Imigração alemã no Paraná

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Bosque Alemão, idealizado para homenagear os imigrantes germânicos em Curitiba.
Arquitetura germânica na Colônia Jordãozinho, em Entre Rios, distrito de Guarapuava, no Paraná.

A imigração alemã no Paraná teve início com a chegada dos primeiros colonos à região em 1829. Os alemães formam um dos mais importantes grupos da imigração brasileira.[1] Sua influência é muito notada no Sul do Brasil onde marcaram a paisagem com suas habitações típicas.[2]

Ao Paraná, os primeiros imigrantes chegaram em 1829, estabelecendo-se em Rio Negro.[3][4] A partir de 1878, alemães do Volga (alemães-russos), estabeleceram-se nos Campos Gerais, próximos à Ponta Grossa[5] e Lapa.[6] Em 1951, alemães que se transferiram-se de Santa Catarina para o Paraná, fundaram a colônia Witmarsum, no município de Palmeira.[7] Este núcleo centraliza várias aldeias numa cooperativa, onde seus habitantes industrializam o leite.[7] Alemães "suábios do Danúbio" fundaram, no município de Guarapuava, a colônia Entre Rios, onde se dedicam à agricultura.[8] No norte, os alemães se concentram em Cambé,[9] em Rolândia,[10] e a oeste, em Marechal Cândido Rondon[3][11] que realiza, todo ano, a mais famosa Oktoberfest do Paraná.[12] Também são bastante numerosos em Curitiba.[13]

Histórico[editar | editar código-fonte]

A imigração ou colonização dos alemães no estado do Paraná[14] foi estimulada por D. Pedro I, como uma alternativa para trazer trabalhadores de outras partes do mundo.[15] O sentido dado à imigração foi um fator cultural, servindo para a independência nacional no setor econômico. Com a proclamação da República, o serviço de imigração voltou à responsabilidade da União, mediante auxílio à diferentes estados.[16] Nesse sentido os germânicos foram os primeiros europeus (depois dos portugueses) a emigrarem para o Brasil.[17] Ocupar vazios demográficos, buscar mão de obra e suprir a crise de abastecimento de alimentos e bens primários eram os principais objetivos que levaram o Paraná a fomentar uma política migratória.[17]

Mapa da Província do Paraná em 1866.

A primeira onda de imigração de alemães que chegou ao Brasil, fez com que esses se dirigissem, a partir de 1824, para Santa Catarina e Rio Grande do Sul.[1] Por volta de 1829 grupos de imigrantes germânicos chegaram na província do Paraná e juntos formaram a colônia do Rio Negro, a mais antiga colônia alemã no Paraná.[3] Inicialmente, eram cerca de 200 alemães.[17] Posteriormente, no ano de 1833, uma nova leva de cem imigrantes alemães juntou-se aos primeiros.[17] O segundo fluxo imigratório data 1880.[15] A terceira leva de imigrantes ocorreu em meados da Primeira Guerra Mundial, a partir de 1914, pelo empobrecimento da Alemanha e a última grande onda ocorreu ao longo da Segunda Guerra Mundial (1944).[17] O cultivo de erva mate e a pecuária estimulavam e favoreciam a imigração.[15]

Mapa mostrando a dispersão das colônias alemãs no Sul do Brasil em 1905. O mapa é incompleto.

Após esse período, o estado registrou outros fluxos menores, como os imigrantes alemães menonitas que ocupam a Colônia Witmarsum (hoje, uma comunidade trilíngüe[18][19]: plautdietsch, hochdeutsch e português) e que vieram na década de 1950 para o Paraná antes de passarem pela região do Volga, na Rússia. Os alemães que fizeram sua longa viagem do Volga ao Paraná eram pessoas predestinadas à colonização. Vieram como imigrantes pobres, acreditando que poderiam cultivar o trigo no solo duro dos campos da região das savanas. A experiência custou-lhes muito. Com dificuldades de fixação nas áreas que lhes foram ofertadas, prosseguiram viagem à Argentina, Ponta Grossa, Palmeira, Lapa ou Curitiba.[16][20] Em 1919, entre 70.000 e 80.000 emigrantes da porção austríaca do Império Austro-Hungaro viviam no estado do Paraná e eram frequentemente subsumidos nas categorias de “alemães”, “italianos”, "rutenos", "ucraniános" ou “poloneses” conforme a língua que falavam; apagando-se assim as categorias culturais e nacionais.[21]

Como imigrações dos alemães coletivas tem também o empreendimento da Sociedade Maripá (Companhia Madeireira Rio Paraná), perto de Toledo,[22] os Suábios do Danúbio, em Entre Rios (hoje Guarapuava), os menonitas em Witmarsum; alem disso, também os alemães vindos do Volga ao Paraná, especialmente Curitiba.[3] No norte do Paraná, perto de Londrina, estabeleceu-se em meados de 1930, alemães originários de Danzig (hoje parte da Polónia), judeu-alemães[23] e teutobrasileiros filhos de imigrantes alemães ja radicados em Santa Catarina e Rio Grande do Sul que reimigraram ao mais norte do estado Paraná e ocuparam a região de Cambé[24] e Rolândia,[10] no Norte Paranaense.

Regiões colonizadas[editar | editar código-fonte]

Mapa dos municípios com colonização alemã (na cor vermelha) no Paraná.

O Paraná pode ser dividido basicamente em quatro regiões de colonização alemã: Curitiba e Campos Gerais; Centro-Sul; Norte; Oeste. Além de Rio Negro, a primeira colônia alemã no Paraná, outros municípios também formaram colônias alemãs pelo estado. Curitiba formou uma grande colônia alemã com núcleos dispersos em vários bairros.[25][26] Também na região está Lapa,[27][28] Palmeira,[25] Ponta Grossa,[25] Ipiranga,[29][30][31] Ivaí,[32] Carambeí, Castro e Cerro Azul.[25][33] Na região centro-sul do Paraná colônias foram estabelecidas em União da Vitória[25][34] e Cruz Machado,[25] além de Irati,[25] Imbituva,[35][36] Prudentópolis e Guarapuava.[25] Na região norte, as principais colônias foram estabelecidas em Cambé e Rolândia, e Joaquim Távora, no norte pioneiro.[37] A partir de 1940 imigrantes alemães e seus descendentes migraram do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina para ocupar a região oeste do Paraná. O principal núcleo que se formou foi em Marechal Cândido Rondon, além de Toledo,[38] Maripá,[22] Nova Santa Rosa,[39][40][41] Quatro Pontes,[42][43][44][45] Palotina,[46][47][48][49] Pato Bragado[50][51][52] e Missal.[53][54][55][56] No sudoeste o destaque são para os municípios de Capanema,[57][58] Planalto[59][60] e Francisco Beltrão.[61][62][63][64]

Chegada dos alemães a Curitiba[editar | editar código-fonte]

Verein Deutscher Sängerbund - antiga sede do Clube Concórdia, clube alemão no bairro São Francisco, em Curitiba.
Graciosa Country Club, clube alemão no bairro Cabral, em Curitiba.

Os alemães foram a primeira etnia de imigrantes a chegar a Curitiba. Os primeiros alemães se instalaram no Centro Histórico, São Francisco e proximidades até a altura da Praça Tiradentes[65]. A instalação dos alemães em Curitiba não constava, dos planos do governo imperial, grande incentivador da imigração como forma de ocupação dos espaços vazios existentes no pais no inicio do século XIX.

Família Stresser de Curitiba na década de 1890.
Tradicional ponto de encontro em Curitiba, estabelecimento comercial em estilo alemão.

Após a chegada em 6 de fevereiro de 1829, data consagrada a fundação de Rio Negro, as famílias alemãs passaram a enfrentar muitas dificuldades de adaptação, devido a sua vocação predominantemente urbana. Então, foram à Curitiba inúmeras famílias entre 1830 e 1840. O mesmo problema ocorria nas colônias de Santa Catarina, entre elas, a Colônia Dona Francisca, hoje Joinville[66][67], e muitos imigrantes alemães acabaram reimigrando e convergindo[68] para a capital paranaense Curitiba, após 1850, via São Bento do Sul, estabeleceram-se principalmente ao norte do Rocio, formando diversas chácaras na região. A vinda foi promovida pelo clima mais ameno do planalto e pela situação econômica favorável da recém-instalada capital da mais nova província, em Curitiba o salário foi quase o dobro do de Colônia Dona Francisca.[17] Consequentemente, pode-se dizer que os alemães que reimigram da região de Joinville e Blumenau para Curitiba no século XIX, encontraram um cenário melhor preparado no Paraná do que nas duras condições pioneiras naquelas localidades.[69]

Em 1876, dos cinco médicos de Curitiba, um era alemão. De dois farmacêuticos, um era alemão. De cinco botequins, eles tinham quatro. O mestre de construção da atual Catedral Metropolitana de Curitiba, era alemão assim como o primeiro moinho construído em Curitiba, nas Mercês.[15] Aos alemães pertenciam as cinco serras hidráulicas então existentes na cidade. Nesse ano, apesar de não se permitir, na época, a construção de igrejas que não fossem católicas – foi erigida a Igreja Evangélica Luterana de Curitiba, com torre em estilo gótico. Em um contexto geral, tanto as profissões como no comércio e a cultura ficaram muito diversificadas através da chegada dos alemães. Os alemães em Curitiba estiveram na hierarquia de status da sociedade luso-brasileira.[15][17]

Imigração alemã no Norte Paranaense[editar | editar código-fonte]

A imigração alemã possuiu colônias na região norte pioneira, tendo como destaques a cidade de Rolândia,[70] Cambé e Joaquim Távora.[37] Também, outras cidades tiveram significativo números de imigrantes alemães como Maringá[71], Nova Esperança[71][72] e Londrina.[72][73]

Em Rolândia, os descendentes de alemães formaram dois grupos folclóricos para a preservação da cultura germânica, o Rotkappen e o Weiser Schwan.[74] [75]A cidade conta com o Cemitério Alemão onde dezenas de imigrantes e seus descendentes estão enterrados, como Erick Koch-Wesser, ex-ministro alemão, Max Herman Maier, advogado alemão que se tornou cafeicultor no norte do Paraná, bem como do pioneiro Karl Schröder[76][77][78] Além disso, ocorre anualmente na cidade a Oktoberfest, tradicional festa alemã que atrai turistas de toda a região. A Oktoberfest de Rolândia já faz parte do calendário oficial de turismo do Paraná e atrai anualmente uma média de cem mil visitantes.[79][80] Também, como reconhecimento da expressão cultural e do número de descendentes de alemães na cidade, Rolândia é sede do Consulado Honorário Alemão[81][82][83]

Educação alemã no Paraná[editar | editar código-fonte]

O Colégio Estadual Fritz Kliewer, na Colônia Witmarsum, ensina não só em língua portuguesa como também em baixo-alemão.[18]

Chegando no Brasil, os imigrantes, no século XIX, não esperaram a ação do governo para as instalações de escolas para seus filhos. No final do século XIX, em Curitiba já havia pelo menos uma escola alemã constituída, mas de religião luterana. Esta escola atendia primeiramente este grupo étnico religioso, e assim, o seu currículo escolar era semelhante ao das escolas da Alemanha, com o ensino em língua alemã, e não ao padrão das escolas públicas brasileiras.[17]

Em 1869 foi criada a Escola Alemã, em Curitiba, por um grupo de imigrantes, que, mais tarde, daria origem ao Colégio Progresso em 1914.[84] Em 1896 os alemães católicos fundaram a Katholishe Deutsche Volks-schule zu Curtitiba (Escola Católica Elementar Alemã de Curitiba, atualmente Colégio Bom Jesus), nos moldes das escolas da Alemanha. Estas escolas foram construídas e mantidas com o esforço das comunidades étnicas. No caso específico deste grupo étnico, o uso da língua alemã em casa, na imprensa, na igreja e na escola contribuiu para a manutenção de uma identidade cultural até a década de 1930, até seu fechamento pelo Governo de Getúlio Vargas.[85], os anos da campanha de nacionalização no Estado Novo.[86]

Exemplo de uma escola alemã na década de 1950, no Museu Histórico de Witmarsum.

Em 1930 o Paraná possuía o registro de 38 escolas alemãs em funcionamento, número considerado inferior em relação aos demais estados da região Sul.[25] A maioria dessas escolas estavam localizadas na região de Curitiba, Campos Gerais e Sul do estado, como: Curityba, Colégio Progresso (Curitiba), 1869; Castro, 1896; Curityba, Colégio Divina Providência (Curitiba), 1903; Colônia Iraty, (Irati), 1910; Colônia Carambehy, (Carambeí), 1916; Colônia Amazonas (União da Vitória), 1920; Caxambu (Castro), 1922; Bom Jardim do Sul (Ivaí), 1923; Linha Independência - Cruz Machado (União da Vitória), 1924; Colônia Concórdia (União da Vitória), 1926; Cruz Machado (União da Vitória), 1926; Colônia Antônio Rebouças, 1928; Cândido de Abreu (Reserva), 1929; Castro, 1929.[25] Em 1936, os alemães menonitas fundaram a Escola Boqueirâo[87], ofertando aulas em língua alemã no bairro Boqueirão, em Curitiba. Em 1956, o nome foi alterado para Ginásio Erasto Gaertner e, depois, Colégio Erasto Gaertner, já em 1966, sendo criado o "curso científico", o que corresponde ao ensino médio, mantido pela Fundação Educacional Menonita.[88][89]

Colegio Imperatriz Dona Leopoldina em Entre Rios, Guarapuava, oferece ensino de alemão. Sinalização bilíngue do Jardim de Infância

Em 1979, foi fundada a "Associação Colégio Suíço-Brasileiro de Curitiba", dando origem ao Colégio Suíço-Brasileiro de Curitiba (Schweizerschule Curitiba), colégio bilíngue que oferta o ensino em língua portuguesa e alemã, embora com ênfase na cultura e tradição suíça, e sem vínculo religioso. A instituição foi criada para atender, a princípio, a comunidade germânica no Paraná, como descendentes de suíços, alemães e austríacos. O currículo inclui ainda aulas no idiomas inglês e francês. Além de alunos brasileiros, o colégio já chegou a atender alunos de mais de doze nacionalidades.[90]

O currículo das escolas alemãs, diferente das escolas brasileiras, foi um elemento cultural que contribuiu com a manutenção da identidade étnica do grupo. A organização curricular também enfatizava a ênfase na manutenção da identidade étnica, através das disciplinas curriculares como o ensino da religião, da língua alemã, história universal e geografia, evidenciando-se a identidade com as escolas da Alemanha e não com a realidade brasileira.[85] Mas, para a formação da nação brasileira, era necessário que as escolas ensinassem a língua pátria e enfatizassem o ensino do Hino e da Bandeira Nacional, como também a história e a geografia do país. Nas leis persistia a ideia de nação brasileira, tendo como suporte básico o uso da língua nacional e a não tolerância de línguas estrangeiras em território nacional; mesmo assim, o fator que levaria a inserção do ensino de língua portuguesa enfrentava a questão da ausência nas colônias de professores que dominassem o idioma nacional brasileiro. “O problema maior era constituído pelos professores, pois eles próprios, na maioria dos casos, dominavam precariamente o português”.[86]

Hoje, existem escolas como o ensino do currículo nacional, com o ensino da língua alemã. Uma delas é a Escola Alemã de Curitiba (Deutsche Schule Curitiba) que proporciona aos estudantes a aquisição dos conhecimentos por meio da língua alemã e da língua portuguesa nas idades do ensino fundamental. Também, promove a intensificação do ensino da língua inglesa.[91] Já o Colégio Bom Jesus de Curitiba deu origem ao Grupo Educacional Bom Jesus, que também fundou em 1957 a Faculdade de Ciências Econômicas, dando origem a Faculdade Católica de Administração e Economia – FAE. A instituição virou a FAE Centro Universitário, que passou a integrar um programa de internacionalização, possuindo parcerias com instituições da Alemanha, como: Fachhochschule Münster; Goethe Institut; International University Bad Honnef; Technische Hochschule Wildau.[92] A FAE possui unidades em Curitiba, São José dos Pinhais, Araucária e Blumenau.[93][94] Em Guarapuava, o Colégio Imperatriz Dona Leopoldina oferece ensino bilíngue em alemão.[95]

Cultura alemã no Paraná[editar | editar código-fonte]

Casa típica em Witmarsum. A arquitetura é um marco cultural da colonização local.
Casa de Cultura de Missal, município com colonização alemã no oeste do Paraná
Centro Cultural Suábio-Brasileiro do Guarapuava, município com colonização alemã no centro-sul do Paraná.
Interior de uma habitação individual, na Vila Histórica, representando as etnias alemã e russa, no Parque Histórico de Carambeí.
Edifício do antigo Teatro Hauer em Curitiba.

O legado dos imigrantes é facilmente visto quando se anda pelas ruas do Centro de Curitiba, principalmente por conta da arquitetura da região. Um estudo sobre essa influência germânica chegou a servir como base no qual se evidenciavam traços da imigração germânica nas construções locais na capital Paranaense.[96]

Há uma diversidade cultural e de costumes entre os próprios imigrantes e seus descendentes. São distintos dialetos, ramos profissionais, hábitos e práticas religiosas.[17] Muitos imigrantes provenientes de diferentes regiões vinham no mesmo navio para o Brasil.[17] Eram costumes e culturas diferentes que acabaram se misturando. Danças, idioma, culinária, religiosidade, vestuário, folclore. O legado sociocultural deixado pelos imigrantes alemães no Paraná é diversificado. Atualmente os descendentes tentam preservar a memória da imigração e falar algumas expressões que eles utilizavam, já que o idioma foi uma das maiores repressões que seus antepassados tiveram.[97]

A comunidade alemã no Paraná fundou diversos clubes sociais e culturais, como o Verein Deutscher Sängerbund (Clube Concórdia), em 1869, o Weringe Thalia (Sociedade Thalia), em 1882, e o Handwerker Unterstuetzungs verein (Clube Rio Branco), em 1884. Mais de 50 associações diferentes foram criadas, sendo que cada um com sua própria vocação. O Sport Club Germânia (posteriormente Graciosa Country Club), por exemplo, foi criado para os praticantes de tênis.[97] O edifício onde funcionou o Teatro Hauer foi construído em 1889 pelo imigrante e comerciante alemão Joseph Hauer e em 1891 o também alemão Ludovico Carlos Egg inicia as atividades do teatro. O Teatro Hauer foi inaugurado com a apresentação da Companhia Dramática Alemã.[98]


Religião[editar | editar código-fonte]

A maioria dos imigrantes alemães que chegaram ao Paraná eram católicos, luteranos e menonitas.[15][17]

Os primeiros alemães que chegaram ao Paraná, em sua maioria, eram luteranos. Reuniam-se, inicialmente, nas casas das famílias para celebrar seus cultos. Nesta época, havia ausência de pastores entre eles. Em 1860, um pastor de Joinville, Johann Friedrich Gärtener, vinha uma vez por mês, atender os luteranos de Curitiba. Nesta época, em torno de 20 famílias se reuniam em culto com o P. Gärtener. Este atendimento esporádico perdurou até 1866, quando a comunidade já tinha em torno de 50 famílias. Ao finais do 1866, era formalmente fundada a primeira Igreja Luterana de Curitiba, que teve o seu primeiro pastor O P. Gärtener, estabelecido nesta cidade, que também criou a primeira escola da comunidade. Houve um conflito interno e a comunidade separou-se em dois grupos. Um grupo que apoiava o P. Gärtener e o outro grupo que veio ser atendido por um pastor proveniente do Sinodo do Rio Grande do Sul, P. Kröhne. Logo em seguida, o P. Gärtener veio a falecer e o P. Kröhne regressou à Alemanha. Veio o P. Dr. Hermann Borchard da Alemanha, que uniu os dois grupos novamente. Ele ficou apenas dois anos e desse grupo embrionário, outras comunidades foram formadas. A comunidade é também mantenedora do Cemitério Luterano, Colégio Martinus, e instituições da FLAS- Fundação Luterana de Ação Social.[99]

Curitiba passou a receber colonos alemães menonitas vindos da Rússia, em busca de novas terras no Brasil a partir de 1934. Uma das primeiras famílias que chegaram foi do Sr. Jacob Goossen. Inicialmente, a maioria dos menonitas que chegaram a Curitiba, procuravam alugar ou comprar pequenas propriedades no Bairro de Vila Guaíra[100], por que ali já moravam várias famílias de origem alemã. Também, se estabeleceram nos bairros Pilarzinho, Bacacheri, e em seguida passaram a habitar a região do Boqueirão e Xaxim. Para os cultos se reuniam em casas. Em 1942 foi construído a primeira capela. Uma das lembranças à comunidade em Curitiba é a Praça da Colonização Menonita. Ainda em Curitiba, os menonitas realizam importantes atividades como o atendimento de milhares de crianças pela Associação Menonita de Assistência Social (AMAS).[101]

Santuário de Schoenstatt em Guarapuava.
Igreja Menonita de Witmarsum, onde o culto ainda é realizado em língua alemã.
Oratório do Bosque Alemão em Curitiba.
Igreja da comunidade Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), no bairro do Boa Vista, Curitiba.
Igreja Evangélica Menonita de Curitiba

Língua alemã no Paraná[editar | editar código-fonte]

Ao contrário dos estados Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espirito Santo que receberam grandes grupos de colonizadores da Hunsrück, Alemanha e Pomerânia, na região do Mar Báltico, hoje parte da Polônia, deixó como resultado a rápida expansão dos idiomas hunsriqueano ou hunsrik[102], pomerano[103] e katarinensisch[104][105] como os grupos linguísticos maiores que compõem a variante do alemão brasileiro falado no Brasil por quase 4 milhões de teuto-brasileiros e germanófilos no país e na América do Sul. No estado Paraná chegaram outras etnias teutonas ou germânicas. Entre elas, destaca-se: alemães-bessarábios e alemães do Volga da Rússia incluindo os Menonitas; suábios ou alamanos na atual Alemanha; suábios do Danúbio[106] hoje parte da Hungria e outras regiões do Sudeste da Europa; austríacos e suíços. Cada grupo falam seu próprio dialeto que trouxeram do seus países de origem.

Uma variação conhecida como alemão volgaparanaense é a variante mais falada no Paraná[107] e Entre Ríos (Argentina)[108], pelos descendentes de alemães menonitas vindos da Rússia[109], mesmo assim, ouvir falar em alemão é mais habitual[110][111][112] entre os descendentes de imigrantes, que ao invés de um dialeto local[113].

Culinária[editar | editar código-fonte]

Cerveja produzida em Witmarsum, em Palmeira.
Canecos de chopes em uma colônia alemã de Palmeira.[114]
Salsicha tipo vienense sendo preparada em uma panela.
Bockwurst, salsicha tradicional da cultura germânica.

A arte de preparar alimentos e diferentes pratos no Paraná também recebeu influências alemãs.[38] Os germânicos e os eslavos, por exemplo, diversificaram a confecção de pães, bolos e doces. O consumo de carne suína e de embutidos também são parte dessa herança culinária. A colonização de algumas regiões pelos povos germânicos ajudaram a formar vários hábitos culinários do estado, entre eles o de preparar e consumir salsichas.[115] Em alguns locais do estado a salsicha mais comum era a tipo vienense,[116] principalmente na região de Curitiba,[117][118][119] onde a salsicha ficou conhecida por vina.[120] A palavra "vina" é uma equivalência fonética do alemão "wiener" que significa "vienense" ou proveniente de Viena. Wien significa Viena e Wurst significa salsicha.[121][122] No Paraná ainda são encontradas outras variedades de salsichas como a salsicha Frankfurter, originalmente feita somente de carne suína, sendo proveniente da região de Frankfurt, do centro da Alemanha,[115][123][124] e a Bockwurst, maior que a vienense e a frankfurter.[115]

A cerveja, que começou a ser consumida em fins do século XVIII no Brasil, é hoje uma das bebidas alcoólicas mais comuns em todo o estado.[125] As primeiras cervejas produzidas pelos colonos eram destinadas ao próprio consumo.[114] Foi a partir de 1867, com a chegada de imigrantes alemães em torno de Curitiba, que trouxeram consigo o hábito de fabricar e beber sua própria cerveja, passando esta bebida a ser consumida pelos curitibanos.[114] O Paraná se consolidou como um grande produtor de cevada e cerveja, com a presença de grandes cervejarias.[125] Mais recentemente a região tem se destacado inclusive na produção e consumo de cervejas artesanais. Os chopes alemães fazem parte da cultura paranaense e estão presente no cotidiano e em grandes festas e eventos, como a Festa Nacional do Chope Escuro, conhecida como Münchenfest;[126][127][128] a Oktoberfest de Marechal Cândido Rondon;[129][130] a Oktoberfest de Rolândia;[131][132], além dos carnavais.[133][134][135]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

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Ver também[editar | editar código-fonte]