Juína

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Município de Juína
"A Rainha da Floresta"
Bandeira indisponível
Brasão de Juína
Bandeira indisponível Brasão
Hino
Aniversário 9 de maio
Fundação 10 de julho de 1979 (39 anos)
Emancipação 9 de maio de 1982 (36 anos)
Gentílico juinense
Prefeito(a) Altir Antonio Peruzzo (PT)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Juína
Localização de Juína em Mato Grosso
Juína está localizado em: Brasil
Juína
Localização de Juína no Brasil
11° 22' 40" S 58° 44' 27" O11° 22' 40" S 58° 44' 27" O
Unidade federativa Mato Grosso
Mesorregião Norte Mato-grossense IBGE/2008 [1]
Microrregião Norte Mato-grossense
Municípios limítrofes Castanheira, Aripuanã, Brasnorte, Comodoro, Sapezal.
Distância até a capital 720 km
Características geográficas
Área 26 251,276 km² (BR: 35º)[2]
População 39 779 hab. estimativa IBGE/2017[3]
Densidade 1,52 hab./km²
Altitude 442 m
Clima Tropical com estação seca Aw
Fuso horário UTC−4
Indicadores
IDH-M 0,749 elevado PNUD/2000 [4]
PIB R$ 432 028,177 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 10 914,76 IBGE/2008[5]

Juína é um município brasileiro do estado de Mato Grosso, na divisa com Rondônia. Situa-se inteiramente dentro do bioma Amazônia e é cidade-pólo da microrregião do Aripuanã.

Origem do nome[editar | editar código-fonte]

Nome de origem indígena, da etnia pareci, de grafia "zui-uína", que significa "rio do gavião". Também há a possibilidade de originar da etnia cinta-larga "ju-hi-iña". A denominação Juína é referência geográfica ao Rio Juína-Mirim.[6]

História[editar | editar código-fonte]

A região foi primeiramente habitada por povos das nações cinta-larga, rikbatsa e ena-wenê-nawê. O território do município de Juína abriga duas enormes áreas indígenas e a população indígena é de 1 008 pessoas [7] e ainda a Estação Ecológica Iquê-Juruena.

O início da povoação aconteceu através da construção da rodovia AR-1, que liga a cidade de Vilhena, no estado de Rondônia, à cidade de Aripuanã, que na década de 1970 era de dificílimo acesso, sendo conhecida por “Terra Esquecida”. Coube à CODEMAT – Companhia de Desenvolvimento de Mato Grosso - a iniciativa do Projeto Juína, pensado inicialmente por um grupo de diretores e funcionários, juntamente com diretores da SUDECO – Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste.

Consta ainda que o engenheiro Gabriel Müller, um entusiasta de Juína, foi um dos autores intelectuais do projeto, através de lei aprovada pelo Congresso Nacional por indicação e influência do então senador Filinto Müller, dando poderes ao estado de Mato Grosso para a licitação da imensa área destinada ao futuro município de Juína. A seguir, dois milhões de hectares foram vendidos, principalmente para ruralistas do sul do país.

À prefeitura do município de Aripuanã, para fins agrícolas, foram cedidos 117 000 ha. às margens do rio Juruena, tendo como referência a antiga vila de Fontanilhas e mais 65 000 ha, às margens do rio Aripuanã. A colonização de Juína começou a partir de 1978, quando inúmeras famílias, especialmente do centro-sul do país, migraram para esta região. Em l976, os trabalhos de construção da AR-l estavam a todo vapor, salvo os problemas naturais de períodos de chuvas.

Em 23 de janeiro deste mesmo ano, ocorreu uma reunião no distrito de Fontanilhas, às margens do Juruena, tendo como palco o hotel Fontanilhas, que foi construído a mando do governador José Fragelli. Desta reunião participaram diretores da Sudeco e Codemat. Deste encontro surgiu a ideia de se formalizar o Projeto Juína, que previa a implantação de uma cidade no meio da selva amazônica. Identificadas às terras de maior fertilidade, definiu-se a área do projeto com aproximadamente 411 000 ha, na região do Alto Aripuanã e Juína-Mirim, do quilômetros 180 ao 280 da rodovia AR-1. O projeto elaborado em 1977 teve sua aprovação pelo INCRA através da portaria nº 904, de 19 de setembro de 1878.

O engenheiro Hilton Campos, detentor de grandes méritos da criação e colonização de Juína, não mediu esforços para levar os primeiros sinais de progresso à “Rainha da Floresta”, termo pelo qual é conhecida a cidade. O projeto original previa a divisão da cidade em módulos. Cada módulo tinha 35 hectares, incluindo ruas e projetos urbanístico. Os lotes mediam 12 m x 40 m. e depois passaram a 15 m x 40 m. O projeto que resultou no surgimento de Juína foi considerado o maior êxito de colonização da Codemat. Em virtude do crescimento acelerado e acentuado, em 10 de junho de 1979, foi criado o distrito de Juína, com território jurisdicionado ao município de Aripuanã.

Juína passou a município em 9 de maio de 1982, com área de quase 30 mil quilômetros quadrados, desmembrado do município de Aripuanã. A instalação foi no dia 31 de janeiro, sendo primeiro prefeito eleito o professor Orlando Pereira. O setor agropecuário sofreu um duro golpe, pois a falta de operacionalidade da Cooperjuína – Cooperativa Agropecuária Mista de Juína, que foi fundada em 1980 e no ano de 1988, contava com 2 335 associados, permitiu esta situação. Em 1988, foi criada a Delegacia Regional de Educação de Juína. A partir de 1976, foram descobertas ricas jazidas diamantíferas na região, através de pesquisas identificadas pela SOPEMI – Sociedade de Pesquisas Minerais e pelo Projeto RADAMBRASIL. O garimpo de diamantes acabou fazendo história em Juína.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A sede do município situa-se nas coordenadas aproximadas de latitude 11º22'42" sul e a uma longitude 58º44'28" oeste, estando a uma altitude de 442 metros.

O município de Juína localiza-se a noroeste do estado a 720 quilômetros da capital, Cuiabá. Foi criado a partir de um projeto implementado pela Companhia de Desenvolvimento de Mato Grosso, CODEMAT, no ano de 1976, com objetivo de expansão das fronteiras agrícolas e ocupação de áreas até então pertencentes a povos indígenas naturais da região.

Sua localização é privilegiada considerando que é polo regional dos municípios de Brasnorte, Castanheira, Juruena, Cotriguaçu, Colniza, Aripuanã e Rondolândia.

Possui uma extensão territorial é de 26 190 km² dos quais 60% pertencem a reservas indígenas, e a área remanescente foi repartida em lotes, vendidos à população vinda das diferentes partes do País, principalmente dos estados do Sul do Brasil. Os lotes foram distribuídos de acordo com a fertilidade das terras, sendo que os lotes mais próximos ao núcleo foram distribuídos aos pequenos agricultores e os lotes maiores e terras menos produtivas para desenvolvimento da pecuária industrial.

A população, estimada em 2017, era de 39 779 habitantes distribuídos na zona rural e urbana. Seu clima é tropical com duas estações climáticas bem definidas - período das chuvas e período da seca.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia do município tem sofrido várias transformações mas prevalece a exploração industrial extrativista e agropecuarista. Prioritariamente a economia se baseou no extrativismo vegetal - extração de madeiras nobres da região; extrativismo mineral com exploração de diamantes e agricultura de subsistência. A pecuária também tem grande importância no desenvolvimento econômico de Juína e região, com numeroso rebanho bovino.

O município promove atividades de lazer, como o festival de pesca nas margens do Rio Juruena (Fontanilhas), Festa e Exposição Agropecuária - EXPOJU, Carnaval de Rua, Rodeio Indoor de Dom Bosco, entre outras.

Ensino[editar | editar código-fonte]

Juína possui com uma população jovem com mais de 10 mil estudantes no ensino fundamental e médio. Atualmente estão sendo oferecidos cursos superiores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), pela Faculdades do Vale do Rio Juruena (Ajes), e pela Universidade Salgado de Oliveira, Universidade Paulista (UNIP).

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) está presente neste município e oferece cursos de aprendizagem, aperfeiçoamento, qualificação, habilitação e serviços técnicos e tecnológicos.

Esporte[editar | editar código-fonte]

No esporte, destaca-se em modalidades como handebol, vôlei, atletismo e futsal, esporte que a consagrou como tricampeã da Taça Centro América em 2012. Sediou os Jogos Regionais Estudantis e Adultos.

Projeção na mídia[editar | editar código-fonte]

Juína teve uma divulgação muito positiva nas eleições gerais de 2006, quando o juiz Geraldo Fidelis comandou ação "Juína Bom Exemplo". Esta campanha ganhou destaque nacional, obtendo uma adesão de 100% de mesários voluntários no município; chegando inclusive a serem dispensados vários voluntários inscritos para mesários.

Referências

  1. «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  3. «Estimativa populacional 2017 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 30 de agosto de 2017. Consultado em 12 de janeiro de 2018. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 
  6. Ferreira, João Carlos Vicente - Mato Grosso e seus Municípios,Editora Buriti, 2001
  7. http://indigenas.ibge.gov.br/mapas-indigenas

Ligações externas[editar | editar código-fonte]