Knödel

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Knödel
Assado de panela ou estufado (Sauerbraten) servido com Knödel.
Categoria prato principal
Região Europa
Receitas: Knödel   Multimédia: Knödel

Knödel (plural: Knödeln), Kloß ou Kloss (plural: Klöße, Klosse), Canedele (plural: canederli, canedeli) ou, ainda Knedlíky,[1] Kniddelen,[2] é uma bola de massa feita a base de pão, farinha e especiarias, servida como refeição principal ou acompanhamento nas gastronomias da Áustria, Itália (Tirol Meridional), Alemanha, Luxemburgo,[2] Suíça, na região da Boémia, e nas regiões de colonização tirolesa e germânica da América Latina, como no Brasil.

Origem e características[editar | editar código-fonte]

Cozinhando os Klösse - como se faz há mais de 180 anos nas regiões de imigração alemã do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, no Brasil.

Existem muitos nomes para este prato versátil, dependendo da região. Sua origem parece ser realmente na Europa, no Tirol, onde é servido tradicionalmente em uma sopa ou como acompanhamento. A especialidade pode ser preparada com farinha de trigo, semolina, batatinha inglesa, pão velho (de ontem, dormido), temperos e linguiça.

Técnica básica de preparação: Todo o Knödel deve flutuar na água fervente uma vez pronto para ser servido.

Vale notar que vários povos europeus possuem suas próprias versões de Knödel. Basicamente, ele difere do Spätzle, também soletrado Spaetzle (um tipo de nhoque feito com farinha de trigo), por ser bem maior em tamanho.

Nas áreas de colonização alemã no sul do Brasil, o Kloß é considerado um dos pratos tradicionais e um legado culinário do regionalismo germânico.[3][4][5] Na cidade catarinense de Treze Tílias, fundada por imigrantes austríacos originários principalmente do Tirol, ocorre todos os anos a Knödelfest ("festa dos Knödel"), sempre no mês de julho.

Tipos de knödel[editar | editar código-fonte]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. McMeel, Andrews (2007). 1001 Foods To Die For. [S.l.]: Andrews McMeel Publishing. p. 218. ISBN 978-0-7407-7043-2 
  2. a b Ricardo J. Rodrigues (8 de abril de 2021). «O mundo perdido que os luxemburgueses ergueram no Brasil». Wort. Consultado em 21 de abril de 2022 
  3. MÜLLER, Telmo L. Os imigrantes alemães e sua cozinha. Porto Alegre: Consulado Geral da Alemanha, 1999.
  4. MÜLLER, Telmo L. Cozinha alemã. São Leopoldo: Museu Histórico, 1976.
  5. «Embaixatriz apresenta culinária luxemburguesa através de oficina de pratos típicos». Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina. 11 de março de 2020. Consultado em 21 de abril de 2022