Campo Novo do Parecis

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Município de Campo Novo do Parecis
"Celeiro Nacional da Produção"
Salto Utiariti

Salto Utiariti
Bandeira de Campo Novo do Parecis
Brasão de Campo Novo do Parecis
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 4 de julho de 1988 (28 anos)
Gentílico camponovense
Prefeito(a) Mauro Valter Berft
(2013–2016)
Localização
Localização de Campo Novo do Parecis
Localização de Campo Novo do Parecis no Mato Grosso
Campo Novo do Parecis está localizado em: Brasil
Campo Novo do Parecis
Localização de Campo Novo do Parecis no Brasil
13° 40' 30" S 57° 53' 31" O13° 40' 30" S 57° 53' 31" O
Unidade federativa  Mato Grosso
Mesorregião Norte Mato-grossense IBGE/2008 [1]
Microrregião Parecis IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Brasnorte, Nova Maringá, Tangará da Serra, Nova Marilândia, Diamantino e Sapezal
Distância até a capital 384 5 km
Características geográficas
Área 9 448,384 km² [2]
Distritos Itamarati Norte e Marechal Cândido Rondon
População 31 171 hab. (MT 22º) –  Censo IBGE/2010[3]
Densidade 3,3 hab./km²
Altitude 572 m
Clima Equatorial e Tropical Quente e Úmido
Fuso horário UTC−4
Indicadores
IDH-M 0,809 muito alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 1 380 144,307 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 59 412,15 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura www.camponovodoparecis.mt.gov.br

Campo Novo do Parecis é um município do estado de Mato Grosso, na Região Centro-Oeste do Brasil. Localiza-se a uma latitude 13º40'31" sul e a uma longitude 57º53'31" oeste, estando a uma altitude de 572 metros. Sua população estimada em 2014 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é de 31 171 habitantes. Maior produtor nacional de girassol e pipoca, possui cerca de 42% do território destinado às safras de grãos. [6] Possui uma área de 9 448,384 quilômetros quadrados.

História[editar | editar código-fonte]

A história do município de Campo Novo do Parecis, a princípio, se confunde com a história dos índios Paresi, seus primeiros habitantes conhecidos. As primeiras referências a este povo são do último quartel do século XVII, quando o bandeirante Antônio Pires de Campos, adentrando a região através do rio Sepotuba, atingiu um extenso chapadão, o qual denominou "Reino dos Parecis".

Durante o período de exploração das minas de Cuiabá e Diamantino (século XVIII), as aldeias Paresi constituíram-se em pontos de provisão de mão de obra escrava, uma vez que eram considerados pacíficos e de "fácil trato".

Durante o ciclo da borracha no estado de Mato Grosso (início do século XX), uma das regiões mais ricas em seringais eram os "sertões dos Parecis". Os índios continuaram a ser explorados por seringueiros, que os aproveitaram como guias e, mais tarde, como mão de obra.

Em 1907, o então coronel Cândido Mariano da Silva Rondon passou pela região durante os trabalhos de instalação de linhas telegráficas a oeste de Cuiabá e, em busca do rio Juruena, atingiu o Rio Verde e seguiu para o norte em busca do Salto Utiariti. Rondon, vendo que os índios Paresi estavam sendo explorados na extração da seringa, convenceu-os a se instalarem próximo da linha telegráfica, treinou alguns deles na manutenção da rede e iniciou a construção de uma escola.

Em 1943, era criado, através da Lei Nº 545, de 26 de outubro, o distrito de Utiariti, pertencente ao município de Diamantino. A partir de 1946, Utiariti tornou-se um centro educacional dos grupos indígenas, sob a égide da Missão Anchieta. Na missão, os povos indígenas eram proibidos de falar sua língua e os casamentos entre as diferentes populações eram incentivados, como forma de forçar o abandono das línguas e culturas indígenas e a adoção da língua portuguesa e da cultura não índia.

Uma nova estrada, seguindo o itinerário da antiga linha telegráfica de Rondon, foi construída na década de 1960 e pavimentada na década de 1980, incentivando o desenvolvimento econômico da região.

Durante a década de 1970, houve a abertura de fazendas e a instalação de famílias de migrantes vindos, principalmente, dos estados da Região Sul e Nordeste. Diversas famílias assentaram-se à beira da estrada entre Diamantino e Utiariti. Com o fim da missão indígena, o local prosperou e tornou-se sede do distrito. A Lei Nº 5 315, de 4 de julho de 1988, de autoria do deputado estadual Jaime Muraro, criou o município de Campo Novo do Parecis, desmembrado do município de Diamantino.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Relevo
Chapadão do Parecis.
Topografia
Plana, suavemente ondulada
Vegetação
Amazônia Legal (cerrado, campo cerrado, matas)
Clima
Equatorial e Tropical Quente e Úmido
Temperatura
Média
24°C
Maior Máxima
36°C
Menor Máxima
0°C
Precipitação Pluviométrica
1 900 a 2 400 milímetros por ano
Bacia Hidrográfica
Bacia Amazônica
Hidrografia
  • Rio Sucuruína;
  • Rio do Sangue;
  • Rio Membeca;
  • Rio Verde;
  • Rio Sacre
  • Rio Cravari;
  • Rio Papagaio.

Áreas indígenas[editar | editar código-fonte]

Área total: 2 826 quilômetros quadrados

Aldeias
  • Bacaval;
  • Seringal;
  • Bacaiuval;
  • Sacre II;
  • Quatro Cachoeiras.¹

¹Foi descoberta mais uma cachoeira nas proximidades da Aldeia Três Cachoeiras e, desde então, a Aldeia Três Cachoeiras passou a ser conhecida como Aldeia Quatro Cachoeiras.

Economia[editar | editar código-fonte]

O município possui economia predominantemente agrícola, com destaque para a produção de soja, milho, girassol, algodão, sorgo, e amendoim. O comércio e prestação de serviços também apresentam crescimento expressivo no município. A agroindústria encontra-se em desenvolvimento.

Educação[editar | editar código-fonte]

Pública[editar | editar código-fonte]

A educação concedida pela prefeitura de Campo Novo do Parecis corresponde a um dos mais altos níveis do Estado. Campo Novo do Parecis possui um campus do Instituto Federal de Mato Grosso.

Particular[editar | editar código-fonte]

A educação particular em Campo Novo do Parecis caracteriza-se por altos investimentos, contribuindo para sua aceitação e utilização pública. Há, também, opções de escolas de ensino de língua estrangeira.

Transporte[editar | editar código-fonte]

Aéreo
  • Aeroporto Municipal Homologado
Rodoviário
  • MT 358: Tangará da Serra - Itamarati Norte (Pavimentada)
  • MT 170: Itamarati Norte - Campo Novo do Parecis (Pavimentada)
  • MT 235: Nova Mutum - Campo Novo do Parecis (Pavimentada)
  • BR 364: Diamantino - Itamarati Norte - Campo Novo do Parecis (Asfalto)
  • Nova Fronteira: Campo Novo do Parecis - Sapezal (Pavimentada)
  • Via Campo Novo do Parecis: Campo Novo - Sapezal (Pavimentada)

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
  6. Maior produtor de pipoca e girassol, Campo Novo do Parecis faz 25 anos

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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