José Maria Eymael

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José Maria Eymael
José Maria Eymael (2014)
1° Presidente da Democracia Cristã
Período 5 de agosto de 1997
até a atualidade
Antecessor(a) Cargo criado
Deputado federal por São Paulo
Período 1 de fevereiro de 1986
até 31 de janeiro de 1995
(2 mandatos consecutivos)
Dados pessoais
Nome completo José Maria Eymael
Nascimento 2 de novembro de 1939 (79 anos)
Porto Alegre, RS
Progenitores Mãe: Lígia Porto Eymael
Pai: João Eymael
Alma mater PUC-RS
Esposa Ísola Selbach Eymael
Partido PDC (1945-1965)
ARENA (1965-1980)
PDS (1980-1982)
PTB (1982-1985)
PDC (1985-1993)
PPR (1993-1995)
PPB (1995-1997)
PSDC (1997-2017)
DC (2017-presente)
Religião Católica
Profissão Advogado
Empresário
Político

José Maria Eymael (Porto Alegre, 2 de novembro de 1939), mais conhecido por Eymael, é um advogado, empresário e político brasileiro fundador e atual presidente do DC. Foi um dos constituintes da constituição federal de 1988.

História

Filho de João Eymael e Lígia Porto Eymael, graduou-se em Filosofia e Direito pela PUCRS,[1]

Eymael filiou-se ao PDC em 1962, militando na Juventude Democrata Cristã. Mas o partido foi extinto pelo Ato Institucional n° 2, em 27 de outubro de 1965, durante a ditadura militar brasileira, quando já trabalhava como presidente do Grupo Nacional de Serviços.

Carreira política

Em 1980, com a eliminação do bipartidarismo, Eymael ingressou no PDS, disputando sua primeira eleição em 1982, pelo PTB, quando concorreu, sem sucesso, a uma vaga na Assembleia Legislativa do estado de São Paulo.

Após deixar o PTB, Eymael tornou-se responsável pela reorganização do PDC em São Paulo, quando de sua refundação em 1985.[2]

Ainda em 1985, foi candidato pela primeira vez à prefeitura de São Paulo pelo PDC, mas ficou nas últimas posições, com 4.578 votos. O jingle de sua campanha, com o refrão "Ey Ey Eymael, um democrata cristão...", é, ainda hoje, bastante popular.[3]

Em 1986, no vácuo da popularidade do jingle, foi eleito deputado federal constituinte com 72.132 votos e tendo sido reeleito em 1990 com agora 34.191 sufrágios. Durante aquela legislatura, postulou novamente a prefeitura de São Paulo em 1988 e em 1992, novamente sendo derrotado em ambas. O seu nome chegou a ser lembrado para a campanha presidencial de 1989, mas o PDC optou por apoiar o liberal Guilherme Afif Domingos.

Em 1993, o PDC se fundiu ao PDS, formando o PPR. A fusão não foi aceita por Eymael, que, em busca de mais espaço político, sai do partido recém-criado e funda dois anos depois, em 30 de março de 1995, o PSDC, cujos compromissos maiores são o "compromisso com a família, com a defesa de seus valores e o atendimento pleno de suas necessidades".[2]

Disputou já pelo PSDC as eleições de 2002 obtendo[4] 8.950 votos (0,01% dos válidos, à época) como candidato a deputado federal e as eleições municipais de 2012 na qual foi[5] o 11° colocado com 5.382 votos (0,09% dos válidos, à época) dentre 12 prefeituráveis.

Optou por não disputar as eleições municipais de 2016[6] cedendo a sua vaga ao empresário João Bico, o vice-presidente da Associação Comercial e da Federação das Associações Comerciais do estado.

Campanhas presidenciais de 1998, 2006, 2010,2014 e 2018

Após fundar o PSDC, Eymael foi candidato à Presidência da República por quatro vezes: em 1998, em 2006, em 2010 e em 2014 percorrendo nessas campanhas todos os estados brasileiros, mas devido ao pouco tempo de sua campanha para propagandas eleitorais na TV e no rádio, suas propostas quase sempre são despercebidas pela maioria dos eleitores resultando-lhe em poucos votos.

1998

Em 1998, em sua estreia como candidato à presidência, Eymael foi[7] o 9º colocado com 171.827 votos (0,25% dos válidos, à época) dentre 12 candidatos.

2006

Em 2006, em cuja campanha presidencial a Social Democracia Cristã apresentou como proposta central "transformar o Estado de senhor em servidor", foi[8] o 6° colocado com 63.294 votos (0,07% dos válidos, à época) dentre 8 candidatos. Eymael citou a ausência do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no debate dos presidenciáveis promovido pela Rede Globo, disse que a atitude era um desrespeito à democracia e aos eleitores e também que o Brasil fora "humilhado" quando o Exército da Bolívia invadiu uma refinaria da Petrobras, utilizando o bordão "Porque a cadeira está vazia" para concluir sua opinião.

2010

Em 2010, Eymael foi[9] o 5° colocado com 89.350 votos (0,09% dos válidos, à época). Essa votação, no entanto, foi de certo ponto expressiva, visto que apenas os quatro principais candidatos à Presidência naquele pleito obtiveram mais votos do que Eymael.

2014

Em 2014, foi[10] novamente candidato ao cargo de Presidente da República, tendo sido o 9° colocado com 61.250 votos (0,06% dos válidos, à época).

Mesmo derrotado em suas candidaturas, Eymael apostava que, com a força das redes sociais e o desejo de mudança por parte da população manifestadas em 2013, seria possível que suas propostas fossem notadas, apesar do pouco tempo de TV e inclusive o fato dele ser o único candidato ao cargo que nunca teve ligações com governos anteriores possa contribuir. Sua campanha foi baseada em seus feitos como deputado e diversas propostas ligadas entre si a um objetivo "Do Brasil que temos para o Brasil que queremos”. Essas propostas foram baseadas em 27 diretrizes de governo valorizando principalmente Saúde, Educação, Segurança, cumprimento da Constituição, defesa da Família, defesa do Contribuinte e Estado Necessário reduzindo por exemplo o número de ministérios para quinze economizando milhões de reais.[11][12]

2018

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Este artigo ou seção é sobre um evento atual.
A informação apresentada pode mudar com frequência. Não adicione especulações, nem texto sem referência a fontes confiáveis. (editado pela última vez em 4 de novembro de 2018)

Em 15 de março de 2018, Eymael lançou no Acre a pré-candidatura a Presidente da República.[13]

As realizações como deputado federal

Como deputado federal constituinte, Eymael foi relacionado pelo DIAP como um dos 12 parlamentares mais influentes no Congresso Nacional e, ao fim dos trabalhos da Assembleia Constituinte, ficou entre os 15 constituintes com maiores números de propostas aprovadas: 145. Entre tais propostas, destacam-se:

  • Aviso prévio de 30 dias para todos os trabalhadores;[14]
  • Jornada semanal de 44 horas;[14][12]
  • Direito do trabalhador ao lazer;
  • Proibição da existência de tributo com efeito de confisco;
  • Obrigatoriedade de contribuintes em igual situação ter o mesmo tratamento tributário;
  • Admissibilidade de mandado de segurança também contra atos de qualquer pessoa jurídica no exercício de funções públicas;
  • Possibilidade de o ICMS ser menor para produtos mais necessários, como por exemplo, os produtos que compõem a cesta básica;
  • Artigo 180 da Constituição Federal, que obriga a União, os Estados e os Municípios a apoiar e incentivar o turismo como fator de desenvolvimento econômico e social;
  • Artigo 17 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias que estabelece que sempre que um funcionário público receber remuneração ou proventos de aposentadoria superiores aos limites constitucionais, estes valores devem ser imediatamente rebaixados para aqueles limites, não cabendo neste caso, invocação de direito adquirido;
  • Obrigatoriedade da União, Estados e Municípios publicarem até o dia 30 de cada mês os valores que arrecadaram ou receberam no mês anterior, possibilitando assim o controle da sociedade sobre as Receitas Públicas;
  • Dever dos filhos adultos de cuidar de seus pais na velhice, carência ou enfermidade (Artigo 229 da Constituição Federal);

Ainda na Assembleia Nacional Constituinte, foi o autor do pronunciamento defendendo a manutenção do nome de Deus no preâmbulo da Constituição Federal, opondo-se a uma proposta da remoção do nome.[12]

O jingle eleitoral

Em 1985, Eymael foi candidato a prefeito de São Paulo, mas não se elegeu, ficando em nono lugar entre 11 candidatos. Mas o jingle da sua campanha, cujo refrão era "Ey Ey Eymael, um democrata cristão", é, ainda hoje, considerado bastante popular.[14]

Criado pelo militante do partido e hoje um de seus dirigentes, José Raimundo de Castro, o jingle tornou-se uma referência na história política nacional recente[15] e é considerado um case de comunicação.

O jingle original dizia: "para prefeito em 15 de novembro é Eymael, o candidato da Renovação". Em 1986, foi modificado para "pra deputado federal queremos Eymael, a voz do povo na Constituição".

Em 1998, nova modificação: "pra presidente do Brasil queremos Eymael, pela família e pela nação". Em 2006, nova troca: "pra presidente é José Maria Eymael, pela família e pela nação". Em 2010, sofreu a quarta modificação: "pra presidente é 27, o nome é Eymael, pela família e pela nação".[16]

Em 2014, foi outra vez modificado, para "pra presidente, 27, Brasil, é Eymael, pela vitória da Constituição". Em 2018, na sua quinta candidatura a presidência o novo jingle agora diz: "pra presidente é 27, o nome é Eymael, nos 30 anos da Constituição"

Acusação de recebimento de caixa dois

Em abril de 2017, delatores da construtora Odebrecht afirmaram que Eymael havia recebido R$ 50.000,00 não declarados durante a campanha presidencial de 2010.[17] Ele nega as acusações de recebimento de caixa dois no pleito, seja do Grupo Odebrecht ou de qualquer outra fonte.

Vida pessoal

Casado com Ísola Selbach Eymael, é pai de 2 filhos; José Carlos, que pleiteou uma vaga na Assembleia Legislativa em 2002 e recebeu apenas 389 votos, foi o único que seguiu carreira política. Sua neta, Talita Eymael, foi candidata a vereadora na eleição de 2016, obtendo 309 votos.

Referências

  1. «A trajetória de José Maria Eymael em três momentos». ZH. RBS. 4 de agosto de 2014. Consultado em 27 de agosto de 2014. 
  2. a b «Eymael prega compromisso com a família». UOL 
  3. «Eymael foi deputado constituinte e fundou o PSDC ao perder espaço». O Tempo. 21 de julho de 2014. Consultado em 27 de agosto de 2014. 
  4. «Apuração de votos no 1° turno de 2002». UOL. 6 de outubro de 2002 
  5. «Candidatos à prefeitura de São Paulo - José Maria Eymael (PSDC. UOL. 7 de outubro de 2012 
  6. Paula Reverbel (23 de julho de 2016). «Eterno candidato, Eymael surpreende e não disputará eleição para prefeito». Folha 
  7. Fernando Rodrigues (9 de outubro de 1998). «Eleições de 1998 - resultados do 1º turno - Presidente da República». UOL 
  8. «Placar do 1º turno de 2006». UOL. 1º de outubro de 2006 
  9. «Apuração de votos no 1° turno de 2010». UOL. 3 de outubro de 2010 
  10. «Apuração de votos no 1° turno de 2014». UOL. 5 de outubro de 2014 
  11. «Eymael e Fidelix, os "zebras" da corrida presidencial». Diario de Pernambuco 
  12. a b c «"A democracia-cristã está madura para vencer a eleição", diz Eymael». R7. 2 de dezembro de 2013 
  13. Brasil e Almeida, Janine e Lidson (15 de março de 2018). «No Acre, PSDC lança pré-candidatura de Eymael à Presidência da República». G1. Consultado em 17 de abril de 2018. 
  14. a b c «Após 30 anos, autor de 'Ey ey Eymael' prepara nova versão de jingle histórico». Último Segundo 
  15. «José Maria Eymael: quem é o candidato do PSDC à Presidência». Terra. 20 de julho de 2010 
  16. «Ey-Ey-Eymael agora em axé». Isto é. Três 
  17. «Delações da Odebrecht: Eymael é suspeito de receber caixa 2 para campanha». G1. Globo. 12 de abril de 2017 

Ligações externas