Margarida Salomão

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Margarida Salomão
Deputada Margarida em 2016
Deputada federal por Minas Gerais
Período 3 de janeiro de 2013
até atualidade
Dados pessoais
Nome completo Maria Margarida Martins Salomão
Nascimento 10 de junho de 1950 (69 anos)
Juiz de Fora, MG
Nacionalidade brasileira
Partido PT (2002-atualidade)
Profissão Professora

Maria Margarida Martins Salomão, mais conhecida como Margarida Salomão (Juiz de Fora, 10 de junho de 1950), é uma pesquisadora, professora universitária, escritora e política brasileira. É graduada em Letras pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), mestre em Linguística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutora também em Linguística pela Universidade de Berkeley (EUA).[1] No ano de 2007, concluiu Pós-Doutorado pela University of California.[2] Hoje, é Deputada Federal pelo Partido dos Trabalhadores do estado de Minas Gerais e presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades.[3]

Margarida na UFJF[editar | editar código-fonte]

Margarida Salomão, professora emérita da UFJF, soma em seu currículo 40 anos de dedicação à docência na instituição. O ingresso na Universidade deu-se em 1968, como aluna da primeira turma da Licenciatura em Letras. Entre 1994 e 1998 foi Pró-Reitora de Pesquisa iniciando o processo de expansão da pós-graduação na UFJF. Em 1998, Margarida se tornou primeira mulher a ocupar o cargo de reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), posição que manteve por dois mandatos consecutivos, entre os períodos de 1998 a 2002 e de 2002 a 2006, sendo que quando candidata a reeleição - em 2002 - fora candidata única por conta do grande apoio e aceitação de suas praticas na reitoria.[4]Seu mandato à frente da UFJF ficou popularmente conhecido por implementar cursos noturnos, sistemas de cotas e estreitar as relações entre a universidade e a comunidade.

Como reitora da UFJF, incentivou a participação popular e a inovação como pilares de sua administração. Liderou a criação do Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (CRITT), com o objetivo de aproximar Universidade e Sociedade no campo do desenvolvimento, finalidade para a qual também militou na criação da Agência do Desenvolvimento de Juiz de Fora e Região.

Com o objetivo de fomentar alternativas na área de expansão do trabalho e da renda, implantou em 1998 na UFJF a INTECOOP, Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares, iniciativa que inaugura em Juiz de Fora o campo da Economia Solidária, importante inovação na área do desenvolvimento econômico e social. Em 1999, num período de grande restrição de recursos para as universidades federais, Margarida liderou o esforço para a criação dos novos cursos de Engenharia da Produção e Turismo, além de ter multiplicado multiplicar por quatro as vagas de curso noturnos, para garantir o acesso à UFJF da população trabalhadora.

Inaugurou em dezembro de 2001 a terceira Casa de Parto do Brasil, em convênio com o Ministério da Saúde, dedicada exclusivamente à prática do parto normal. Aproximadamente mil gestantes deram à luz no local, com absoluta segurança e de forma humanizada.

Em 2004, Margarida presidiu a decisão do Conselho Superior da UFJF de adotar o sistema de cotas sociais e raciais para o ingresso nos cursos da Universidade, com vistas à inclusão dos grupos historicamente excluídos do acesso às instituições públicas de ensino superior. A aprovação desta medida de justiça social pela UFJF antecede em oito anos a lei federal que estendeu esta decisão para todo o Brasil.

Ainda na área da saúde, Margarida construiu e inaugurou , em setembro de 2006, com a presença do Presidente Lula, o CAS, Centro de Atenção à Saúde do Hospital Universitário da UFJF. Na ocasião, o Presidente Luia declarou “Nenhuma cidade do Brasil tem um hospital desta qualidade”. Infelizmente, a gestão sucessora descontinuou a implantação do projeto e deu início a uma expansão inacabada do HU.

Antes de assumir o mandato parlamentar, ou seja, até o fim de 2012, Margarida Salomão atuava como professora associada na graduação em Letras e pós-graduação em Linguística na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora, onde liderava o projeto de pesquisa FrameNet Brasil (rede lexical do Português do Brasil segundo sua descrição pela semântica de frames).[5]

Vida Pública antes de 2008[editar | editar código-fonte]

Além de reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) por dois mandatos consecutivos, Margarida foi Secretária Municipal de Administração e de Governo da Prefeitura de Juiz de Fora entre os anos de 1983 e 1988[2][6] na então gestão de Tarcísio Delgado como Prefeito do município mineiro.[7]

Ainda na década de 1980, a professora foi dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Juiz de Fora.[5][2]

Mais tarde, durante o período em que foi reitora da UFJF (1998 a 2006), Margarida foi dirigente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES).[2][6][8]

Disputas Eleitorais[editar | editar código-fonte]

Margarida é filiada ao Partido dos Trabalhadores no ano de 2002 [2][6] e, alguns anos depois, tornou-se uma figura pública do partido na cidade mineira de Juiz de Fora.

Em 2008, disputou sua primeira eleição como candidata à prefeitura de Juiz de Fora, sendo a mais votada no primeiro turno. Se classificou para o segundo turno junto a Custodio Mattos, para quem perdeu a corrida eleitoral.[9]

Em 2010 candidatou-se a deputada federal por Minas Gerais, sendo eleita em posição de primeira suplente em sua chapa devido ao quociente eleitoral.[10] Na ocasião, Margarida obteve a maior votação que um candidato a deputado federal já obteve em Juiz de Fora.[11]

Em 2012 fora novamente candidata à Prefeitura de Juiz de Fora, onde era franca favorita a vitória. Ficou em 2° lugar no primeiro turno com 37,19% dos votos validos, atrás apenas de Bruno Siqueira que somou 40,26% dos votos. No segundo turno, porém, a vantagem de Bruno se ampliou nas pesquisas e acabou por se confirmar nas urnas, o que levou Margarida a uma nova derrota. Somou ao todo no segundo turno 42,84% dos votos, o que corresponde a 122.684 votos, enquanto seu adversário conseguiu 57,16% dos votos, correspondente a 163.686 votos válidos. [12]

Em 2014, Margarida candidata-se novamente ao cargo de Deputada Federal de Minas Gerais pelo PT, sendo reeleita para a cadeira na Câmara Federal, desta vez já como titular, tendo obtido 78.973 votos válidos[13] - sendo 53.485 votos oriundos de Juiz de Fora, tendo sido a mais votada para o cargo na cidade.[14]

Atuação na Câmara dos Deputados[editar | editar código-fonte]

Mesmo tendo perdido a eleição para a Prefeitura de Juiz de Fora em 2012, Margarida não abandona a carreira política: a partir de 2013 ela assume a cadeira deixada por Gilmar Alves Machado (que foi eleito prefeito de Uberlândia em 2012) na Câmara dos Deputados em Brasília. Ela assumiu seu mandato dia 3 de Janeiro de 2013.[15]

Como primeira mulher juiz-forana eleita deputada federal, Margarida já iniciou seu mandato exercendo grande destaque: no dia 12 de março de 2013 foi nomeada como Vice-Líder de bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara. Também assumiu as seguintes comissões parlamentares: suplente na Comissão de Educação - CE (05/03/2013), titular na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (05/03/2013), titular na Comissão Especial sobre Fator Previdenciário (26/02/2013), titular na Comissão Especial sobre a Reformulação do Ensino Médio (26/02/2013) e suplente na Comissão Especial sobre o PL 7420/06 - Lei de Responsabilidade Educacional (14/03/2013) e na Comissão Especial sobre o PL 2177/11 - Código Nacional de Ciência e Tecnologia (09/04/2013). Margarida também é membro dos seguintes conselhos: Titular do Centro de Estudos e Debates Estratégicos e suplente do RES 025/01 - Conselho de Ética da Câmara dos Deputados (27/3/2013).[16]

Atuando no campo da participação popular e cidadã, Margarida realizou, em 9 de março de 2013, uma plenária, na qual empossou um conselho de 20 pessoas, sendo propositalmente 10 homens e 10 mulheres, que terão a função de criticar e aconselhar seu mandato.[17]

No dia 10 de dezembro de 2013, a Câmara dos Deputados lança a Frente Parlamentar de Valorização das Universidades Federais, grupo que está, desde sua fundação, sob a presidência de Margarida Salomão.[18]

Reeleita em 2014 como Deputada Federal,[13] Margarida inicia a nova legislatura sendo indicada como suplente na Comissão Especial criada para discutir a PEC 352/2013 e diversos outros projetos sobre reforma política[19]

Em 2014, Margarida foi a responsável pela PEC 12/2014, a Emenda da Inovação, que visa estimular a criação de soluções tecnológicas para impulsionar o setor produtivo nacional e entrar em outro ciclo do desenvolvimento, fomentado pela economia do conhecimento. No início de 2015, é promulgada emenda que incentiva ciência, tecnologia e inovação.

Em 2018, Margarida é reeleita com 87.378 votos, sendo majoritária em diversas cidades da Zona da Mata e Campo das Vertentes.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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