Gleisi Hoffmann

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Gleisi Hoffmann
Deputada Federal pelo Paraná
Período 1º de fevereiro de 2019
até atualidade
Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores
Período 5 de julho de 2017
até atualidade
Antecessor Rui Falcão
Senadora pelo Paraná
Período 1º de fevereiro de 2011
até 31 de janeiro de 2019
[nota 1]
Ministra-chefe da Casa Civil
Período 8 de junho de 2011
até 2 de fevereiro de 2014
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor Antonio Palocci
Sucessor Aloizio Mercadante
Diretora financeira da Itaipu Binacional
Período 2003
até 2006[1]
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Secretária Municipal de Gestão Pública de Londrina
Período 2001
até 2003
Prefeito Nedson Luiz Micheleti
Secretária de Reestruturação Administrativa do Mato Grosso do Sul
Período 1999
até 2000[2]
Governador Zeca do PT
Dados pessoais
Nascimento 6 de setembro de 1965 (54 anos)
Curitiba, Paraná
Nacionalidade brasileira
Alma mater Faculdade de Direito de Curitiba
Cônjuge Paulo Bernardo
Partido PT (1989–presente)
Profissão advogada

Gleisi Helena Hoffmann (Curitiba, 6 de setembro de 1965) é uma ex-líder estudantil, advogada e política brasileira filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT). Atualmente exerce o mandato de deputada federal[3] e de presidente nacional do seu partido.[4][5][6] Nas eleições de 2018 foi eleita deputada federal pelo Paraná, sendo a terceira mais votada no estado.[7]

Exerceu o mandato de senadora da República[8] pelo estado do Paraná e foi líder do seu partido, deixando a representação após assumir a presidência do PT.[9] Antes disso, foi diretora financeira da Itaipu Binacional e depois foi ainda Ministra-Chefe da Casa Civil no primeiro Governo de Dilma Rousseff, entre 2011 e 2014.[10] Em 2016, presidiu a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e, em outubro do mesmo ano, foi eleita vice-presidente da comissão de assuntos econômicos do Parlamento do Mercosul.[11][12]

Vida pessoal

De família de origem alemã, recebeu o nome de Gleisi em referência a Grace Kelly.[13] Viveu a infância e adolescência na Vila Lindoia, bairro de Curitiba, ao lado do pai Júlio Hoffmann, da mãe Getúlia Adga e dos três irmãos: Bertoldo Paulo (engenheiro), Juliano Leônidas (veterinário) e Francis Mari (administradora de empresas).[13][14]

A mãe, Dona Gegê como era mais conhecida,[15] era cabeleireira e seu pai, já falecido, foi um agricultor nascido no norte de Santa Catarina[16] e que morou trinta anos na capital paranaense onde foi representante comercial.[17] Seu avô era o catarinense Bertholdo Hoffmann e seu bisavô foi o imigrante silesiano Julius Hoffmann.[18]

O primeiro matrimônio de Gleisi Hoffmann foi com o jornalista Neilor Toscan, em 1990, e foram casados por seis anos.[19][18] Em 1998 casou com o político Paulo Bernardo,[20] e juntos tiveram dois filhos (João Augusto e Gabriela Sofia).[13][19] Gleisi e Paulo, formaram o primeiro casal ministerial da República, sendo assim algumas vezes lembrados pela imprensa.[18] Revezando entre Brasília e Curitiba, a família, em Curitiba, reside no bairro Água Verde.[8] Em agosto de 2019, Gleisi anunciou que está separada de Paulo Bernardo.[21][22][23]

Movimento estudantil e formação acadêmica

Gleisi recebeu educação básica no Colégio Nossa Senhora Esperança, administrado pelas irmãs bernardinas, onde permaneceu até a oitava série.[13] Em seguida, integrou o Colégio Medianeira, de formação jesuítica.[13] Gleisi considerou a educação recebida como uma fase importante da formação de suas convicções: "Fui estudar no Medianeira e fui estimulada pelo próprio colégio a pensar politicamente. Entendi que a visão cristã de igualdade e fraternidade poderia se materializar por meio da ação política."[14] Durante a adolescência, influenciada pelo discurso da Teologia da Libertação,[13] até pensou em seguir a vida como freira na sede do convento da Congregação do Colégio Nossa Senhora da Esperança, em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, mas foi impedida pelo pai.[13]

Era integrante da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Curitiba (Umesc) e ingressou no curso de Eletrotécnica no Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet-PR), onde desenvolveu a militância estudantil e foi eleita presidente da Umesc e, posteriormente, presidente da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES) e ainda assumiu a direção da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).[13] No Cefet, onde esteve um ano e meio, ajudou a reorganizar o Grêmio Estudantil após a redemocratização do Brasil.[14]

Em 1987 iniciou o curso de direito na Faculdade de Direito de Curitiba. Após concluir a graduação, cursou MBA em Gestão de Organizações Públicas pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande, em 2000, e especialização em Administração Financeira[19] pela Faculdade de Administração e Economia do Paraná (FAE) em 2005, em Curitiba.[3]

Realizou ainda diversos cursos, como, por exemplo, de Orçamento Público pela Associação Brasileira de Orçamento Público (ABOP), em Curitiba, em 1997, Gestão de Finanças Públicas pela Escola Superior de Assuntos Fazendários do Ministério da Fazenda (ESAF/MF), em 2000,[13] e Finanças Públicas e Programação Financeira, pelo Instituto do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Brasília, em 2000.[3]

Carreira profissional

Advogada,[3] atuou como assessora na Assembléia Legislativa do Paraná (ALEP) de 1988 a 1989, na Câmara Municipal de Curitiba de 1989 a 1993 e na Câmara dos Deputados no Congresso Nacional, em Brasília, de 1993 a 1998.[14]

Ainda durante o período de sua graduação, passou a atuar como assessora parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná em 1988.[24] Em seguida, integrou a assessoria do então vereador Jorge Samek (MDB), de Curitiba, o mesmo que a levou para a Itaipu Binacional e, mais tarde, ao Partido dos Trabalhadores (PT).[24] Na câmara teve contato com associações de bairros e com movimentos populares da região metropolitana da capital paranaense.[14]

Em 1993, Gleisi foi convidada para trabalhar em Brasília, onde conheceu Paulo Bernardo, com quem se casaria anos mais tarde.[18] Quando o então ex-deputado federal Lula era presidente do PT, foi Assessora Parlamentar no Congresso Nacional, participando da equipe de técnicos da Comissão de Orçamento e também colaborou com a equipe do Instituto de Cidadania.[14]

Em 1999 foi nomeada diretora de Administração e Finanças e Secretária Executiva de Gestão Financeira do Estado do Mato Grosso do Sul ocupando o cargo até o ano de 2000 e, ainda no mesmo estado, foi nomeada para a Secretaria Extraordinária Estadual de Reestruturação e Ajuste, em 2001, durante a gestão do governador Zeca do PT, na qual promoveu corte de gastos e de cargos comissionados.[13] Em 2001, foi nomeada para comandar a pasta da Secretaria Municipal de Gestão Pública da prefeitura de Londrina, no norte do Paraná, na gestão de Nedson Luiz Micheleti.[25] Em Londrina iniciou a discussão do plano de carreira para os servidores da prefeitura e estabeleceu o Pregão Eletrônico, gerando uma economia de aproximadamente em 30% nos gastos municipais.[14][18]

Carreira política

O primeiro contato com o mundo político foi com o seu avô, que a influenciou inicialmente, despertando assim o seu interesse por política e movimentos sociais.[17] Em 1983,[13] aos 17 anos,[18] Gleisi teve o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) como o primeiro partido político, influência de sua atuação no período do movimento estudantil.[24] Nessa época, recebeu influências de seus livros de cabeceira, As Veias Abertas da América Latina, de Eduardo Galeano, e Manifesto Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels, conforme revelação ao jornalista Aroldo Murá Haygert no livro Vozes do Paraná 2.[13]

O vereador Jorge Samek foi para o PT em 1989 e convidou Gleisi para filiar-se ao partido fundado em São Paulo. A então assessora aceitou ao convite e filiou-se ao movimento de esquerda fundado por militantes, sindicalistas e intelectuais de oposição à Ditadura Militar. Integrante então do PT desde 1989, compôs, de 2002 a 2003, a equipe de transição de governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Sua aproximação com o governo federal rendeu a sua nomeação em 2003 para o cargo de diretora financeira da Itaipu Binacional, quando a entidade passou a ser presidida por Samek. A direção era responsável, naquela época, por um orçamento anual superior a 3 bilhões de dólares, executando movimentações em três moedas diferentes: Real, Guarani e Dólar.[14]

Em Itaipu, foi a primeira mulher a ter cargo de diretora e desenvolveu ações de responsabilidade social para funcionários, para a comunidade de Foz do Iguaçu e do Paraguai,[13] atuando na reestruturação do Hospital Ministro Costa Cavalcanti e na criação da Casa Abrigo, voltado a mulheres e crianças vítimas de violência doméstica.[13] Ali, na fronteira, permaneceu até início de 2006, ano em que disputaria seu primeiro cargo eletivo no Paraná. Na disputa por uma vaga ao Senado Federal não obteve êxito apesar de expressiva votação, ficando em segunda colocação com 45% dos votos válidos e perdendo para a reeleição de Alvaro Dias.[25]

Gleisi foi ganhando espaço politicamente, principalmente dentro do partido, tornando-se Secretária Estadual de Mulheres e membro do Diretório Nacional do PT. Em 2008 consolida-se como um importante nome no cenário do PT paranaense, sendo eleita presidente do partido no Paraná. Em 2009 foi responsável por reorganizar o partido no estado, percorrendo mais de 200 municípios.[8]

Candidata a Prefeitura de Curitiba

Em 2008 candidatou-se à prefeitura de sua cidade natal, Curitiba, obtendo o segundo lugar com 18,17% do votos nas eleições de 5 de outubro de 2008,[26] sendo derrotada por Beto Richa do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).[24] A disputa ficou polarizada entre Richa e Hoffmann,[27] concorrendo também ao comando do executivo municipal candidatos como: Carlos Moreira Júnior do PMDB (1,90% dos votos), Maurício Furtado do PV (0,88% dos votos) e Ricardo Gomyde do PCdoB (0,71% dos votos).[28]

Senadora pelo Paraná

Foto oficial como Senadora.

Em 2010 disputou novamente o cargo de senadora, elegendo-se desta vez como a primeira mulher no Paraná e a mais votada no pleito,[8][13] juntamente com Roberto Requião (PMDB), que obteve o segundo lugar.[29] Seu primeiro suplente foi Sérgio Souza, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), e seu segundo suplente foi Pedro Irno Tonelli (PT).

Quando senadora, criou um projeto de lei que extingue os 14º e 15º salários dos parlamentares. Depois de dois anos em tramitação no Congresso, o projeto foi aprovado pela casa em fevereiro de 2013.[30] O projeto previu uma redução nos custos de quase R$32 milhões.[31]

Em novembro de 2015, votou contra a prisão de Delcídio Amaral.[32] Já em 8 de março de 2016, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado elegeu a senadora para presidir o colegiado em substituição ao senador petista Delcídio do Amaral (MS).[33]

Gleisi se posicionou contrária ao impeachment de Dilma Rousseff e declarou que o Senado Federal não tinha moral para julgar a Presidente, o que gerou revolta em muitos senadores.[34] Por causa do ocorrido, a senadora Ana Amélia (PP-RS) chegou a entrar com uma representação contra Gleisi no Conselho de Ética do Senado.[35]

Em fevereiro de 2017 foi escolhida pelo seus correligionários para liderar a bancada do PT no Senado durante o ano de 2017, substituindo o senador Humberto Costa (PE).[36] No mesmo mês, Gleisi se posicionou contrária ao foro privilegiado. "Minha posição pessoal – não como bancada –, eu sou contra o foro privilegiado. Acho que todos têm que ter o mesmo tratamento perante a Justiça, independente do cargo que ocupam, e a Justiça não tem que fazer política. Em segundo lugar, acho que o Congresso tem que debater, o Supremo está legislando muito.", afirmou.[37]

Ministra-chefe da Casa Civil

Gleisi Hoffmann na 10 ª edição do Congresso Internacional Brasil Competitivo em 2012.

Com o pedido de demissão de Antonio Palocci em 7 de junho de 2011, Gleisi foi, no mesmo dia, indicada ministra-chefe da Casa Civil,[38] e tomou posse no dia seguinte em cerimônia no Palácio do Planalto.[39] Em sua vaga no Senado Federal assumiu seu primeiro suplente Sérgio Souza (PMDB).[40]

Classificada como de perfil técnico,[41][42] a ministra em uma análise pessoal de seu desempenho na administração federal indagou sua pouca experiência naquele âmbito e lamentou não poder concluir todas a propostas pertinentes, como finalizar as concessões de rodovias e aeroportos.[43]

Gleisi afirmou em dezembro de 2013 que a presidente Dilma Rousseff pretendia realizar uma reforma ministerial em 2014 e que provavelmente iria deixar a pasta, podendo concorrer as eleições ao governo do Paraná.[43] Gleisi deixou a Casa Civil em fevereiro de 2014[44] e retornou ao Senado.[45] Foi sucedida por Aloizio Mercadante.[46]

Candidata ao Governo do Paraná

Em março de 2014, em comitiva com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi anunciada a pré-candidatura de Gleisi ao governo do Paraná.[47] Na eleição de 2014, foi candidata ao governo do Estado pela coligação Paraná Olhando pra Frente, formada pelo PT, Partido Democrático Trabalhista (PDT), PCdoB, Partido Trabalhista Nacional (PTN) e pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB), tendo o médico Haroldo Ferreira, do PDT, como companheiro de chapa.[48] A dupla alcançou 881.857 votos no primeiro turno (14.87% do total de votos válidos), terminando a disputa na terceira colocação, atrás do governador Beto Richa, que acabou reeleito, e do senador Requião.[49]

Presidência do PT

Cerimônia de posse de Gleisi na presidência do PT.

Em abril de 2017, Gleisi foi lançada ao comando da sigla pela corrente majoritária Construindo um novo Brasil (CNB), com o apoio do ex-presidente Lula. A eleição ocorreu durante o VI Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, que aconteceu no início de junho.[50][51] Teve como adversário na disputa o senador fluminense Lindberg Farias, do campo Muda PT.

Acabou eleita em 3 de junho ao receber os votos de 61% dos delegados, substituindo, portanto, Rui Falcão e tornando-se a primeira mulher na presidência nacional do partido. A previsão é que Gleisi cumpra o mandato até 2019.[52] Durante o seu primeiro momento de fala como presidente, Gleisi ressaltou: "tenho uma grande responsabilidade por ser a primeira mulher a presidir o PT."[50] Hoffmann assumiu a presidência do partido em um contexto, em que a presidente Dilma Rousseff sofreu impeachment e que a força eleitoral da sigla mingou significativamente nas eleições municipais de 2016, gerando uma forte crise interna.[53]

Manifestação em frente ao STF durante julgamento de habeas corpus preventivo para Lula.

Foi durante sua gestão no comando do partido, que o ex-presidente Lula foi preso em regime fechado na sede da Polícia Federal em Curitiba. O PT e movimentos sociais se organizaram na criação Comitê Internacional de Solidariedade em Defesa de Lula e a Democracia no Brasil, mantendo vigília em frente à sede da PF, pedindo sua liberdade.[54][55] Lula fez da petista uma "espécie de porta-voz" ao lado de fora da prisão.[53] Durante a segunda condenação de Lula, Gleisi alega que "uma segunda condenação a jato foi proferida, exatamente quando cresce a possibilidade de Lula ser Nobel da Paz".[56]

Como presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann foi à posse de Nicolás Maduro como presidente da Venezuela em janeiro de 2019, o que causou críticas dentro e fora do PT, pela crise democrática enfrentada pelo país, sob o comando de Maduro.[57][58]

Câmara dos Deputados

Nas eleições de 2018, foi eleita deputada federal.[7] Foi a mulher mais votada como deputada federal pelo Paraná nas eleições de 2018, além de ter sido a terceira parlamentar mais votada no estado e a mais votada de seu partido (PT) no Paraná e em todo o Brasil.[59][60][61]

Respeitada entre os correligionários,[62] no dia 1º de fevereiro de 2019 Hoffmann tomou posse como deputada federal pelo Paraná, sendo vaiada por adversários políticos juntamente com a colega Maria do Rosário.[63]

Crítica ferrenha ao Governo Bolsonaro,[64] a curitibana articulou com demais partidos a formação de um bloco de oposição e defendeu fazer um firme enfrentamento aos governistas.[65] As primeiras propostas apresentadas pela congressista foram sobre a redução e fixação do valor de gás de cozinha, o aumento do salário mínimo e a isenção de imposto de renda para as pessoas físicas que recebem até cinco salários mínimos.[66]

Controvérsias

Operação Lava Jato

O doleiro Alberto Youssef, envolvido no esquema investigado pela Operação Lava Jato, afirmou em delação premiada que a campanha política de Gleisi Hoffmann nas eleições de 2010 recebeu R$ 1 milhão.[67] Paulo Roberto Costa também confirmou a acusação, dizendo que o então marido de Gleisi, Paulo Bernardo, é que teria solicitado a ajuda deste valor na campanha.[68] Gleisi e Paulo Bernardo negam as acusações.[69] Segundo o jornal Folha de S.Paulo, seu nome foi citado em janeiro de 2015 na delação premiada da Operação Lava Jato.[70] Em 6 de março de 2015, o nome de Gleisi foi incluído na lista de políticos envolvidos na Operação Lava Jato,[71] e o ministro Teori Zavascki do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a instauração do Inquérito PET-5257, bem como a realização de diligências.[72] Um julgamento realizado pelo STF em 23 de setembro de 2015 decide que Gleisi Hoffmann não será investigada pela força-tarefa da Lava-Jato. O argumento do relator do caso, o ministro Dias Toffoli, é que a Lava-Jato se dedica à corrupção na Petrobras e não em outros setores.[73]

Indiciada pela PF e denunciada pelo MPF

Em março de 2016, a Polícia Federal indiciou Gleisi Hoffmann por corrupção passiva, na Operação Lava Jato, ao concluir que Gleisi e seu marido, o ex-ministro das Comunicações no governo Dilma, Paulo Bernardo, receberam R$ 1 milhão de propina oriunda de contratos da Petrobras.[74][75]

Em 7 de maio de 2016, foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato, juntamente com o marido Paulo Bernardo e o empresário Ernesto Kruger Rodrigues,[76] acusada de envolvimento em propinas na Petrobras.

Ré em ação no STF e absolvição

Em 27 de setembro de 2016, a segunda turma do Supremo Tribunal Federal por unanimidade, aceitou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra Gleisi na Operação Lava Jato.[77][78][79]

Em 19 de junho de 2018, Gleisi foi julgada e absolvida pela segunda turma do Supremo Tribunal Federal das acusações de corrupção e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato. A segunda turma considerou que não há provas contra Gleisi e seu marido Paulo Bernardo e os dois foram absolvidos, assim como o empresário Ernesto Kugler Rodrigues, apontado como emissário do casal.[80][81]

Condecorações

  • Honra ao Mérito, Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais de Foz do Iguaçu/PR, 2003.
  • Láurea de Homenagem e Reconhecimento-Movimento Pró-Paraná, Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, 2003
  • Certificado de Personalidade Amiga da Criança e da Cidadania, Associação de Futsal Planeta Bola - Francisco Beltrão/PR, 2005.
  • Agradecimento Público da Administração, Centro de Ensino Superior de Foz do Iguaçu/PR (CESUFOZ), 2006.
  • Homenagem ao Dia Internacional da Mulher, Câmara Municipal de Curitiba, em 2006.
  • Medalha João Paulo II - Dedicação, atenção e compromisso em favor do Povo Paranaense, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Regional Sul II, em 2006.
  • Honra ao Mérito, Federação Comunitária das Associações de Moradores de Curitiba e Região Metropolitana (FEMOCLAM), em 2007.
  • Moção - 21 anos de fundação da Federação Comunitária das Associações de Moradores de Curitiba e Região Metropolitana (FEMOCLAM), Assembléia Legislativa do Estado do Paraná - Curitiba/PR, em 2007.
  • Menção Honrosa - 25 anos da Fundação da Associação Paranaense de Apoio à Criança com Neoplasia (APACN), Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, em 2008.
  • Voto de Louvor e Congratulações - 22 anos da Federação das Associações de Moradores de Curitiba e Região Metropolitana (FEMOCLAM), Câmara Municipal de Curitiba, em 2008.
  • Cidadã Honorária - Lei Municipal 12/02/2009, Câmara Municipal de São João do Triunfo/PR, em 2009.
  • Medalha da Inconfidência, em 2013.[82]
  • Cidadã Honorária de Paranavaí/PR, em 2014.[83]

Publicações

  • O PT no Senado (2017).[84]
  • Muitos desafios e um compromisso (2017).[85]
  • Brasil: a hora da competitividade (2013).[86]
  • Sem favor ou generosidade (2011).[87]

Notas

  1. Licenciada entre 8 de junho de 2011 a 2 de fevereiro de 2014

Referências

  1. «De diretora de Itaipu a senadora, Gleisi Hoffmann assume a Casa Civil». Jornal de Itaipu Eletrônico. 8 de junho de 2011. Consultado em 19 de fevereiro de 2018 
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