Ortigueira (Paraná)

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados de Ortigueira, veja Ortigueira.
Município de Ortigueira
"Capital Paranaense do Mel[1]"
Área rural do município de Ortigueira.

Área rural do município de Ortigueira.
Bandeira de Ortigueira
Brasão de Ortigueira
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 14 de dezembro
Fundação 15 de novembro de 1951
Emancipação 14 de dezembro de 1951 (67 anos)
Gentílico ortigueirense
Lema Paz - Labor - Prosperidade
"Paz - Trabalho - Prosperidade"
Prefeito(a) Lourdes Banach[2] (PPS)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Ortigueira
Localização de Ortigueira no Paraná
Ortigueira está localizado em: Brasil
Ortigueira
Localização de Ortigueira no Brasil
24° 12' 28" S 50° 56' 56" O24° 12' 28" S 50° 56' 56" O
Unidade federativa Paraná
Mesorregião Centro Oriental Paranaense IBGE/2008[3]
Microrregião Telêmaco Borba IBGE/2008[3]
Municípios limítrofes Tamarana, São Jerônimo da Serra, Sapopema, Curiúva, Telêmaco Borba, Imbaú, Reserva, Rosário do Ivaí, Grandes Rios, Faxinal e Mauá da Serra
Distância até a capital 217 km
Características geográficas
Área 2 429,564 km² [4]
População 22 141 hab. estimativa populacional — IBGE/2019[5]
Densidade 9,11 hab./km²
Altitude 758 m
Clima subtropical Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,624 médio PNUD/2010[6]
PIB R$ 209 317,379 mil IBGE/2008[7]
PIB per capita R$ 8 358,32 IBGE/2008[7]

Ortigueira é um município brasileiro do estado do Paraná. O município possui uma área territorial de 2429.564 km²[4] e uma população estimada em 22 141 habitantes (IBGE/2019).[5]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

De origem geográfica, constituindo em referência a Serra da Ortigueira. Esta denominação substituiu a de Queimadas, que não pode ser mantida por haver município com o mesmo no Estado da Bahia.

História[editar | editar código-fonte]

A primeira denominação que se deu ao atual município de Ortigueira foi Queimadas. Tudo começou com Adolpho Alves de Souza, Domiciano Cordeiro dos Santos e Marcílio Rodrigues de Almeira no início do século XX. Os três sertanejos procediam da região denominada Socavão, no município de Castro e procuravam um lugar para se estabelecerem. Em busca de solo fértil e farto, partiram sem destino definido rumo a Serra de Ortigueira, em mente tinham a esperança de encontrarem o local ideal para dar guarida às suas famílias.

Passaram por Castro, Tibagi e depois entraram no sertão desconhecido, em região serrana da margem esquerda do Rio Tibagi. Nesta época as cercanias eram habitadas por tribos indígenas, senhores da região desde tempos imemoriais. Sinal deste domínio é a presença de duas reservas indígenas neste território: Mococa (848 ha.) com 78 habitantes e Queimadas (3.081 ha.) com 336 remanescentes dos índios Caingangues.

Quando chegaram em um rio a que denominaram Formigas, os desbravadores se depararam com espesso taquaral, que lhes dificultava o acesso. Não titubearam e atearam fogo no tabocal, que seco, disse chamas numa área de aproximadamente 300 alqueires de terras. Quando a queimada assentou cinzas, os desbravadores ali se estabeleceram e no dia 1º de setembro de 1905 deitaram as primeiras sementes de feijão no chão de terra fofa. O resultado da colheita foi espetacular, a fertilidade do solo era de longe, muito melhor que a esperada. Este fato, aliada à exuberância da paisagem, motivou nossos pioneiros a permanecerem ali.

Não demorou muito e o trio pioneiro disseminou aos quatro cantos os predicados do lugar. Logo outras famílias vieram se juntar a eles.

Nasce então a Vila de Queimadas e a procura do lugar continua. O ex-soldado Isidoro da Rocha Pinto se torna o primeiro professor da povoação. Em 9 de abril de 1916 chega o carioca Manuel Teixeira Guimarães, que não tardou a se casar com a moça do lugar; em seguida foi a vez de Salvador Donato se estabelecer. dando grande impulso ao progresso de Queimadas.

Em 9 de abril de 1921 Queimadas é elevado à categoria de Distrito Judiciário. Nesta ocasião foi empossado como Sub-Delegado de polícia Francisco Barboza de Macedo e o primeiro Juiz de Paz foi Salvador Donato. O Cartório de Paz foi instalado em 9 de novembro de 1921, sendo primeiro Escrivão Tabelião o sr. Manuel Teixeira Guimarães.

Prestou grande serviço espiritual ao povo de Queimadas o padre João Bragas.

Em 15 de novembro de 1951, pela Lei Estadual nº 790, sancionada pelo governador Bento Munhoz da Rocha Netto, foi criado o município, com denominação alterada para Ortigueira, justa homenagem a Serra da Ortigueira e a Ortigueira na Espanha de onde saíram navegantes e desbravadores que denominaram a serra em homenagem a sua cidade natal em país distante. A instalação se deu em 14 de dezembro de 1952, sendo primeiro prefeito municipal Francisco Sady de Brito.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município de Ortigueira localiza-se na região dos Campos Gerais paranaense, sob a latitude 24°12'18"S e longitude 50°56'56"O. Sua sede municipal encontra-se a 760m de altitude, podendo chegar em bairros mais distantes a mais de 800m. Devido à sua localização (ao sul do Trópico de Capricórnio), no município de Ortigueira o clima subtropical é predominante. No verão, a instabilidade climática ocasionada pela atuação conjunta do calor e da umidade proporcionam tardes quentes, com termômetros registrando valores superiores aos 30°C, e significativa concentração de nuvens de chuva. O outono e a primavera são caracterizadas por estações de transição entre o calor do verão e o clima frio e seco do inverno; nesta época a temperatura é amena, entre 13-24°C. Já o inverno possui o frio intenso da madrugada, com céu claro, e o brilho singelo do sol nas tardes secas. Durante este período a umidade do ar é relativamente mais baixa do que em outras estações do ano; também as temperaturas ficam na casa dos 6-17°C.

O município possui cinco distritos: Lajeado Bonito, Natingui, Monjolinho,Barreiro e Sede.[8] Além de outras localidades rurais, sendo que algumas até possuem aglomerados urbanos, como: Águas das Pedras, Assentamento Fazenda Brasileira, Bairro dos Franças, Bairro do Basílio, Banhadão, Briolândia, Caetêzinho, Campina dos Pupos, Colônia Augusta Vitória, Espigão Bonito, Faxinal dos Machados, Lajeado Seco, Libertação Camponesa, Palmital, Sapé, Serra dos Mulatos, Vista Alegre.[9]

Em relação aos bairros e vilas da área urbana da sede, Ortigueira conta com: Centro, Conjunto Santa Cecília, Jardim Kovalesk, Jardim Maricel, Jardim Santo Antonio, Jardim Claudia, Jardim Santa Terezinha, Jardim Alvorada, Vila Andradina, Vila da Torre, Vila Diniz, Vila do Rego, Vila Guarapuava, Vila Godoy, Jardim Limeira, Vila Nova, Vila Operaria, Vila Gomes, Gomes 1, Gomes 2, Sales.[10]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2010

População total: 23.380

  • Urbana: 7.529
  • Rural: 10.424
  • Homens: 9.385
  • Mulheres: 8.568

Composição étnica[editar | editar código-fonte]

Etnias
Branca 74,09%
Parda 20,65%
Negra 2,19%
Amarela 0,36%
Indígena 2,72%
Fonte IBGE - Censo Demográfico[11]

Em 2010, segundo dados do censo do IBGE daquele ano, a população residente no município era composta por 17 322 brancos (74,09%); 4 828 pardos (20,65%); 511 pretos (2,19%); 83 amarelos (0,36%); 636 indígenas (2,72%) declarados.[11]

Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM-2009)
0,6243
  • IFDM-Emprego e Renda: 0,3664
  • IFDM-Saúde: 0,8354
  • IFDM-Educação: 0,671

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

É banhado pelo Rio Tibagi ao leste de sua extensão.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

O complexo industrial da Unidade Puma da Klabin S.A. na localidade de Campina dos Pupos,[14] zona rural do município, vem mudando o perfil socioeconômico municipal,[15] atraindo novas empresas e gerando riquezas e arrecadação de impostos.[16][17][18][19][20][21]

Apicultura[editar | editar código-fonte]

Ortigueira é considerada a "Capital Paranaense do Mel".[1] Em 2010 o IBGE divulgou dados que confirmam a vocação da apicultura no município, sendo o maior produtor de mel do Paraná e o segundo no Brasil, com aproximadamente 10% da produção estadual.[22]

Administração[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Record News Rural - PR: Ortigueira é considerada capital do mel». Record News Rural. Consultado em 3 de maio de 2014 
  2. «Eleições 2012 - Ortigueira/PR». Consultado em 2 de janeiro de 2013 
  3. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  4. a b «Área Territorial Brasileira - ORTIGUEIRA». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2016. Consultado em 14 de setembro de 2017 
  5. a b «estimativa_dou_2019.xls». ibge.gov.br. Consultado em 28 de agosto de 2019 
  6. «Ranking do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 9 de outubro de 2014 
  7. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  8. «Dados Gerais - Ortigueira-PR». Prefeitura Municipal de Ortigueira. Consultado em 14 de dezembro de 2012 
  9. «História de Ortigueira». Prefeitura Municipal de Ortigueira. Consultado em 22 de fevereiro de 2019 
  10. «CRAS - Centro de Referência de Assistência Social de Ortigueira». Prefeitura Municipal de Ortigueira. Consultado em 22 de fevereiro de 2019 
  11. a b IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2010). «censo demográfico 2010:População residente - cor ou raça». Consultado em 3 de janeiro de 2017 
  12. Nádia Fontana (29 de outubro de 2015). «Pauta da sessão plenária de terça-feira (3), na Assembleia Legislativa, relaciona dez projetos». Assembleia Legislativa do Estado do Paraná. Consultado em 9 de setembro de 2019 
  13. «Lei Sancionada Nº 18625 de 2015 Publicada no Diário Oficial Nº 9581 de 23/11/2015». Assembleia Legislativa do Estado do Paraná. Novembro de 2015. Consultado em 9 de setembro de 2019 
  14. «Fábrica da Klabin é símbolo dos novos tempos do Paraná, afirma Richa». Agência Estadual de Notícias. 19 de março de 2014. Consultado em 3 de maio de 2014 
  15. Fernando Rogala (9 de janeiro de 2019). «PIB da região dobra desde 2010 e passa dos R$ 150 bi». A Rede. Consultado em 22 de fevereiro de 2019 
  16. «Klabin lança pedra fundamental da fábrica em Ortigueira». Gazeta do Povo. 19 de março de 2014. Consultado em 3 de maio de 2014 
  17. Katia Brembatti (10 de agosto de 2015). «Klabin constrói no Paraná uma das maiores fábricas de celulose do mundo». Gazeta do Povo. Consultado em 22 de fevereiro de 2019 
  18. «Klabin inaugura fábrica de celulose no Paraná». Prefeitura Municipal de Ortigueira. 28 de junho de 2016. Consultado em 3 de janeiro de 2017 
  19. Fernando Rogala (2 de junho de 2017). «Atraídas pela Klabin, empresas satélites têm interesse na região». A Rede. Consultado em 22 de fevereiro de 2019 
  20. Maria Gizele da Silva (10 de agosto de 2015). «Ortigueira deve ser novo "eldorado" do Paraná». Gazeta do Povo. Consultado em 22 de fevereiro de 2019 
  21. «Klabin deve investir R$ 7,5 bi em nova fábrica no Paraná». Amanhã. 31 de julho de 2018. Consultado em 22 de fevereiro de 2019 
  22. «Ortigueira é 1º município do estado em produção de mel e 2º maior produtor do Brasil». Portal Ortigueira. 27 de outubro de 2011. Consultado em 3 de maio de 2014 
  23. «Lurdinha Banach é reeleita prefeita de Ortigueira». Massa News. 2 de outubro de 2016. Consultado em 3 de janeiro de 2017 
  24. «Ademir Frazzato 23». Guia dos Candidatos - Gazeta do Povo. 2016. Consultado em 3 de janeiro de 2017 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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