Nicolás Maduro

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Nicolás Maduro
Nicolás Maduro em 2015.
57Presidente da Venezuela Venezuela
Período 8 de março de 2013
a atualidade
Vice-presidente Jorge Arreaza (2013-2016)
Aristóbulo Istúriz (desde 2016)
Antecessor(a) Hugo Chávez
Sucessor(a) -
25.º Vice-presidente da Venezuela Venezuela
Período 13 de outubro de 2012
a 5 de março de 2013
Antecessor(a) Elías Jaua
Sucessor(a) Jorge Arreaza
Presidente Pro-tempore do Mercosul Flag of Mercosur (Portuguese).svg
Período 12 de julho de 2013
a 29 de julho de 2014
Antecessor(a) José Mujica
Sucessor(a) Cristina Kirchner
Ministro das Relações Exteriores da Venezuela Venezuela
Período 7 de agosto de 2006
a 15 de janeiro de 2013
Antecessor(a) Alí Rodríguez Araque
Sucessor(a) Elías Jaua
Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela Venezuela
Período janeiro de 2005
a 7 de agosto de 2006
Antecessor(a) Francisco Ameliach
Sucessor(a) Cilia Flores
Vida
Nome completo Nicolás Maduro Moros
Nascimento 23 de novembro de 1962 (54 anos)
Caracas, Venezuela
Dados pessoais
Cônjuge Cilia Flores
Partido PSUV
Profissão Maquinista, sindicalista e político
Assinatura Assinatura de Nicolás Maduro

Nicolás Maduro Moros (Caracas, 23 de novembro de 1962) é um político venezuelano, atual líder supremo da República Bolivariana da Venezuela. Depois de, como vice-presidente constitucional, assumir o cargo com a morte do presidente Hugo Chávez, foi eleito em 14 de abril de 2013 para mandato integral como 57º presidente da Venezuela.

Carreira

Ex-militante da Liga Socialista da Venezuela, trabalhou desde jovem como maquinista no Metrô de Caracas. Enquanto trabalhava como um condutor, começou sua carreira política tornando-se um sindicalista não-oficial que representa os motoristas de ônibus do metrô.[1]

Em 1998 Maduro passou a compor as fileiras do partido MVR, e se envolveu na vitoriosa campanha presidencial de 1998 em que Hugo Chávez foi pela primeira vez eleito Presidente da Venezuela. Foi eleito deputado para a Assembleia Constituinte de 1999,[2] que fez a redação de uma nova Constituição neste mesmo ano.

Em 2000 foi eleito deputado da Assembleia Nacional, cargo para qual foi reeleito nas eleições legislativas de 2005, logrando pouco depois a indicação para a presidência do parlamento. No ano de 2006 deixa este cargo a pedido do presidente Hugo Chávez para ingressar no gabinete ministerial como chefe do Ministerio del Poder Popular para los Asuntos Exteriores (Ministério das Relações Exteriores), substituído o então ministro Alí Rodríguez Araque (atualmente Secretario Geral da UNASUL).

Em 10 de outubro de 2012, passados três dias das eleições presidenciais, foi nomeado novo vice-presidente executivo ocupando o posto deixado por Elías Jaua que estava a concorrer como governador do estado de Miranda.

Com a licença do presidente Chávez em dezembro de 2012 para tratamento médico, assumiu a presidencia interina da Venezuela. Assumiu o poder após Hugo Chávez morrer na tarde de 5 de março de 2013.[3] Antes de viajar a Cuba para a última fase do tratamento contra o câncer, Chávez chegou a pedir unidade da população "em favor da Revolução Bolivariana" defendida por ele e pediu apoio ao vice-presidente.[4]

Eleição

Em 14 de abril de 2013, Maduro foi eleito com 50,66% dos votos contra 49,07% de seu opositor, Henrique Capriles Radonski – governador do estado de Miranda e também o candidato da oposição na eleição anterior contra Hugo Chávez, em outubro de 2012 – uma diferença de cerca de 220 mil votos numa eleição com cerca de 19 milhões de eleitores registrados.[5] A participação eleitoral foi de 78,71%.[6]

A posse

No dia 19 de abril de 2013 Maduro foi empossado na Assembleia Nacional Venezuelana tendo a presença de vários líderes estrangeiros, entre eles, Dilma Rousseff. No discurso de posse, Nicolás Maduro, ressaltou que está disposto a conversar com diferentes setores da política venezuelana pela unidade nacional.

Presidente da Venezuela

Ele propôs ao no final de março de 2013, uma lei sobre o desarmamento, que entrou em discussão na Assembleia Nacional para regular e limitar a posse, compra e venda de armas e munições para os indivíduos.[8]

Em novembro a embaixada da Venezuela em Lisboa indicou que a imprensa confundiu as "boas-vindas" à época natalícia pelo Presidente do país, Nicolás Maduro, como uma antecipação do natal.[9] Decretou o dia 8 de dezembro como dia da Lealdade e do Amor ao Comandante Supremo Hugo Cháves.[10]

Durante sua turnê européia, as relações com Portugal melhoraram, fiz um pacto de 14 acordos de cooperação bilateral, principalmente em tecnologia, alimentação, saúde, esportes e cultura.

Um ano depois de sua inauguração, uma pesquisa mostrou que 61% dos venezuelanos aprovam a gestão, e 70% as medidas econômicas.[11] Em fevereiro de 2014, inaugurou o Conjunto Habitacional Cidade Zamora, no estado de Miranda, atingindo 600 mil casas construídas durante seu governo.[12]

A grave crise econômica e política que atravessa a Venezuela nos últimos anos, derrubou a aprovação do governo Maduro, aferida pelo instituto Datanálises em agosto de 2015, para um patamar de 71,1% de reprovação. O instituto perguntou sobre como avaliam o trabalho de Maduro pelo bem-estar do país, 39,4% dos consultados o considerou "muito ruim", 21,6% indicou que é "ruim" e 9,4% respondeu "regular a ruim".[13]

O Mandato atual de Maduro tem término previsto para 2019.

Protestos na Venezuela

Ver artigo principal: Protestos na Venezuela em 2014
Foto tirada em um dos protestos

A capacidade de trabalhar Nicolas Maduro tem sido alvo de críticas e protestos por parte da oposição venezuelana, facções pró-governo e seus adversários políticos no exterior.[14][15] Em fevereiro estudantes no estado de Táchira, protestaram contra a baixa segurança, a inflação e escassez,os estudantes foram presos por desordem pública.[16] Em Mérida as manifestações cresceram e a reprovação do governo aumentou.[11] De acordo com o The New Yorker, o presidente Maduro tem apenas focado em seu apoio político ao invés de questões prioritárias de endereços que os economistas têm alertado o governo venezolano.[17] Em agosto de 2014, a Venezuela estava no topo do índice de miséria Mundial, com base na inflação, o desemprego e outros fatores econômicos.[18]

Manifestantes pro-Maduro também foram as ruas para dar apoio ao atual governo e houve enfrentamentos violentos entre os dois lados. Até o dia 13 de fevereiro 3 pessoas foram mortas, e 66 foram feridas.[19]

Vida pessoal

É casado com Cilia Flores, advogada e deputada da Assembleia Nacional da Venezuela pelo Distrito Capital. Quando Maduro deixou suas funções de deputado na Assembleia Nacional da Venezuela em agosto de 2006 para assumir a pasta ministerial de relações exteriores, Flores (sua esposa) foi eleita como presidente da Assembleia Nacional, sendo a primeira mulher venezuelana a alcançar este cargo.[20]

Distinções

  • Colar da (maior honraria Venezuela, 2014/04/19) Order Libertadores Libertadores de Venezuela .
  • Colar da Ordem do Libertador San Martin (Argentina mais alta honra, 2013/05/08) .
  • Grande Colar da Ordem do Condor dos Andes (Bolívia maior honra, 2013/05/26) .
  • Grau Honorário (Universidade Nacional de Lanús, 2014/07/03).[21]
  • Estrela da Palestina (maior honraria da Palestina, 2014/05/16).

Referências

  1. «Reportaje ABC: Nicolás Maduro, el conductor del Metro de Caracas». Informe21.com (em espanhol) 
  2. «Nicolás Maduro: Un socialista labrado desde la fuerza trabajadora». www.avn.info.ve (em espanhol). Consultado em 26 de janeiro de 2017 
  3. «Chávez sofreu complicações durante cirurgia, diz ministro». Último Segundo 
  4. «Chávez admite que pode ter que se afastar da Presidência da Venezuela». Portal EBC 
  5. «Official: Maduro wins Venezuelan presidency». CNN. Consultado em 15 de abril de 2013 
  6. «Nicolás Maduro é o novo presidente da Venezuela». O Globo. Consultado em 15 de abril de 2013 
  7. «Na posse, Maduro acena à unidade nacional». Opera Mundi - UOL. Consultado em 20 de abril de 2013 
  8. «Venezuela busca una sociedad sin armas con la Ley de Desarme - RT». RT en Español (em espanhol) 
  9. «"Boas-vindas" ao natal na Venezuela confundiu imprensa, garante embaixada». JN. 12 de novembro de 2013. Consultado em 26 de janeiro de 2017 
  10. «Maduro decreta dia da lealdade e do amor a Chávez - Mundo - Correio da Manhã». 12 de novembro de 2013. Consultado em 26 de janeiro de 2017 
  11. a b «61% aprueba la gestión de Maduro y 70% sus medidas económicas». Noticias24 (em espanhol) 
  12. «Maduro inaugura Desarrollo Habitacional Ciudad Zamora en Miranda: "Vamos por 600 mil viviendas"». lacalle.com.ve. Consultado em 26 de janeiro de 2017 
  13. «Atrás nas pesquisas, Maduro ameaça e aposta o que lhe resta: seu bigode». VEJA.com. 4 de novembro de 2015 
  14. Jurado, Antonieta. «DIPUTADA DEL PSUV CRITICA A MADURO POR REPRESIÓN EN SIDOR - A Todo Momento». atodomomento.com (em espanhol). Consultado em 26 de janeiro de 2017 
  15. Evans, Nicmer. «¡Auditoria Pública Ciudadana ya!». Aporrea (em espanhol) 
  16. «Protestos pressionam governo na Venezuela». BBC. 17 de fevereiro de 2014. Consultado em 02 de março de 2014  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  17. «Could Low Oil Prices End Venezuela's Revolution?». The New Yorker. 3 de novembro de 2014. Consultado em 26 de janeiro de 2017 
  18. Daily, Investor's Business (26 de agosto de 2014). «Amid Rationing, Venezuela Takes The Misery Crown». Investor's Business Daily (em inglês) 
  19. «Protesto na Venezuela termina em violência e 3 mortes». Estadão. 13 de fevereiro de 2014. Consultado em 02 de março de 2014  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  20. «Cilia Flores presidenta de la Asamblea Nacional». 11 de março de 2007. Consultado em 26 de janeiro de 2017 
  21. «Maduro es condecorado en Argentina con la Orden Libertador de San Martín». www.correodelorinoco.gob.ve (em espanhol). Consultado em 26 de janeiro de 2017 
Precedido por
Hugo Chávez
Presidente da Venezuela
2013—presente
Sucedido por
Incumbente
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