Apodi

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Apodi
  Município do Brasil  
Vista parcial do centro de Apodi
Vista parcial do centro de Apodi
Símbolos
Bandeira de Apodi
Bandeira
Brasão de armas de Apodi
Brasão de armas
Hino
Lema Poty, Pody, Apodi
Apelido(s) "Terra dos Índios Tapuias Paiacus"
"Terra do Lajedo de Soledade"
"Terra da Água Mineral"
"Apodisney"
Gentílico apodiense
Localização
Localização de Apodi no Rio Grande do Norte
Localização de Apodi no Rio Grande do Norte
Mapa de Apodi
Coordenadas 5° 39' 50" S 37° 47' 56" O
País Brasil
Unidade federativa Rio Grande do Norte
Região intermediária[1] Mossoró
Região imediata[1] Mossoró
Municípios limítrofes Governador Dix-Sept Rosado (ao norte), Felipe Guerra e Caraúbas (a leste), Umarizal e Riacho da Cruz (ao sul), Tabuleiro do Norte, Alto Santo e Potiretama (a oeste), Itaú e Severiano Melo (ao sudoeste)
Distância até a capital 339 km
História
Fundação 19 de abril de 1680 (341 anos)[2]
Emancipação 23 de março de 1835 (186 anos)[2]
Administração
Distritos
Prefeito(a) Alan Silveira (MDB, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [3] 1 602,477 km²
População total (2017) 35 874 hab.
 • Posição RN: 13º
Densidade 22,4 hab./km²
Clima Semiárido (Bsh)
Altitude 67 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[4]) 0,639 médio
 • Posição RN: 32°
PIB (IBGE/2018) R$ 251 686,045 mil
PIB per capita (2018/IBGE) R$ 13 736,01
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Conceição e São João Batista
Sítio www.apodi.rn.gov.br (Prefeitura)
www.camaraapodi.com (Câmara)

Apodi é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte. De acordo com a estimativa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2017, sua população é de 36.323 habitantes. Área territorial de 1 602,477 km². Apodi foi emancipado de Portalegre através da Resolução do Conselho Geral da Província do Rio Grande em 11 de abril de 1833.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Segundo o historiador e folclorista Luís da Câmara Cascudo, o nome Apodi é uma palavra de origem indígena, que teria se originado devido à Chapada do Apodi. Outros historiadores afirmam que o nome significa "coisa firme, altura unida, um planalto, uma chapada".[5]

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros habitantes do Apodi foram os índios Tapuias Paiacus, pertencentes ao grupo étnico cultural TARAIRIÚ. Seguido por Alonso de Hojeda, almirante de Espanha, e seus companheiros de viagem: João de la Cosa e Américo Vespúcio, que chegaram à desembocadura do rio Apodi no dia 24 de junho de 1499, tomando estas terras o nome de Missão de São João do Apodi. Por mais de século e meio ficaram estas terras abandonadas. A colonização na "Ribeira do Apodi" tivera início, com a concessão de sesmarias, em 19 de abril de 1680, aos irmãos Manoel Nogueira e sua mulher D. Maria de Oliveira Correia e seu irmão Baltazar Nogueira, que ali se estabeleceram com fazendas agropecuárias. 

Na vigência da "Sublevação Geral" dos índios potiguares e tapuias (1687-96), os irmãos Nogueira e seus familiares foram obrigados ao abandono de suas propriedades, só regressando anos depois, sendo Manoel Nogueira nomeado capitão-mor. As terras do Apodi foram bem exploradas e o local experimentou vivo surto de desenvolvimento, devido à catequese dos índios paiacus, aldeados na "Aldeia do Apodi", que foi núcleo originário da atual cidade. Em 1761, foi extinta a Missão do Apodi, transferidos os índios, criada a Freguesia das Várzeas do Apodi, com sede na antiga missão. O Município surgiu em 1833, desmembrado do de Portalegre. 

A criação do Distrito data de 1766. O Município, criou-o, com território desmembrado de Portalegre, a Resolução do Conselho do Governo da Província, de 11 de abril de 1833, confirmada pela Lei provincial n.° 18, de 23 de março de 1835. Apodi obteve foros de Cidade pela Lei provincial n.° 988, de 5 de março de 1887. É sede de Comarca, de segunda entrância com 4 termos: Felipe Guerra, Severiano Melo; Rodolfo Fernandes e Itaú. 

Geografia[editar | editar código-fonte]

Município de Apodi, em vermelho, e vizinhos, em azul (Rio Grande do Norte) e verde (Ceará)

De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017,[6] Apodi pertence às regiões geográficas intermediária e imediata de Mossoró.[1] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião da Chapada do Apodi, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Oeste Potiguar.[7]

Com 1 602,477 quilômetros quadrados (km²) de área,[3] Apodi é o segundo maior município do estado em tamanho territorial, depois de Mossoró. Seu território é constituído pela sede e mais três distritos: Córrego, Melancias e Soledade, sendo os dois últimos criados em 1997[8][9] e o primeiro em 2017.[10] Limita-se com os municípios de Governador Dix-Sept Rosado e Felipe Guerra ao norte; Umarizal, Itaú e Severiano Melo ao sul; Caraúbas e Felipe Guerra a leste; Severiano Melo, Itaú e o estado do Ceará (Tabuleiro do Norte, Alto Santo e Potiretama) a oeste.[11] Apodi dista 339 quilômetros (km) de Natal, capital estadual,[12] e 2 188 km de Brasília, capital federal.[13]

O relevo do município, com altitudes inferiores a cem metros, está inserido na Chapada do Apodi, que abrange terras planas com tendência ligeira à elevação, formadas por sedimentos cortados pelo rio Apodi/Mossoró, e na Depressão Sertaneja-São Francisco, que compreende uma série terrenos de menor altitude, de transição entre o Planalto da Borborema e a Chapada do Apodi. Apodi está situado em uma área de abrangência de terrenos da Bacia Potiguar e do embasamento cristalino. Na sede encontram-se rochas da Formação Açu, formadas durante a Idade Cretácea Inferior, há cerca de 120 milhões de anos. Nos vales dos leitos dos Rios Apodi e Umari encontram-se as planícies fluviais, formadas por depósitos aluvionares compostos de areias e cascalhos e sujeitos a inundações. No norte do município encontram-se rochas sedimentares formadas por calcário, com idade aproximada de oitenta milhões de anos, formadas na Idade Cretácea Superior. Na porção sul localizam-se as rochas do embasamento cristalino, mais antigas, formadas na Idade Pré-Cambriana há cerca de um bilhão de anos.[11]

Os tipos de solo predominantes são o cambissolo eutrófico, característico de terrenos planos, apresentando textura formada por argila, alto nível de fertilidade e drenagem entre boa e moderada; o podzólico vermelho amarelo equivalente eutrófico, em áreas de relevo suave e ondulada, com fertilidade entre média a alta, textura média e drenagem entre boa e moderada; e a rendzina, altamente fértil, argiloso e nível de drenagem entre imperfeito e moderada. Também existem os solos aluvionais, o luvissolo ou bruno não cálcico, o regossolo e o vertissolo.[11][14] Esses solos são cobertos pela vegetação da caatinga hiperxerófila, com espécies de plantas de pequeno porte adaptadas a longos períodos secos, como o facheiro, o faveleiro, a jurema-preta, o marmeleiro, o mufumbo e o xique-xique, além de cactáceas. Há também o carnaubal, cuja espécie predominante é a carnaúba. O município possui ainda três áreas de conservação ambiental, sendo que a maior delas é Soledade, com área de 1 081 ha, seguida pela Aurora da Serra (362 ha) e pela Lagoa do Clementino (253,7 ha).[11]

Vertedouro da barragem de Santa Cruz, o segundo maior reservatório do Rio Grande do Norte, com sangradouro ao fundo

Apodi possui todo o seu território inserido na bacia hidrográfica do Rio Apodi-Mossoró, sendo cortado por esse rio e um de seus afluentes, o Rio Umari. O principal reservatório do município é a Barragem Santa Cruz, oficialmente Barragem Governador Aluízio Alves, com capacidade para 599 712 000 de metros cúbicos de água (m³) e o segundo maior do Rio Grande do Norte, depois da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, em Assu. Foi construído entre 1999 e 2002, sendo que sua bacia hidrográfica cobre uma área de 4 264 km².[15][16] Outros reservatórios do município, com capacidade igual ou superior a 100 000 m³, são Melancias (1 000 000 m³), Arção (800 000 m³), Lagoa Rasa (500 000 m³), Carnaúba Seca (116 000 m³), Mulungu (100 000 m³) e Boa Vista (100 000 m³). Os principais riachos são da Barra, João Dias e Melancias.[11]

Clima[editar | editar código-fonte]

Maiores acumulados de precipitação em 24 horas
registrados em Apodi por meses (INMET)[17]
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 97,6 mm 15/01/1987 Julho 77,4 mm 17/07/2011
Fevereiro 102 mm 18/02/2017 Agosto 66,9 mm 02/08/2000
Março 107,6 mm 27/03/1987 Setembro 24,9 mm 05/09/1978
Abril 126,2 mm 26/04/1979 Outubro 26,4 mm 20/10/2011
Maio 152,8 mm 05/05/1975 Novembro 53,8 mm 07/11/1989
Junho 61 mm 22/06/2013 Dezembro 67,6 mm 29/12/1967
Período: 01/01/1963 a 31/05/1990 e 01/10/1997-presente

O clima de Apodi é semiárido, do tipo Bsh na classificação climática de Köppen-Geiger, cujas principais características são a baixa nebulosidade, chuvas concentradas em poucos meses do ano, forte insolação e temperaturas elevadas, o que ocasiona em elevados índices de evaporação e grande déficit hídrico.[18][19][20] Apodi apresenta um dos mais altos índices de insolação do Brasil, ultrapassando 3 100 horas/ano. Os meses mais chuvosos são março e abril.[21]

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1963 a 1990 e a partir de 1997, a menor temperatura registrada em Apodi foi de 15,2 °C em 1° de setembro de 1975 e a maior atingiu os 40 °C em 7 de dezembro de 1966. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 152,8 mm em 5 de maio de 1975.[17]

Outros acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram 126,2 mm em 26 de abril de 1979, 118,3 mm em 26 de abril de 1985, 107,6 mm nos dias 27 de março de 1987 e 8 de março de 2006, 105,4 mm em 15 de abril de 2000, 103,5 mm em 9 de abril de 2018, 102 mm em 18 de fevereiro de 2017, 101,4 mm em 9 de fevereiro de 1966, 101,3 mm em 23 de abril de 2009, 100,2 mm em 28 de fevereiro de 2011 e 100 mm em 5 de março de 2002. Abril de 1985, com 501,3 mm, foi o mês de maior precipitação.[17]

Dados climatológicos para Apodi
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 39,4 38,5 38,4 37,2 36,7 36,3 39,6 37,5 38,2 39,3 39 40 40
Temperatura máxima média (°C) 34,9 33,9 33,1 32,1 32 32 32,9 33,8 35,2 36,2 36,3 35,9 34
Temperatura mínima média (°C) 24,3 24,1 24,1 24 23,6 22,9 22,6 22,5 22,9 23,4 23,7 24,2 23,5
Temperatura mínima recorde (°C) 19,9 19,3 20,4 20,4 19,7 17,7 17,2 17,4 15,2 17,2 18,6 19,6 15,2
Precipitação (mm) 99,3 117 172,3 212,7 102,6 49,4 31,2 22,2 2,1 0,9 3,2 16,7 829,6
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 6 9 12 14 9 5 3 2 0 0 1 2 64
Umidade relativa compensada (%) 72,3 77,7 82,6 85,4 84 79,4 73,2 69,3 - 64 63,2 66,9 -
Horas de sol 244,6 221,4 236,9 239,3 255,9 240,6 260,3 289,8 291,7 309,6 299,5 274,1 3 163,7
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[21] recordes de temperatura: 01/01/1963 a 31/05/1990 e 01/10/1997-presente)[17]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
18726 638
19008 170
192012 36951,4%
194016 58034,0%
195020 30322,5%
196017 607−13,3%
197021 05619,6%
198027 54030,8%
199131 17513,2%
200034 1749,6%
201034 7631,7%
Est. 202035 8743,2%
Fonte: IBGE[22]

A população de Apodi no censo demográfico de 2010 era de 34 763 habitantes, sendo o décimo-terceiro município em população do Rio Grande do Norte e o 885° do Brasil, apresentando uma densidade demográfica de 21,69 hab./km².[23] Apesar disso, quase metade dos habitantes (49,57%) residiam na zona rural. Ao mesmo tempo, 50,02% da população eram do sexo masculino e 49,98% do sexo feminino,[24] tendo uma razão de sexo de 99,94.[25] Quanto à faixa etária, 69,57% da população tinham entre 15 e 64 anos, 22,33% menos de quinze anos e 8,1% 65 anos ou mais.[26]

Conforme pesquisa de autodeclaração do mesmo censo, 52,03% dos habitantes eram pardos, 44,54% brancos, 2,59% pretos e 0,84% amarelos.[27] Todos os habitantes eram brasileiros natos[28] sendo 82,57% naturais do município, dos 95,2% nascidos no estado.[29] Dentre os 4,8% da população naturais de outras unidades da federação, os estados com o maior percentual de residentes eram o Ceará (2,55%), a Paraíba (0,91%) e São Paulo (0,37%).[30]

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição e São João Batista

Ainda segundo o mesmo censo, 79,59% dos habitantes eram católicos apostólicos romanos, 14,44% protestantes, 0,23% espíritas e 0,03% testemunhas de Jeová. Outros 4,63% não tinham religião, 0,12% seguiam outras religiosidades cristãs, 0,9% não possuíam religião determinada e 0,06% não souberam.[31] Apodi possui como padroeiros Nossa Senhora da Conceição e São João Batista, cuja paróquia é uma das mais antigas da Diocese de Mossoró, criada em 3 de fevereiro de 1766.[32] Existem também alguns credos protestantes ou reformados, sendo a Assembleia de Deus a maior delas.[31]

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) do município é considerado médio, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Segundo dados do relatório de 2010, divulgados em 2013, seu valor era 0,639, estando na 32ª posição a nível estadual e na 3 312ª colocação a nível nacional. Considerando-se apenas o índice de longevidade, seu valor é 0,747, o valor do índice de renda é 0,611 e o de educação 0,571.[4] No período de 2000 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até R$ 140 reduziu 44,83%, porém o índice de Gini, que mede a desigualdade social, aumentou de 0,541 para 0,551. Em 2010, 68,55% da população viviam acima da linha de pobreza, 17,05% entre as linhas de indigência e de pobreza e 14,4% abaixo da linha de indigência. No mesmo ano, os 20% mais ricos eram responsáveis por 58,53% do rendimento total municipal, ao passo que os 20% mais pobres detinham apenas 2,72%.[33][34]

Política[editar | editar código-fonte]

A administração municipal se dá pelos poderes executivo e legislativo, sendo o primeiro representado pelo prefeito e seu secretariado, e o segundo pela câmara municipal, formada por treze vereadores eleitos por meio do sistema proporcional para legislaturas de quatro anos. Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias).[35] O primeiro prefeito constitucional de Apodi, após a criação do cargo em 1928, foi Francisco Ferreira Pinto, que ocupou o cargo até outubro de 1930,[36] e o atual é Alan Jefferson da Silveira Pinto, eleito em 2016 e reeleito em 2020.

O município se rege por sua lei orgânica, promulgada em 5 de abril de 1990 e alterada por emendas posteriores,[35] e possui uma comarca do poder judiciário estadual, de segunda entrância, cujos termos são Felipe Guerra, Itaú, Rodolfo Fernandes e Severiano Melo.[37] Apodi pertence à 35ª zona eleitoral do Rio Grande do Norte e possuía, em dezembro de 2020, 27 895 eleitores, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que representa 1,186% do eleitorado estadual.[38]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Museu Rural do Lajedo de Soledade

Museus[editar | editar código-fonte]

  • Museu Rural do Lajedo de Soledade
  • Museu do Índio Luiza Cantofa
  • Museu do Livro de Apodi

Turismo[editar | editar código-fonte]

Lajedo de Soledade, um dos sítios arqueológicos mais importantes do Brasil

O Sítio Arqueológico do Lajedo de Soledade, um dos sítios arqueológicos mais importantes do Brasil, está localizado na Chapada do Apodi. Já foi tema de documentário na BBC de Londres, Reino Unido. Ocupou páginas de revistas e jornais de circulação nacional e internacional. Foi tema de inúmeras reportagens na TV e em vários outros veículos de comunicação do Brasil. 

De acordo com a Fundação dos Amigos do Lajedo de Soledade, entidade que mantém o local, o lugar chega a receber cerca de sete mil visitantes por ano, a maioria estudantes, professores, pesquisadores e cientistas. O sítio arqueológico por milhões de anos já foi mar e, por isso, é possível encontrar animais marinhos fossilizados na região do Lajedo, como ostras, caramujos, estrelas e ouriços-do-mar, de 90 milhões de anos.

Segundo pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), foram encontrados fósseis de animais pré-históricos, como o bicho-preguiça, tatus gigantes, mastodontes e tigres-de-dente-desabre que viviam no Nordeste no período Glacial, além de pinturas rupestres. O Lajedo conta com um museu, o acervo é composto por painéis fotográficos, maquetes e utensílios de pedras usados pelos índios que habitavam a região.

Religiosidade[editar | editar código-fonte]

Espetáculo "O Auto de São João Batista"

Na Igreja Católica, as festas religiosas tradicionais em Apodi são: a de São João Batista, realizada em 24 de junho, e a de Nossa Senhora da Conceição, celebrada no dia 08 de dezembro. Apodi apresenta, desse modo, particularidade de possuir dois padroeiros. Durante a programação dos festejos alusivos ao padroeiro São João Batista, destaca-se o espetáculo "O Auto de São João Batista", um dos maiores espetáculos a céu aberto do Estado. O auto é uma apresentação teatral que aborda como temática o martírio: vida e morte do santo padroeiro da paróquia de Apodi, São João Batista. O elenco é formado por artistas apodienses da Associação Raimunda Dantas (ARD) e, ocorre anualmente entre os dias 19 e 20 de junho, no adro da igreja matriz de Apodi.

Bairros[editar | editar código-fonte]

  • Centro
  • Baixa do CAIC
  • Bacurau I
  • Bacurau II
  • Betel
  • Bicentenário
  • Bico Torto
  • Cruz de Almas
  • Cohab
  • Garilândia
  • Independência
  • IPE
  • Lagoa Seca
  • Malvinas
  • Pequé
  • Portal da Chapada
  • Pody dos Encantos
  • São João
  • São José
  • São Sebastião
  • São Vicente
  • Timbaúba do Campo
  • Teimosos

Referências

  1. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. a b Dados gerais do município de Apodi
  3. a b «Área Territorial Brasileira - Consulta por Município». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 15 de janeiro de 2014. Consultado em 2 de setembro de 2014 
  4. a b «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de agosto de 2013 
  5. Caubi (18 de abril de 2014). «Dados históricos de Apodi». Prefeitura de Apodi. Consultado em 2 de setembro de 2014. Cópia arquivada em 2 de setembro de 2014 
  6. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 25 de setembro de 2017. Cópia arquivada em 25 de setembro de 2017 
  7. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1990). «Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas» (PDF). Biblioteca IBGE. 1: 44–45. Consultado em 29 de junho de 2018. Cópia arquivada (PDF) em 25 de setembro de 2017 
  8. «LEI nº 275/97» (PDF). Consultado em 15 de janeiro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 1 de julho de 2021 
  9. «Lei nº 284/97» (PDF). Consultado em 15 de janeiro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 1 de julho de 2021 
  10. «LEI MUNICIPAL Nº 1132/2017 09 DE MAIO DE 2017» (PDF). Consultado em 5 de junho de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 26 de junho de 2021 
  11. a b c d e «APODI» (PDF). Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente. 2008. Consultado em 2 de setembro de 2014. Arquivado do original (PDF) em 3 de março de 2016 
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  13. «Distância entre Brasília e Apodi». Consultado em 2 de setembro de 2014 
  14. «Mapa Exploratório-Reconhecimento de solos do município de Apodi, RN» (PDF). Levantamento Exploratório - Reconhecimento de Solos do Estado do Rio Grande do Norte. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. 1971. Consultado em 2 de setembro de 2014. Cópia arquivada (PDF) em 29 de junho de 2018 
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  19. «Clima». Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Consultado em 22 de agosto de 2014. Cópia arquivada em 1 de novembro de 2014 
  20. «O Semiárido». Consultado em 22 de agosto de 2014. Arquivado do original em 12 de agosto de 2014 
  21. a b INMET. «NORMAIS CLIMATOLÓGICAS DO BRASIL». Consultado em 24 de março de 2018 
  22. IBGE. «Evolução da população, segundo os municípios» (PDF). Consultado em 1 de julho de 2021 
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  27. IBGE (2010). «Tabela 2093 - População residente por cor ou raça, sexo, situação do domicílio e grupos de idade - Características Gerais da População». Consultado em 1 de julho de 2021 
  28. IBGE (2010). «Tabela 1497 - População residente, por nacionalidade». Consultado em 1 de julho de 2021 
  29. IBGE (2010). «Tabela 1505 - População residente, por naturalidade em relação ao município e à unidade da federação». Consultado em 1 de julho de 2021 
  30. IBGE (2010). «Tabela 631 - População residente, por sexo e lugar de nascimento». Consultado em 1 de julho de 2021 
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