União Brasileira dos Estudantes Secundaristas

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UBES
União Brasileira dos Esquerdistas Secundaristas
Fundação 25 de julho de 1948
Extinta 1969
Reconstrução 1981
Presidente Camila Lanes
Localização São Paulo, SP (Sede)
Página oficial ubes.org.br
Organizações estudantis por país

A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), fundada em 25 de julho de 1948, na praia do Flamengo, no Rio de Janeiro,[1] é a entidade que congrega e representa todos os estudantes de escolas de ensino fundamental, ensino médio, ensino técnico, ensino profissionalizante e ensino pré-vestibular do Brasil.[2]

A objetivo a defesa da educação pública gratuita, de qualidade e laica. Em sua história, acumulam-se inúmeras vitórias e participações em eventos importantes para a vida política do país, como a resistência à ditadura Militar,[3] a luta pelo passe-estudantil, pela meia-entrada em atividades culturais, esportivas e sociais,[4] pelo voto facultativo aos 16 anos[5] e contra as guerras.

Até 2015, realizaram seu 41º Congresso.[6] Muitos desses congressos aconteceram na ilegalidade durante a ditadura Militar entre 1964 e 1985.[3]

A instituição participa do Conselho Nacional de Juventude (CNJ) e da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), ao lado da UNE, MST, CUT, CTB, movimentos de moradia, pastorais, juventudes partidárias e diversos sindicatos.[7][8]

História[editar | editar código-fonte]

Origem[editar | editar código-fonte]

Desde as décadas de 1930 e 1940, os estudantes secundaristas já se organizavam em diversas regiões para debater e transformar a educação no Brasil.[9] A maioria desses grupos surgia dentro das escolas, nos grêmios estudantis dos antigos colégios estaduais, os chamados liceus. Era preciso que o movimento se organizasse em uma só entidade, para fortalecer a representação e a luta estudantil, e assim surgiu a UBES, em 25 de julho de 1948, mesma data em que oficializou-se a colaboração mutua com a UNE.[1]

A UBES, superando a turbulência política da época, cresceu e expandiu suas bandeiras. No início da década de 1960, durante os governos Jânio Quadros e João Goulart, os estudantes passaram a integrar a Frente de Mobilização Popular, que envolvia outros importantes movimentos sociais brasileiros da época.[10]

Ditadura militar[editar | editar código-fonte]

Com a chegada dos militares ao poder, através de um golpe de estado em 1964, muitos de seus dirigentes e militantes foram perseguidos e exilados e a entidade ficou com sua organização debilitada, sendo extinta entre 1969 e 1980. Neste período, os estudantes secundaristas continuaram a se organizar, mas diretamente nas escolas.[3][11]

Edson Luís[editar | editar código-fonte]

Em 1968, uma manifestação no Rio de Janeiro contra o fim de um restaurante popular resultou no assassinato do estudante paraense Edson Luís de Lima Souto, de 18 anos, que virou símbolo da resistência contra a ditadura militar.[3][12]

Reconstrução[editar | editar código-fonte]

A reconstrução da entidade veio a partir de 1977. Algumas entidades de base conseguiram fortalecer-se nos chamados centros cívicos de algumas cidades e começaram a reaparecer alguns grêmios e um movimento nacional pelo renascimento da UBES. A consolidação aconteceu no ano de 1981, em Curitiba. Numa situação precária e sem recursos, os estudantes iniciaram os debates.[3]

"Diretas Já"[editar | editar código-fonte]

Em 1984, a UBES participou ativamente da campanha Diretas Já e apoiou a eleição de Tancredo Neves. O então presidente da entidade, Apolinário Rebelo foi o primeiro a discursar no famoso Comício da Candelária que reuniu um milhão de pessoas. Os estudantes pintaram o rosto de verde e amarelo e foram para as ruas exigir a democracia de volta no país.[13]

"Meia-entrada","passe livre" e "educação pública e gratuita para todos"[editar | editar código-fonte]

Após anos de intensas mobilizações dos estudantes pela reconstrução dos grêmios estudantis e das entidades estaduais de estudantes (AMES, UMES, etc.), o 28° Congresso da UBES, realizado em 1989, representou o grande momento da reconstrução do movimento estudantil secundarista. Com o lema "Unidade para Lutar", a diretoria da UBES conclamou os estudantes a lançaram-se às ruas de todo o país, em grandes passeatas, pela conquista do passe livre nos transportes, da meia-entrada no cinema[4] e da garantia de educação pública gratuita e de qualidade para todos na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da educação brasileira. Sob a liderança unificada e combativa da UBES, estudantes secundaristas organizaram, nas principais cidades do país, dezenas de grandes passeatas, que marcaram o retorno dos estudantes ao centro da vida política nacional. Essas passeatas, alegres e coloridas, culminaram com a obtenção de importantes vitórias, como a aprovação do passe livre no Rio de Janeiro e da meia-entrada nos cinemas e teatros em diversas capitais do Brasil.[14] Organizados em associações municipais de estudantes em todas as capitais, os estudantes retornavam, com toda força, ao cenário político nacional e preparavam o caminho para seu próximo grande ato: o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello.[13][15]

"Fora Collor"[editar | editar código-fonte]

Pouco tempo depois, em 1992, ainda em fase de reestruturação, a UBES participou do movimento que ficou conhecido como o Fora Collor, com participação de vários seguimentos da sociedade. Os secundaristas eram maioria nas manifestações que ocorriam por todo país exigindo o impeachment do presidente.[13][15]

FHC e Lula[editar | editar código-fonte]

O forte posicionamento dos secundaristas foi marca registrada nas gestões ocorridas durante o governo FHC, de 1994 a 2002, quando os estudantes defenderam a manutenção do ensino público de qualidade, o passe livre nos transportes e o fim de política consideradas neoliberais na educação. Era um tempo de agenda política de resistência às reformas neoliberais, em que os movimentos sociais, considerando-se marginalizados pelos meios de comunicação, se diziam forçados a apenas garantir os direitos já conquistados.[16] Muitos foram os episódios em que os estudantes foram às ruas para lutar em defesa de direitos adquiridos e a resposta do governo e das demais instituições foi truculenta.[17]

Desde o início do governo Lula, aproximou-se do governo federal defendendo mudanças na política econômica além de mais recursos para a educação e a cultura, e buscou manter uma postura de independência, criticando algumas alas do governo, e buscando o avanço da luta dos estudantes brasileiros.[18]

Nesse período, de maior diálogo com o Planalto, a UBES conseguiu apoio para a aprovação da reserva de vagas nas universidades públicas para estudantes oriundos de escolas públicas,[19] a obrigatoriedade do ensino de filosofia e sociologia no ensino médio,[20] conquista de meio-passe e passe-livre em diversas cidades, aprovação do Fundeb.[21][22][23]

Presidentes[editar | editar código-fonte]

  • 1948 - Luís Bezerra de Oliveira Lima
  • 1949 - Carlos César Castelar Pinto
  • 1950 - Lúcio Abreu
  • 1951 - Tibério César Gadelha
  • 1952 - Édson Fontoura
  • 1953 - Dinéas Aguiar
  • 1955 - Helga Hofmman
  • 1956 - José Luís Clerot
  • 1958 - Celso Saleh
  • 1959 - Raimundo Nonato Cruz
  • 1960 - Jarbas Santana
  • 1961 - Alcino Pinheiro do Rego
  • 1962 - Políbio Braga
  • 1964 - Olímpio Mendes
  • 1965 e 1966 - não existem informações
  • 1967 - Tibério Canuto
  • 1968 - Marcos Melo
  • 1968 - Juca Ferreira - eleito pelo Congresso de Salvador para presidir a UBES. Logo em seguida, a UBES é extinta pelo AI-5.
  • 1969 a 1980 - UBES extinta pela Ditadura Militar
  • 1981 - Sérgio Amadeu da Silveira
  • 1983 - Apolinário Rebelo
  • 1984 - Delcimar Pires
  • 1985 - Selma de Oliveira
  • 1986 - Rovilson Brito
  • 1987 - Altair Lebre
  • 1988 - Manoel Rangel
  • 1989 a 1990 - Manoel Rangel / Danilo Zimbres (vice-presidente)
  • 1991 - Leila Márcia Santos
  • 1992 - Mauro Panzera e Antônio Parente (coordenação-geral)
  • 1993 - Joel Benin
  • 1995 - Kerison Lopes
  • 1997 - Juana Nunes
  • 1999 - Carla Santos
  • 2001 - Igor Bruno Freitas
  • 2003 - Marcelo Brito da Silva (Gavião)
  • 2005 - Thiago Franco
  • 2007 - Ismael da Silva Cardoso
  • 2009 - Yann Evanovick
  • 2011 - Manuela Braga
  • 2013 - Bárbara Melo
  • 2015 - Camila Lanes

Congressos e Coneg[editar | editar código-fonte]

28º Congresso - 1989[editar | editar código-fonte]

Em plena campanha presidencial em andamento, quase cinco mil estudantes estiveram em Santo André, discutindo assuntos relacionados com o Movimento Estudantil, as primeiras eleições presidenciais brasileiras (o congresso recebeu quatro candidatos a vice-presidência da república para um debate com os delegados, entre eles Itamar Franco, candidato à vice-presidente na chapa de Collor, e José Paulo Bisol, vice de Luiz Inácio Lula da Silva), a onda de manifestações contra os aumentos das mensalidades e das passagens de ônibus.[14][24] Neste congresso, os delegados decidiram que os próximos congressos seriam compostos a partir de congressos estaduais e que a diretoria eleita no próximo ano teria mandato de dois anos. Um acontecimento importante foi a mobilização em torno do voto aos dezesseis anos no Brasil,[5] novidade introduzida com a nova Constituição Brasileira. Outra característica importante do congresso foi o fato de ter-se iniciado nele a grande unidade do movimento estudantil, com a eleição de Manoel Rangel (presidente da UBES) e Danilo Zimbres (vice-presidente da UBES). Tal unidade permitiu à entidade importantes conquistas, como a obtenção, em diversas cidades, do passe livre e da meia-entrada em cinemas, teatros e espetáculos.[14][4] Tais conquistas foram obtidas, após intensas mobilizações estudantis, no processo de aprovação, pelas câmaras municipais, das leis orgânicas dos municípios. Desse modo, o 28º Congresso representou importante momento na reconstrução do movimento estudantil. A partir dele, os estudantes ganharam novamente as ruas do Brasil.[24]

Coneg e Seminário Nacional - 1993 a 1994[editar | editar código-fonte]

A cidade de Curitiba foi o palco do evento e mostrou-se capaz de sediar o Conselho Nacional e o Seminário Nacional da Ubes, compostos por um grupo expressivo e diversificado de estudantes.

34º Congresso - 2001[editar | editar código-fonte]

Realizado em Uberlândia, o congresso reuniu cerca de 3 mil estudantes. O 34º Congresso teve como mote principal a luta contra o neoliberalismo e chamou atenção para a necessidade de vitória das chamadas forças populares contra as ditas forças conservadoras na eleição de 2002.[16] Igor Bruno, estudante do Rio de Janeiro, ex-presidente da AMES, foi eleito para presidir a entidade.

35º Congresso - 2003[editar | editar código-fonte]

Realizado em Mogi das Cruzes, o congresso reuniu mais de cinco mil pessoas com o lema: O movimento estudantil, unificado pras mudanças no Brasil. O evento foi marcado pela movimentação das forças políticas em torno da UBES, e pela saída do PSTU. O estudante baiano, Marcelo Gavião, foi eleito presidente, com o desafio de alcançar um novo patamar no trabalho institucional da entidade e no trabalho de formulação política da mesma. Em sua gestão, passou a ser publicada a cartilha da Nova Escola e programas como o sistema de cotas e o Prouni foram conquistados.[19]

36º Congresso - 2005[editar | editar código-fonte]

Realizada em Brasília, em dezembro de 2005, a etapa nacional do 36º congresso da UBES elegeu para presidente o estudante de Minas Gerais Thiago Franco Batista de Oliveira. O principal mote do Congresso foi a bandeira do Passe-Livre Estudantil, com a convocação do Dia Nacional de Luta pelo Passe Livre, que aconteceu no dia 22 de Março e levou mais de 180 mil estudantes às ruas, em cerca de 62 cidades brasileiras.[25]

37º Congresso - 2007[editar | editar código-fonte]

Realizada em Goiânia, a Etapa Nacional contou com a participação de cerca de dois mil estudantes e elegeu o carioca Ismael de Almeida Cardoso presidente da entidade. O principal mote do congresso foi a bandeira da democratização das escolas, tanto do ponto de vista da eleição direta para diretor, como do funcionamento dos grêmios estudantis e demais entidades representativas dos segmentos escolares. Este congresso deu também o pontapé inicial para as comemorações de sessenta anos da entidade, no ano de 2008.[14][25]

38° Congresso - 2009[editar | editar código-fonte]

Realizado em Belo Horizonte capital de Minas Gerais, no campus da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais a etapa nacional reuniu cerca de 2.300 estudantes de todas as regiões do país.O evento foi marcado pelo lançamento do livro "UBES, uma rebeldia consequente", que faz um resgate da história de 60 anos da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.[26] Os estudantes presentes elegeram amazonense Yann Evanovick.

39° Congresso - 2011[editar | editar código-fonte]

Realizado em São Paulo nos dias 1,2,3 e 4 de dezembro de 2011 o congresso tinha como temas a se discutir: o investimento de 10% do PIB para educação, o Plano Nacional de Educação (PNE),[27] a lei da meia-entrada, grupo LGBT, Pronatec e a democratização do acesso à universidades. O encontro reuniu cerca de cinco mil estudantes do ensino fundamental, médio, profissionalizante e pré-vestibular de todos os estados do país. Os jovens elegeram, como nova presidenta, a estudante pernambucana Manuela Braga, de 19 anos. Manuela ganhou a eleição com 82,5% do total dos votos contra 17,5% dos votos para Gladson Reis que na gestão anterior foi Diretor de Relações Internacionais.[28]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Fundação da UBES». ubes.org.br. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  2. «Atuação UBES». ubes.org.br. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  3. a b c d e «Resistência à Ditadura Militar». ubes.org.br. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  4. a b c «Escolha a melhor carteira para você». Folhateen. Folha de S.Paulo. 2 de dezembro de 1996. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  5. a b «Conheça as principais conquistas da UBES - Voto aos 16 anos». ubes.org.br. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  6. Renata Bars (28 de setembro de 2015). «Notícias Últimas Notícias TV UNE Galerias Cultura Dentro do Bolso Opinião A UNE Somos Nós Lugar de Mulher CUCA da UNE Últimas Notícias 41º Congresso da UBES será em Brasília». une.org.br. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  7. «Centrais sindicais prometem protestos e greve na próxima sexta». Movimentos sociais protestam contra o governo de Michel Temer e a PEC do teto de gastos. Notícias ao Minuto. 23 de novembro de 2016. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  8. Alberi Neto (25 de novembro de 2016). «Protesto em Porto Alegre une manifestantes contra Temer e pacote de Sartori». Jornal do Comércio. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  9. «História da UBES». ubes.org.br. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  10. «Fortalecimento do Movimento Secundarista». ubes.org.b. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  11. Renato Cancian (26 de março de 2007). «Movimento estudantil: O foco da resistência ao regime militar no Brasil». UOL. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  12. Vanessa, GONÇALVES. «O cadáver que faltava». O Rebate. Consultado em 26 de março de 2011 
  13. a b c «Redemocratização». Das "Diretas Já" ao "Fora Collor!". ubes.org.br. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  14. a b c d «Movimento estudantil realiza Jornada Nacional de Lutas». O Globo. 20 de agosto de 2007. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  15. a b Wellington Ramalhoso (14 de março de 2015). «Sem WhatsApp, organizadores do "Fora Collor" estouraram conta de telefone». UOL. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  16. a b «A Luta contra o Neoliberalismo e as privatizações». ubes.org.br. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  17. «Oposição "racha" sobre impeachment de FHC». Folha de S.Paulo. 25 de Agosto de 1999. Consultado em 17 de dezembro de 2016 
  18. «A UBES avança em suas reivindicações». ubes.org.br. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  19. a b «Conheça as principais conquistas da UBES - Reserva de vagas nas Universidades». ubes.org.br. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  20. «Conheça as principais conquistas da UBES - Disciplinas de Sociologia e Filosofia». ubes.org.br. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  21. Marina Domingos (11 de agosto de 2004). «Ubes sugere novo fundo para cuidar da educação básica». Agência Brasil. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  22. «UNE e UBES entregam à Lula plataforma política dos estudantes». Tribuna do Paraná. 25 de agosto de 2006. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  23. «Conheça as principais conquistas da UBES - FUNDEB». ubes.org.br. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  24. a b Dandara Lima (21 de janeiro de 2015). «A luta do movimento estudantil pelo passe livre». vermelho.org.br. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  25. a b «Estudantes voltam às ruas no Dia Nacional de Luta Pelo Passe Livre». Universidade Federal Fluminense. Observatório Jovem. 24 de março de 2007. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  26. CARDOSO, Ismael (11 de dezembro de 2009). «Livro conta a saga da Ubes e do movimento secundarista no Brasil». vermelho.org.br. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  27. «Conheça as principais conquistas da UBES - Plano nacional de Educação e 10% do PIB para a educação». ubes.org.br. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  28. MORENO, Ana Carolina (25 de abril de 2013). «Preço da carteirinha de estudante não deve mudar após nova lei, diz UNE». G1. Consultado em 16 de dezembro de 2016 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Angelica Müller e Tatiana Matos Rezende (2012). Praia do Flamengo, 132: Histórias e Memórias. São Paulo: Letras do Pensamento. ISBN 9788562131080 
  • André Cintra e Raisa Marques (2009). UBES Uma Rebeldia Consequente. A História do Movimento Estudantil Secundarista do Brasil. São Paulo: [s.n.] 
  • ARAUJO, Maria Paula Nascimento (2007). Memórias Estudantis. da fundação da UNE aos nossos dias. Rio de Janeiro: Relume Dumará. ISBN 9788573164763 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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