Imigração venezuelana no Brasil

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Venezuela Venezuelano-brasileiros Brasil
Protests opposing Venezuelan Bolivarian Revolution in São Paulo, Brazil 14.jpg
Venezuelanos em um protesto contra a Revolução Bolivariana em São Paulo, Brasil.
População total

12.000[1], 70.000[2] - 128 mil[3]

Regiões com população significativa
Região norte (Roraima e Amazonas)
Região Sudeste (sobretudo São Paulo e Rio de Janeiro)
Línguas
Português e Castelhano
Religiões
Cristianismo

A imigração venezuelana no Brasil era, até o início da década de 2010, pouco expressiva se comparasse com a imigração de outros povos sul-americanos como os argentinos, bolivianos ou paraguaios. O Brasil, junto com Colômbia, Equador, México, Panamá, Cuba e Argentina é um dos países que mais têm venezuelanos na América Latina (apesar dos Estados Unidos e da Espanha serem os países mais procurados por esta população). A maioria destas pessoas vêm ao Brasil a trabalho (por meio de governo e empresas privadas), porém, com os problemas que acometeram a Venezuela desde meados dos anos 2010, venezuelanos saíram do seu país, parte deles como solicitantes de refúgio.

De 15.º país com mais venezuelanos fora da Venezuela, em 2018 o Brasil se tornou um dos 10 países com mais venezuelanos do mundo por conta de refugiados, que entram no país pelo estado de Roraima. Há cerca de 128 mil venezuelanos que vivem refugiados no país, segundo dados do IBGE.[4]

Crise migratória[editar | editar código-fonte]

O aumento do fluxo na década 2010 provocou uma crise no Brasil em relação ao recebimento de migrantes e refugiados.[5] O fluxo se tornou intenso nos últimos meses de 2017 e início de 2018, centrado até então no estado de Roraima. A prefeitura de Boa Vista estimou que até janeiro de 2018, cerca de 40 mil venezuelanos já se instalaram na cidade, a maioria dos quais em condições precárias. O fluxo equivale a mais de 10% da população local, de 330 mil habitantes. Em 8 de fevereiro de 2018, o Governo brasileiro anunciou o envio de mais soldados para a fronteira com a Venezuela, e o Ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que dezenas de milhares de refugiados serão realocados para outras regiões do país.[6]

Em 12 de fevereiro de 2018, o governo brasileiro anunciou a criação de um grupo para tratar da crise de refugiados em Roraima.[7]

Migração de indígenas waraos[editar | editar código-fonte]

Uma quantidade notável dos venezuelanos que emigram para o Brasil são da etnia indígena warao. A maioria deles, ao migrar, se assentam no estado de Roraima, na qual é limítrofe com a Venezuela.[8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências