Sarney Filho

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José Sarney Filho
Sarney Filho em 2014.
Secretário Distrital do Meio Ambiente do Distrito Federal
Período 1º de janeiro de 2019
a atualidade
Governador Ibaneis Rocha
Deputado federal pelo Maranhão
Período 15 de março de 1983
a 1º de janeiro de 2019
(9 mandatos consecutivos)[a]
11.º e 16.º Ministro do
Meio Ambiente
do Brasil
Período 1.º- 1º de janeiro de 1999
a 5 de março de 2002
Presidente Fernando Henrique Cardoso
Antecessor(a) Gustavo Krause
Sucessor(a) José Carlos Carvalho
Período 2.º- 12 de maio de 2016
a 6 de abril de 2018
Presidente Michel Temer
Antecessor(a) Izabella Teixeira
Sucessor(a) Ricardo Salles
(interino Edson Duarte)
Secretário Estadual para Assuntos Políticos do Maranhão
Período 1988 a 1990
Governador Epitácio Cafeteira
Deputado estadual do Maranhão
Período 1º de fevereiro de 1979
a 1º de fevereiro de 1983
Dados pessoais
Nascimento 14 de junho de 1957 (64 anos)
São Luís, MA
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Marly Sarney
Pai: José Sarney
Alma mater Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
Prêmio(s) Ordem do Mérito Militar[1]
Filhos Adriano Sarney
Parentesco Fernando Sarney (irmão)
Jorge Murad (cunhado)
Roseana Sarney (irmã)
Partido ARENA (1970–1979)
PDS (1980–1986)
PFL (1986–2005)
PV (2005–presente)
Profissão advogado, político

José Sarney Filho GOMM (São Luís, 14 de junho de 1957), também conhecido como Zequinha Sarney,[2][3] é um advogado e político brasileiro, filiado ao Partido Verde (PV) e atualmente secretário do Meio Ambiente do Distrito Federal. Foi ministro do Meio Ambiente em duas ocasiões durante os governos Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer.[4] Pelo Maranhão, foi deputado federal por nove mandatos, secretário para Assuntos Políticos no governo Cafeteira e deputado estadual.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em uma família estreitamente ligada à política, José Sarney Filho é filho de José Sarney e de Marly Sarney. Seu pai exerceu o quinto mandato de senador e foi presidente da República entre 1985 e 1990. É também irmão da ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney, e do empresário Fernando Sarney.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

José Sarney Filho iniciou sua trajetória na vida pública ainda jovem pela Aliança Renovadora Nacional (ARENA), em 1970. Eleito deputado estadual pelo Maranhão em 1978, migrou para o Partido Democrático Social (PDS) e foi eleito para o seu primeiro mandato de deputado federal em 1982. Por ocasião da sucessão presidencial deflagrada ao final do governo João Figueiredo, deixou o partido em 1986 e ingressou no Partido da Frente Liberal (PFL), atual Democratas (DEM), e foi reeleito em 1986, 1990, 1994, 1998 e 2002.[3]

Afastou-se do mandato para ocupar os cargos de Secretário para Assuntos Políticos do Estado do Maranhão, em 1988 e entre 1989 e 1990, e de Ministro do Meio Ambiente no governo de Fernando Henrique Cardoso, a partir de 1º de janeiro de 1999. Em março do mesmo ano, foi admitido por FHC à Ordem do Mérito Militar no grau de Grande-Oficial especial.[1] Foi exonerado em 5 de março de 2002 após o rompimento de seu partido com o governo.[3]

Desde 2005, está filiado ao Partido Verde (PV) e foi reeleito em 2006, 2010 e 2014, sendo um de seus principais líderes no Congresso Nacional e estando em seu nono mandato consecutivo.[3]

Em maio de 2016, assumiu novamente o cargo de Ministro do Meio Ambiente, no governo interino de Michel Temer.[4][5] Em abril de 2018, deixou o ministério para se candidatar ao Senado Federal pelo Maranhão. No entanto, terminou a disputa em terceiro lugar, com aproximadamente 13% dos votos.[6] No segundo turno, Sarney Filho declarou apoio ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) na corrida presidencial. Em novembro de 2018, foi anunciado para chefiar a pasta do meio ambiente, do governo do Distrito Federal. O convite foi feito pelo governador eleito, Ibaneis Rocha (MDB).[7]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

De seu primeiro casamento com Lucialice Cordeiro, José Sarney Filho teve três filhos: Adriano Sarney e os gêmeos Marcos e Gabriel. Seu quarto filho, Daniel Sarney, mora no Canadá, com a mãe, a antropóloga[8] Annette Leibing. Atualmente, Sarney Filho é casado com Camila Serra, mãe de seu quinto e último filho, João José Sarney, nascido em 2006.[9]

Escândalos envolvendo dinheiro público[editar | editar código-fonte]

Sarney Filho acumula uma folha corrida dos mais diversos escândalos. Em 2010, "Zequinha" foi atingido pela Lei da Ficha Limpa. Sua candidatura chegou a ser impugnada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) do Maranhão. Ele foi acusado de abuso de poder econômico pelo fato de a prefeitura do município de Pinheiro, cujo prefeito era seu aliado, ter criado um link em sua página para a homepage do então deputado em 2006. O presidente do PV no Maranhão foi condenado a pagar uma multa e, segundo o MPE, isso o tornaria inelegível, conforme a lei complementar 135/2010. No entanto, após recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral, o deputado conseguiu manter o registro de sua candidatura.[10]

Essa não é a única irregularidade a macular o currículo do ex-ministro do Meio Ambiente. Em 2009, Sarney Filho foi investigado pelo Ministério Público por ter usado sua cota parlamentar de passagens aéreas para viajar com a família para o exterior. Além disso, entre julho de 2007 e julho de 2008, a Câmara pagou oito passagens para Marco Antônio Bogéa, colaborador do empresário Fernando Sarney, irmão do deputado. Recentemente utilizou uma aeronave da FAB para passar férias em Fernando de Noronha, utilizando-se do expediente comum de "participar de uma reunião" que duraria um dia mas sua viagem (passeio com dinheiro público) durou 4.[11] Embora não tendo qualquer vínculo funcional com a Casa, Bogéa usou a cota de Sarney Filho, à época líder do PV na Câmara. Fernando Sarney e Marco Antônio Bogéa são acusados de participar de um suposto esquema de corrupção em estatais do setor elétrico e alvo de investigações da Polícia Federal na Operação Boi Barrica, envolvendo também seu irmão Fernando Sarney e sua esposa Teresa Murad.[12]

Em setembro de 2015, a CPI da Petrobras recebeu das mãos do deputado Jorge Solla (PT-BA) cópias de documentos da contabilidade extraoficial da Odebrecht, do fim da década de 1980, com registros de pagamento de propina a políticos das obras executadas naquela época. No material, entregue ao delegado Bráulio Cézar Galloni, coordenador-geral da Polícia Fazendária, constava o nome do deputado José Sarney Filho.

Notas

  1. Renuncia em 1º de janeiro de 2019 para assumir a Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal.

Referências

  1. a b BRASIL, Decreto de 31 de março de 1999.
  2. Rangel, Rodrigo (4 de setembro de 2009). «Documento bancário prova favor de empreiteira à família Sarney». Veja. Consultado em 14 de janeiro de 2022 
  3. a b c d «Deputado Sarney Filho». Câmara dos Deputados. Consultado em 14 de agosto de 2016 
  4. a b Della Coletta, Ricardo (8 de junho de 2018). «Temer define Sarney Filho para ministério do Meio Ambiente». Época. Consultado em 14 de janeiro de 2022 
  5. «Sarney Filho (PV), ministro do Meio Ambiente do governo Temer». G1. São Paulo. 12 de maio de 2016. Consultado em 14 de janeiro de 2022 
  6. Lovisi, Pedro; Cristie, Ellen (8 de outubro de 2018). «Tradicional na política, família Sarney sofre derrota nas urnas neste domingo». Estado de Minas. Consultado em 14 de janeiro de 2022 
  7. Grigori, Pedro; de Paula, Alexandre (13 de novembro de 2018). «Novo secretário de Meio Ambiente do DF será Sarney Filho». Correio Braziliense. Consultado em 14 de janeiro de 2022 
  8. Sistema de Currículos Lattes
  9. «Festa para o deputado Sarney Filho». CARAS. 20 de junho de 2007. Consultado em 14 de janeiro de 2022 
  10. «TRE livra Zequinha Sarney de efeitos da lei Ficha Limpa». IstoÉ Dinheiro. 26 de julho de 2010. Consultado em 14 de janeiro de 2022 
  11. Costa, Liana (14 de janeiro de 2018). «Sarney Filho usa avião da FAB e passa 5 dias em Noronha com a família». Metrópoles. Consultado em 14 de janeiro de 2022 
  12. «PF indicia nora de Sarney na Operação Boi Barrica». Gazeta do Povo. 17 de julho de 2009. Consultado em 14 de janeiro de 2022 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]