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Alexandria (Rio Grande do Norte)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Alexandria
Visão panorâmica de Alexandria.
Visão panorâmica de Alexandria.
Visão panorâmica de Alexandria.
Gentílicoalexandriense
Localização de Alexandria no Rio Grande do Norte
Localização de Alexandria no Rio Grande do Norte
Localização de Alexandria no Rio Grande do Norte
Alexandria está localizado em: Brasil
Alexandria
Localização de Alexandria no Brasil
Mapa
Mapa de Alexandria
Coordenadas: 6° 24′ 46″ S, 38° 00′ 57″ O
PaísBrasil
Unidade federativaRio Grande do Norte
Municípios limítrofesNorte: Pilões e Antônio Martins;
Sul: Estado da Paraíba (Santa Cruz, Bom Sucesso e Brejo dos Santos);
Leste: João Dias;
Oeste: Marcelino Vieira e Tenente Ananias
Distância até a capital383 km
Fundação1759 (267 anos)
Emancipação7 de novembro de 1930 (95 anos)
Governo
  Prefeito(a)Raimundo Ferreira de Andrade (PSD, 2025–2028)
  Vereadores9
Área
  Total [1]381,205 km²
  Urbana  EMBRAPA/2015[2]2,744 km²
Altitude[3]322 m
População
  Total (IBGE/2024)14 042 hab.
  PosiçãoRN: 37º
Densidade36,8 hab./km²
ClimaSemiárido (Bsh)
Fuso horárioHora de Brasília (UTC−3)
CEP59965-000
IDH (PNUD/2010[4])0,606 médio
  PosiçãoRN: 91º
PIB (IBGE/2023[1])R$ 209 116,99 mil
  Per capita (IBGE/2023[1])R$ 15 331,16
Sítioalexandria.rn.gov.br (Prefeitura)
www.alexandria.rn.leg.br (Câmara)

Alexandria é um município brasileiro no interior do estado do Rio Grande do Norte, na Região Nordeste do país, distante 377 quilômetros da capital do estado, Natal. Ocupa uma área de aproximadamente 381 km² e sua população em 2022 era de 13 640 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo então o 37º mais populoso do Rio Grande do Norte (em 167 municípios).

O município foi emancipado de Martins e Pau dos Ferros na década de 1930, com a denominação João Pessoa. O nome do município, vigente desde 1936, é uma referência a Alexandrina Barreto Ferreira Chaves, mulher de Joaquim Ferreira Chaves, que foi senador e governador do Rio Grande do Norte.

Desde a sua emancipação, desmembraram-se de seu território os atuais municípios de Tenente Ananias (1962), João Dias e Pilões (os dois últimos em 1963). Sua principal atração turística é a Serra Barriguda, a primeira das sete maravilhas do Rio Grande do Norte, cujo formato é semelhante ao de uma gestante.

História

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Segundo o documento Tombo de Demarcação, datado de 26 de setembro de 1759 e descoberto nos anos 1950 pelo historiador Antônio Fernandes Mousinho, a primeira denominação do município de Alexandria foi Barriguda, em referência à Serra Barriguda, onde se localizava a fazenda de mesmo nome. Conforme o mesmo documento, o senhor José da Costa, sua principal testemunha, com a mão direita em cima da Bíblia, jurou falar a verdade ao afirmar que tinha 63 anos de idade e era morador da fazenda. Outra versão, não oficial, refere-se a uma árvore, chamada "Pé de Barriguda", que existia na nascente de um curso de água perene no pé da Serra Barriguda, em que os viajantes paravam para descansar e usufruíam desta água.[5]

Estação ferroviária de Alexandria, da antiga Estrada de Ferro Mossoró-Sousa, inaugurada em 1951. Apesar de preservada, o último trem circulou em 1991 e os trilhos não existem mais.[6]

Em 1913, a Câmara Municipal de Martins mudou o nome povoado para "Alexandria" em homenagem à Alexandrina Barreto Ferreira Chaves, filha da terra e esposa de Joaquim Ferreira Chaves, ex-governador do Rio Grande do Norte e senador pelo mesmo estado. Em 1914 já existia agência postal em 1918 é instalado o telégrafo.[7]

A lei estadual 572, de 3 de dezembro de 1923, elevou o povoado à categoria de vila. Em 7 de novembro de 1930, através do decreto estadual nº 10, sancionado por Irineu Joffily, o distrito passou à condição de novo município do Rio Grande do Norte, desmembrado de Martins e Pau dos Ferros, com a denominação João Pessoa, em referência a João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, líder político assassinado em Recife, por João Duarte Dantas, em 26 de julho daquele ano.[5]

A instalação do novo município ocorreu no dia 15 de novembro de 1930, com a posse de Noé Arnaud Muniz como primeiro prefeito. Seis anos mais tarde, em 24 de outubro de 1936, a lei estadual nº 19, de autoria do deputado estadual João Marcelino de Oliveira e sancionada pelo governador Rafael Fernandes Gurjão, alterou o nome do município para Alexandria, como prevalece até hoje, para que se pudesse evitar alguma confusão com a capital do estado da Paraíba, também denominada de João Pessoa.[5] Já nos anos de 1940 partes da cidade contavam com eletricidade.[7] Nos anos 1950, chegou à cidade uma linha da Estrada de Ferro Mossoró-Sousa, cuja estação foi formalmente inaugurada em 29 de dezembro de 1951.[6]

Nos anos 1960, a divisão administrativa do município chegou a ser constituída, além da sede, pelos distritos de João Dias, Pilões, Tenente Ananias Gomes, porém todos foram emancipados e elevados à categoria de município. Desde então o território de Alexandria mantém seus limites atuais.[8]

Geografia

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Com uma 381,205 km² de área,[1] dos quais 2,744 km² em área urbana,[2] Alexandria ocupa 0,7218% da superfície estadual e está distante 377 km de Natal, a capital estadual,[9] e 2 103 km de Brasília, a capital federal.[10] Limita-se com Pilões e Antônio Martins a norte; a sul com o estado da Paraíba (Bom Sucesso e Santa Cruz); João Dias e novamente a Paraíba (Brejo dos Santos) a leste e a oeste com Tenente Ananias e Marcelino Vieira.[11] Na divisão territorial vigente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 2017, Alexandria pertence à região geográfica imediata de Pau dos Ferros, dentro da região geográfica intermediária de Mossoró.[12] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Pau dos Ferros, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Oeste Potiguar.[13]

O relevo do município, com altitudes variando entre 200 e 400 metros, está inserido em sua maior parte na Depressão Sertaneja-São Francisco, que abriga uma série de terrenos de transição entre o Planalto da Borborema e a Chapada do Apodi, sendo também formado por várias serras: Baixas, Barriguda, Batalhão, Boa Vista, Boiada, Brejo, Cajueiro, Cafunga, Covas, Croatá, Cumbe, Frade, Mata Pasto, Prensa e Santana, além do Serrote da Ilha. Alexandria está situado em área de abrangência de rochas metamórficas que formam o embasamento cristalino, provenientes do período Pré-Cambriano médio, com idade entre um bilhão e 2,5 bilhões de anos. O município abriga ainda dois sítios arqueológicos (Fidalgo e Santana) e a Lagoa de Lajes, com vários fósseis de mamíferos submersos.[11]

O tipo de solo predominante é o podzólico vermelho amarelo equivalente eutrófico, caracterizado pelo seu alto nível de fertilidade e textura média, com drenagem acentuada.[11] Há também o luvissolo (também chamado de "bruno não cálcico") e o litossolo (solos litólicos).[14] Esses solos são cobertos por uma vegetação de pequeno porte, a caatinga hiperxerófila, que perde suas folhas na estação seca. Entre as espécies mais encontradas estão o facheiro (Pilosocereus pachycladus), o faveleiro (Cnidoscolus quercifolius), a jurema-preta (Mimosa hostilis), o marmeleiro (Cydonia oblonga), o mufumbo (Combretum leprosum) e o xique-xique (Pilosocereus polygonus). Cortado pelo Rio Alexandria, bem como pelos riachos da Mata e do Meio, todo o território municipal pertence à bacia hidrográfica do rio Apodi/Mossoró. Os principais reservatórios, com capacidade igual ou superior a cem mil metros cúbicos de água (m³), são: Pulgas (3 300 000 ), do Meio (1 610 880 ) e Bananeira (750 000 ).[11]

Alexandria possui clima semiárido quente[11][15] (Bsh segundo Köppen-Geiger), com chuvas concentradas no primeiro semestre do ano. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), desde 1936 o maior acumulado de chuva em 24 horas registrado em Alexandria atingiu 147 milímetros (mm) em 14 de dezembro de 1951 (fora do período chuvoso), seguido por 145 mm em 4 de março de 1980 (maior acumulado dentro do período chuvoso). O recorde mensal é de 519,2 mm em abril de 1985.[16] Desde outubro de 2018, quando entrou em operação uma estação meteorológica automática do mesmo órgão no município, a menor temperatura registrada em Alexandria foi de 16 °C em 22 de julho de 2020 e a maior alcançou 38,4 °C em 24 de novembro de 2019.[17]

Dados climatológicos para Alexandria
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 37,1 37,3 36,3 34,9 35,6 35 36,1 36,7 37 37,8 38,4 38 38,4
Temperatura mínima recorde (°C) 20,4 20,5 20,6 20,5 19,1 17,6 16 16,7 17,7 19,6 21,4 20,1 16
Precipitação (mm) 70,7 131,8 202,8 161,1 88,3 32,7 17,4 3,9 2,4 6 8 28 753,1
Fonte: EMPARN (médias de precipitação: 1936-2018;[16] recordes de temperatura: 26/10/2018-presente)[17]

Demografia

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Crescimento populacional
CensoPop.
194011 217
195015 36136,9%
196019 46626,7%
197013 252−31,9%
198014 3378,2%
199114 5801,7%
200013 772−5,5%
201013 507−1,9%
202213 6401,0%
Fonte: IBGE[18]

Alexandria possuía uma população de 13 640 habitantes (72,94% vivendo na cidade) no censo de 2022, estando na 37ª colocação a nível estadual e na 2 441ª a nível nacional. A razão de sexo era de 95,50 homens para cada 100 mulheres e a densidade demográfica de 35,78 hab/km².[1][19]

Segundo o mesmo censo, 58,78% da população era parda, 36,3% branca, 4,74% preta, 0,14% amarela e 0,04% indígena.[20] Ainda segundo o mesmo censo, da população igual ou superior a dez anos, 83,51% eram católicos, 12,88% evangélicos, 2,66% não tinham religião e 0,04% eram espíritas. Outras denominações, 0,9%.[21][22]

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a sede da paróquia de Alexandria, subordinada à Diocese de Mossoró

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) de Alexandria é considerado médio, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Segundo dados do relatório de 2010, divulgados em 2013, seu valor era de 0,606, sendo o 87º maior do Rio Grande do Norte (PNUD) e o 3 999 º do Brasil. Considerando-se apenas o índice de longevidade, seu valor é 0,779, o valor do índice de renda é 0,581 e o de educação 0,491.[4]

De 2000 a 2010, o índice de Gini caiu de 0,56 para 0,53 e a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até R$ 140 passou de 60,3% para 39,6%, apresentando uma redução de 34,4%. Em 2010, 60,4% da população vivia acima da linha de pobreza, 21,6% abaixo da linha de indigência e 17,9% entre as linhas de indigência e de pobreza. No mesmo ano, os 20% mais ricos eram responsáveis por 56,3% do rendimento total municipal, valor quase 26 vezes superior à dos 20% mais pobres, que era de apenas 2,2%.[23]

Política

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Prefeitura de Alexandria, sede do poder executivo municipal

A administração municipal se dá pelos poderes executivo, representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, e legislativo, representado pela câmara municipal, composta por nove vereadores. Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento municipal, conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).[24]

Existem também alguns conselhos municipais atualmente em atividade: alimentação escolar, da Criança e do Adolescente, FUNDEB, Meio ambiente e Saúde.[11] Alexandria se rege por sua lei orgânica, promulgada em 3 de abril de 1990,[24] e abriga uma comarca do poder judiciário estadual, de segunda entrância,[25] cujos termos são João Dias e Pilões.[26] O município pertence à 41ª zona eleitoral do Rio Grande do Norte e possuía, em dezembro de 2024, 11 899 eleitores, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), representando 0,444% do eleitorado potiguar.[27]

Palácio Manoel Matias, onde funciona a Câmara Municipal de Alexandria
Agência bancária do Banco do Brasil, no Centro, região mais movimentada da cidade

Segundo o IBGE, em 2012 o Produto Interno Bruto (PIB) do município de Alexandria era de R$ 77 897 mil, dos quais 62 243 mil do setor terciário, R$ 6 559 mil do setor secundário, R$ 5 112 mil de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes e R$ 3 982 mil do setor primário. O PIB per capita era de R$ 5 784,26.[28]

Considerando-se a população municipal com idade igual ou superior a dezoito anos (2010), 48,8% eram economicamente ativas ocupadas, 39,9% economicamente inativa e 11,3% economicamente ativa desocupada. Ainda no mesmo ano, levando-se em conta população ativa ocupada a mesma faixa etária, 41,84% trabalhavam no setor de serviços, 31,84% na agropecuária, 13,01% no comércio, 5,72% na construção civil, 4,1% em indústrias de transformação, 1,76% na utilidade pública e 0,23% em indústrias de extração.[29]

Em 2013 o município possuía um rebanho de 10 150 galináceos (frangos, galinhas, galos e pintinhos), 8 450 bovinos, 4 465 ovinos, 3 193 caprinos, 925 suínos e 327 equinos.[30] Na lavoura temporária de 2013 foram produzidos tomate (75 t) e feijão (3 t),[31] e na lavoura permanente apenas a castanha de caju (1 t).[32] Ainda no mesmo ano o município também produziu 1 380 mil litros de leite de 2 060 vacas ordenhadas; 20 mil dúzias de ovos de galinha e 2 862 quilos de mel de abelha.[30]

Infraestrutura

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O serviço de abastecimento de água de Alexandria é feito pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE),[33] enquanto a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (COSERN) fornece energia elétrica, atendendo em todos os municípios potiguares.[34] A voltagem da rede é de 220 volts.[35] O código de área (DDD) de Alexandria é 084[36] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) é 59965-000.[37]

No transporte rodoviário, Alexandria é cortado por três rodovias, todas estaduais: RN-075 (liga Alexandria a Pilões),[38] RN-079 (liga Alexandria a Marcelino Vieira e ao estado da Paraíba)[39] e a RN-117 (atravessa vários municípios da região oeste potiguar).[40] No transporte ferroviário, possui uma estação ferroviária da antiga Estrada de Ferro Mossoró-Sousa (desativada nos anos 1980), inaugurada em 1951 e ainda preservada.[41]

Escritório da SAAE de Alexandria, uma das localidades do Rio Grande do Norte em que a CAERN não atua
RN-079 na zona rural de Alexandria, a poucos quilômetros da zona urbana
Rodovia estadual RN-117, na saída para a cidade de Antônio Martins

A rede de saúde de Alexandria dispunha, em 2009, de quatorze estabelecimentos (nove públicos e cinco privados), com um total de 88 leitos para internação,[42] entre eles o Hospital Maternidade Guiomar Fernandes e o Hospital Maternidade Joaquina Queiroz, ambos privados e mantidos pela Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Alexandria (APAMI).[43][44] Em 2014 foram registrados 23 óbitos nas unidades de saúde do município, dos quais dezoito por motivo de doença, dois por tumores (neoplasias), um durante a gravidez, um por lesão/envenenamento/causa externa e um por contato com serviços de saúde.[45]

Em 2010, a expectativa de vida ao nascer era de 71,71 anos, com índice de longevidade de 0,779, taxa de mortalidade infantil até um ano de idade de 21,8 por mil nascidos vivos e taxa de fecundidade de 2,3 filhos por mulher.[29] Em abril do mesmo ano, a rede profissional de saúde era constituída por 138 médicos, cinquenta auxiliares de enfermagem, treze cirurgiões-dentistas, dez enfermeiros, oito farmacêuticos, quatro fonoaudiólogos e um fisioterapeuta, totalizando 224 profissionais.[46] Segundo dados do Ministério da Saúde, de 2001 a 2012, foram notificados 773 casos de dengue e três de leishmaniose e, de 1990 a 2012, seis casos de AIDS foram registrados.[47] O município pertence à VI Unidade Regional de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (URSAP-RN), sediada em Pau dos Ferros.[48]

Educação

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IDEB das escolas públicas de Alexandria[49]
Ano Anos
iniciais
Anos
finais
Ensino
médio
Ano Anos
iniciais
Anos
finais
Ensino
médio
2005 2,5 2,7 - 2013 4,5 3,6 -
2007 2,8 2,7 - 2015 - 3,3 -
2009 3,4 2,9 - 2017 4,5 3,8 3,1
2011 3,7 3,6 - 2019 4,7 4,1 -

O fator "educação" do IDH no município atingiu em 2010 a marca de 0,491,[29] ao passo que a taxa de alfabetização da população acima dos dez anos indicada pelo último censo demográfico do mesmo ano foi de 69% (75,7% para as mulheres e 61,9% para os homens).[50] No mesmo ano, Alexandria possuía 8,74 anos esperados de estudo, valor abaixo da média estadual (9,54 anos).[29]

As taxas de conclusão dos ensinos fundamental (15 a 17 anos) e médio (18 a 24 anos) eram de 40,5% e 31,8%, respectivamente, e o percentual de alfabetização da população entre 15 e 24 anos chegava a 92% (2010). A distorção idade-série entre alunos do ensino fundamental, ou seja, com idade superior à recomendada, era de 27,6% para os anos iniciais e 46,9% nos anos finais, enquanto no ensino médio essa defasagem era de 46,4% (2014).[51]

No censo escolar de 2018, Alexandria possuía uma rede de doze escolas de ensino fundamental (com 91 docentes), dez do pré-escolar (43 docentes) e uma de ensino médio (treze docentes).[52] No ensino superior, Alexandria possui um núcleo acadêmico da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), criado pela lei estadual n° 8 241, de 10 de outubro de 2002,[53][54][55] e uma unidade do Instituto Estadual de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação do Rio Grande do Norte (IERN), inaugurado em 2024.[56][57]

Serra Barriguda, principal atração turística do município

A Secretaria Municipal de Cultura, Meio Ambiente, Turismo e Cidadania[58] é o órgão da prefeitura responsável pela área cultural do município de Alexandria, cabendo a ela a organização de atividades e projetos culturais. São feriados municipais os dias 28 de maio (dia da morte do coronel Manoel Emídio de Souza), 7 de novembro (dia da emancipação política do município) e 8 de dezembro (dia da padroeira do município, Nossa Senhora da Conceição).[59]

A principal atração turística alexandrinense é a Serra Barriguda. Essa serra tem esse nome por se assemelhar ao formato de uma mulher grávida e é formada por granito. O local possui 310 metros de altura e se situa a uma altitude de 602 metros acima do nível do mar.[60] Em 2007, a Serra Barriguda foi eleita uma das sete maravilhas do estado do Rio Grande do Norte, na primeira colocação.[61] Além desta serra, destacam-se ainda a Capela de Santa Filomena, o Sítio Arqueológico e a Pedra do Sino.[11]

Espaço Cultural Antônio Bento Sobrinho, onde são realizados os principais atrativos culturais do município

O Carnaval Tradição é um dos principais eventos culturais do município e um dos melhores carnavais do interior do Rio Grande do Norte, que consiste em alguns de folia, com animações de bandas musicais.[62] A festa da padroeira Nossa Senhora da Conceição, que acontece de 28 de novembro a 8 de dezembro, atrai milhares de fiéis de diversas localidades, contando também com uma programação sociocultural.[63] Outros importantes eventos são as festas juninas; o Alefolia, carnaval fora de época realizado em julho; a Semana Cultural e Esportiva Universitária de Alexandria; a Semana da Cultura e a festa de emancipação política, em 7 de novembro.[11][62]

O artesanato é uma outra forma espontânea da expressão cultural alexandrinense, sendo possível encontrar, em várias partes do município, uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local, destacando-se a produção de bolsas, bonecas de pano, cerâmicas, chapéus, utensílios domésticos, entre outros.[64] Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato, como a Casa de Cultura Popular Dr. Antônio Fernando Mousinho, inaugurada em 2011 no prédio onde funcionava o antigo quartel, contando com espaços destinados à exposição de produtos artesanais.[65]

Referências

  1. 1 2 3 4 5 IBGE. «Brasil / Rio Grande do Norte / Alexandria». Consultado em 6 de abril de 2014
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  5. 1 2 3 «O Município». Consultado em 13 de setembro de 2015. Arquivado do original em 24 de agosto de 2015
  6. 1 2 Ralph Mennucci Giesbrecht (5 de setembro de 2010). «E. F. Mossoró-Souza - km 224 (1960)». Consultado em 13 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 9 de julho de 2009
  7. 1 2 «Municípios: um por dia». Diário de Natal. 29 de novembro de 1977. Consultado em 13 de março de 2025
  8. IBGE. «Histórico» (PDF). Consultado em 27 de dezembro de 2011. Cópia arquivada (PDF) em 30 de junho de 2007
  9. «Distância de Natal a Alexandria». Consultado em 6 de abril de 2014
  10. «Distância de Brasília a Alexandria». Consultado em 6 de abril de 2014
  11. 1 2 3 4 5 6 7 8 Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA-RN) (2008). «Perfil do seu município: Alexandria» (PDF). Consultado em 27 de dezembro de 2011. Cópia arquivada (PDF) em 4 de fevereiro de 2022
  12. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 29 de março de 2019
  13. IBGE (1990). «Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas» (PDF). Biblioteca IBGE. 1: 44–45. Consultado em 29 de março de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 25 de setembro de 2017
  14. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). «Mapa Exploratório-Reconhecimento de solos do município de Alexandria, RN» (PDF). Consultado em 15 de março de 2015. Arquivado do original (PDF) em 19 de janeiro de 2012
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  20. IBGE (2022). «Tabela 9606 - População residente, por cor ou raça, segundo o sexo e a idade». Consultado em 11 de fevereiro de 2026
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Ligações externas

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