Osmar Serraglio

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Osmar Serraglio
Ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil
Período 7 de março de 2017
até atualidade
Presidente Michel Temer
Antecessor(a) José Levi Mello do Amaral (interino)
Deputado Federal pelo Paraná
Período 1º de fevereiro de 1999
até 7 de março de 2017
(5 mandatos consecutivos)
Vida
Nascimento 23 de maio de 1948 (68 anos)
Erechim (RS), Brasil
Dados pessoais
Alma mater Faculdade de Direito de Curitiba
Partido MDB (1978-1981)
PMDB (1981-presente)
Profissão Advogado
Website osmarserraglio.com
linkWP:PPO#Brasil

Osmar José Serraglio (Erechim, 23 de maio de 1948) é um advogado e político brasileiro, filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). É o atual Ministro da Justiça do Brasil.[1]

Deputado federal pelo estado do Paraná,[2] licenciado, foi presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) na Câmara dos Deputados.[3][4]

Em 17 de março de 2017 Serraglio foi flagrado na Operação Carne Fraca da Polícia Federal, intermediando junto ao chefe da fiscalização de frigoríferos no Paraná e principal alvo da investigação criminal Daniel Gonçalves Filho, em favor de uma das empresas envolvidas no escândalo.[5]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Formação jurídica e docência[editar | editar código-fonte]

Osmar Serraglio é advogado formado em 1971 pela Faculdade de Direito de Curitiba, atual Centro Universitário Curitiba, e tornou-se mestre em Direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 1986. Foi professor substituto de Direito Administrativo na PUC-SP de 1980 a 1986, além de diretor da Faculdade de Direito da Universidade Paranaense (UNIPAR), no campus de Umuarama, em 1987.[3]

Vida pública[editar | editar código-fonte]

Filiado ao PMDB desde 1981, tendo sido antes filiado ao MDB desde 1978, foi vice-prefeito de Umuarama de 1993 a 1996. Também desempenhou o cargo de assessor jurídico das prefeituras municipais de Mariluz em 1984, Nova Olímpia em 1988, Iporã, Guaíra e Umuarama em 1993, e Foz do Iguaçu, São Jorge do Patrocínio e Japurá em 1997.[3]

Foi eleito deputado federal em 1998, tomando posse em 1 de fevereiro de 1999.[3] Destacou-se no cargo de relator da CPMI dos Correios, criada para investigar denúncias de corrupção na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.[6]

Em 17 de abril de 2016, Serraglio votou pela abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff.[7]

Considerado aliado do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, foi indicado em maio de 2016 presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados do Brasil,[8][9] dita a mais importante comissão daquela casa, responsável, entre outros temas, por julgar a cassação de deputados.[10][9] À frente da comissão, foi acusado de participar de manobras em favor da protelação da análise do processo de cassação de Eduardo Cunha, tendo, entre outras manobras, encerrado, em 13 de julho de 2016, a sessão que avaliaria o processo de Cunha, "sem motivo aparente".[11][12][8]

Ministério da Justiça[editar | editar código-fonte]

Em 23 de fevereiro de 2017 foi anunciado como o novo Ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Federal, pelo presidente Michel Temer,[13] assumindo o lugar de Alexandre de Moraes, que fora nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal.[14] Uma semana após assumir o ministério, Osmar Serraglio aparece nas gravações da Operação Carne Fraca da Polícia Federal. No áudio, o ministro refere-se ao então superintendente regional do Ministério da Agricultura Daniel Gonçalves Filho como o "grande chefe". Gonçalves Filho chefiava a ação fiscais e subordinados que, de acordo com a investigação, emitiam certificados sanitários sem realizar a fiscalização, facilitando a produção de alimentos adulterados por parte dos frigoríficos.[1]

Referências

  1. «Temer dá posse hoje a Aloysio Nunes e a Osmar Serraglio como ministros». iG. 7 de março de 2017. Consultado em 7 de março de 2017 
  2. Perfil do deputado no site da Câmara dos Deputados
  3. a b c d Página do deputado no site da Câmara
  4. «Membros - Portal da Câmara dos Deputados». Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania - CCJC. Câmara dos Deputados. Consultado em 7 de março de 2017 
  5. Julia Affonso e Fausto Macedo (17 de março de 2017). «'Grande chefe, tudo bom?', diz Serraglio a líder de esquema criminoso». O Estado de São Paulo. Consultado em 18 de março de 2017 
  6. CPMI dos Correios
  7. «Deputados autorizam impeachment de Dilma, saiba quem votou a favor e contra». EBC. 17 de abril de 2016. Consultado em 5 de maio de 2016 
  8. a b «Termina reunião da CCJ e decisão sobre cassação de Cunha é novamente adiada». Consultado em 13 de julho de 2016 
  9. a b «Aliado de Cunha, deputado Osmar Serraglio é eleito presidente da CCJ». Valor Econômico. Consultado em 13 de julho de 2016 
  10. Aliado de Cunha, Osmar Serraglio é eleito para a presidência da CCJ
  11. Aguirre Talento e Isabel Fleck (13 de julho de 2016). «Aliados de Cunha adiam votação sobre cassação na CCJ». Consultado em 7 de março de 2017 
  12. «Cunha culpa Maranhão por adiamento de votação na CCJ». 13 de julho de 2016. Consultado em 13 de julho de 2016 
  13. «Osmar Serraglio (PMDB-PR) aceita convite para assumir Ministério da Justiça - Notícias - Política». Política 
  14. «Alexandre de Moraes é nomeado para o Supremo Tribunal Federal». Agência Brasil. EBC. Consultado em 7 de março de 2017 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
José Levi Mello do Amaral Júnior (interino)
Ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil
2017–atual
Sucedido por