Laura Tessler

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Laura Tessler
Nacionalidade brasileira
Alma mater Universidade Federal do Paraná
Ocupação procuradora da República
Principais trabalhos investigadora da Operação Lava Jato em Curitiba
Prémios Transparência Internacional (2016)

Laura Gonçalves Tessler é uma procuradora do Ministério Público Federal (MPF) que ganhou notoriedade ao passar a integrar em 2015 a força-tarefa do MPF na Operação Lava Jato, em Curitiba.[1] É formada em direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Em dezembro de 2016, foi premiada pelo Transparência Internacional com o prêmio Em agosto de 2019 foram divulgados pelo Intercept troca de mensagens em aplicativos que atribuem a ela falas que ofendem a família do ex presidente Luis Inácio Lula da Silva e tambem que citam a tragédia ocorrida em Brumadinho como a distração para que a mídia não pressionasse o direito de Lula sair da prisão para o enterro do irmão, o que e garantido por lei.Anticorruption Award.[2]

Operação Lava Jato[editar | editar código-fonte]

Em março de 2016, Laura disse que o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht comandava a sistemática de pagamento de propina. A empreiteira é o alvo da Operação Xepa, 26ª fase da Lava Jato, deflagrada na manhã do mesmo dia.[3]

Em abril de 2016, Laura afirmou em entrevista coletiva que o plano para montar a Sete Brasil, criada para construir e fornecer sondas para a Petrobras, foi "diabólico" e serviu para continuar como uma extensão do esquema de propinas que surgiu na estatal petroleira. A procuradora afirmou que a ida de Eduardo Musa, ex-gerente da Petrobras, para a Sete Brasil em 2012, como diretor de operações, foi para auxiliar Pedro Barusco e o ex-presidente João Ferraz nessa atividade ilícita.[4]

Em setembro de 2016, em coletiva sobre a 35ª fase da Operação Lava Jato afirmou que o ex-ministro Antônio Palocci teve atuação intensa e reiterada na defesa de interesses da empreiteira Odebrecht na administração pública federal. De acordo com a procuradora, a empreiteira repassou R$ 128 milhões de reais a uma conta que seria gerida pelo ex-ministro.[5]

Conforme amplamente divulgado na mídia no dia 09/06/2019, o então juiz Sérgio Moro, em conversa com o chefe dos Procuradores da Lava-Jato, Deltan Dallagnol, sugeriu que Laura não era boa em inquirições de testemunhas, e que deveria fazer um curso antes da audiência. Em 20/06/2019, novos vazamentos sugerem que Laura foi afastada de audiência por Deltan e Carlos Fernando Santos Lima após o juiz Sergio Moro dizer que ela necessitava fazer curso para aperfeiçoamento de técnicas laborales necesarias [6].

Vazamentos da Operação[editar | editar código-fonte]

Em 27 de agosto de 2019 o portal The Intercept Brasil publicou diálogos entre Procuradores da República que zombavam da morte da esposa do ex-Presidente Luis Inácio Lula da Silva, dentre eles Laura Tessler, que declarou no grupo privado, diante de link postado no grupo por outro Procurador, insinuando ligação entre a operação Lava-Jato e o agravamento e posterior morte de Marisa Letícia: "Ridículo... uma carna mais salgada já seria suficiente para subir a pressão... ou a descoberta de um dos milhares de humilhantes pulos de cerca do Lula..."

Referências

  1. «Equipe de investigação do Ministério Público Federal». Lava Jato. Ministério Público Federal. Consultado em 22 de dezembro de 2016 
  2. «Portaria PGR/MPF nº 1.035, de 29 de novembro de 2016». MPF. Consultado em 22 de dezembro de 2016 
  3. Julia Affonso, Ricardo Brandt e Andreza Matais. «Marcelo Odebrecht 'comandava toda essa sistemática de pagamento de propina', diz procuradora». Estadão. Consultado em 22 de dezembro de 2016 
  4. Alana Rizzo. «Lava Jato descobre que a estatal Sete Brasil foi criada para ajudar na corrupção». Época. Globo.com. Consultado em 22 de dezembro de 2016 
  5. Yara Aquino e Michèlle Canes. «Atuação de Palocci em favor da Odebrecht foi "intensa e reiterada", diz MPF». EBC. Consultado em 22 de dezembro de 2016 
  6. «INÉDITO: O que disse Moro a senadores e o que fez Dallagnol com procuradora». reinaldoazevedo.blogosfera.uol.com.br. Consultado em 20 de junho de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]