Partido Progressista Reformador

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Partido Progressista Reformador
Número eleitoral 11
Presidente Esperidião Amin
Fundação 4 de abril de 1993
Dissolução 14 de setembro de 1995
Sede Brasília
Ideologia Conservadorismo
Liberalismo
Espectro político Direita
Antecessor PDS
Sucessor PPB
Cores       Azul

      Vermelho

Política do Brasil
Partidos políticos
Eleições

O Partido Progressista Reformador (PPR) foi um partido político brasileiro criado após a fusão entre o Partido Democrático Social e o Partido Democrata Cristão em convenção nacional no dia 4 de abril de 1993.[1]

Surgimento[editar | editar código-fonte]

Sucessor de legendas surgidas ou recriadas durante a reforma partidária de 1979 no governo João Figueiredo,[2] o Partido Progressista Reformador tinha em Paulo Maluf, então prefeito de São Paulo, sua liderança mais conhecida. Para que a nova legenda nascesse, PDS e PDC realizaram convenções em separado antes de decidirem pela união e mesmo com a proposta sacramentada, houve uma disputa interna sobre qual seria o nome da nova agremiação e nisso venceu a proposta do senador Jarbas Passarinho.[3][nota 1]

Em termos geopolíticos a fusão combinou a relevância havida pelo PDS no Centro-Sul do país e os enclaves do PDC na Amazônia e no Nordeste.[4] A nova legenda reuniu ao todo nove senadores e sessenta e oito deputados federais integrantes da terceira maior bancada do Congresso Nacional, tendo como líderes o senador Epitácio Cafeteira e o deputado José Luís Maia enquanto a presidência nacional da agremiação coube ao senador Esperidião Amin. Suas bancadas no Congresso Nacional foram constituídas após 8 de junho de 1993 quando o Tribunal Superior Eleitoral deferiu o seu pedido de registro.[nota 2][nota 3]

Além da prefeitura de São Paulo com Paulo Maluf, o PPR detinha as cidades de Boa Vista com Teresa Surita, Manaus com Amazonino Mendes e Palmas com Eduardo Siqueira Campos conforme estabeleceram as eleições de 1992 e também governava o Acre, então administrado por Romildo Magalhães.[nota 4]

Participação e desempenho eleitorais[editar | editar código-fonte]

Nascido para fazer oposição ao Governo Itamar Franco, o PPR apresentou Esperidião Amin como candidato a presidente e Gardênia Gonçalves como vice-presidente em 1994 numa empreitada onde o partido ficou em sexto lugar com 1.739.458 votos, equivalentes a 2,75% do total.[5]

Elegeu três governadores de estado, dois senadores, 51 deputados federais e 113 deputados estaduais.

Em 14 de setembro de 1995 se fundiu com o Partido Progressista e assim formou o PPB que deu sustentáculo aos dois governos de Fernando Henrique Cardoso e, em 2003, mudou sua denominação para o atual Partido Progressista.

Utilizava o 11 como número identificador da sigla, assim como ia ser feito pelos sucessores - Partido Progressista Brasileiro (1995 a 2003) e Partido Progressista (2003 até hoje) - e seu antecessor, o Partido Democrático Social, substituto da Aliança Renovadora Nacional (ARENA).

Genealogia partidária do PPR[editar | editar código-fonte]

Diagrama da origem histórica do partido
Aliança Renovadora Nacional
(ARENA) 1966–1979
Partido Democrático Social
(PDS) 1980–1993
Partido Democrata Cristão
(PDC) 1985–1993
Partido Social Trabalhista
(PST) 1988–1993
Partido Trabalhista Renovador
(PTR) 1985–1993
Partido Progressista Reformador
(PPR) 1993–1995
Partido Progressista
(PP) 1993–1995
Frente Liberal
(FL)

Partido da Frente Liberal
(PFL) 1985–2007

Democratas
(DEM) 2007–presente
Partido Progressista Brasileiro
(PPB) 1995–2003

Partido Progressista
(PP) 2003–presente
Fonte: [6][7]

Notas e referências

Notas

  1. Convencionais gaúchos defenderam o nome "Partido Progressista Democrático (PPD)" à nova agremiação.
  2. Os números referentes à bancada original do PPR foram colhidos no Diário do Congresso Nacional e nos Anais do Senado Federal entre junho e setembro de 1993. A contagem cessou quando o primeiro de seus parlamentares deixou a legenda.
  3. Jairo Azi foi o primeiro dentre os parlamentares fundadores do PPR a deixar o partido conforme um ofício entregue à mesa diretora da Câmara dos Deputados no qual ele comunica seu ingresso no PSD. Por coincidência sua defecção foi seguida pela chegada de José Maria Eymael, ora egresso do Partido Progressista.
  4. Nessa época a prefeita de Boa Vista era conhecida como "Teresa Jucá" devido ao matrimônio com o político Romero Jucá.

Referências

  1. Maluf lança PPR com ataques a Lula (online). O Estado de S. Paulo, São Paulo (SP), 05/04/1993. Geral, p. 04. Página visitada em 6 de junho de 2016.
  2. «BRASIL. Presidência da República: Lei nº. 6.767 de 20/11/1979». Consultado em 6 de junho de 2016. 
  3. "Regra três" do PPR é Amin (online). Folha de S. Paulo, São Paulo (SP), 05/04/1993. Primeiro Caderno, p. 1-5. Página visitada em 6 de junho de 2016.
  4. PDS fecha acordo para se fundir com o PDC (online). Folha de S. Paulo, São Paulo (SP), 18/02/1993. Primeiro Caderno, p. 1-9. Página visitada em 7 de junho de 2016.
  5. «Banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral». Consultado em 13 de junho de 2016. 
  6. TSE. «Histórico de partidos». Consultado em 26 de outubro de 2016. 
  7. Cambraia, Marcio Rodrigo Nunes (outubro–dezembro de 2010). «A Formação da Frente Liberal e a Transição Democrática no Brasil (1984-85)». Revista On-Line LIBERDADE E CIDADANIA. Fundação Liberdade e Cidadania. Consultado em 26 de outubro de 2016.