Manuel Alves Branco

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O Visconde de Caravelas
Presidente do Conselho de Ministros
Período 20 de julho de 1847
a 8 de março de 1848
Monarca Pedro II
Sucessor(a) O Visconde de Macaé
Ministro da Fazenda
Período 18 de novembro de 1847
a 8 de março de 1848
Antecessor(a) Saturnino de Sousa e Oliveira Coutinho
Sucessor(a) Antônio Paulino Limpo de Abreu
Período 22 de maio de 1847
a 20 de outubro de 1847
Antecessor(a) José Joaquim Fernandes Torres
Sucessor(a) Saturnino de Sousa e Oliveira Coutinho
Período 2 de fevereiro de 1844
a 2 de maio de 1846
Antecessor(a) Joaquim Francisco Viana
Sucessor(a) Antônio Francisco de Albuquerque
Período 1 de setembro de 1839
a 18 de maio de 1840
Antecessor(a) Cândido Batista de Oliveira
Sucessor(a) José Antônio da Silva Maia
Período 16 de maio de 1837
a 19 de setembro de 1837
Antecessor(a) Manuel do Nascimento Castro e Silva
Sucessor(a) Miguel Calmon du Pin e Almeida
Ministro da Justiça
Período 2 de fevereiro de 1844
a 23 de maio de 1844
Antecessor(a) Honório Hermeto Carneiro Leão
Sucessor(a) Manuel Antônio Galvão
Período 16 de janeiro de 1835
a 14 de outubro de 1835
Antecessor(a) Aureliano de Sousa e Oliveira Coutinho
Sucessor(a) Antônio Paulino Limpo de Abreu
Dados pessoais
Nome completo Manuel Alves Branco
Nascimento 7 de junho de 1797
Maragogipe, Baía de Todos os Santos, Brasil
Morte 13 de julho de 1855 (58 anos)
Niterói, Rio de Janeiro,
Brasil
Alma mater Universidade de Coimbra
Esposa Joanna Carneiro Alves Branco
Partido Liberal
Profissão Magistrado e economista
Títulos nobiliárquicos
Visconde de Caravelas 2 de dezembro de 1854[1]

Manuel Alves Branco, 2.º Visconde de Caravelas, (Maragogipe[2], 7 de junho de 1797Niterói, 13 de julho de 1855), foi um juiz de fora, advogado, economista e político brasileiro.

Foi deputado geral, ministro da Justiça, ministro da Fazenda, presidente do Conselho de Ministros e senador do Império do Brasil, de 1837 a 1855.

Foi por quatro vezes titular da pasta do Ministério da Fazenda, de 16 de maio a 19 de setembro de 1837, de 1 de setembro de 1839 a 18 de maio de 1840, de 2 de fevereiro de 1844 a 2 de maio de 1846, e de 22 de maio a 20 de outubro de 1847, reassumindo o cargo de 18 de novembro de 1847 a 8 de março de 1848. Foi presidente do Conselho de Ministros, de 22 de agosto de 1847 a 8 de março de 1848.

A Tarifa Alves Branco[editar | editar código-fonte]

Em 12 de agosto de 1844 implantou a política tarifária que é conhecida pelo seu nome (Tarifa Alves Branco), aumentando as taxas aduaneiras para 30% sobre produtos importados sem similar nacional, e 60% sobre produtos com similar nacional. Tal medida abrangeu cerca de três mil itens importados, despertando vivos protestos não apenas dos empresários britânicos, afetados com esta medida, mas também dos importadores no Brasil e das classes mais abastadas, que passaram a pagar mais caro pelos itens importados de que dependiam. Este aumento perdurou até meados da década de 1860, quando o governo imperial, pressionado pelos grupos exportadores, promoveu uma redução das tarifas.

Embora o seu objetivo primeiro tenha sido o de reduzir o déficit fiscal brasileiro[3], acabou por impulsionar a substituição de importações e a instalação de inúmeras fábricas no país, permitindo a chamada Era Mauá.

Gabinete de 22 de maio de 1847[editar | editar código-fonte]

Foi Presidente do Conselho de Ministros

Homenagens[editar | editar código-fonte]

No bairro Quarenta e Dois, na cidade de Santa Luzia, Minas Gerais, um logradouro tem o nome de Rua Manoel Alves Branco, Código de Endereçamento Postal 33025.265.[4]

Referências

  1. Barão de Vasconcelos. «Archivo Nobiliarchico Brasileiro» (PDF). Consultado em 6 de maio de 2012  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  2. Mattos informa que: Sacramento Blake, em seu Dicionário Bibliográfico, e Antônio Bulcão Sobrinho, em artigo da Revista do Instituto Genealógico da Bahia, n.2, 1946, dão-no como nascido em Salvador, o seu registro na Faculdade de Letras de Coimbra assinala como tendo nascido em Maragogipe - versão que considera verdadeira - in: Waldemar Mattos (1985). História do Tribunal de Contas da Bahia. [S.l.]: Bureau, Salvador. pp. 34–35, Nota 31 
  3. VILLELA, André. Política tarifária no II Reinado: evolução e impactos, 1850-1889, p. 38. Disponível em http://web.face.ufmg.br/face/revista/index.php/novaeconomia/article/view/444/441
  4. http://informacoesdobrasil.com.br/rua/mg/santa-luzia/rua-manoel-alves-branco+4502

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Aureliano de Sousa e Oliveira Coutinho
Ministro das Relações Exteriores do Brasil
1835 — 1836
Sucedido por
Antônio Paulino Limpo de Abreu
Precedido por
Aureliano de Sousa e Oliveira Coutinho
Ministro da Justiça do Brasil
1835
Sucedido por
Antônio Paulino Limpo de Abreu
Precedido por
Antônio Paulino Limpo de Abreu
Ministro dos Negócios do Império do Brasil
1837
Sucedido por
Pedro de Araújo Lima
Precedido por
Manuel do Nascimento Castro e Silva
Ministro da Fazenda do Brasil
1837
Sucedido por
Miguel Calmon du Pin e Almeida
Precedido por
Cândido Batista de Oliveira
Ministro da Fazenda do Brasil
1839 — 1840
Sucedido por
José Antônio da Silva Maia
Precedido por
Honório Hermeto Carneiro Leão
Ministro da Justiça do Brasil
1844
Sucedido por
Manuel Antônio Galvão
Precedido por
José Joaquim Fernandes Torres
Ministro da Fazenda do Brasil
1847
Sucedido por
Saturnino de Sousa e Oliveira Coutinho
Precedido por
Saturnino de Sousa e Oliveira Coutinho
Ministro da Fazenda do Brasil (reassumiu)
1847 — 1848
Sucedido por
Antônio Paulino Limpo de Abreu
Precedido por
Presidente do Conselho de Ministros
1847 — 1848
Sucedido por
José Carlos Pereira de Almeida Torres


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