Demografia da Região Centro-Oeste do Brasil

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Com uma população de cerca de 16 milhões de habitantes, o Centro-Oeste, é a região menos populosa e possui a segunda menor densidade populacional. Por esse motivo, apresenta algumas concentrações urbanas e grandes vazios demográficos.

Povoamento[editar | editar código-fonte]

As primeiras estradas e vilas criadas na região foram obras dos bandeirantes que, durante os séculos XVII e o XVIII, desbravaram territórios à procura de minérios ou para capturar indígenas. Mas o efetivo povoamento regional somente começou quando o desenvolvimento do Sudeste fez surgir um forte mercado consumidor para a pecuária e a agricultura na parte sul da região.

Em 1935, Goiânia foi construída para ser a nova capital de Goiás, o que se tornou um atrativo ao povoamento da área. Outros municípios foram crescendo em importância, como Anápolis, por exemplo, ligada a Minas Gerais através de várias rodovias e ferrovias. A construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, concluída em 1950, que liga Bauru, em São Paulo, a Corumbá, em Mato Grosso do Sul, facilitou o escoamento dos produtos e consolidou o desenvolvimento de todo o extremo sul de Goiás e de Mato Grosso.

A parte nordeste da região, até o início da década de 1960, permanecia praticamente selvagem e mal conhecida pelo homem, até que a construção de Brasília e a abertura de estradas — como a Rodovia Belém-Brasília, por exemplo — acabaram atraindo contingentes de migrantes de todo o Brasil para o Planalto Central.

Perfil populacional[editar | editar código-fonte]

Etnias[editar | editar código-fonte]

Cor/Raça (2006)[1]
Branca 50,5%
Parda 43%
Preta 5,7%
Indígena e amarela 0,8%

Entre os tipos humanos característicos do Centro-Oeste estão: o vaqueiro do Pantanal, o boiadeiro de Goiás, os peões das fazendas de gado, os garimpeiros, os índios com as suas múltiplas formas de cultura como a influência sulista no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e nordestina no Distrito Federal.

De acordo com estudos autossômicos realizados, a ancestralidade europeia responde por 66,30% da herança da população, a ancestralidade africana responde por 21,70% da e a herança indígena, 12,00%.[2] A composição (ancestralidade) da população de Goiás como um todo encontra-se assim descrita: 83,70% europeia, 13,30% africana e 3,0% indígena.[3] E a do Mato Grosso do Sul: 73,60% europeia, 13,90% africana e 12,40% indígena.[3]

Migrações internas[editar | editar código-fonte]

Um importante grupo do Centro-Oeste é o grupo dos sulistas (gaúchos, catarinenses, paranaenses) que se instalaram sobretudo no sul de Mato Grosso do Sul. Na região, foram os responsáveis pela organização da agricultura, abriram rodovias, montaram serrarias, fundaram vilas e municípios.

A expansão agrícola, boas estradas e oportunidades de progresso relativamente rápido são fatores responsáveis por essa atração. O Centro-Oeste formou sua população com migrantes vindos de todas as demais regiões do país, caracterizando-se assim pela heterogeneidade humana. Entretanto, há equilíbrio entre a porcentagem de brancos (50,1%), concentrados sobretudo no sul, e a de mestiços (46,3%), principalmente mamelucos, encontrados nas partes norte e central. As outras etnias compõem os restantes 3,6% da população.

Grupos indígenas[editar | editar código-fonte]

A presença indígena é muito intensa no Centro-Oeste. Habitam numerosas tribos inóspitas e em algumas reservas e parques indígenas que podem ser citados: o Parque Indígena do Xingu, que reúne cerca de 20 tribos diferentes, o Parque Indígena do Araguaia, na ilha do Bananal, a Reserva Indígena Xavante e a Reserva Indígena Parecis.

Os índios se dedicam, em geral, a agricultura, pecuária, artesanato, garimpagem, caça e pesca. Mas sofrem com as frequentes invasões de seus territórios.

Urbanização[editar | editar código-fonte]

Distribuição populacional e densidade demográficas[editar | editar código-fonte]

A distribuição populacional na região é bastante desigual, havendo concentração da população. Há uma diferença notável entre a parte norte, praticamente vazia, e a parte sul, onde se localizam os maiores municípios e também as áreas mais expressivas demograficamente. O estudo da população apoia-se em alguns fatores demográficos fundamentais, que influenciam o crescimento populacional.

Unidade Federativa População (2017[4]) Densidade demográfica (hab/km²) - IBGE/2010 Municípios
Distrito Federal 3.039.444 444,66[5] 1
Goiás 6.778.772 17,65[6] 246
Mato Grosso 3.344.544 3,36[7] 141
Mato Grosso do Sul 2.713.147 6,86[8] 79
Região Centro-Oeste 15.875.907 9,75[5] 466

Principais municípios[editar | editar código-fonte]

Abaixo os maiores municípios em população da região e por estado.

 Goiás[editar | editar código-fonte]

 Mato Grosso[editar | editar código-fonte]

 Mato Grosso do Sul[editar | editar código-fonte]

Regiões Metropolitanas[editar | editar código-fonte]

Com 15.660.988 habitantes, conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2016[13], a Região Centro-Oeste é pouco povoada, porém a mesma possui duas regiões metropolitanas e uma RIDE. São elas:

Além de Possuir:

Referências

  1. «PNAD» (PDF). 2006. Consultado em 18 de maio de 2008. 
  2. «Untitled Document». Consultado em 29 de dezembro de 2010. 
  3. a b «Título ainda não informado (favor adicionar)». bdtd.bce.unb.br 
  4. «- IBGE» (PDF). ftp.ibge.gov.br 
  5. a b «Estados@». www.ibge.gov.br. Consultado em 1 de outubro de 2016. 
  6. «Estados@». www.ibge.gov.br. Consultado em 1 de outubro de 2016. 
  7. «Estados@». www.ibge.gov.br. Consultado em 1 de outubro de 2016. 
  8. «Estados@». www.ibge.gov.br. Consultado em 1 de outubro de 2016. 
  9. «ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2016». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 30 de agosto de 2016. Consultado em 30 de setembro de 2016. 
  10. «ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NO BRASIL E UNIDADES DA FEDERAÇÃO COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 24 de novembro de 2016. 
  11. «Estimativa Populacional 2018» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2018. Consultado em 2 de setembro de 2018. 
  12. «Estimativa populacional 2017». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – Seção Cidades. Setembro de 2017. Consultado em 19 de setembro de 2017. 
  13. «IBGE :: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística». www.ibge.gov.br. Consultado em 1 de outubro de 2016. 
  14. «Goiás tem mais de 6,6 milhões de habitantes, diz IBGE». Jornal O Hoje. Consultado em 1 de outubro de 2016. 
  15. «MT tem população estimada de mais de 3,3 milhões de pessoas, diz IBGE». 30 de agosto de 2016. Consultado em 1 de outubro de 2016. 
  16. «IBGE divulga as estimativas populacionais dos municípios em 2016». 30 de agosto de 2016. Consultado em 1 de outubro de 2016.