Valdir Raupp

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Valdir Raupp
Senador por  Rondônia
Período 1º de fevereiro de 2003
até a atualidade
5º governador de  Rondônia
Período 1º de janeiro de 1995
até 31 de dezembro de 1998
Antecessor(a) Osvaldo Piana
Sucessor(a) José Bianco
Dados pessoais
Nascimento 24 de agosto de 1955 (62 anos)
São João do Sul, SC
Esposa Marinha Raupp
Partido PMDB
Religião Católica
Profissão Administrador
linkWP:PPO#Brasil

Valdir Raupp de Matos (São João do Sul, 24 de agosto de 1955) é um político brasileiro, filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Catarinense, migrou para Rondônia em 1977.[1] Em 1982, elegeu-se vereador em Cacoal. Dois anos depois tornou-se o primeiro prefeito de Rolim de Moura, sendo reeleito para o cargo em 1992.

Em 1990, candidatou-se a governador de Rondônia pelo PRN. Obteve a 2ª colocação e iria disputar o segundo turno contra o candidato Olavo Pires. Este foi assassinado antes do pleito e foi alçado a disputa Osvaldo Piana, que foi eleito.[2] Novamente candidato em 1994 ao governo, agora pelo PMDB, foi eleito em segundo turno. Tentou reeleger-se em 1998, mas perdeu para José Bianco no 2º turno.

Em 2002, elegeu-se senador por Rondônia. Foi líder do PMDB no senado em 2007. É casado com a deputada federal Marinha Raupp e tem dois filhos.

Em 2006, Raupp propôs um projeto de Lei 170, que tinha o objetivo proibir a produção e a comercialização de determinados jogos eletrônicos violentos, ofensivos aos costumes, às tradições dos povos, aos seus cultos, credos, religiões e símbolos, que ferem a cultura dos povos e da humanidade e, foi alvo de uma série de protestos nas redes sociais e comentários ofensivos de baixo calão contra Valdir Raupp.[3]

Em 29 de fevereiro de 2012, Valdir Raupp, em resposta a um pedido de entrevista feito pela Acigames Magazine, confirma a retirada da pauta do projeto de lei que mudaria algumas normas sobre os jogos eletrônicos no Brasil. O requerimento foi oficializado pelo Presidente do Senado Federal, José Sarney.[4]

Investigação no âmbito da Operação Lava Jato[editar | editar código-fonte]

Em 6 de março de 2015, o ministro Teori autorizou a abertura de investigação contra o senador tirando o sigilo do pedido de abertura de inquérito.[5]

Em 27 de maio de 2015, o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki autorizou a quebra de sigilo telefônico de Valdir Raupp em razão do seu nome ter sido citado pelo doleiro Alberto Youssef no esquema de corrupção da Petrobras. Em depoimento de delação premiada, Youssef afirmou que operacionalizou o pagamento de R$ 500 mil para a campanha de Raupp ao Senado de 2010. Segundo o doleiro, o valor teria saído da cota do PP e seria decorrente de sobrepreços em contratos da Petrobras.[6]

Em 14 de junho de 2016, após investigação, a Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal, o indiciamento de Raupp, alegando que há elementos probatórios que indicam o recebimento de propina em esquema na Petrobrás.[7]

Em 5 de setembro de 2016, a Polícia Federal apontou indícios de que o PMDB e os senadores e Valdir Raupp (RO), Romero Jucá (RR), Renan Calheiros (AL) e Jader Barbalho (PA) receberam propina das empresas que construíram a usina de Belo Monte, no Pará, por meio de doações legais, segundo relatório que integra inquérito que corre no Supremo Tribunal Federal. Um dos indícios é o volume de contribuições que o partido recebeu das empresas que integram o consórcio que construiu a hidrelétrica: foram R$ 159,2 milhões nas eleições de 2010, 2012 e 2014. O relatório da PF ainda junta a versão com informações de outro delator, o ex-senador Delcídio do Amaral, de que senadores peemedebistas comandavam esquemas de desvios de empresas do setor elétrico. A conclusão do documento foi de que todos os quatro receberam as maiores contribuições de suas campanhas não de empresas, mas do PMDB. [8]

Em 16 de setembro de 2016, a Procuradoria Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra o senador referente aos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro junto com um cunhado, Paulo Roberto Rocha, e uma ex-funcionária, Maria Cleia de Oliveira. Caberá à Segunda Turma do Supremo analisar os documentos e decidir pela abertura ou não da ação penal. [9]

Em 08 de março de 2017 a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), na relatoria do ministro Dias Toffolli, recebeu a denúncia ofertada pela PGR, reconhecendo que pode haver pagamento de propina disfarçado de doações eleitorais registradas. Este entendimento é a base de diversas denúncias apresentadas pelo MPF na Vara Federal de Curitiba e no STF.[10]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Senado Federal-Pronunciamentos
  2. Eleições 1990
  3. «Senador que tentou censurar jogos eletrônicos é acusado de peculato». Jornal do Brasil. 22 de fevereiro de 2012. Consultado em 29 de novembro de 2012 
  4. Alexandre Silva (29 de fevereiro de 2012). «Senador desiste do projeto de lei que regulamenta jogos eletrônicos». Tech Tudo. Consultado em 29 de novembro de 2012 
  5. Severino Motta (5 de março de 2016). «Teori divulga lista com 54 investigados pela Operação Lava Jato». Folha de S.Paulo. Consultado em 10 de março de 2016 
  6. «Ministro do STF autoriza quebra de sigilo telefônico de Valdir Raupp». G1 Política. 27 de maio de 2015. Consultado em 11 de novembro de 2015 
  7. Falcão, Márcio (14 de junho de 2016). «PF quer indiciar Valdir Raupp sob suspeita de propina no petrolão». Folha de S.Paulo. Consultado em 14 de junho de 2016 
  8. «Investigação liga doações a senadores do PMDB a propinas de Belo Monte». Folha online. Folha. 5 de setembro de 2016. Consultado em 19 de setembro de 2016 
  9. «PGR apresenta ao STF denúncia contra Valdir Raupp na Lava Jato». G1 Política. 16 de setembro de 2016. Consultado em 19 de setembro de 2016 
  10. «Decisão do STF traz segurança jurídica à Lava Jato». Fausto Macedo 
Precedido por
Osvaldo Piana
Governador de Rondônia
19951999
Sucedido por
José Bianco
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