Nova Xavantina

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Município de Nova Xavantina
Bandeira de Nova Xavantina
Brasão de Nova Xavantina
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 14 de abril de 1944
Gentílico nova xavantinense
Prefeito(a) João Batista Vaz da Silva (PSD)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Nova Xavantina
Localização de Nova Xavantina em Mato Grosso
Nova Xavantina está localizado em: Brasil
Nova Xavantina
Localização de Nova Xavantina no Brasil
14° 40' 22" S 52° 21' 10" O14° 40' 22" S 52° 21' 10" O
Unidade federativa  Mato Grosso
Mesorregião Nordeste Mato-Grossense IBGE/2008 [1]
Microrregião Canarana IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Barra do Garças, Água Boa, Campinápolis, Cocalinho, Novo São Joaquim,
Distância até a capital 653 km
Características geográficas
Área 5 526,733 km² [2]
População 20 639 hab. estimativa IBGE/2017[3]
Densidade 3,73 hab./km²
Altitude 275 m
Clima Tropical
Fuso horário UTC−4
Indicadores
IDH-M 0,704 elevado PNUD/2010[4]
PIB R$ 221 460,804 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 11 493,71 IBGE/2008[5]

Nova Xavantina é um município brasileiro do estado de Mato Grosso.

História[editar | editar código-fonte]

As primeiras notícias da região que hoje compreende Nova Xavantina vêm de meados do século XVII. Bandeiras como a de Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, e Pires de Campos percorreram a área por volta de 1660, capturando índios para depois vendê-los como escravos.

Estas expedições foram responsáveis pelo surgimento da lenda da Serra dos Martírios, um lugar fantástico indicado por formações geográficas que lembravam os martírios de Cristo, onde haveria muito ouro de superfície. O local descrito pelos bandeirantes nunca foi encontrado, mas rapidamente surgiram pequenas vilas garimpeiras, como a de Araés, ao longo do Rio das Mortes.

Com o fim do ouro de lixiviação, os povoados logo foram abandonados. Somente em 1944, com a chegada da Expedição Roncador-Xingu, começaram a erguer a cidade. Em 28 de fevereiro daquele ano, um dos expedicionários avistou – de cima de um “pau d’óleo”, tipo de árvore típica da região – o Rio das Mortes. Em torno desta árvore foi construído o acampamento de Xavantina, nome escolhido pela Expedição em homenagem aos índios Xavantes, habitantes originais do lugar.

Há quem diga que, durante o governo Getúlio Vargas, o lugar foi cogitado como um dos possíveis locais para a construção da nova capital brasileira.

No ano de 1977 existiam na área, duas cidades distintas (às margens do Rio das Mortes) sendo que na margem direita do rio denominava-se a cidade de Xavantina e a margem esquerda Nova Brasília. A cidade emancipou-se através da Lei nº. 4.176, de 3 de março de 1980, de autoria do Deputado Estadual Ricardo Corrêa, quando realizou-se a fusão dos dois povoados, formando-se o município Nova Xavantina.

Desde a década de 70 a cidade passou por diversas transformações, inclusive no sistema politico. Os sulistas foram fortes desbravadores das áreas de agricultura da região iniciando o forte plantio de arroz, gerando riquezas para a região. A partir da emancipação politica iniciou-se um processo imenso de transformação na cidade.

Infelizmente, quando se iniciou a formação da cidade, a consciência ecológica dos novos habitantes ainda era primária. Assim, muito da biodiversidade foi explorada de modo inadequado. Porém, mesmo assim, a região continua imponente, com vegetação exuberante.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 14º40'24" sul e a uma longitude 52º21'11" oeste, estando a uma altitude de 275 metros. Sua população segundo censo 2010 é de 19.475 habitantes.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1994 a menor temperatura registrada em Nova Xavantina foi de 7,3 °C nos dias 18 de julho de 2000 e 4 de julho de 2003,[6] e a maior atingiu 43,9 °C em 16 de outubro de 2017, superando o recorde anterior de 42,3 °C em 6 de outubro de 2015.[7] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 169 milímetros (mm) em 8 de novembro de 2010. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram 152 mm em 13 de fevereiro de 1998, 129,3 mm em 11 de janeiro de 2011, 116,2 mm em 13 de janeiro de 2013, 111 mm em 4 de fevereiro de 2018, 105,8 mm em 9 de novembro de 2006, 103,1 mm em 12 de março de 2003 e 100,9 mm em 27 de março de 2012.[8] Janeiro de 2004, com 596,7 mm, foi o mês de maior precipitação.[9]

Dados climatológicos para Nova Xavantina
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 39,3 38,5 38,7 38,7 37,5 37,2 37,7 40,7 41,9 43,9 41,3 39,3 43,9
Temperatura máxima média (°C) 31,8 32,2 32,5 33,4 33 33 33,7 35,7 36,5 35,5 33 31,8 33,5
Temperatura média compensada (°C) 25,4 25,5 25,4 25,2 23,4 21,8 21,9 23,7 26,3 27 25,9 25,5 24,8
Temperatura mínima média (°C) 21,5 21,4 21,3 19,9 16,7 14,1 13,5 14,5 18,7 21,1 21,5 21,6 18,8
Temperatura mínima recorde (°C) 18,6 15,9 17,5 10,7 7,7 9,1 7,3 9 10,5 15,1 16,5 18,1 7,3
Precipitação (mm) 292,3 218,8 193,8 67,8 3,6 4,3 1,1 3,7 32,7 111,7 221,6 266,3 1 417,7
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 18 15 15 5 1 0 0 1 4 8 13 17 97
Umidade relativa compensada (%) 87,3 87,5 87,2 83,5 77,7 74,8 68,2 57,2 60,2 71,8 83,6 86,5 77,1
Horas de sol 153,1 149,7 186 244,2 270,7 273,8 288,7 299,7 213,5 188,8 160,5 139,6 2 568,3
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[10] recordes de temperatura: 04/04/1994-presente)[6][7]

Economia[editar | editar código-fonte]

Sua principal atividade é a agropecuária. A cidade possui um centro comercial razoável com diversas lojas, desde materiais de construção, supermercados e farmácias.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Nova Xavantina encontra-se numa posição estratégica para o turismo cercada pela Serra do Roncador entre a cidade de Barra do Garças e Nova Xavantina, a cidade é cortada pelo Rio das Mortes ou também chamado em sua nascente por Rio Manso. Possui um campus da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) no qual funciona os cursos de graduação em Agronomia, Biologia, Turismo e Engenharia Civil, Mestrado e Doutorado Acadêmico em Ecologia e Conservação.

A cidade conta com um hospital municipal e um privado com referencia regional (atende toda a região) e Unidades de posto de saúde nos bairros da cidade, para atendimentos de primeiros socorros. O corpo de bombeiros tem uma base regional instalado na cidade, e são capacitados para pronto atendimentos e outros socorros.

A televisão, o rádio e a internet são os principais meios de comunicação, como:

  • TV Cidade SBT, Canal 09
  • Radio Nova Xavantina AM 710 kHz
  • Radio Roncador FM 104.9 MHz

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  3. «Estimativa populacional 2017 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 30 de agosto de 2017. Consultado em 19 de novembro de 2017. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 2 de agosto de 2013. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 
  6. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura mínima (°C) - Nova Xavantina (Xavantina)». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 26 de junho de 2018. 
  7. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura máxima (°C) - Nova Xavantina (Xavantina)». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 26 de junho de 2018. 
  8. «BDMEP - série histórica - dados diários - precipitação (mm) - Nova Xavantina (Xavantina)». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 26 de junho de 2018. 
  9. «BDMEP - série histórica - dados mensais - precipitação total (mm) - Nova Xavantina (Xavantina)». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 26 de junho de 2018. 
  10. «NORMAIS CLIMATOLÓGICAS DO BRASIL». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 26 de junho de 2018. 
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