Partido Democrático (Itália)

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Partido Democrático
Partito Democratico
Líder Maurizio Martina
Fundação 2007
Sede Roma,  Itália
Ideologia Social democracia
Social liberalismo
Esquerda cristã
Terceira Via
Espectro político Centro-esquerda
Fusão Democratas de Esquerda
A Margarida-Democracia é Liberdade
Afiliação internacional Aliança Progressista
Afiliação europeia Partido Socialista Europeu
Grupo no Parlamento Europeu Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas
Camera dei Deputati
282 / 630
Senado
97 / 315
Parlamento Europeu
25 / 73
Parlamentos Regionais
310 / 917
Presidentes Regionais
13 / 20
Cores Vermelho,Branco e Verde

O Partido Democrático (em italiano: Partito Democratico, PD) é um partido político de Itália.

O partido foi fundado em 2007, através da fusão de vários partidos de centro-esquerda, que tinham concorrido juntos na A União e na A Oliveira desde da década de 1990, dos quais se destacavam, dois partidos: os Democratas de Esquerda, herdeiros do antigo Partido Comunista Italiano e, a Democracia e Liberdade - A Margarida, composto pela ala da esquerda cristã da antiga Democracia Cristã.[1]

O PD apesar de, ser descrito como social-democrata[2], tem várias correntes ideológicas, divididas em diferentes alas ou sectores do partido. Por isso, o partido pode ser definido como um partido pega-tudo, porque, dentro do partido, estão, desde liberais, que defendem o liberalismo económico[3], como é o caso de Matteo Renzi, que segue uma linha inspirada pela Terceira via de Tony Blair[4], passando pela esquerda cristã[5], pelos defensores do liberalismo seguido pelo Partido Democrata[6] até socialistas democráticos, próximos dos sindicatos e da social-democracia tradicional[7].

Por isto, o PD é descrito como um partido pega-tudo de centro-esquerda[8][9], que agrupa várias facções ideológicas de esquerda.

Em 2013, após as eleições gerais, o PD decidiu fazer um governo de grande coligação, coligando-se com os seus rivais de centro-direita, O Povo da Liberdade de Silvio Berlusconi[10].

Em Fevereiro de 2014, Matteo Renzi, até então presidente da câmara de Florença, foi eleito líder do partido, e, propôs que Enrico Letta, até então, primeiro-ministro, se demitisse.[11] Após a demissão de Letta, Matteo Renzi foi empossado primeiro-ministro, liderando um governo de coligação com o Novo Centro-direita (cisão da Força Itália), o Escolha Cívica e a União dos Democratas-Cristãos e de Centro.[12]

No que tange à afiliação internacional, o partido também sofreu grandes divisões sobre o assunto, porque, a ala liberal do partido defendia a integração no Partido da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa, enquanto, a ala social-democrata defendia a adesão ao Partido Socialista Europeu.

Em 2012, o PD fez parte da primeira reunião da Aliança Progressista, organização que junta vários partidos de centro-esquerda, e, desde então, esta tem sido a sua afiliação internacional[13][14].

A nível de afiliação europeia, só com a eleição de Matteo Renzi em 2014, é que ficou decidida, visto que, Renzi, da ala liberal do partido, defendia a integração no Partido Socialista Europeu.[15] Em Fevereiro de 2014, o PD foi aceite como membro do Partido Socialista Europeu.[16]

Com a ascensão de Renzi à liderança do PD com uma linha ideológica centrista e liberal, a ala de esquerda do partido entrou em conflito com Renzi até que, em finais de 2017, vários membros do partidos, como Massimo d'Alema, Pier Luigi Bersani e Gugliemo Epifani, romperam com o partido e fundaram um novo partido de esquerda, o Artigo 1 - Movimento Democrático e Progressista[17].

Resultados Eleitorais[editar | editar código-fonte]

Eleições legislativas[editar | editar código-fonte]

Câmara dos Deputados[editar | editar código-fonte]

Data CI. Votos % +/- Deputados +/- Status
2008 2.º 12 092 969
33,2 / 100,0
217 / 630
Oposição
2013 2.º 8 644 187
25,4 / 100,0
Baixa7,8
297 / 630
Aumento80 Governo
2018 2.º 6 134 727
18,7 / 100,0
Baixa6,7
109 / 630
Baixa188

Senado[editar | editar código-fonte]

Data CI. Votos % +/- Deputados +/- Status
2008 2.º 11 052 577
33,1 / 100,0
118 / 315
Oposição
2013 1.º 8 400 255
27,4 / 100,0
Baixa5,7
112 / 315
Baixa6 Governo
2018 2.º 5 768 101
19,1 / 100,0
Baixa8,3
53 / 315
Baixa69

Eleições europeias[editar | editar código-fonte]

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
2009 2.º 8 008 203
26,1 / 100,0
21 / 72
2014 1.º 11 203 231
40,8 / 100,0
Aumento14,7
31 / 73
Aumento10

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Slomp, Hans (2011-01-01). Europe, a Political Profile: An American Companion to European Politics. [S.l.]: ABC-CLIO. ISBN 9780313391811  Verifique data em: |ano= (ajuda)
  2. Collin, Richard Oliver; Martin, Pamela L. (2012-01-01). An Introduction to World Politics: Conflict and Consensus on a Small Planet. [S.l.]: Rowman & Littlefield. ISBN 9781442218031  Verifique data em: |ano= (ajuda)
  3. «Pd, diciassette correnti in un partito solo». archiviostorico.corriere.it. Consultado em 22 de novembro de 2015. 
  4. «Il piano di Pier Luigi per le primarie Un solo candidato scelto dal partito». archiviostorico.corriere.it. Consultado em 22 de novembro de 2015. 
  5. «Parties and Elections in Europe». www.parties-and-elections.eu. Consultado em 22 de novembro de 2015. 
  6. «Italy. Everybody Is Crazy For Obama». i-Italy. Consultado em 22 de novembro de 2015. 
  7. «Fassina, il «signor no» del Pd diventa un caso». archiviostorico.corriere.it. Consultado em 22 de novembro de 2015. 
  8. «Il Pd come la Dc? Le coincidenze e le differenze». Europa Quotidiano. Consultado em 22 de novembro de 2015. 
  9. «Si scrive Pd, si legge Dc». l'Espresso. Consultado em 22 de novembro de 2015. 
  10. «Italy's President Appoints New PM In Hopes Of Forming Government». The Huffington Post. Consultado em 22 de novembro de 2015. 
  11. Rome, Lizzy Davies in. «Italian PM Enrico Letta to resign». the Guardian. Consultado em 22 de novembro de 2015. 
  12. «Il governo Renzi ha giurato al Colle, è in carica. Gelo con Letta alla consegna della campanella». Repubblica.it. plus.google.com/+repubblica/. Consultado em 22 de novembro de 2015. 
  13. «Sozialdemokraten gründen neue Internationale (neues deutschland)». www.neues-deutschland.de. Consultado em 22 de novembro de 2015. 
  14. «Social Democrats seek revival on 150th b-day». www.thelocal.de. plus.google.com/109658666567908793964/. Consultado em 22 de novembro de 2015. 
  15. «Il Pd chiede di aderire come "full member" al Pse». Europa Quotidiano. Consultado em 22 de novembro de 2015. 
  16. Viola, Donatella M. (2015-08-14). Routledge Handbook of European Elections. [S.l.]: Routledge. ISBN 9781317503620  Verifique data em: |ano= (ajuda)
  17. Stefanoni, Franco. «Ecco il nome degli ex Pd: Articolo 1 Movimento dei democratici e progressisti». Corriere della Sera (em italiano)