Gleisi Hoffmann

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Gleisi Hoffmann
Senadora pelo Paraná
Período 1 de fevereiro de 2011
até a atualidade
licenciada entre 8 de junho de 2011 a 2 de fevereiro de 2014
Presidente Nacional do PT
Período 3 de junho de 2017
até a atualidade
Antecessor(a) Rui Falcão
Ministra-chefe da Casa Civil
Período 8 de junho de 2011
até 2 de fevereiro de 2014
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor(a) Antonio Palocci
Sucessor(a) Aloizio Mercadante
Dados pessoais
Nascimento 6 de setembro de 1965 (51 anos)
Curitiba, Paraná
Alma mater Faculdade de Direito de Curitiba
Cônjuge Paulo Bernardo
Partido PT
Profissão Advogada

Gleisi Helena Hoffmann (Curitiba, 6 de setembro de 1965) é uma advogada e política brasileira. Atualmente, exerce o mandato de Senadora da República pelo Estado do Paraná e de Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores.[1][2][3] Também foi líder do partido no Senado, mas deixou o cargo após assumir a presidência do PT.[4]

Gleisi foi Ministra-Chefe da Casa Civil no primeiro Governo de Dilma Rousseff, entre 2011 e 2014.[5] Em 2016, presidiu a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e, em outubro do mesmo ano, foi eleita vice-presidente da comissão de assuntos econômicos do Parlamento do Mercosul.[6][7]

É casada com o também político Paulo Bernardo.

Biografia[editar | editar código-fonte]

De família de origem alemã, recebeu o nome de Gleisi em referência a Grace Kelly.[8] Viveu a infância e adolescência na Vila Lindóia, bairro de Curitiba, ao lado do pai Júlio, da mãe Getúlia e dos três irmãos.[8]

Recebeu educação básica no colégio Nossa Senhora Esperança, administrado pelas irmãs bernardinas, onde permaneceu até a oitava série.[8] Em seguida, integrou o Colégio Medianeira, de formação jesuítica.[8] Durante a adolescência, pensou em seguir a vida como freira no Rio Grande do Sul, mas foi impedida pelo pai.[8]

Antes de ingressar na universidade, cursou Eletrotécnica no Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet-PR), onde desenvolveu a militância estudantil ao ser eleita presidente da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Curitiba (Umesc) e, posteriormente, para a União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).[8]

Em 1987 iniciou a graduação em direito da Faculdade de Direito de Curitiba e, em seguida, obteve especialização em Gestão de Organizações Públicas e Administração Financeira[9] na Associação Brasileira de Orçamento Público, e na Escola Superior de Assuntos Fazendários do Ministério da Fazenda.[8]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Em 1983[8] Gleisi teve o PC do B como o primeiro partido político, herança do seu período no movimento estudantil.[10] Nesse período, recebeu influências de seus livros de cabeceira, As Veias Abertas da América Latina, de Eduardo Galeano, e Manifesto Comunista, de Marx e Engels, conforme revelação ao jornalista Aroldo Murá Haygert no livro Vozes do Paraná 2.[8]

Durante o período de graduação, passou a atuar como assessora parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná.[10] Em seguida, integrou a assessoria do então vereador Jorge Samek, de Curitiba, o mesmo que a levou para a Itaipu Binacional e, mais tarde, ao PT.[10]

Em Itaipu, desenvolveu ações de responsabilidade social para funcionários, comunidade de Foz do Iguaçu e Paraguai[8], como reestruturação do Hospital Ministro Costa Cavalcanti e criação da Casa Abrigo, voltado a mulheres e crianças vítimas de violência doméstica.[8]

Integrante do PT desde 1989, foi, em 1999, secretária de Reestruturação Administrativa, no Mato Grosso do Sul, durante a gestão de Zeca do PT, na qual promoveu corte de gastos e cargos comissionados[8], e, em seguida, secretária de Gestão Pública da prefeitura de Londrina.[11] Compôs, em 2002, a equipe de transição de governo de Luiz Inácio Lula da Silva, quando seria nomeada a diretora financeira da Itaipu Binacional. Ali permaneceu até início de 2006, ano em que disputaria seu primeiro cargo eletivo. Na disputa por uma vaga ao Senado Federal não obteve êxito apesar de expressiva votação.[11]

Tornou-se presidente do PT no Paraná e, em 2008, candidatou-se à prefeitura de sua cidade natal, Curitiba, com chapa encabeceada com o Deputado federal Celso Martinelli de Barros (PP),mas obteve o segundo lugar com 18,17% do votos,[12] derrotada por Beto Richa.[10]

Senadora pelo Paraná[editar | editar código-fonte]

Gleisi discursando na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, em novembro de 2014.

Em 2010 disputou novamente o cargo de senadora, elegendo-se desta vez como a primeira mulher e mais votada[8], juntamente com Roberto Requião.[13]

Quando senadora, criou um projeto de lei que extingue os 14º e 15º salários dos parlamentares. Depois de dois anos em tramitação no Congresso, o projeto foi aprovado pela casa em fevereiro de 2013.[14] O projeto previu uma redução nos custos de quase R$32 milhões.[15]

Em 8 de março de 2016, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado elegeu a senadora Gleisi Hoffmann para presidir colegiado em substituição ao senador Delcídio do Amaral.[16]

Gleisi se posicionou contrária ao impeachment de Dilma Rousseff e declarou que o Senado Federal não tinha moral para julgar a Presidente, o que gerou revolta em muitos senadores.[17] Por causa do ocorrido, a senadora Ana Amélia chegou a entrar com uma representação contra Gleisi no Conselho de Ética do Senado. [18]

Em fevereiro de 2017 foi escolhida pelo seus correligionários para liderar a bancada do PT no Senado durante o ano de 2017, substituindo o senador Humberto Costa (PE).[19] No mesmo mês, Gleisi se posicionou contrária ao foro privilegiado. "Minha posição pessoal – não como bancada –, eu sou contra o foro privilegiado. Acho que todos têm que ter o mesmo tratamento perante a Justiça, independente do cargo que ocupam, e a Justiça não tem que fazer política. Em segundo lugar, acho que o Congresso tem que debater, o Supremo está legislando muito.", afirmou.[20]

Gleisi Hoffmann na 10 ª edição do Congresso Internacional Brasil Competitivo em 2012.

Ministra-chefe da Casa Civil[editar | editar código-fonte]

Com o pedido de demissão de Antonio Palocci em 7 de junho de 2011, Gleisi foi, no mesmo dia, indicada ministra-chefe da Casa Civil[21], e tomou posse no dia seguinte em cerimônia no Palácio do Planalto.[22] Em sua vaga no Senado Federal assumiu seu primeiro suplente Sérgio de Souza, do PMDB.[23]

Em uma análise pessoal de seu desempenho na administração federal, a ministra indagou sua pouca experiência nesse âmbito e que lamenta não poder concluir todas a propostas pertinentes, como finalizar as concessões de rodovias e aeroportos.[24]

Gleisi afirmou em dezembro de 2013 que a presidente Dilma Rousseff pretende realizar uma reforma ministerial em 2014 e que provavelmente irá deixar a pasta e que poderá concorrer as eleições ao governo do Paraná.[24]

Gleisi deixou a Casa Civil em fevereiro de 2014[25] e retornou ao Senado.[26] Foi sucedida por Aloizio Mercadante.[27]

Em março de 2014, em comitiva com o ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva,foi anunciada a pré-candidatura de Gleisi como candidata ao governo do Paraná.[28]

Presidência Nacional do PT[editar | editar código-fonte]

Gleisi ao lado de Lula e Rui Falcão, no anúncio que levou pela primeira vez uma mulher ao comando do PT.

Em abril de 2017, Gleisi foi lançada ao comando da sigla pela corrente majoritária Construindo um novo Brasil (CNB), com o apoio do ex-presidente Lula. A eleição ocorreu durante o VI Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, que aconteceu no início de junho.[29][30] Teve como adversário na disputa o senador fluminense Lindberg Farias, do campo Muda PT.

Acabou eleita, em 3 de junho, a primeira mulher ao cargo da presidência do partido, ao receber 61% dos votos nos delegados. Gleisi cumprirá mandato até 2019.[31]

Operação Lava Jato[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Operação Lava Jato

O doleiro Alberto Youssef, envolvido no esquema investigado pela Operação Lava Jato, afirmou em delação premiada que a campanha política de Gleisi Hoffmann nas eleições de 2010 recebeu R$ 1 milhão.[32] Paulo Roberto Costa também confirmou a acusação, dizendo que o marido de Gleisi, Paulo Bernardo, é que teria solicitado a ajuda deste valor na campanha.[33] Gleisi e Paulo Bernardo negam as acusações.[34] Segundo o jornal Folha de S.Paulo, seu nome foi citado em janeiro de 2015 na delação premiada da Operação Lava Jato.[35] Em 6 de março de 2015, o nome de Gleisi foi incluído na lista de políticos envolvidos na Operação Lava Jato,[36] e o ministro Teori Zavascki do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a instauração do Inquérito PET-5257, bem como a realização de diligências.[37] Um julgamento realizado pelo STF em 23 de setembro de 2015 decide que Gleisi Hoffmann não será investigada pela força-tarefa da Lava-Jato. O argumento do relator do caso, o ministro Dias Toffoli, é que a Lava-Jato se dedica à corrupção na Petrobras e não em outros setores.[38]

Indiciada pela Polícia Federal[editar | editar código-fonte]

Em março de 2016, a Polícia Federal indiciou Gleisi Hoffmann por corrupção passiva, na Operação Lava Jato, ao concluir que Gleisi e seu marido, o ex-ministro das Comunicações no governo Dilma, Paulo Bernardo, receberam R$ 1 milhão de propina oriunda de contratos da Petrobras.[39][40]

Denunciada pelo MPF[editar | editar código-fonte]

Em 7 de maio de 2016 foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato, juntamente com o marido Paulo Bernardo e o empresário Ernesto Kruger Rodrigues,[41] acusada de envolvimento em propinas na Petrobras.

Ré em ação no STF[editar | editar código-fonte]

Em 27 de setembro de 2016, a segunda turma do Supremo Tribunal Federal por unanimidade, aceitou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra Gleisi na Operação Lava Jato.[42][43][44]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Seu primeiro matrimônio foi com o jornalista Neilor Toscan.[9] Hoje é casada com o político Paulo Bernardo,[45] com quem tem dois filhos (João Augusto e Gabriela Sofia).[8][9]

Referências

  1. «PR elege Gleisi e Requião para o Senado». Eleições 2010. 3 de outubro de 2010 
  2. «Gleisi Hoffmann é eleita presidente do PT | VEJA.com». VEJA.com. 3 de junho de 2017 
  3. «Gleisi Hoffmann é eleita líder do PT no Senado». G1 
  4. «Lindbergh Farias assume liderança do PT no Senado». Zera Hora. clicRBS. 8 de junho de 2017. Consultado em 14 de junho de 2017 
  5. «Saiba quem é Gleisi Hoffmann, a nova ministra da Casa Civil». Paraná. 7 de junho de 2011 
  6. «Gleisi Hoffmann é a nova presidente da Comissão de Assuntos Econômicos» 
  7. «Gleisi Hoffmann é eleita vice-presidente da comissão de assuntos econômicos do Parlasul». Senado. 6 de outubro de 2016. Consultado em 10 de dezembro de 2016 
  8. a b c d e f g h i j k l m n Nova ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann pensou em ser freira. UOL (8 de junho de 2011). Página visitada em 9 de junho de 2011
  9. a b c «Umas e outras». Jornal de Beltrão. 22 de abril de 2008. Consultado em 4 de fevereiro de 2011 
  10. a b c d Conheça a trajetória política de Gleisi Hoffmann. O Estado de S. Paulo (7 de junho de 2011). Página visitada em 7 de junho de 2011
  11. a b «Eleições 2006 - Paraná - Apuração do 1º turno». G1. Consultado em 4 de fevereiro de 2011 
  12. «'Não esperava tantos votos', diz Beto Richa». G1. 5 de outubro de 2008. Consultado em 4 de fevereiro de 2011 
  13. «Eleições 2010 - Resultados - Paraná». Terra Networks. 3 de outubro de 2010. Consultado em 4 de fevereiro de 2011 
  14. «'Câmara aprova por unanimidade fim do pagamento de 14º e 15º salários a parlamentares',». UOL. 27 de fevereiro de 2013. Consultado em 6 de abril de 2013 
  15. «'Fim de 14º e 15º salários representam uma economia anual de R$ 31,7 milhões',». UOL. 28 de fevereiro de 2013. Consultado em 6 de abril de 2013 
  16. «Gleisi substitui Delcídio na presidência da CAE do Senado». Terra. 8 de março de 2016. Consultado em 10 de dezembro de 2016 
  17. «Gleisi diz que Senado não tem "moral" para julgar Dilma e gera bate-boca». UOL. 25 de agosto de 2016. Consultado em 10 de dezembro de 2016 
  18. «Ana Amélia representa contra Gleisi Hoffmann no Conselho de Ética do Senado». UOL. 28 de agosto de 2016. Consultado em 10 de dezembro de 2016 
  19. «Senadora Gleisi Hoffmann é nova lider do PT no Senado». Agência Brasil. 8 de fevereiro de 2017. Consultado em 8 de fevereiro de 2017 
  20. «Para relator da Lava Jato, foro privilegiado é 'incompatível com o princípio republicano'». G1. Globo.com 
  21. «Palocci deixa governo; Gleisi Hoffman assume Casa Civil». IG. 7 de junho de 2011. Consultado em 7 de junho de 2011 
  22. «Gleisi diz que Dilma manifesta 'apreço' ao Congresso ao escolhê-la». G1. Consultado em 8 de fevereiro de 2011 
  23. «Após saída de Palocci, nova chefe da Casa Civil toma posse nesta quarta». G1. Consultado em 8 de fevereiro de 2011 
  24. a b «Prestes a deixar Casa Civil, Gleisi diz que superou 'pouca experiência'». G1. Consultado em 8 de dezembro de 2013 
  25. «Gleisi Hoffmann deixa a Casa Civil na segunda». Jornal Novo Tempo. Consultado em 19 de fevereiro de 2014 
  26. «Gleisi Hoffmann retorna ao Senado». Correio do Estado. Consultado em 19 de fevereiro de 2014 
  27. «Gleisi transmite o cargo ao sucessor na Casa Civil, Aloizio Mercadante». G1. Consultado em 19 de fevereiro de 2014 
  28. «"Lula lança Gleisi Hoffmann como candidata ao governo do PR"». Terra. Consultado em 31 de Julho de 2014 
  29. «Apoiada por Lula, Gleisi deve ser candidata única a presidente do PT». G1. Consultado em 7 de abril de 2017 
  30. «Corrente majoritária do PT lança Gleisi à presidência do partido». Brasil 247. Consultado em 7 de abril de 2017 
  31. «PT elege senadora Gleisi Hoffmann como nova presidente da legenda». G1. Consultado em 3 de junho de 2017 
  32. «Doleiro confirma pagamento a ex-ministra». Yahoo. 5 de novembro de 2014. Consultado em 5 de novembro de 2014 
  33. «Delator diz que pagou R$ 1 mi a ex-ministra». Folha de S.Paulo. 18 de outubro de 2014. Consultado em 5 de novembro de 2014 
  34. «Gleisi e Bernardo negam ter recebido de Youssef». Yahoo. 5 de novembro de 2014. Consultado em 5 de novembro de 2014 
  35. Katna Baran e Kelli Kadanus (5 de março de 2015). «Gleisi e Paulo Bernardo estão na lista da Lava a Jato, diz jornal». Paraná Online. Consultado em 5 de março de 2015 
  36. Severino Motta - Folha de S.Paulo (6 de março de 2015). «Teori divulga lista com 54 investigados da Lava Jato». Folha de S.Paulo. Consultado em 6 de março de 2015 
  37. Notícias STF (06 de março de 2015). «Ministro Teori Zavascki autoriza abertura de inquérito e revoga sigilo em investigação sobre Petrobras». Portal STF  Verifique data em: |data= (ajuda)
  38. ZH Notícias (23 de setembro de 2015). «STF decide que Lava-Jato não vai investigar Gleisi Hoffmann». Zero Hora 
  39. «PF indicia Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo por corrupção passiva». R7. 31 de março de 2016. Consultado em 1 de abril de 2016 
  40. Laryssa Borges (31 de março de 2016). «PF indicia Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo por corrupção». VEJA. Consultado em 1 de abril de 2016 
  41. «Janot denuncia Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo na Lava-Jato». 7 de maio de 2016. Consultado em 7 de maio de 2016 
  42. Renan Ramalho. «STF aceita denúncia e torna Gleisi e Paulo Bernardo réus na Lava Jato». G1. Globo.com. Consultado em 27 de setembro de 2016 
  43. Andre Richter (27 de setembro de 2016). «Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo viram réus na Lava Jato». Agência Brasil. EBC. Consultado em 27 de setembro de 2016 
  44. Laryssa Borges (27 de setembro de 2016). «Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo viram réus na Lava Jato». VEJA. abril. Consultado em 27 de setembro de 2016 
  45. «Nova ministra da Casa Civil, é vegetariana». Vida Vegetariana. 9 de junho de 2011. Consultado em 10 de julho de 2011 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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