Canguaretama

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Município de Canguaretama
"Penha"
"Terra dos canguás"
Bandeira de Canguaretama
Brasão de Canguaretama
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 16 de Abril de 1885
Fundação 19 de julho de 1858 (160 anos)[1]
Gentílico canguaretamense[1]
Lema Teu maior filho é aquele que mais te ama!
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Conceição
Prefeito(a) Maria de Fátima Borges Marinho (PSD)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Canguaretama
Localização de Canguaretama no Rio Grande do Norte
Canguaretama está localizado em: Brasil
Canguaretama
Localização de Canguaretama no Brasil
06° 22' 48" S 35° 07' 44" O06° 22' 48" S 35° 07' 44" O
Unidade federativa Rio Grande do Norte
Região intermediária

Natal IBGE/2017[2]

Região imediata

Canguaretama IBGE/2017[2]

Municípios limítrofes Norte: Vila Flor, Tibau do Sul, Goianinha e Espírito Santo
Sul: Mataraca (PB)
Leste: Baía Formosa
Oeste: Pedro Velho
Distância até a capital 78 km[3]
Características geográficas
Área 245,529 km² [4]
População 33 999 hab. (RN: 16º) –  estimativa IBGE/2018[5]
Densidade 138,47 hab./km²
Altitude 5 m[6]
Clima Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,579 (RN: 138º) – baixo PNUD/2010[7]
PIB R$ 124 950,481 mil IBGE/2008[8]
PIB per capita R$ 4 132,37 IBGE/2008[8]
Página oficial
Prefeitura www.canguaretama.rn.gov.br
Câmara www.cmcanguaretama.rn.gov.br

Canguaretama é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte. Situa-se na faixa litorânea meridional do estado, ao sul da capital, Natal, distando desta 78 km. Emancipado de Natal em 1858, o nome do município tem origem no tupi, onde etama, em língua tupi, significa "terra, região",[9] e "canguá" designa um tipo de peixe (Stellifer rastrifer Jord. & Eig)[10] gerando a etimologia "terra de canguás".

História[editar | editar código-fonte]

A história de Canguaretama começa ainda durante a época do Brasil Colônia, muito antes de ser elevado à categoria de município. Em 1645, ocorreu um dos eventos considerados como um dos mais históricos do Rio Grande do Norte: o martírio de Cunhaú e Uruaçu, que ocorreu quando os índios Janduís e mais de duzentos holandeses (que chegaram e ocuparam o Capitania do Rio Grande do Norte entre 1633 e 1654), a comando de Jacob Rabi - delegado do Conde Maurício de Nassau - mataram cruelmente cerca de setenta fiéis e o Padre André de Soveral. No momento da morte, os fiéis estariam a uma missa que estava sendo celebrada na Capela de Nossa Senhora das Candeias, localizado no Engenho Cunhaú, a alguns quilômetros da Barra do Cunhaú. Na época, esse engenho era o centro da economia potiguar, ainda bastante primitiva. Foram também mortas as pessoas que se encontravam em um grande engenho. Apenas três pessoas conseguiram escapar.[11][12]

No século XVIII, em 1743, o padre André do Sacramento funda o primeiro núcleo colonizador que futuramente iria dar origem a Canguaretama, a Aldeia Gramació, cuja localização se dava à margem esquerda da Barra de Cunhaú e a mais de uma légua de distância. Em 3 de maio de 1755 (ou 1769), por meio de uma carta régia, a aldeia é elevada à categoria de vila com o nome de Vila Flor. Após a expulsão dos jesuítas, a sede municipal, que era localizada em Vila Flor, foi transferida para povoado de Uruá. Em 19 de julho de 1858, por meio da lei n° 567 esse povoado é elevado à categoria de município com o nome de Canguaretama, desmembrando-se de Natal. O nome "Canguaretama" significa terra de canguás.

O povoado de Canguaretama possuía uma circunscrição religiosa, com o nome de "Penha", conservada em 1860 pela lei provincial n° 468. O nome foi dado por um missionário, o Frei Serafim de Catania. Nos primeiros anos de emancipação, Canguaretama tinha uma economia cuja base era o cultivo da cana-de-açúcar, a pesca e a comercialização do pau-brasil. Em 1882, a sede municipal ganhou uma estação ferroviária. Três anos depois, em 16 de abril de 1885, a sede é elevada à categoria de cidade, que foi instalada quatro meses depois, em 18 de setembro daquele mesmo ano.[11]

Em 1892, são criados e anexados a Canguaretama os distritos de Baía Formosa e Vila Flor. Em 1911, o município era formado pelos distritos de Baía Formosa, Canguaretama e Vila Flor, porém todos foram extintos em 1933 e Canguaretama passou a ser constituída apenas pelos distritos sede. Em 1938, é recriado o distrito de Vila Flor, cujo nome foi alterado para "Flor" dois anos depois (1940), mas apenas oito anos o distrito voltou a ter seu nome original. Cinco anos depois (1953), o extinto distrito de Baía Formosa é recriado e, em 1958, o distrito é emancipado e Baía Formosa torna-se novo município do Rio Grande do Norte. Em 1963, Canguaretama era formada pelos distritos de Canguaretama e Vila Flor, mas depois passou a ser constituído apenas pelo distrito sede com o desmembramento do distrito de Vila Flor, em 31 de dezembro de 1963. De 1963 até os dias atuais, o município de Canguaretama é formado apenas pelo distrito sede.[13]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Canguaretama e municípios limítrofes
  Canguaretama (RN);

Canguaretama está localizado no litoral sul do Rio Grande do Norte, distante 78,3 km de Natal, capital estadual,[3] e 2 269 km de Brasília, capital federal.[14] Ocupa uma área de 245,408 km²[4] e se limita a norte com Goianinha e Vila Flor; a sul com Mataraca, Mamanguape (ambas na Paraíba), Baía Formosa e Pedro Velho; a leste com o Oceano Atlântico e Baía Formosa a leste; a oeste com Espírito Santo e novamente Pedro Velho.[11]

De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017,[15] Canguaretama pertence à região geográfica intermediária de Natal e à região imediata de Canguaretama.[2] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião do Litoral Sul, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Leste Potiguar.[16]

O município está situado em área de abrangência do Grupo Barreiras, formadas durante o período Terciário, com a predominância de rochas cobertas por textura arenosa. Próximo ao litoral estão as dunas fixas ou paleodunas, originárias do período Quaternário, além dos sedimentos areno-quartzosos, compostos por areia e cascalho. No Vale do Rio Curimataú encontram-se os depósitos aluvionares. O relevo é predominantemente plano, com altitudes inferiores a cem metros em relação ao nível do mar.[11]

O tipo de solo predominante é a areia quartzosa distrófica, cujas principais características são baixo nível de fertilidade e o excesso de drenagem. Há também as areias quartzosas marinhas (litoral), os solos indiscriminados de mangue e os solos aluvionais.[11][17]

O território municipal está localizado dentro de um conjunto de três bacias hidrográficas diferentes, sendo a maior delas a do rio Curimataú, que abrange dois terços do município, seguida pela bacias do Catu (18,02%) e do rio Guaju (15,98%). Os principais rios que cortam Canguaretama são Catu, Curimataú, Espinho, Guaju, Levada, Oiteiro e da Volta. Entre os riachos estão Calândia, Pequeri, Pituaçu, Quabradinha e Uriuninha. Há também as lagoas Aniquim e do Poço.[11]

A cobertura vegetal é formada pela floresta subperenifólia, situada em áreas em que solo apresenta-se recoberto por uma camada de húmus, cujas árvores são densas e verdes durante o ano todo, com muitas folhas largas e troncos delgados. Há também os manguezais, predominantes em solos com alto grau de salinidade e frequentemente inundados pela ação marés.[11] O município abriga, junto com Goianinha, Espírito Santo, Pedro Velho e Várzea, a Área de Proteção Ambiental Piquiri-Una, que cobre uma área de quarenta mil hectares (ha) e foi criada em 6 de junho de 1990 pelo decreto estadual 10 683 com o objetivo preservar a fauna, a flora e os recursos hídricos locais.[18]

Clima[editar | editar código-fonte]

Canguaretama possui um clima tropical chuvoso (tipo As na classificação climática de Köppen-Geiger), úmido e com temperaturas médias sempre superiores a 18 ºC e precipitação inferior a sessenta milímetros nos meses mais secos.[19] A temperatura média anual é de 26 ºC, sendo fevereiro o mês mais quente (temperatura média de 26,5 ºC), e julho o mais frio (média de 24 ºC). A precipitação média anual é de 1 358 milímetros anuais (mm), sendo abril e junho os meses mais chuvosos (212 mm) e outubro o mais seco (22 mm).[20] A umidade relativa do ar é de 73 % e o tempo de insolação de aproximadamente 2 700 horas anuais.[11]

Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), referentes ao período de 1911 a 1983 e a partir de 1995, o maior acumulado de chuva registrado em Canguaretama foi de 210,7 mm em 13 de abril de 2011.[21] Outros grandes acumulados foram 190 mm em 25 de junho de 1936,[22] 168 mm em 13 de junho de 2007,[23] 163,2 mm em 8 de maio de 1971,[24] 162,9 mm em 27 de junho de 1951,[25] 158 mm em 4 de setembro de 2013[26] e 150 mm em 20 de maio de 2011.[27]

Dados climatológicos para Canguaretama
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 32,1 32 31,6 30,8 29,8 28,6 28,1 28,6 30 31,2 31,7 32,1 30,6
Temperatura média (°C) 27,2 27,3 27 26,4 25,6 24,6 24 24,1 25,3 26,3 26,8 27,2 26
Temperatura mínima média (°C) 22,4 22,6 22,5 22,1 21,5 20,6 19,9 19,7 20,6 21,4 21,9 22,3 21,5
Chuva (mm) 62 93 171 212 186 212 196 94 55 22 25 30 1 358
Fonte: Climate Data.[20]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional de
Canguaretama (RN)[28]
Ano População
1970 15 579
1980 17 980
1991 22 919
2000 27 011
2010 30 916
2011 31 216

Em 2010, a população do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, era de 30 916 habitantes, o que lhe classificava na 16ª posição no estado. De acordo com esse mesmo censo demográfico, 20 235 habitantes viviam na zona urbana e 10 681 na zona rural. A densidade demográfica, que é uma divisão entre a população e sua área, era de 125,92 habitantes por quilômetro quadrado.[29]

Em relação ao censo de 2000, a população era de 27 011 habitantes, dos quais 62,66% (16 924 habitantes) viviam em áreas urbanas, enquanto os 10 087 restantes (37,34% da população) viviam nas zonas rurais, além de 13 561 dos habitantes serem do sexo masculino e 13 450 do sexo feminino.[30] Hoje, 65,44% da população vive em áreas urbanas, classificando Canguaretama como o 75º município mais urbanizado de todo o estado do Rio Grande do Norte.[31]

O Índice de Desenvolvimento Humano do município é considerado baixo pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Em 2010, seu valor era de 0,579, sendo o 137º maior do estado e o 4 654 º do Brasil. Considerando apenas a longevidade o índice é de 0,718, o índice de renda é de 0,557 e o de educação é 0,486.[7]

Religião[editar | editar código-fonte]

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, sede da paróquia de Canguaretama.

Conforme a atual divisão oficial da Igreja Católica, o município está localizado na décima terceira zonal da Arquidiocese de Natal. A paróquia de Canguaretama, que tem como padroeira Nossa Senhora da Conceição, foi criada em 19 de julho de 1858 e abrange também os municípios de Baía Formosa e Vila Flor.[32][33] No censo de 2010 o catolicismo romano constituía a preferência religiosa da maioria da população, com 22 630 adeptos, ou 73,2 % da população.[34]

Canguaretama também possui diversos credos protestantes ou reformados. Em 2010, 4 763 habitantes se declararam evangélicos (15,41 %), sendo que 3 947 pertenciam às evangélicas de origem pentecostal (12,77 %), 272 às evangélicas de missão (0,88 %) e 544 a evangélicas não determinadas (1,76 %). Dentre as pentecostais, 3 102 pertenciam à Assembleia de Deus (10,03 %), 305 à Igreja Universal do Reino de Deus (0,99 %), 22 à Casa da Bênção (0,07 %), doze à Igreja Maranata (0,04 %) e 506 a outras categorias (1,64 %). Em relação às de missão, havia 237 batistas (0,77 %) e 35 adventista (0,11 %).[34]

Além do catolicismo romano e do protestantismo, também existiam 136 testemunhas de Jeová (0,44 %), 104 católicos apostólicos brasileiros (0,34 %), 98 espíritas (0,32 %), quinze católicos ortodoxos (0,05 %). Outros 2 970 sem religião (9,61 %), dentre os quais dez ateus (0,03 %), 163 não souberam (0,53 %) e 37 pertenciam a outras religiosidades cristãs (0,12 %).

Política[editar | editar código-fonte]

O poder executivo do município de Canguaretama é representado pelo prefeito, auxiliado pelo seu gabinete de secretários municipais, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal.[35] A atual prefeita municipal é a recifense Maria de Fátima Borges Marinho (filiada ao PSD), eleita nas eleições municipais de 2012 com 47,8 % dos votos válidos, tornando-se a primeira mulher a assumir a prefeitura na história do município.[36][37] O vice-prefeito é João Alberto Fernandes .[38]

O poder legislativo é constituído pela câmara, composta por treze vereadores eleitos para mandatos de quatro anos. Na atual legislatura, iniciada de 2013, é formada por quatro cadeiras do Partido da República (PR), três do Partido Social Democrático (PSD), duas do Partido Trabalhista Brasileiro (PSD), duas do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), uma do Partido Verde (PV) e uma do Democratas.[39] O município se rege por lei orgânica, promulgada em 3 de abril de 1990.[11]

Canguaretama é sede de uma comarca de segunda entrância, cujos termos são Baía Formosa e Vila Flor.[40] O município está localizado na 11 ª zona eleitoral do Rio Grande do Norte[41] e possuía, em dezembro de 2013, 23 439 eleitores, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que representa 0,996 % do eleitorado estadual.[42]

Economia[editar | editar código-fonte]

Segundo dados do IBGE, o PIB total de Canguaretama era, em 2008, de R$ 124 950,481 mil. A economia do município pode ser dividida em três setores diferentes: o primário, o secundário e o terciário. Destes, o setor que rende mais no produto interno bruto municipal é o terciário, seguido pelo setor primário. Enquanto isso, o setor secundário é o que rende menos. A renda per capita é de R$ 4 132,37. Além disso, 124 950 mil reais são de impostos líquidos a preços correntes.[43]

Setor primário

Conforme já dito anteriormente, o setor primário é o segundo mais relevante para a economia de Canguaretama. De todo o PIB em geral, 10 972 reais estão destinados a este setor. Segundo o IBGE em 2009 o município possuía um rebanho de 6 100 bovinos, 220 equinos, 670 suínos, 190 caprinos, 130 muares, 450 ovinos, e 5 170 aves, dentre estas 1 950 galinhas e 3 220 galos, frangos e pintinhos. No mesmo ano, o município produziu 743 mil litros de leite, 14 mil dúzias de ovos de galinha e 230 quilos de mel de abelha. Na lavoura permanente, Canguaretama produz banana, castanha de caju, coco-da-baía, laranja, mamão, manga e maracujá. Já na lavoura temporária, são produzidos abacaxi, batata-doce, cana-de-açúcar, feijão, mandioca e milho. A produção agrícola municipal produz somente milho e feijão.[43]

Setores secundário e terciário

O setor secundário é o menor relevante para a economia do município. 10 745 mil reais do PIB municipal são do valor adicionado bruto da indústria.[8] Já o setor terciário é o mais relevante para a economia canguaretamense. A prestação de serviços rende 92 791 reais ao PIB de Canguaretama, sendo, portanto, o setor que atualmente é a maior fonte geradora do PIB municipal. De acordo com o IBGE, o município possuía, no ano de 2009, 324 unidades locais, sendo 319 atuantes e 6 430 trabalhadores, sendo 3 368 do tipo pessoal ocupado total e 3 062 ocupados assalariados. Salários juntamente com outras remunerações somavam 24 964 mil reais e o salário médio mensal de todo município era de 1,5 salários mínimos, valor semelhante ou igual a outros municípios da região, como Tibau do Sul e Vila Flor.[43]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

O serviço de abastecimento de água do município é feito pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN).[44] A empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica é a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (COSERN), que atende a todos os municípios potiguares.[45] A voltagem nominal da rede é de 220 volts.[46] Em 2010, o município possuía 95,8% de seus domicílios com água canalizada,[47] 98,39% com eletricidade[48] e 81,46% com coleta de lixo.[49] O código de área (DDD) é 084[50] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) vai de 59190-000 a 59191-999.[51] Conforme dados do censo de 2010, 70,41% dos domicílios tinham somente telefone celular, 6,71% celular e fixo, 0,75% apenas telefone fixo e 22,14% não possuíam nenhum.[52]

A frota municipal no ano de 2017 era de 3 262 motocicletas, 2 969 automóveis, 409 caminhonetes, 333 motonetas, 305 ciclomotores, 206 caminhões, 142 camionetas, 106 reboques, 87 ônibus, quarenta micro-ônibus, 36 semirreboques, 34 utilitários, 33 ônibus, cinco caminhões trator, um chassi plataforma e um triciclo, além de 236 em outras categorias, totalizando 7 936 veículos.[53] No transporte rodoviário, o município é atravessado pela rodovia federal BR-101,[54] que se estende por todo o litoral leste brasileiro, e a RN-269, que liga a cidade a Barra de Cunhaú, em um trecho de quinze quilômetros.[55] No transporte ferroviário, o município possui uma estação ferroviária da Estrada de Ferro Natal-Nova Cruz, inaugurada no século XIX, porém o tráfego de trens na localidade não acontece desde a década de 1980.[56]

Saúde[editar | editar código-fonte]

A cidade dispõe do Hospital Regional Prof. Dr. Getúlio de Oliveira Sales ou Hospital Regional de Canguaretama, em operação desde 1974 e vinculado do Sistema Único de Saúde (SUS). O hospital oferece diversos serviços e possuía, em 2013, sessenta leitos para internação em quatro especialidades.[57] O município pertence à I Unidade Regional de Saúde Pública (I URSAP) do Rio Grande do Norte, com sede instalada em São José de Mipibu.[58]

Em abril de 2010, o município possuía 57 médicos, 27 técnicos de enfermagem, 26 enfermeiros, 19 cirurgiões-dentistas, nove auxiliares de enfermagem, sete farmacêuticos, três nutricionistas, um psicólogo, um fonoaudiólogo e um fisioterapeuta, totalizando 151 profissionais de saúde.[59] No mesmo ano, a expectativa de vida ao nascer era de 68,07 anos e a taxa de mortalidade infantil de 32,8 por mil nascimentos, com uma taxa de fecundidade de 2,8 filhos por mulher.[60]

Educação[editar | editar código-fonte]

IDEB de Canguaretama[61][62]
Ano Anos
iniciais
Anos
finais
2005 2,4 2,5
2007 3,1 2,3
2009 3,8 2,5
2011 3,5 3
2013 3,8 2,6
2015 3,8 -
2017 4 2,9

O fator "educação" do IDH no município atingiu em 2010 a marca de 0,486,[60] ao passo que a taxa de alfabetização da população acima dos dez anos indicada pelo último censo demográfico do mesmo ano foi de 76,1%, sendo 77,9% para as mulheres e 74,2% para os homens.[63]

Ainda em 2010, Canguaretama possuía uma expectativa de anos de estudos de 8,64 anos, valor abaixo da média estadual (9,54 anos). O percentual de crianças de cinco a seis anos na escola era de 93,1% e de onze a treze anos cursando o fundamental de 80,89%. Entre os jovens, a proporção na faixa de quinze a dezessete anos com fundamental completo era de 35,98% e de 18 a 20 anos com ensino médio completo de apenas 21,88%. Considerando-se apenas a população com idade maior ou igual a 25 anos, 35,8% tinham ensino fundamental incompleto e eram alfabetizados, 35,73% fundamental completo e eram analfabetos, 12,22% fundamental completo e médio incompleto, 11,72% médio completo e superior incompleto e 4,53% superior completo.[60]

Em 2017 o município possuía uma rede de trinta escolas de ensino fundamental, vinte do pré-escolar e cinco de ensino médio, com um total de 8 662 matrículas.[64] Em 2018, a distorção idade-série entre alunos do ensino fundamental, ou seja, com idade superior à recomendada, era de 17,9% para os anos iniciais (1° ao 5° ano) e 47,7% nos anos finais (6° ao 9° ano), sendo essa defasagem no ensino médio de 43%.[60] No ensino superior, Canguaretama possui uma unidade do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), inaugurado em 2013.[65]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Prática do kitesurf em Barra de Cunhaú

No calendário cultural do município estão a festa da emancipação política, celebrada em 16 de abril, a Festa dos Mártires de Cunhaú, que acontece em 16 de julho e a festa da padroeira Nossa Senhora da Conceição, em 8 de dezembro,[11] sendo as três datas feriados municipais, além do dia 6 de janeiro (Reis Magos).[66]

Canguaretama possui alguns pontos turísticos, como a Praia Barra de Cunhaú - a única do município, com manguezais e um polo para a criação de camarões em cativeiro (carcinicultura) -, o Mortuário do Cunhaú, o Santuário Chama do Amor, o Engenho Cunhaú - que já foi o centro mais importante da Capitania do Rio Grande, durante o Brasil Colônia, e já foi alvo de lutas sangrentas e roubos - e a Capela Nossa Senhora das Candeias.[11]

Na tradição esportiva do município, destacam-se a prática do windsurfe e do kitesurf,[67] além do atletismo, basquete e futebol.[68]

Barra do Cunhaú, a única do município, distante dez quilômetros da sede

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Canguaretama» (PDF). IBGE. Consultado em 15 de abril de 2011 
  2. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 29 de março de 2019 
  3. a b «Distância entre Natal e Canguaretama». Consultado em 20 de julho de 2014 
  4. a b IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  5. «Estimativa populacional 2018 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de agosto de 2018. Consultado em 18 de setembro de 2018 
  6. Embrapa Monitoramento por Satélite. «Rio Grande do Norte». Consultado em 21 de julho de 2011. Cópia arquivada em 27 de fevereiro de 2011 
  7. a b «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 4 de setembro de 2013 
  8. a b c «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  9. «Título ainda não informado (favor adicionar)». tupi.fflch.usp.br 
  10. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.335
  11. a b c d e f g h i j k «CANGUARETAMA» (PDF). IDEMA/RN. Consultado em 13 de setembro de 2011. Cópia arquivada em 29 de outubro de 2011 
  12. «Venha vivenciar a história do Engenho de Cunhaú». Consultado em 13 de setembro de 2011 
  13. «Histórico» (PDF). Biblioteca IBGE. Consultado em 13 de setembro de 2011. Cópia arquivada em 30 de outubro de 2011 
  14. «Distância entre Canguaretama e Brasília». Consultado em 20 de julho de 2014 
  15. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 29 de março de 2019. Cópia arquivada em 19 de setembro de 2017 
  16. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Divisão Territorial Brasileira 2016». Consultado em 29 de março de 2019 
  17. «Mapa Exploratório-Reconhecimento de solos do município de Canguaretama, RN» (PDF). Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Consultado em 20 de julho de 2014. Cópia arquivada em 20 de julho de 2014 
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  19. «Climate Summary» (em inglês). Weatherbase. Consultado em 22 de fevereiro de 2014 
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