Demografia da África

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Mapa da África mostrando Índice de Desenvolvimento Humano (2004).
A expectativa de vida está abaixo de 50 anos na maior parte dos países africanos, e abaixo de 60 anos, em todos os países, exceto para a África do Norte.
A maioria dos países africanos tem taxas de crescimento anual da população acima dos 2%.

A África possuí uma população de mais de 1 bilhão de habitantes e uma densidade demográfica de 30 hab./km². Ela duplicou nos últimos 28 anos, e se quadruplicou nos últimos 55 anos. Crê-se que tenha alcançado os 1 bilhão de habitantes antes de 2010[1]. O mais populoso país africano é a Nigéria com 170 milhões de habitantes, seguido pelo Egito com 95 milhões e pela Etiópia com 90 milhões (dados de 2015).

A população africana tem crescido exponencialmente ao longo do último século, o que acarreta uma população muito jovem (Ainda hoje, vários países, como a Libéria, Burundi, Uganda, a República Democrática do Congo, Madagáscar e o Burkina Faso têm taxas de crescimento anual da população acima dos 3%), ainda reforçada por uma baixa expectativa de vida. De acordo com a CIA Factbook em 2006, de 53 países, 43 possuíam uma expectativa de vida abaixo de 60 anos, 28 possuíam uma expectativa de vida abaixo de 50 anos. De acordo com a mesma fonte, Lesoto, Botswana e Suazilândia possuíam uma expectativa de vida abaixo de 35 anos.

Dados demográficos[editar | editar código-fonte]

População Total: 1 225 080 510 de habitantes

População Rural: 58% da população total

População Urbana: 42% da população total

Religiões: A principal religião é o Islamismo, com 40% da população sendo adeptos. O cristianismo tem como fiéis 15% da população.

Analfabetismo: 40,3%

África Subsaariana[editar | editar código-fonte]

A Mortalidade infantil na África está na taxa de 9% e de mortalidade infantil abaixo de 5 anos em 15%.[1].

Mais de 40% da população têm menos de 15 anos nos países subsarianos, com a exceção da África do Sul,[2]

A mortalidade infantil é alta, com 190 mortes a cada 1000 nascimentos em países como Angola. Entre 25% e 50% das crianças são desnutridas na Tanzânia, no Quênia, no Sudão, em Moçambique, em Madagáscar, no Zimbabwe, na Zâmbia e em Angola.

AIDS é um problema generalizado na África subsariana, com cerca de 11% da população adulta infectada.

Grupos Étnicos[editar | editar código-fonte]

Há uma grande diversidade étnica nos países da África subsaariana. Enquanto a África do Sul tem a maior população de brancos, indianos e mestiços na África. Pessoas com ascendência europeia incluem descendentes de neerlandeses, alemães e ingleses, Madagáscar tem uma população de origem austronésia e africana, e a área do sul do Sudão é habitada por povos nilóticos.

Idiomas[editar | editar código-fonte]

Falantes de línguas bantu (parte da família Níger-Congo) são a maioria na África subsaariana. Mesmo assim, também existem vários grupos nilóticos na África Oriental e alguns coisanídeos e pigmeus no sul e no centro do continente, respectivamente. Línguas europeias são muito utilizadas na mídia e no governo desse países.

Norte da África[editar | editar código-fonte]

A população da África Branca pertence a três grupos principais; os povos berberes ao sul e os árabes no norte. Os árabes chegaram ao norte da África no século VII e introduziram a língua árabe e o Islão no continente. Outros grupos importantes para a formação étnica do norte africano foram os fenícios, gregos, romanos e vândalos, que também estabeleceram colônias no norte, especialmente no litoral do Mar Mediterrâneo.

Os berberes estão presentes em Marrocos, na Argélia, na Tunísia e na Líbia. Os tuaregues e outros povos nômades podem ser encontrados no interior do continente, a sul do deserto do Saara. Os núbios vivem na parte nordeste do continente, mais precisamente no Egito.

Durante o século passado, pequenas colônicas de libaneses, indianos e chineses formaram-se nas costas da África Ocidental e da África Oriental e tornaram-se relativamente importantes para a economia de alguns países.

Alguns grupos da Etiópia e da Eritreia (como os povos Amhara e trigrayanos, coletivamente conhecidos como "Habesha") falam línguas semíticas. Os oromo e somalis falam línguas cuchíticas, mesmo que alguns clãs somalis prefiram o árabe de seus legendários ancestrais.

Sudão e Mauritânia são países divididos entre um norte árabe e um sul africano (mesmo que muitos "árabes" do Sudão tenham claramente raízes africanas). Algumas áreas da África Oriental, como a ilha de Zanzibar e a ilha de Lamu, também receberam muçulmanos árabes e colonos e mercadores asiáticos durante a Idade Média.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

Referências

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