Andrea Matarazzo

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Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Andrea Matarazzo (1865-1953).
Andrea Matarazzo
Andrea Matarazzo em 2016
Ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência do Brasil
Período 1999–2001
Presidente Fernando Henrique Cardoso
Antecessor(a) Sérgio Amaral
Sucessor(a) João Roberto Vieira da Costa
Embaixador do Brasil em Roma
Período 2001–2002
Presidente Fernando Henrique Cardoso
Secretário de Estado da Cultura de São Paulo
Período 2010–2012
Governador Geraldo Alckmin
Antecessor(a) João Sayad[1]
Sucessor(a) Marcelo Matos Araújo
Vereador de São Paulo
Período 1 de fevereiro de 2013
a 31 de janeiro de 2017
Secretário de Subprefeituras de São Paulo
Período 2006–2008
Prefeito Gilberto Kassab
Subprefeito da subprefeitura da Sé
Período 2005–2009
Prefeitos José Serra e Gilberto Kassab
Dados pessoais
Nascimento 22 de novembro de 1956 (65 anos)
São Paulo, SP
Prêmio(s)
Parentesco
Partido PSDB (1991–2016)
PSD (2016–presente)
Profissão professor, administrador, diplomata, empresário, radialista, político

Angelo Andrea Matarazzo GCIHGOMAComMM (São Paulo, 22 de novembro de 1956) é um professor, administrador, diplomata, empresário, radialista e político brasileiro, filiado ao Partido Social Democrático (PSD). É neto de Andrea Matarazzo, sobrinho-neto do conde Francesco Matarazzo, sobrinho de Ciccillo Matarazzo e irmão da jornalista de etiqueta e comportamento Claudia Matarazzo. É também primo de segundo grau do ex-senador Eduardo Suplicy.

Trajetória[editar | editar código-fonte]

De 1991 a 1992 foi assessor especial do Ministério da Educação e Cultura. Em seguida, foi secretário de Política Industrial do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo entre 1992 e 1993. Durante o governo Mário Covas em São Paulo, foi Secretário Estadual de Energia e presidente da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), além de membro dos conselhos de Desestatização, de Administração da Companhia Paulista de Ativos e de Ciências e Tecnologia do Estado de São Paulo. Integrou também o Comitê de Relações Empresariais do Governo do Estado de São Paulo e o Instituto Teotônio Vilela, além de ser coordenador do Núcleo de Gestão Estratégica da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

Foi secretário de Política Industrial no governo Itamar Franco, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação de Governo da Presidência da República (1999 a 2001) e exerceu o cargo de embaixador do Brasil na Itália (2001 a 2002) no governo de Fernando Henrique Cardoso.

No governo do Estado, além de secretário da Cultura, foi secretário de Energia (1998), presidente da Companhia Energética de São Paulo (1995-1998) e presidente do Conselho da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL).

De 1999 a 2001, foi ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República durante o governo de Fernando Henrique Cardoso e embaixador do Brasil em Roma, entre 2001 e 2002. Durante esse período, foi agraciado a 14 de março de 2000 com o grau de Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal e em abril de 2001 com a admissão à Ordem do Mérito Militar no grau de Comendador especial.[5][2] Em 2005, entrou na administração municipal de São Paulo como subprefeito da Sé na gestão de José Serra. Assumiu também, em 2006, a Secretaria Municipal de Serviços, como subprefeito da Sé e secretário (de Coordenação das Subprefeituras) na gestão de Gilberto Kassab. A partir de 2008, manteve-se apenas como secretário até o início de setembro de 2009, quando teve seu pedido de demissão aceito por Kassab. Assumiu, em 2010, a Secretaria de Estado da Cultura,[6] cargo que ocupou até 2 de abril de 2012.

No município, foi subprefeito da Sé (2005 a 2007), secretário municipal de Serviços (2005 a 2006) e secretário de Coordenação das Subprefeituras (2007 a 2009).[7] Na Prefeitura, teve destaque seu trabalho nas áreas de limpeza urbana, pavimentação, reforma e padronização de calçadas e acessibilidade e mobilidade urbana. Deu início a projetos importantes, como a revitalização do Centro e da Nova Luz, a criação de novas áreas verdes (Parque do Povo, Parque do Trote e parques na região da represa de Guarapiranga). Também realizou um trabalho firme contra o comércio ilegal e pelo fechamento dos bingos. Foi o responsável pela operacionalização do programa Cidade Limpa e pela reforma da avenida Paulista.

Na iniciativa privada, atuou como membro do Conselho Consultivo da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria e presidente do Comitê de Investimento. Foi, ainda, conselheiro do Instituto de Estudos para Desenvolvimento Industrial (IEDI) e membro do Conselho de Administração da Fundação Bienal de São Paulo.[carece de fontes?]

Em outubro de 2012, foi eleito o segundo vereador mais votado do Brasil com 117.617 votos.[8]

Em 2014, Matarazzo foi investigado pela Polícia Federal em um inquérito que apurou pagamento de propinas por parte da empresa Alstom, durante o período em que foi secretário de energia do governo do Estado de São Paulo. Mas o então vereador, não chegou a ser denunciado por falta de provas.[9][10]

Graduado em Administração de Empresas, é, atualmente, presidente licenciado da Matarazzo SA Holding e da Metalma SA, também atuando como radialista no programa "Ligado no Matarazzo", aos sábados das 11h ao 12h na Rádio Capital. Em 2020 passou a ser professor colaborador do IBMEC-SP.

Cargos públicos[editar | editar código-fonte]

  • Vereador do Município de São Paulo (2013-2016)
  • Secretário de Cultura (2010–2012)
  • Secretário de Coordenação das Subprefeituras de São Paulo (2007-2009)
  • Subprefeito da Sé (2005-2007)
  • Secretário Municipal de Serviços (2005/2006)
  • Embaixador do Brasil na Itália (2001/2002)
  • Ministro-chefe da Secretaria de Comunicação de Governo da Presidência da República (1999/2001)
  • Secretário de Energia do Governo do Estado de São Paulo (1998)
  • Presidente da Companhia Energética de São Paulo – CESP (1995/1998)
  • Secretário de Política Industrial do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo (1992/1993)
  • Assessor especial do Ministério da Educação e Cultura (1991/1992)

Eleições 2016[editar | editar código-fonte]

Deixou o PSDB em 18 de março de 2016, dois dias antes do 2º Turno das prévias para definir o candidato à Prefeito de São Paulo pelo partido em 2016.[11]

Em 30 de março de 2016 assinou a filiação com o PSD, com a intenção de disputar a Prefeitura de São Paulo.[12] A pré-candidatura durou até 25 de julho de 2016, quando o partido decidiu apoiar a candidata Marta Suplicy (PMDB), com Matarazzo como candidato a vice na chapa .[13] Ambos não conseguiram ir para o segundo turno, ficando em 4º lugar, com 587 220 votos, pouco mais de 10% dos sufrágios.[14]

Eleições 2020[editar | editar código-fonte]

Nas eleições municipais de 2020 foi novamente candidato ao cargo de Prefeito de São Paulo, pelo PSD, tendo Marta Costa como candidata a vice.[15][16] Durante a campanha procurou alinhar sua imagem ao então presidente Jair Bolsonaro.[17] Embora não se autodenomine bolsonarista, fez diversos elogios ao governo, declarando em entrevista que: "Eu, como industrial, tenho sentido os reflexos (da atuação do governo). A atividade econômica está voltando. Os juros para a indústria nunca estiveram tão baixos em termos nominais, fora a Selic. As reformas estão caminhando".[18] Se considerando como sendo o único defensor do presidente nos debates eleitorais.[19][19]

Ao final do pleito conseguiu apenas 82 mil votos, ficando em 8º lugar, com pouco mais de 1,5% dos votos válidos.[20]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «JOÃO SAYAD FALA SOBRE SUA TRAJETÓRIA PROFISSIONAL E ACADÊMICA». FEA. Universidade de São Paulo. Consultado em 4 de outubro de 2018 
  2. a b BRASIL, Decreto de 10 de abril de 2001.
  3. «Agraciados com a Ordem do Mérito Aeronáutico» (PDF). Força Aérea Brasileira (pdf). Consultado em 17 de setembro de 2020 
  4. «Agraciados com a Medalha Mérito Santos-Dumont» (PDF). Força Aérea Brasileira (pdf). Consultado em 17 de setembro de 2020 
  5. a b «Entidades Estrangeiras Agraciadas com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Andrea Matarazzo". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 11 de março de 2021 
  6. «Andrea Matarazzo é o novo secretário de Cultura de São Paulo por Mônica Bergamo, Folha de S. Paulo». www.canalcontemporaneo.art.br. Canal Contemporâneo. Consultado em 8 de janeiro de 2017 
  7. «Andrea Matarazzo deixa Secretaria de Subprefeituras - Política - Estadão». Estadão 
  8. «Biografia - Andrea Matarazzo». Andrea Matarazzo 
  9. G1, Rosanne D'AgostinoDo; Paulo, em São (18 de fevereiro de 2014). «Juiz autoriza novo inquérito contra Andrea Matarazzo no caso Alstom». São Paulo. Consultado em 20 de agosto de 2021 
  10. «Matarazzo quer barrar investigação contra ele, diz Alstom». Exame. 22 de fevereiro de 2014. Consultado em 20 de agosto de 2021 
  11. «Andrea Matarazzo anuncia saída do PSDB». São Paulo. Consultado em 19 de março de 2016 
  12. «Matarazzo se filia ao PSD e é pré-candidato à Prefeitura de SP». São Paulo. Consultado em 31 de março de 2016 
  13. «Matarazzo será candidato a vice de Marta Suplicy na disputa em São Paulo». UOL. 25 de julho de 2016. Consultado em 20 de agosto de 2021. O vereador Andrea Matarazzo (PSD) aceitou ser o candidato a vice na chapa da senadora Marta Suplicy (PMDB) na disputa pela Prefeitura de São Paulo .
  14. «Resultado da apuração das Eleições 2016 em São Paulo para prefeito e vereador». g1. Consultado em 20 de agosto de 2021 
  15. «PSD oficializa candidatura de Andrea Matarazzo à Prefeitura de São Paulo». G1. Consultado em 20 de agosto de 2021 
  16. «O sonho de Matarazzo de chefiar a cidade continua - Política». Estadão. Consultado em 20 de agosto de 2021 
  17. «Ex-tucano Andrea Matarazzo quer ser a aposta do bolsonarismo». Jornal de Brasília. 17 de fevereiro de 2020. Consultado em 20 de agosto de 2021 
  18. «Ex-tucano Andrea Matarazzo quer ser a aposta do bolsonarismo». Exame. 17 de fevereiro de 2020. Consultado em 20 de agosto de 2021 
  19. a b «Quem é Andrea Matarazzo? Conheça o candidato do PSD à Prefeitura de São Paulo». Terra. Consultado em 20 de agosto de 2021 
  20. «Resultado do 1º turno para prefeito e vereador | Eleições 2020». Estadão. Consultado em 20 de agosto de 2021 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]