do Mayhem. Na época, correram boatos de que Euronymous possuía fragmentos do crânio de Ohlin e que tinha ingerido pedaços de seu cérebro, porém posteriormente Varg Vikernes afirmou que isso não seria verdade e que o próprio Euronymous havia espalhado a mentira.

O "Inner Circle" foi mais exposto na mídia quando, em 1993, Vikernes assassinou Aarseth em sua casa, com 23 golpes de faca na cabeça e nas costas. Vikernes foi setenciado a 21 anos de prisão e desde então distanciou-se da cena black metal, escrevendo extensos artigos sobre a história do Burzum. Varg Virkenes em seus artigos deixa claro que a música do Burzum não é mais black metal e não tem nenhuma ligação com o satanismo. Entretanto, a sonoridade de um de seus últimos álbuns, "Belus", que marcou a volta do burzum após quase 10 anos de inatividade, é semelhante à dos clássicos, com exceção da parte vocal.

Unblack Metal[editar | editar código-fonte]

É a variante cristã de black metal. Christian black metal começou em 1991, na Noruega, quando Antestor lançou a demo The Defeat of Satan. O lançamento de 1998 da banda na gravadora Cacophonous Records, The Return of the Black Death, provou ser influente no movimento. Unblack metal moderno foi liderado por grupos como Lengsel, Vaakevandring,Crimson Moonlight e Sanctifica. Os temas líricos Cristianistas de unblack metal são geralmente unidos com o imaginário comum black metal, regularmente abordando o Cristianismo como a matéria em questão.

Sonoramente, o unblack metal incorpora guitarras pesadas/distorcidas, vocais rasgados, rápidas passagens e melodias, e canções com estruturas não convencionais. O estilo varia entre o agressivo estilo de Horde, sorrow metal de Antestor eArvinger, um teclado de comando e sintetizadores sombrios de Vaakevandring (mais sinfônico), e Vardoger ao estilo de Drottnar mais técnico.

No final da década de 1990, os grupos Escandinavos AntestorCrimson Moonlight e Vaakevandring definiram um novo rumo: letras anti-satânicas foram substituídas por temas que lidam com conteúdo filosófico e ideológico.

Características musicais[editar | editar código-fonte]

As canções de black metal costumam apresentar uma ou mais das seguintes características:

  • Utilização de tons menores visando à criação de atmosferas musicais sombrias, frias, obscuras e melancólicas.
  • Guitarras rápidas usando a técnica de palhetadas em tremolo.
  • Baixos com uso de pedal de distorção.
  • Letras de cunho anticristão ou ligadas ao Paganismo, Satanismo, Mitologia e Ocultismo em geral. Existem ainda bandas em que as letras são ligadas ao Niilismo, Anti-Humanismo, algumas até mesmo à Depressão, Suicídio ou doenças mentais. Vale notar que bandas como Deicide, Immolation e Slayer possuem algumas músicas com letras referentes a alguns desses temas, porém estas bandas são consideradas respectivamente bandas de Death Metal (Deicide e Immolation) e Thrash Metal (Slayer).
  • Bateria rápida e agressiva, geralmente usando a técnica de "blast beats". A bateria também pode assumir uma sonoridade mais seca e vagarosa de forma a criar diferentes atmosferas para a canção.
  • Os vocais geralmente são guturais e agudos, mas existem muitas bandas que utilizam estilos vocais bastante variados, ainda que sempre "rasgados".
  • Utilização ocasional de teclados, harpas, violinos, órgãos e coros são relativamente comuns, proporcionando à música uma sonoridade de orquestra. As bandas que se utilizam instrumentos "leves" são consideradas bandas de Symphonic Black Metal.
  • Produção musical limitada e gravação de álbuns com baixa fidelidade. Este expediente é utilizado intencionalmente como uma afirmação contra a canção "mainstream" ou para criar atmosferas diferentes na canção. Este efeito de "sub-produção" é obtido cortando-se as frequências mais altas e as mais baixas, deixando apenas as frequências médias. Poucas bandas pioneiras do estilo ainda se utilizam de tal recurso, pois sua produção musical limitada era causada principalmente por seus baixos orçamentos.

Outras características[editar | editar código-fonte]

  • Uma característica notória do estilo é a utilização do "corpse paint", que é uma pintura facial (geralmente em preto e branco) que proporciona à pessoa uma aparência de cadáver em decomposição (corpse, em inglês). A banda Immortal referia-se à sua pintura como uma pintura de guerra com significado diverso do "corpse paint".
  • Utilização de pseudônimos satânicos/obscuros ou não. Os pseudônimos são herança das tribos guerreiras do passado, onde eram usados pseudônimos com o objetivo de amedrontar os integrantes das tribos inimigas. A utilização de pseudônimos no Black Metal foi iniciada pelo Venom, cuja formação original consistia de Cronos, Mantas e Abaddon. Outros exemplos são: Quorthon (Bathory), Nocturno Culto (Darkthrone), Ihsahn (Emperor), Abbath (Immortal), Euronymous (Mayhem), Nornagest (Enthroned), Shagrath (Dimmu Borgir).
  • É comum a existência de bandas de um só integrante. Esse único integrante toca todos os instrumentos no processo de gravação e, geralmente, não faz apresentações. A banda mais famosa da história do Black Metal nestes moldes é Burzum. Outros grupos nesse estilo são: Xasthur, Ilkim Oulanem, Leviathan e Anguished.

Subgêneros[editar | editar código-fonte]

O black metal é conhecido por possuir inúmeros subgêneros, havendo grande rivalidade entre alguns. Os principais sub-gêneros estão listados abaixo:[13]

  • Ambient/Atmospheric black metal: Uma fusão de música ambiente com black metal, fazendo uso de sintetizadores.
Bandas notáveis: Burzum, Summoning, Ildjarn, Nychts, Midnight Odyssey.
  • Blackened death metal: Este subgênero se caracteriza basicamente por ter uma sonoridade de death metal e vocais e letras de black metal.
Bandas notáveis: Behemoth, Belphegor, Sarcófago, Zyklon, Necrófago.
  • Black/doom metal (ou Blackened doom): é uma vertente que mescla a temática e vocal do black metal com a lentidão e sonoridade do doom metal.
Bandas notáveis: Bethlehem, Forgotten Tomb, Triptykon, Barathrum, Nortt, Katatonia.
Bandas notáveis: Catamenia, Naglfar, Woods of Ypres, Old Man's Child.
Bandas notáveis: Aryan Terrorism, Temnozor.
Bandas notáveis: Alcest, Altar of Plagues, An Autumn for Crippled Children, Deafheaven, Fen, Heretoir, Lantlôs.
  • Black metal sinfônico: Black metal com a adição de elementos de música clássica e de instrumentos orquestrais.
Algumas bandas: Emperor, Dimmu Borgir, Limbonic Art, Carach Angren, Anorexia Nervosa.
Bandas notáveis: Xasthur, Lifelover, Thy Light, Nocturnal Depression, Silencer.
Algumas bandas: Bathory, Vintersorg, Enslaved, Moonsorrow.
  • Raw Black Metal: É o estilo mais musicalmente cru do heavy metal. Aborda temas como o extremo anticristianismo, rituais satânicos, morte, estupros, nazismo e até mesmo o antissemitismo.[14]
Algumas bandas: Carpathian Forest, Satanic Warmaster.
  • Unblack Metal: é a variante cristã de black metal. Incorporam letras anti-satânicas e conteúdo filosófico e ideológico. Os temas líricos Cristianistas de unblack metal são geralmente unidos com o imaginário comum black metal, regularmente abordando o Cristianismo como a matéria em questão.
Algumas bandas: Antestor,  Vaakevandring, Crimson Moonlight, Frost Like Ashes.

Alguns discos importantes do estilo[editar | editar código-fonte]

Os álbuns abaixo são considerados pela crítica como clássicos do estilo:[15] [16]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Livros[editar | editar código-fonte]

  • Lords of Chaos: The Bloody Rise of the Satanic Metal Underground. Feral House Books, Los Angeles ISBN 0-922915-48-2, 1998
  • Garry Sharpe-Young: Rockdetector: Black Metal. Cherry Red Books ISBN 1-901447-30-8, 2004
  • Karl Jones: A blaze in the northern sky: Black Metal Music and Subculture. University of Manchester ISBN 0-946180-60-1, 2002

Referências

  1. Weisbard, Eric, : (2012). Pop When the World Falls Apart: Music in the Shadow of Doubt Duke University Press [S.l.] p. 279. ISBN 0822351080. 
  2. Phillips, William and Cogan, Brian (2009). Encyclopedia of heavy metal music Greenwood Press [S.l.] pp. 109, 234. ISBN 0313348006. 
  3. a b Kahn-Harris 2007, p. 4.
  4. Campion, Chris (20 February 2005). «In the Face of Death». guardian.co.uk Guardian Unlimited [S.l.] Consultado em 4 September 2012. 
  5. Kalis, Quentin (31 August 2004). «CoC : Rant : Black Metal: A Brief Guide». Chronicles of Chaos. Consultado em 4 September 2012. 
  6. a b Debub, Bill (2007). Black Metal: A Documentary (motion picture). Bill Zebub Productions. 
  7. Dunn, Sam (2005). Metal: A Headbanger's Journey (motion picture). Seville Pictures. 
  8. McIver, Joel (2009). Justice for All - The Truth About Metallica updated ed. Omnibus Press [S.l.] Consultado em 4 September 2012. 
  9. Škot, Mladen. «Interview with Jotunspor». maelstrom.nu. Consultado em 4 September 2012. 
  10. «Blabbermouth.net - Gorgoroth Guitarist Infernus: 'I Personally Am Against Racism in Both Thought and Practice'». Blabbermouth.net. 15 March 2008. Consultado em 4 September 2012. 
  11. Olson 2008, p. 30.
  12. "On the Role of Clothing Styles In The Development of Metal - Part I"On the Role of Clothing Styles In The Development of Metal - Part I - Metal Storm
  13. Dome, Michael (2007). Murder Music: Black Metal (motion picture). Rockworld TV. 
  14. «Música Raw black metal — Ouça gratuitamente na Last.fm». www.last.fm. Consultado em 2016-05-26. 
  15. «Top 100 Black Metal Albums». www.bestblackmetalalbums.com. 
  16. «10 GREAT BLACK METAL ALBUMS». www.ign.com.