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Batimetria

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As diversas cores indicam diferentes profundidades no oeste do Oceano Atlântico centrado na Fossa de Porto Rico.

A batimetria (ou batometria) é a medição da profundidade dos oceanos,[1] lagos e rios e é expressa cartograficamente por curvas batimétricas que unem pontos da mesma profundidade com equidistâncias verticais (curvas isobatimétricas), à semelhança das curvas de nível topográfico. Esse tipo de medição é realizado há muito tempo, de inúmeras formas, desde estacas de madeiras a prumos[2].

Equipamento

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Os ecobatímetros são os equipamentos utilizados pela batimetria para medir a profundidade. O equipamento consiste em uma fonte emissora de sinais acústicos e um relógio interno que mede o intervalo entre o momento da emissão do sinal e o instante em que o eco retorna ao sensor. O som é captado pelo transdutor que consiste basicamente de um material piezoelétrico que converte as ondas de pressão do eco em sinais elétricos.

Assim, a ecobatimetria mede essencialmente o tempo que leva para um sinal emitido retornar após refletir no fundo do corpo hídrico, como o mar. A conversão desse tempo em profundidade é realizada posteriormente, através da equação do espaço e da velocidade de propagação de ondas acústicas na água do mar: ΔS = v . Δt / 2, onde S é o espaço percorrido (a profundidade), v é a velocidade de propagação da onda sonora na água, t / 2 é o tempo de ida e volta da onda sonora.

Existem dois métodos principais de ecobatimetria: o monofeixe e o multifeixe. Na ecobatimetria monofeixe é utilizado apenas um feixe de emissão acústica, ou seja, o ecobatímetro emite um feixe acústico em direção ao leito marinho e recebe o sinal refletido de volta. Esse tipo de método gera informações pontuais de profundidade no local imediatamente abaixo do transdutor, sendo frequentemente necessário a interpolação de dados. Por sua vez, a ecobatimetria multifeixe opera com diversos feixes de emissão, com equipamentos que utilizam comumente valores de 256 a 512 feixes, proporcionando levantamentos batimétricos mais completos, rápidos e precisos[3].

História

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Os primeiros estudos batimétricos de que se tem registro foram realizados no Mar Mediterrâneo por Posidonius em 85 a.C. Foram necessários quase 2 quilômetros de corda com uma pedra amarrada à ponta para alcançar o fundo.

A tecnologia batimétrica não se desenvolveu muito até que James Clark Ross obteve sondagens de 4.893 metros do Atlântico Sul, em 1818. Na década de 1870, os pesquisadores da expedição Challenger adicionaram uma inovação: um guincho movido a vapor para descer um cabo com o peso na ponta, mas o método era o mesmo.

Essa expedição fez 492 registros e confirmou a descoberta anterior de Matthew Maury com relação à dorsal mesoatlântica.[4]

Ver também

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Referências

  1. batometria in Dicionário infopédia da Língua Portuguesa [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-03-20 15:25:28]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/batometria
  2. Harari, Joseph (14 de agosto de 2023). Noções de oceanografia. [S.l.]: Universidade de São Paulo. Instituto Oceanográfico. Consultado em 7 de dezembro de 2025 
  3. Harari, Joseph (14 de agosto de 2023). Noções de oceanografia. [S.l.]: Universidade de São Paulo. Instituto Oceanográfico. Consultado em 7 de dezembro de 2025 
  4. Garrison, Tom (2006). Essentials of oceanography 4th ed ed. Australia ; United States: Thomson-Brooks/Cole 

Ligações externas

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