Sarney Filho

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José Sarney Filho
CMMC - Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (15019943239).jpg
Foto: Pedro França/Agência Senado
Secretário do Meio Ambiente do Distrito Federal
Período 1º de janeiro de 2019
até atualidade
Governador Ibaneis Rocha
Ministro do Meio Ambiente do Brasil
Período 12 de maio de 2016
até 6 de abril de 2018
Presidente Michel Temer
Antecessor Izabella Teixeira
Sucessor Edson Duarte (interino)
Período 1º de janeiro de 1999
até 5 de março de 2002
Presidente Fernando Henrique Cardoso
Antecessor Gustavo Krause
Sucessor José Carlos Carvalho
Deputado Federal pelo Maranhão
Período 15 de março de 1983
até 1º de janeiro de 2019
Deputado Estadual do Maranhão
Período 1.º de fevereiro de 1979
até 31 de janeiro de 1983
Dados pessoais
Nascimento 14 de junho de 1957 (62 anos)
São Luís, Maranhão, Brasil
Progenitores Mãe: Marly Sarney
Pai: José Sarney
Partido Partido Verde
Profissão Advogado

José Sarney Filho, também conhecido como Zequinha Sarney[1] (São Luís, 14 de junho de 1957),[2] é um advogado e político brasileiro, filiado ao Partido Verde (PV) e atualmente secretário do Meio Ambiente do Distrito Federal. Foi ministro do Meio Ambiente de 2016 a 2018.[3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em uma família estreitamente ligada à política, José Sarney Filho é filho de José Sarney e de Marly Sarney. Seu pai exerceu o quinto mandato de senador e foi presidente da República entre 1985 e 1990. É também irmão da ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney, e do empresário Fernando Sarney.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

José Sarney Filho iniciou sua trajetória na vida pública ainda jovem pela Aliança Renovadora Nacional (ARENA), em 1970. Eleito deputado estadual pelo Maranhão em 1978, migrou para o Partido Democrático Social (PDS) e foi eleito para o seu primeiro mandato de deputado federal em 1982. Por ocasião da sucessão presidencial deflagrada ao final do governo João Figueiredo, deixou o partido em 1986 e ingressou no Partido da Frente Liberal (PFL), atual Democratas (DEM), e foi reeleito em 1986, 1990, 1994, 1998 e 2002.[2]

Afastou-se do mandato para ocupar os cargos de Secretário para Assuntos Políticos do Estado do Maranhão, em 1988 e entre 1989 e 1990, e de Ministro do Meio Ambiente no governo de Fernando Henrique Cardoso, entre 1 de janeiro de 1999 e 5 de março de 2002, após o rompimento de seu partido com o governo.[2]

Desde 2005, está filiado ao Partido Verde (PV) e foi reeleito em 2006, 2010 e 2014, sendo um de seus principais líderes no Congresso Nacional e estando em seu nono mandato consecutivo.[2]

Em maio de 2016, assumiu novamente o cargo de Ministro do Meio Ambiente, no governo interino de Michel Temer.[3][4] Em abril de 2018, deixou o ministério para se candidatar ao Senado Federal pelo Maranhão. No entanto, terminou a disputa em terceiro lugar, com aproximadamente 13% dos votos.[5] No segundo turno, Sarney Filho declarou apoio ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) na corrida presidencial. Em novembro de 2018, foi anunciado para chefiar a pasta do meio ambiente, do governo do Distrito Federal. O convite foi feito pelo governador eleito, Ibaneis Rocha (MDB).[6]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

De seu primeiro casamento com Lucialice Cordeiro, José Sarney Filho teve três filhos: Adriano Sarney e os gêmeos Marcos e Gabriel. Seu quarto filho, Daniel Sarney, mora no Canadá, com a mãe, a antropóloga[7] Annette Leibing. Atualmente, Sarney Filho é casado com Camila Serra, mãe de seu quinto e último filho, João José Sarney, nascido em 2006.[8]

Escândalos envolvendo dinheiro público[editar | editar código-fonte]

Sarney Filho acumula uma folha corrida dos mais diversos escândalos. Em 2010, "Zequinha" foi atingido pela Lei da Ficha Limpa. Sua candidatura chegou a ser impugnada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) do Maranhão. Ele foi acusado de abuso de poder econômico pelo fato de a prefeitura do município de Pinheiro, cujo prefeito era seu aliado, ter criado um link em sua página para a homepage do então deputado em 2006. O presidente do PV no Maranhão foi condenado a pagar uma multa e, segundo o MPE, isso o tornaria inelegível, conforme a lei complementar 135/2010. No entanto, após recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral, o deputado conseguiu manter o registro de sua candidatura.[9]

Essa não é a única irregularidade a macular o currículo do ex-ministro do Meio Ambiente. Em 2009, Sarney Filho foi investigado pelo Ministério Público por ter usado sua cota parlamentar de passagens aéreas para viajar com a família para o exterior. Além disso, entre julho de 2007 e julho de 2008, a Câmara pagou oito passagens para Marco Antônio Bogéa, colaborador do empresário Fernando Sarney, irmão do deputado. Recentemente utilizou uma aeronave da FAB para passar férias em Fernando de Noronha, utilizando-se do expediente comum de "participar de uma reunião" que duraria um dia mas sua viagem (passeio com dinheiro público) durou 4.[10] Embora não tendo qualquer vínculo funcional com a Casa, Bogéa usou a cota de Sarney Filho, à época líder do PV na Câmara. Fernando Sarney e Marco Antônio Bogéa são acusados de participar de um suposto esquema de corrupção em estatais do setor elétrico e alvo de investigações da Polícia Federal na Operação Boi Barrica, envolvendo também seu irmão Fernando Sarney e sua esposa Teresa Murad.[11]

Em setembro de 2015, a CPI da Petrobras recebeu das mãos do deputado Jorge Solla (PT-BA) cópias de documentos da contabilidade extraoficial da Odebrecht, do fim da década de 1980, com registros de pagamento de propina a políticos das obras executadas naquela época. No material, entregue ao delegado Bráulio Cézar Galloni, coordenador-geral da Polícia Fazendária, constava o nome do deputado José Sarney Filho.

Referências

  1. Rangel, Rodrigo (4 de setembro de 2009). «Documento bancário prova favor de empreiteira à família Sarney». O Estado de S. Paulo. Consultado em 3 de agosto de 2016 
  2. a b c d «Deputado Sarney Filho». Câmara dos Deputados. Consultado em 14 de agosto de 2016 
  3. a b Ricardo Della Coletta (8 de maio de 2016). «Temer define Sarney Filho para ministério do Meio Ambiente». Época. Globo.com. Consultado em 12 de março de 2017 
  4. «Sarney Filho (PV), ministro do Meio Ambiente do governo Temer». G1. Globo.com. 12 de maio de 2016. Consultado em 12 de março de 2017 
  5. Minas, Estado de; Minas, Estado de (8 de outubro de 2018). [https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2018/10/08/interna_politica,995410/tradicional-na-politica-familia-sarney-sofre-derrota-nas-urna-neste-d.shtml «Tradicional na pol�tica, fam�lia Sarney sofre derrota nas urnas neste domingo»]. Estado de Minas. Consultado em 30 de dezembro de 2018  replacement character character in |titulo= at position 19 (ajuda)
  6. Braziliense, Correio; Braziliense, Correio (13 de novembro de 2018). [https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2018/11/13/interna_cidadesdf,719285/novo-secretario-de-meio-ambiente-do-df-sera-sarney-filho.shtml «Novo secret�rio de Meio Ambiente do DF ser� Sarney Filho»]. Correio Braziliense. Consultado em 30 de dezembro de 2018  replacement character character in |titulo= at position 12 (ajuda)
  7. Sistema de Currículos Lattes
  8. Festa para o deputado Sarney Filho - Caçula do senador José Sarney comemora os seus 50 anos em Brasília. Caras, 14 de junho de 2007
  9. «TRE livra Zequinha Sarney de efeitos da lei Ficha Limpa - Política - Estadão». Estadão 
  10. «Sarney Filho usa avião da FAB e passa 5 dias em Noronha com a família». Metrópoles. Consultado em 29 de agosto de 2018 
  11. «PF indicia nora de Sarney na Operação Boi Barrica». Gazeta do Povo 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]