Partido Democrático (Itália)

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Partido Democrático
Partito Democratico
Líder vago
Fundação 2007
Sede Roma,  Itália
Ideologia Social democracia
Social liberalismo
Esquerda cristã
Terceira Via
Socialismo democrático (minoria)
Espectro político Centro-esquerda
Fusão Democratas de Esquerda
A Margarida-Democracia é Liberdade
Afiliação internacional Aliança Progressista
Afiliação europeia Partido Socialista Europeu
Grupo no Parlamento Europeu Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas
Camera dei Deputati
303 / 630
Senado
113 / 315
Parlamento Europeu
29 / 73
Parlamentos Regionais
310 / 917
Presidentes Regionais
15 / 20
Cores Vermelho,Branco e Verde

O Partido Democrático (em italiano: Partito Democratico, PD) é um partido político de Itália.

O partido foi fundado em 2007, através da fusão de vários partidos de centro-esquerda, que tinham concorrido juntos na A União e na A Oliveira desde da década de 1990, dos quais se destacavam, dois partidos: os Democratas de Esquerda, herdeiros do antigo Partido Comunista Italiano e, a Democracia e Liberdade - A Margarida, composto pela ala da esquerda cristã da antiga Democracia Cristã.[1]

O PD apesar de, ser descrito como social-democrata[2], tem várias correntes ideológicas, divididas em diferentes alas ou sectores do partido. Por isso, o partido pode ser definido como um partido pega-tudo, porque, dentro do partido, estão, desde liberais, que defendem o liberalismo económico[3], como é o caso de Matteo Renzi, que segue uma linha inspirada pela Terceira via de Tony Blair[4], passando pela esquerda cristã[5], pelos defensores do liberalismo seguido pelo Partido Democrata[6] até socialistas democráticos, próximos dos sindicatos e da social-democracia tradicional[7].

Por isto, o PD é descrito como um partido pega-tudo de centro-esquerda[8][9], que agrupa várias facções ideológicas de esquerda.

Em 2013, após as eleições gerais, o PD decidiu fazer um governo de grande coligação, coligando-se com os seus rivais de centro-direita, O Povo da Liberdade de Silvio Berlusconi[10].

Em Fevereiro de 2014, Matteo Renzi, até então presidente da câmara de Florença, foi eleito líder do partido, e, propôs que Enrico Letta, até então, primeiro-ministro, se demitisse.[11] Após a demissão de Letta, Matteo Renzi foi empossado primeiro-ministro, liderando um governo de coligação com o Novo Centro-direita (cisão da Força Itália), o Escolha Cívica e a União dos Democratas-Cristãos e de Centro.[12]

Renzi tem um programa, profundamente, reformador, que inclui, a revisão constitucional, a liberalização do mercado de trabalho, a abolição do Senado e cortes de vários pequenos impostos, tudo isto, em nome do crescimento económico e da estabilidade política.[13][14]

A nível de afiliação internacional, o partido também sofreu grandes divisões sobre o assunto, porque, a ala liberal do partido defendia a integração no Partido da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa, enquanto, a ala social-democrata defendia a adesão ao Partido Socialista Europeu.

Em 2012, o PD fez parte da primeira reunião da Aliança Progressista, organização que junta vários partidos de centro-esquerda, e, desde então, esta tem sido a sua afiliação internacional[15][16].

A nível de afiliação europeia, só com a eleição de Matteo Renzi em 2014, é que ficou decidida, visto que, Renzi, da ala liberal do partido, defendia a integração no Partido Socialista Europeu.[17] Em Fevereiro de 2014, o PD foi aceite como membro do Partido Socialista Europeu.[18]

Resultados Eleitorais[editar | editar código-fonte]

Eleições legislativas[editar | editar código-fonte]

Câmara dos Deputados[editar | editar código-fonte]

Data Votos % +/- Deputados +/- Status
2008 12 092 969 33,2 (2.º)
217 / 630
Oposição
2013 8 644 187 25,4 (2.º) Baixa7,8
297 / 630
Aumento80 Governo

Senado[editar | editar código-fonte]

Data Votos % +/- Deputados +/- Status
2008 11 052 577 33,1 (2.º)
118 / 315
Oposição
2013 8 400 255 27,4 (1.º) Baixa5,7
112 / 315
Baixa6 Governo

Eleições europeias[editar | editar código-fonte]

Data Votos % +/- Deputados +/-
2009 8 008 203 26,1 (2.º)
21 / 72
2014 11 203 231 40,8 (1.º) Aumento14,7
31 / 73
Aumento10

Eleições regionais[editar | editar código-fonte]

Os resultados apresentados serão os das últimas eleições:

Região Data Votos % Deputados Status
Abruzzo 2014 241 767 35,9 (1.º)
14 / 29
Governo
Apúlia 2015 385 242 24,1 (1.º)
16 / 51
Governo
Basilicata 2014 96 591 40,8 (1.º)
9 / 20
Governo
Calábria 2014 282 827 36,2 (1.º)
14 / 30
Governo
Campânia 2015 555 577 24,4 (1.º)
20 / 51
Governo
Emília-Romagna 2014 535 109 44,5 (1.º)
30 / 50
Governo
Friuli-Veneza Júlia 2013 107 155 26,8 (1.º)
20 / 49
Governo
Lazio 2013 960 932 34,2 (1.º)
27 / 51
Governo
Ligúria 2015 138 257 25,6 (1.º)
8 / 31
Oposição
Lombardia 2013 1 749 681 32,3 (1.º)
22 / 80
Oposição
Marche 2015 186 357 35,1 (1.º)
16 / 31
Governo
Molise 2013 24 892 14,8 (1.º)
6 / 21
Governo
Piemonte 2014 799 156 41,1 (1.º)
29 / 50
Governo
Sardenha 2014 150 492 22,1 (1.º)
19 / 60
Governo
Sicília 2012 257 274 13,4 (2.º)
14 / 90
Governo
Toscana 2015 614 869 46,3 (1.º)
25 / 41
Governo
Trentino-Alto Ádige 2013 52 406 22,1 (1.º)
10 / 35
Governo
Vale de Aosta 2013 6 401 8,9 (5.º)
3 / 35
Oposição
Veneto 2015 379 202 20,5 (2.º)
11 / 51
Oposição
Úmbria 2015 125 777 35,8 (1.º)
11 / 21
Governo

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Slomp, Hans (2011-01-01). Europe, a Political Profile: An American Companion to European Politics. [S.l.]: ABC-CLIO. ISBN 9780313391811  Verifique data em: |ano= (ajuda)
  2. Collin, Richard Oliver; Martin, Pamela L. (2012-01-01). An Introduction to World Politics: Conflict and Consensus on a Small Planet. [S.l.]: Rowman & Littlefield. ISBN 9781442218031  Verifique data em: |ano= (ajuda)
  3. «Pd, diciassette correnti in un partito solo». archiviostorico.corriere.it. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  4. «Il piano di Pier Luigi per le primarie Un solo candidato scelto dal partito». archiviostorico.corriere.it. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  5. «Parties and Elections in Europe». www.parties-and-elections.eu. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  6. «Italy. Everybody Is Crazy For Obama». i-Italy. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  7. «Fassina, il «signor no» del Pd diventa un caso». archiviostorico.corriere.it. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  8. «Il Pd come la Dc? Le coincidenze e le differenze». Europa Quotidiano. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  9. «Si scrive Pd, si legge Dc». l'Espresso. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  10. «Italy's President Appoints New PM In Hopes Of Forming Government». The Huffington Post. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  11. Rome, Lizzy Davies in. «Italian PM Enrico Letta to resign». the Guardian. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  12. «Il governo Renzi ha giurato al Colle, è in carica. Gelo con Letta alla consegna della campanella». Repubblica.it. plus.google.com/+repubblica/. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  13. «Italy Prime Minister Matteo Renzi on Senate Reform». Bloomberg.com. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  14. Totaro, Lorenzo. «Renzi Gives Italians Lower Taxes, Higher Cash Use to Back Growth». Bloomberg.com. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  15. «Sozialdemokraten gründen neue Internationale (neues deutschland)». www.neues-deutschland.de. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  16. «Social Democrats seek revival on 150th b-day». www.thelocal.de. plus.google.com/109658666567908793964/. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  17. «Il Pd chiede di aderire come "full member" al Pse». Europa Quotidiano. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  18. Viola, Donatella M. (2015-08-14). Routledge Handbook of European Elections. [S.l.]: Routledge. ISBN 9781317503620  Verifique data em: |ano= (ajuda)