Aureliano de Sousa e Oliveira Coutinho

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O Visconde de Sepetinba
Ministro(a) de da Justiça (Regência Una de Feijó)
Período 1832
até 1834
Antecessor(a) Diogo Antônio Feijó
Sucessor(a) Antônio Paulino Limpo de Abreu
Vida
Nome completo Aureliano de Sousa e Oliveira Coutinho
Nascimento 21 de julho de 1800
Niterói
Morte 25 de setembro de 1855 (55 anos)
Niterói
Nacionalidade  Brasileiro
Dados pessoais
Partido Partido Moderado
Profissão Juiz
Assinatura Assinatura de Aureliano de Sousa e Oliveira Coutinho

Aureliano de Sousa e Oliveira Coutinho, Visconde de Sepetiba GCNSC (Niterói, 21 de julho de 1800 — Niterói, 25 de setembro de 1855), foi um juiz de fora, juiz de órfãos e político brasileiro.

Filho do coronel de engenheiros de mesmo nome, matriculou-se na academia militar, depois recebeu, em atenção aos serviços de seu pai, bolsa de Dom João VI, para ir estudar ciências naturais na Universidade de Coimbra, para onde seguiu em 21 de julho de 1820. Preferiu estudar direito, abrindo mão da bolsa. Retornou ao Brasil em 1825, sendo enviado para São João del-Rei, como juiz de fora e ouvidor.

Foi eleito deputado geral, por Minas Gerais, a 2ª Legislatura, mudando-se para o Rio de Janeiro.

Posteriormente foi escolhido presidente das províncias de São Paulo (de 5 de janeiro a 17 de abril de 1831), e do Rio de Janeiro (de 12 de abril de 1844 a 1 de janeiro de 1845 e de 1845 a 4 de abril de 1848). No Rio de Janeiro foi responsável pela construção do canal de Magé e por uma nova estrada da Serra da Estrela, para a qual trouxe 500 famílias de alemães da Europa, que depois se instalaram em uma colônia, depois denominada Petrópolis.

Foi também ministro da Justiça (24 de julho de 1840) e dos Negócios Estrangeiros (23 de maio de 1833 a 16 de janeiro de 1835 e depois em 1841), e senador do Império do Brasil de 1843 a 1855.

Como ministro da Justiça, combateu o Partido Restaurador e a Sociedade Militar, sendo responsável pelo controle dos motins ocorridos no Rio em dezembro de 1833 e pela prisão do tutor de D. Pedro II, José Bonifácio de Andrada, suspeito de conspirar pela restauração de D. Pedro I.

Líder do chamado Clube da Joana, exerceu enorme influência sobre o Imperador Dom Pedro II no início de seu reinado.

O primeiro Regulamento da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros foi aprovado, em fevereiro de 1842 – Reforma Sepetiba. O secretário Aureliano Coutinho (visconde de Sepetiba) criou quatro seções, regras para acesso à Secretaria, arquivo, critérios salariais e contato entre chefes de seção e secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros.

Foi membro do e vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, agraciado cavaleiro da Imperial Ordem de Cristo e Imperial Ordem da Rosa, entre outras.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • MACEDO, Joaquim Manuel de. Anno biographico brazileiro. Rio de Janeiro: Typographia e litographia do Imperial Instituto Artístico, 1876.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Manuel Joaquim Gonçalves de Andrade
Presidente da província de São Paulo
1831
Sucedido por
Manuel Joaquim Gonçalves de Andrade
Precedido por
Nicolau Pereira de Campos Vergueiro
Ministro dos Negócios do Império do Brasil
e
Administrador do Rio de Janeiro

1833
Sucedido por
Antônio Pinto Chichorro da Gama
Precedido por
Cândido José de Araújo Viana
Ministro da Justiça do Brasil
1833 — 1835
Sucedido por
Manuel Alves Branco
Precedido por
Bento da Silva Lisboa
Ministro das Relações Exteriores do Brasil
1834 — 1835
Sucedido por
Manuel Alves Branco
Precedido por
Caetano Maria Lopes Gama
Ministro das Relações Exteriores do Brasil
1840 — 1843
Sucedido por
Honório Hermeto Carneiro Leão
Precedido por
João Caldas Viana
Presidente da província do Rio de Janeiro
1844 — 1845
Sucedido por
Caetano Pinto de Miranda Montenegro Filho
Precedido por
Caetano Pinto de Miranda Montenegro Filho
Presidente da província do Rio de Janeiro
1845 — 1848
Sucedido por
Manuel de Jesus Valdetaro


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