Copaifera langsdorffii

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaCopaifera langsdorffii
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Família: Caesalpiniaceae
Subfamília: Caesalpinioideae
Género: Copaifera
Espécie: C. langsdorffii
Nome binomial
Copaifera langsdorffii
Desf.
Commons
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Copaifera langsdorffii Desf.[1], [2]popularmente conhecido como copaíba, copaibeira e pau-de-óleo[3], é uma árvore pertencente à família das Caesalpiniaceae e a subfamília das Leguminosae: Caesalpinioideaeu[4].

Essa espécie popularmente conhecida com antibiótico da mata, é muito utilizada na Amazônia com fins medicinais[5].

O período de frutificação vai de agosto a outubro[6].

No acre a extração do óleo da copaíba vem sendo uma alternativa de diversificar a produção.

Descrição[editar | editar código-fonte]

A madeira é vermelha e usada em marcenaria. As flores são brancas com manchas rosas. O fruto é uma vagem drupácea contendo uma semente[7].

Tende a medir de 5 a 35 metros de altura. Porém, em áreas de cerrado e caatinga sua altura varia de 1,80 a 13 metros de altura, tendo menor porte.

Seu tronco é cilíndrico, curvo e pequeno.

Sua casca é áspera e se desprende facilmente quando a planta ainda é jovem, sua coloração varia do cinza-escuro ao marrom, na parte externa, e avermelhada, na parte interna. Tende a ter 17 mm de espessura.

Sua copa é ampla, porém com pouca folhagem, sendo difícil de ser confundida no meio natural por conta do tom de vermelho que atinge na primavera. Suas folhas medem de 2 a 4,5 cm de comprimento e 1 a 2 cm de largura, quando jovem a planta possui sua folhagem no tom de rosa claro.

Ocorre em lugares com altitude que varia de 15 m, encontrada em terrenos no Rio Grande do Norte e 1.740 m em uma serra em Minas Gerais.

Por se tratar de uma espécie produtora de óleo é indicada para plantação no sistema agroflorestal e em sistemas que sejam atrativas da fauna.

Ocorrência natural[editar | editar código-fonte]

A espécie tem ocorrência no Brasil nos seguintes estados: Bahia, Ceará, Espirito Santo, Goias, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraiba, Paraná, Pernambuco, Piaui, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, São Paulo, Tocantins, Distrito Federal.

Já em escala global ocorre na Argentina,Bolívia e Paraguai.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Copaíba" e "copaibeira" vêm do termo tupi kupa'iwa[8]. "Pau-de-óleo" é uma referência ao óleo extraído de seu caule.

A etimologia referente ao seu gênero científico Copaifera quer dizer “o que traz a copaíba”, já seu nome específico langsdorffii é em tributo ao botânico russo que possui o mesmo nome[4].

Usos[editar | editar código-fonte]

Por ter uma madeira com grande resistência pode ser usada na construção civil, na produção de móveis, peças torneadas (usadas em maquinário).

Mas pode ser usada também como: energia (por conter alto teor de lignina), constituintes químicos (por conter alto teor de um polissacarídeo constituído de glucose, xilose e galactose), uso medicinal caseiro, em cosméticos e no reflorestamento e restauração ambiental[4].

Óleo de copaíba[editar | editar código-fonte]

É a principal utilização da copaíba. Esse óleo é extraído do tronco e para ser retirado é necessário furar o tronco até o cerne, parte interna do tronco formada por células mortas em que não ocorre o transporte de água. Esse óleo extraído da copaíba é utilizado para cosméticos, mas sua utilização foi fortalecida e consagrada com a indústria fitoterápica.

O óleo apresenta características antibióticas, anti-inflamatórias, antissépticas e ajuda na cicatrização. Por isso é muito usado de maneira caseira para cura de pequenas lesões na pele e doenças de garganta e pulmão.

Além do seu uso em cosméticos e fitoterápicos, o óleo pode ser usado como combustível para motores e para fabricação de tintas e vernizes[9].

As propriedades medicinais da planta foram comprovadas e registradas no Food and Drus Administration em 1972, se trata de um órgão norte-americano[10].

Sementes[editar | editar código-fonte]

É indicado colher os frutos quando a abertura é iniciada e as sementes são liberadas, após isso recomenda-se secar ao sol[6].

Reprodução[editar | editar código-fonte]

Mesmo pouco estudada, a região de Lavras, MG, fez estudos na área e mostrou que a espécie é preferencial a reprodução mista.Tem a abelha como polinizador principal da espécie e as aves o principal agente dispersor das suas sementes[11].

Pragas[editar | editar código-fonte]

A copaíba tem intensos ataques envolvendo espécies de cupins e alguns ataques de fungos na plântula[12].

Informações ecológicas[editar | editar código-fonte]

A espécie tem um crescimento demorado.

São encontrados na floresta ombrófila[13], semidecídua[14], em áreas de mata ciliar e de cabruca, que se trata de um sistema ecológico de cultivo agroflorestal.

Referências

  1. Revista FAPESP: Jardineiras fiéis
  2. Rosa,, Sambuichi, Regina Helena; Schramm,, Mielke, Marcelo; Eduardo),, Pereira, C. E. (Carlos. Nossas árvores : conservação, uso e manejo de árvores nativas no sul da Bahia. Ilhéus, Bahia: [s.n.] ISBN 9788574551739. OCLC 794059844 
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.473
  4. a b c Carvalho, Paulo (2005). «Copaíba» (PDF). Embrapa Florestas. Consultado em 2018  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  5. «Copaíba, Árvore, Óleo, Planta, Brasil, Uso Copaíba». www.portalsaofrancisco.com.br. Consultado em 12 de julho de 2018 
  6. a b «Copaíba, Árvore, Óleo, Planta, Brasil, Uso Copaíba». www.portalsaofrancisco.com.br. Consultado em 12 de julho de 2018 
  7. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.473
  8. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.473
  9. Rosa,, Sambuichi, Regina Helena; Schramm,, Mielke, Marcelo; Eduardo),, Pereira, C. E. (Carlos. Nossas árvores : conservação, uso e manejo de árvores nativas no sul da Bahia. Ilhéus, Bahia: [s.n.] ISBN 9788574551739. OCLC 794059844 
  10. Lima, Aldemir; Lima, Jesiel (2012). «UTILIZAÇÃO MEDICINAL DO ÓLEO DE COPAÍBA: aspectos históricos e estudos atuais» (PDF). Centro Universitário Newton Paiva. Consultado em 2018  line feed character character in |titulo= at position 41 (ajuda); Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  11. Rigamonte-Azevedo, Onofra; Wadt, Paulo; Wadt, Lúcia Helena (2004). «Copaíba: Ecologia e Produção de Óleo-Resina» (PDF). Embrapa. Consultado em 2018  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  12. «Plântula». Wikipédia, a enciclopédia livre. 15 de maio de 2016 
  13. «Floresta Ombrófila». Wikipédia, a enciclopédia livre. 4 de julho de 2018 
  14. «Floresta estacional semidecidual». Wikipédia, a enciclopédia livre. 28 de junho de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikispecies
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