Demografia do Rio Grande do Norte

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Densidade populacional dos municípios do Rio Grande do Norte (2010)
  0-25 hab/km²
  25-50 hab/km²
  50-100 hab/km²
  100-150 hab/km²
  150-200 hab/km²
  200-300 hab/km²
  300-400 hab/km²
  400-500 hab/km²
  > 500 hab/km²

No censo demográfico de 2010, a população do Rio Grande do Norte, estado localizado a nordeste da região Nordeste do Brasil, era de 3 168 027 habitantes, sendo a décima sexta unidade da federação mais populosa do país, concentrando cerca de 1,7% da população brasileira.[1] De acordo o mesmo censo, 2 464 991 habitantes viviam na zona urbana (77,81%) e 703 036 na zona rural (22,19%). Ao mesmo tempo, 1 548 887 pessoas eram do sexo masculino (48,89%) e 1 619 140 do sexo feminino (51,11%),[2] tendo uma razão de sexo de 95,66.[3] Entre 2000 e 2010, o Rio Grande do Norte registrou um crescimento populacional de 14,30%, superior às médias da região Nordeste (11,29%) e do Brasil (12,48%).[4]

A densidade demográfica, uma razão entre população e área, era de 59,99 habitantes por quilômetro quadrado (hab./km²), a décima maior do Brasil e mais de 2,5 vezes maior que a média nacional (22,43 hab./km²). Dentre os municípios, a maior densidade era verificada em Natal (4 808,2 hab./km²) e a menor em Galinhos, no litoral norte (6,31 hab./km²).[5]

Levando-se em conta a nacionalidade da população, 3 166 001 (99,94%) eram brasileiros, sendo 165 204 brasileiros natos (99,91%) e 797 naturalizados brasileiros (0,03%), além de 2 026 estrangeiros (0,06%).[6] Simultaneamente, 2 892 560 pessoas eram nascidas no próprio estado (91,30%) e os 275 467 restantes eram de outros estados ou até mesmo do exterior (8,70%).[7][8][9]

O Índice de Desenvolvimento Humano do estado do Rio Grande do Norte é considerado médio conforme dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Segundo o último Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, divulgado em 2013, com dados relativos a 2010, o seu valor era de 0,684, estando na 16ª colocação a nível nacional e na primeira a nível regional. Considerando-se o índice de longevidade, seu valor é de 0,792 (18º), o valor do índice de de renda é 0,678 (16º) e o de educação é de 0,597 (16º).[10] A incidência de pobreza, em 2003, era de 52,27% (sendo 55,91% o índice de pobreza subjetiva) e o índice de Gini no mesmo ano era 0,49.[11] Em 2009, a taxa de fecundidade era de 2,11 filhos por mulher, a décima terceira maior do Brasil.[12]

Evolução populacional do Rio Grande do Norte (1872-2010)[13]


Municípios mais populosos[editar | editar código-fonte]

A capital, Natal, com seus 803 739 habitantes (2010), era o município mais populoso, concentrando sozinha 25,4% da população estadual.[14] Outros dois municípios possuíam população superior a cem mil habitantes, sendo Mossoró (259 815), na região oeste, Parnamirim (202 456), na Grande Natal. Cinco municípios possuíam entre 50 001 e 100 000 habitantes: São Gonçalo do Amarante (87 668), Macaíba (69 467), Ceará-Mirim (68 141), todos na Grande Natal, além de Caicó (62 709), no Seridó, e Assu (53 227).

Outros dezenove possuíam população entre 20 001 e 50 000 habitantes, 39 entre 10 001 e 20 000, cinquenta entre 5 001 e 10 000, outros cinquenta entre 2 001 e 5 000. Apenas um abaixo tinha população inferior a dois mil: Viçosa, no Alto Oeste, com 1 618 habitantes.[15][16]

Religião[editar | editar código-fonte]

Santuário do Lima em Patu, uma das sete maravilhas do Rio Grande do Norte e um dos locais de maior religiosidade do Nordeste.[18]
Templo da Igreja Batista, no município de Pau dos Ferros.

No censo de 2010, 2 406 313 potiguares eram católicos (75,96%), 487 948 habitantes evangélicos (15,4%), 24 826 espíritas (0,78%), 11 926 testemunhas de Jeová (0,38%), 6 173 católicos apostólicos brasileiros (0,04%), 4 015 mórmons (0,13%), 1 326 católicos ortodoxos (0,04%), 1 088 budistas (0,03%), 807 seguiam religiões orientais (0,03%), outros 807 seguiam o candomblé (0,03%), 546 espiritualistas (0,01%), 538 umbandistas (0,02%), 468 esotéricos (0,01%), 320 judaístas (0,01%), 83 praticavam tradições indígenas (0,00%), 72 pertenciam a outras declarações de religiões afro-brasileiras (0,00%), 45 eram islâmicos (0,00%), 23 hinduístas (0,00%) e quatro a outras religiosidades (0,0001%). Outros 203 055 não possuíam religião (6,41%), dos quais 5 878 eram ateus (0,18%) e 1 203 agnósticos (0,04%); 5 568 possuíam religião indeterminada e tinham múltiplo pertencimento (0,18%), sendo que 5 548 possuíam religião não determinada ou mal definida (0,18%) e vinte declararam possuir múltiplas religiosidades (0,00%); 2 966 não souberam (0,09%) e 661 não declararam (0,02%).[19]

Segundo a divisão da Igreja Católica no Brasil, o Rio Grande do Norte pertence à Regional Nordeste II, que também abrange os estados de Alagoas, Paraíba e Pernambuco, e seu território coincide com a Província Eclesiástica do Rio Grande do Norte,[20] cuja sede é a Arquidiocese de Natal, inicialmente erguida como diocese, em 29 de dezembro de 1909, desmembrada da Diocese de Paraíba. Apenas em 16 de fevereiro de 1952 a diocese foi elevada à condição de arquidiocese. Desde a sua ereção, foram desmembradas as suas atuais dioceses sufragâneas: Mossoró (28 de julho de 1934) e Caicó (25 de novembro de 1939).[21]

O Rio Grande do Norte também possui os mais diversos credos protestantes ou reformados. Do total de evangélicos, 328 044 pertenciam a igrejas evangélicas de origem pentecostal (10,35%), 59 982 às evangélicas de missão (1,89%) e 99 922 a outras evangélicas não determinadas (3,15%). Dentre as igrejas pentecostais, 226 722 pertenciam à Assembleia de Deus (7,16%), 23 678 à Igreja Universal do Reino de Deus (0,75%), 7 604 à Igreja Deus é Amor (0,24%), 4 665 à Igreja Congregação Cristã do Brasil (0,15%), 2 477 à Igreja do Evangelho Quadrangular (0,08%), 1 201 à Igreja Maranata (0,04%), 1 865 à Igreja O Brasil para Cristo (0,06%), 1 128 à Igreja Casa da Bênção (0,04%), 113 à Igreja Nova Vida (0,00%) e 780 à Comunidade Evangélica (0,02%), além de 57 773 pertencerem a outras evangélicas pentecostais (1,82%). Em relação às igrejas de missão, 32 244 eram pertencentes à Igreja Batista (1,02%), 13 734 à Igreja Adventista (0,43%), 12 480 à Igreja Presbiteriana, 2 337 à Igreja Metodista (0,07%), 1 196 à Igreja Luterana (0,04%), 556 à Igreja Evangélica Congregacional (0,02%) e outros 108 pertenciam a outras igrejas de missão (0,00%).[19]

Etnias[editar | editar código-fonte]

Segundo o censo de 2010 do IBGE, da população total, 1 671 286 eram pardos (52,75%); 1 293 931 eram brancos (40,84%); 165 087 pretos (5,23%); 33 857 amarelos (1,07%); 2 788 indígenas (0,09%); além de 358 sem declaração (0,01%).[22]

Regiões metropolitanas[editar | editar código-fonte]

Localização da Grande Natal no Rio Grande do Norte (em vermelho)
  Capital regional A
  Capital regional C
  Centros sub-regionais A
  Centros sub-regionais B
  Centros de zona A
  Centros de zona B

A única região metropolitana existente no Rio Grande do Norte é a Região Metropolitana de Natal (RMN), também referida por Grande Natal, com uma população de 1 351 004 habitantes (2010),[23][nota 1] sendo a décima sexta maior aglomeração urbana do Brasil.

Foi criada pela lei complementar estadual (LCE) n° 152, de 16 de janeiro de 1997.[24] Inicialmente, integrava apenas os municípios de Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Macaíba e Extremoz. Com a lei complementar 221/2002, passam a fazer parte da região metropolitana os municípios de São José de Mipibu e Nísia Floresta.[25] Em 2005, o município de Monte Alegre foi adicionado e em 2009 passou a fazer parte o município de Vera Cruz.[26]

Em 25 de fevereiro de 2013, o município de Maxaranguape foi adicionado.[27] Em 27 de julho de 2015, Ielmo Marinho passou a integrar a RMN.[28] Tempos depois, também foram incluídos os seguintes municípios: Arês e Goianinha.[29]

Rede urbana[editar | editar código-fonte]

Segundo o estudo do IBGE Regiões de influência das cidades 2007 (REGIC 2007), na hierarquia urbana do Brasil, dezenove municípios potiguares estão em algum nível hierárquico definido.

Os municípios que ocupam os níveis mais altos são Natal, como capital regional A e Mossoró, considerada como capital regional do tipo C, não existindo capitais regionais B em território potiguar. Os municípios incluídos nesse nível constituem o terceiro nível da gestão territorial, e exercem influência no estado e em estados próximos.[30][31]

Como centros sub-regionais A tem-se Caicó e Pau dos Ferros; e centros sub-regionais B Assu e Currais Novos. Esses municípios exercem influência apenas em cidades próximas, povoados e zona rural.[30][31]

No menor nível, os centros de zona (apresentam atuação restrita às vizinhanças), João Câmara e Macau são classificadas como centros de zona A, enquanto Apodi, Alexandria, Canguaretama, Parelhas, Passa-e-Fica, Patu, Santa Cruz, Santo Antônio, São Miguel, São Paulo do Potengi e Umarizal pertencem ao grupo centros de zona B.[30][31]

Notas

  1. Não inclui os municípios de Arez, Goianinha, Ielmo Marinho e Maxaranguape, incluídos na região metropolitana posteriormente.

Referências

  1. «Tabela 1.5 - Distribuição percentual da população nos Censos Demográficos, segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação - 1872/2010». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 16 de junho de 2013 
  2. «Tabela 1.11 - População residente, por situação do domicílio e sexo, segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação – 2010». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 16 de junho de 2013 
  3. «Razão de sexo, população de homens e mulheres, segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2010. Consultado em 12 de junho de 2013 
  4. Carolina Lauriano e Nathália Duarte (29 de abril de 2011). «IBGE atualiza dados do Censo e diz que Brasil tem 190.755.799 habitantes». Portal G1 Rio de Janeiro-São Paulo. Consultado em 12 de junho de 2013 
  5. «Tabela 1.10 - Densidade demográfica nos Censos Demográficos, segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação - 1872/2010». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 16 de junho de 2013 
  6. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. «Tabela 1497 - População residente, por nacionalidade - Resultados Gerais da Amostra». Sistema IBGE de Recuperação Automática. Consultado em 12 de junho de 2013 
  7. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. «Tabela 1505 - População residente, por naturalidade em relação ao município e à unidade da federação - Resultados Gerais da Amostra». Sistema IBGE de Recuperação Automática. Consultado em 12 de junho de 2013 
  8. «Censo Demográfico 2010: Migração - Amostra». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2010. Consultado em 16 de junho de 2013 
  9. «Censo Demográfico 2010: Resultados gerais da amostra». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2010. Consultado em 16 de junho de 2013 
  10. «Anexo Estatístico» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano. 2008. Consultado em 12 de junho de 2013 
  11. «Mapa de Pobreza e Desigualdade - Municípios Brasileiros 2003». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2003. Consultado em 12 de junho de 2013 
  12. «Síntese dos Indicadores Sociais 2010» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 13 de junho de 2013 
  13. «Tabela 1286 - População e Distribuição da população nos Censos Demográficos». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2010. Consultado em 16 de outubro de 2011 
  14. «Tabela 1.7 - Proporção da população do município da capital em relação à da Unidade da Federação, nos Censos Demográficos, segundo os municípios das capitais - 1872/2010». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 16 de junho de 2013 
  15. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. «Tabela 1290 - Número de municípios e População nos Censos Demográficos por tamanho da população». Sistema IBGE de Recuperação Automática. Consultado em 12 de junho de 2013 
  16. «Tabela 2.1 - População residente, total, urbana total e urbana na sede municipal, em números absolutos e relativos, com indicação da área total e densidade demográfica, segundo as Unidades da Federação e os municípios – 2010». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2010. Consultado em 16 de junho de 2013 
  17. «ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NO BRASIL E UNIDADES DA FEDERAÇÃO COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 21 de junho de 2017 
  18. «Patu Turístico». Prefeitura Municipal de Patu. Consultado em 9 de julho de 2013. Cópia arquivada em 29 de março de 2014 
  19. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. «População residente por religião». Sistema IBGE de Recuperação Automática. Consultado em 13 de junho de 2013 
  20. «Mapa». Portal CNBB. Consultado em 13 de junho de 2013 
  21. «Archdiocese of Natal» (em inglês). Portal Catholic Hierarchy. Consultado em 13 de junho de 2013 
  22. «Tabela 3145 - População residente por sexo, situação do domicílio e cor ou raça - Resultados Preliminares do Universo». IBGE. 2010. Consultado em 31 de dezembro de 2011 
  23. «Tabela 608 - População residente, por situação do domicílio e sexo - Sinopse». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2010. Consultado em 21 de junho de 2017 
  24. «LEI COMPLEMENTAR Nº 152 DE 16 DE JANEIRO DE 1997». Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças (SEPLAN). Consultado em 22 de abril de 2011. Cópia arquivada em 22 de maio de 2011 
  25. «NATAL E SUA REGIÃO METROPOLITANA» (PDF). Prefeitura do Natal, Rio Grande do Norte. Consultado em 20 de maio de 2011. Cópia arquivada (PDF) em 22 de maio de 2011 
  26. «Vera Cruz agora faz parte da Grande Natal». Prefeitura Municipal de Vera Cruz, Rio Grande do Norte. Consultado em 20 de maio de 2011. Cópia arquivada em 22 de maio de 2011 
  27. «LEI COMPLEMENTAR Nº 485, de 25 de fevereiro de 2013» (PDF). Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. 25 de fevereiro de 2013. Consultado em 22 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 22 de fevereiro de 2015 
  28. «LEI COMPLEMENTAR Nº 540, DE 27 DE JULHO DE 2015». Diário Oficial do Rio Grande do Norte. 27 de julho de 2015. Consultado em 28 de julho de 2015 
  29. «Governo do RN sanciona lei que inclui Goianinha e Arez na região metropolitana de Natal». VNT ONLINE. 29 de dezembro de 2015. Consultado em 24 de março de 2016 
  30. a b c «Regiões de influência das cidades 2007». Insituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 10 de outubro de 2008. Consultado em 27 de novembro de 2008 
  31. a b c «Configuração da Rede Urbana do Brasil» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Junho de 2001. Consultado em 3 de dezembro de 2008 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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