Carlos França

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Carlos França
Carlos Alberto Franco França em abril de 2021.
Ministro das Relações Exteriores do Brasil
Período 6 de abril de 2021 à atualidade
Presidente Jair Bolsonaro
Antecessor(a) Ernesto Araújo
Dados pessoais
Nascimento 18 de abril de 1964 (58 anos)
Goiânia, GO
Nacionalidade brasileiro
Religião Catolicismo
Profissão diplomata

Carlos Alberto Franco França (Goiânia, 18 de abril de 1964), é diplomata, advogado e Ministro das Relações Exteriores do Brasil. Foi anunciado ministro em 29 de março de 2021, pelo Presidente Jair Bolsonaro,[1] após a demissão de Ernesto Araújo, e assumiu o cargo em 6 de abril de 2021.[2][3]

Nascido em Goiânia, graduou-se em Relações Internacionais (1986) e em Direito (1990) pela Universidade de Brasília (UnB).[4]

É advogado inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional de São Paulo, desde 1990.

É sobrinho do artista plástico Siron Franco.[5]

É torcedor do Botafogo Futebol Clube, de Ribeirão Preto-SP.

Carreira Diplomática[editar | editar código-fonte]

Em 1991 ingressou no curso de Preparação à Carreira de Diplomata (CPCD) e, em 1992, concluiu graduação em diplomacia pelo Instituto Rio Branco (IRBr) do Ministério das Relações Exteriores.

No Itamaraty, iniciou a carreira no Departamento de Administração e, em 1997, serviu por dois anos no Cerimonial da Presidência da República.

Por doze anos consecutivos, de 1999 a 2011, serviu nas Embaixadas do Brasil em Washington, Assunção e, por duas vezes, em La Paz, onde foi Ministro-Conselheiro e chefe do setor de energia daquela Missão diplomática.

De regresso ao Brasil, em 2011, serviu por quatro anos no Cerimonial da Presidência da República.

Em 2015, licenciou-se do Itamaraty para exercer o cargo de diretor de assuntos corporativos e negócios estratégicos da AG S.A., holding do grupo Andrade Gutierrez.

De volta à carreira de diplomata, em 2017, chefiou a Divisão de Ciência e Tecnologia, e, em outubro de 2018, chefiou o Cerimonial do Ministério das Relações Exteriores.

Foi chefe-adjunto do Cerimonial da Presidência da República de novembro de 2017 a outubro de 2018.

Em janeiro de 2019, no governo do Presidente Jair Bolsonaro, assumiu o cargo de Chefe do Cerimonial da Presidência da República e, em outubro de 2020, o cargo de Assessor-Chefe da Assessoria Especial do Presidente da República, posição que ocupou até sua nomeação como Ministro de Estado das Relações Exteriores, em 31 de março de 2021.[6]

Publicações[editar | editar código-fonte]

Em 2015, pela Fundação Alexandre de Gusmão, publicou o livro “Integração elétrica Brasil-Bolívia: o encontro no rio Madeira”, versão adaptada de tese aprovada com louvor no Curso de Altos Estudos do Instituto Rio Branco-IRBr.[7]

Condecorações[editar | editar código-fonte]

National Order of Scientific Merit - Commander (Brazil) - ribbon bar.pngOrdem Nacional do Mérito Científico-Comendador-2021[8]

Referências

  1. «Ernesto Araújo pede demissão do Ministério das Relações Exteriores». G1. Consultado em 29 de março de 2021 
  2. «Sob pressão, Araújo ataca senadora Kátia Abreu para se vitimizar e buscar saída honrosa». G1. Consultado em 29 de março de 2021 
  3. «Após ataques, Senado declara guerra a Ernesto». G1. Consultado em 29 de março de 2021 
  4. «Carlos França, substituto de Ernesto é diplomata de pouca expressão no Itamaraty». Folha. 29 de março de 2021 
  5. «Novo ministro das Relações Exteriores nasceu em Goiânia e é sobrinho de Siron Franco - via @podergoias». Poder Goiás. Consultado em 31 de março de 2021 
  6. «Embaixador Carlos Alberto Franco França». gov.br/MRE. 17 de maio de 2021 
  7. «Integração Elétrica Brasil-Bolívia - O encontro no rio Madeira». Funag 
  8. Messias Bolsonaro, Presidente da Republica, SR.Jair (3 de Novembro de 2021). «Decretos de 3 de novembro 2021». Diario Oficial da União. Consultado em 5 de novembro de 2021