Imigração congolesa no Brasil

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República Democrática do Congo Congolês-brasileiros Brasil
População total

Número incerto, mais de 800 pedidos de refúgio[1]

Regiões com população significativa
São Paulo e Rio de Janeiro
Línguas
Português brasileiro, francês, lingala e línguas regionais congolesas
Religiões
Predominantemente cristã

A imigração congolesa no Brasil é um fato novo. A maioria dos congoleses que vão para o país sul-americano são refugiados, fugindo de conflitos internos, perseguições políticas e até estupros que ocorrem na República Democrática do Congo.[2] Junto com os angolanos e com os guineenses, fazem a maior comunidade de refugiados africanos no Brasil.

Êxodo[editar | editar código-fonte]

Segundo o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), os congoleses são o segundo maior grupo a ter a solicitação de refúgio recepcionada pelo governo do Brasil depois da Síria, com 953 pedidos reconhecidos entre 2007 e 2017, o equivalente a 13% dos refúgios acatados neste período. Os congoleses chegam fugindo de uma guerra que gera massacres, mortes a machadadas, estupros, tráfico humano, doenças e desnutrição. O presidente Joseph Kabila, no poder desde 2001, se recusa a deixar mesmo que seu mandato ter acabado no fim de 2016.

Vida no Brasil[editar | editar código-fonte]

A grande maioria dos congoleses moram no Estado do Rio de Janeiro e na cidade do Rio de Janeiro devido a condição financeira que chegam ao Brasil a maioria vive em favelas, onde acabam trocando a opressão em seu país para enfrentar uma rotina de violência e tiroteios no Rio. Estão concentrados na região histórica de Brás de Pina, na zona norte, em maioria na favela Cinco Bocas; em Barros Filho, também na zona norte; e em Duque de Caxias e no Jardim Gramacho, na Baixada Fluminense. O grupo de congoleses têm dificuldade de alcançar bons empregos, mesmo que tenha tido boa educação em casa. Para osmesmos, as vagas reservadas são nas áreas de limpeza, construção civil, carregador.[3] Os congoleses residentes no Brasil vivem dificuldades, como tiroteios, racismo, falta de assistencialismo, saúde e trabalho, porém, resistem e mantém suas tradições intactas para lembrar de sua terra natal.[4]

Referências