Tibagi

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Município de Tibagi
Bandeira de Tibagi
Brasão de Tibagi
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 18 de março
Fundação 1872 (145 anos)
Gentílico tibajiano
Prefeito(a) Rildo Emanoel Leonardi (PMDB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Tibagi
Localização de Tibagi no Paraná
Tibagi está localizado em: Brasil
Tibagi
Localização de Tibagi no Brasil
24° 30' 32" S 50° 24' 50" O24° 30' 32" S 50° 24' 50" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Centro Oriental Paranaense IBGE/2008 [1]
Microrregião Telêmaco Borba IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Ventania, Piraí do Sul, Castro, Carambeí, Ponta Grossa, Ipiranga, Ivaí, Reserva, Imbaú e Telêmaco Borba
Distância até a capital 226 km
Características geográficas
Área 2 951,567 km² [2]
População 20 562 hab. estimativa IBGE/2017[3]
Densidade 6,97 hab./km²
Altitude 748 m
Clima Subtropical Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,686 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 489 953 mil IBGE/2012[5]
PIB per capita R$ 25 148 99 IBGE/2012[5]
Página oficial

Tibagi[nota 1] é um município brasileiro localizado na região dos Campos Gerais do estado do Paraná, a 200 km da capital, Curitiba, sendo a cidade fundada em 1872. Sua população é estimada em 20.562[3] habitantes, conforme dados do IBGE de 2017.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O têrmo é referência ao Rio Tibagi, que nasce nos Campos Gerais, corta o território municipal e joga suas águas no Rio Paranapanema. Etimologicamente é denominação de origem Tupi, "Tibagy": o rio do pouso, o rio da parada.

História[editar | editar código-fonte]

A história registra que bem antes da povoação da região, o Rio Tibagi foi objeto de passagem de numerosas expedições e bandeiras, que levavam os intrépidos aventureiros sertão a dentro.

A notícia de que o Rio Tibagi era rico em ouro e pedras preciosas atraiu, para a região, milhares de pessoas com o pensamento de fácil enriquecimento. Depois das "entradas" dos paulistas, por ali estiveram muitos curitibanos, mas nada se efetivou em termos de povoamento.

Segundo o mapa histórico e geográfico da Província de Misiones (1585-1896), os padres jesuítas implantaram diversas "reduções" na então República do Guairá, atual Estado do Paraná, e que pertencia à Espanha por força do Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494 por Espanha e Portugal. Algumas dessas reduções foram implantadas às margens do Rio Tibagi, e o objetivo dos padres era aldear os povos indígenas e doutriná-los. Fizeram história as reduções de San José (1626), San Javier (1622) e Encarnacion (1625).

Os primitivos moradores de Tibagi procediam de São Paulo, e seu estabelecimento na região foi lento e durou vários anos, até que fosse definitivamente escolhida a localização do povoado.

O grande pioneiro do núcleo, que gerou o atual município de Tibagi, foi Antonio Machado Ribeiro, paulista que chegou à região acompanhado de sua família. Foi compadre e capataz do grande proprietário de terras da região José Felix da Silva Passos,casado com a jovem Onistarda. José Felix, teve os dedos da mão esquerda decepadas e foram cortados três dedos da mão direita, além de ferimentos na perna o que lhe fez ficar coxo de uma perna. José Félix tinha sido vítima de um atentado engendrado pela esposa, que o odiava terrivelmente. A mulher foi sentenciada como criminosa, em processo criminal que aconteceu na cidade de Castro. Em 1808, contudo, foi lavrada uma escritura de “perdão”, a pedido do marido. Suas terras se estendiam para além do Rio Alegre, passando pelo rio Tibagi até a cidade Castro. Era dono das fazendas Monte Alegre, Fortaleza, Bela Vista e outras. Amargo e infeliz, o fazendeiro era, contudo, um homem ativo. Em Castro atuou como juiz ordinário, juiz de conselho, ajudante de milícias e capitão de ordenanças em Piraí e Furnas. Por volta de 1796, um amigo de José Félix foi visitá-lo na Fazenda Fortaleza, 17 km da atual cidade de Tibagi. Brígido Álvares recusou escolta do amigo fazendeiro para voltar para Castro. No dia seguinte, com uma flecha em cada olho, sua cabeça foi espetada num dos portões da Fazenda de José Félix. Em represália, o fazendeiro ordenou a seu capataz, Antônio Machado Ribeiro que fosse a busca dos índios caingangues, que sempre habitaram aquelas terras. Uma carta do século XVIII, cita o ocorrido como a “Chacina do Tibagi”. A matança generalizada dos índios ocorreu nas margens do mesmo Rio Tibagi, uns 50 km mais ao Norte. Aquela colina ficaria conhecida nos séculos seguintes como "Mortandade”, até que Luba Klabin mudasse o nome do local, em 1941. Ali foram construídos um hospital e um hotel, muito próximos de onde hoje se encontra a maior fabricante de papel da América Latina e uma das 7 maiores do mundo: a Klabin do Paraná. Desde então, a sede da Fazenda Monte Alegre do Tibagi, deixou de ser a Fazenda Velha de José Félix da Silva para se transformar na Harmonia.

Antonio Machado Ribeiro como recompensa recebeu de José Felix uma extensa área de terras que ia do Rio Pinheiro Seco até a barra do Rio Santa Rosa. Bastante idoso, Antônio Machado Ribeiro faleceu e deixou, em forma de herança, a propriedade a seus filhos Manoel das Dores Machado e Ana Beja Machado. A família pioneira doou, com o objetivo de se construir uma capela, uma área de 12 mil m² a Nossa Senhora dos Remédios, além da casa em que morava Antonio Machado Ribeiro. Muito tempo depois da construção do templo religioso, a Câmara de Castro, que tinha jurisdição sobre a vila de Tibagi, autorizou a vinda do frei capuchinho, o italiano Gaudêncio, de Gênova, que ali ficou como páraco até a data do seu falecimento.

O povoado de Tibagi foi elevado à categoria de freguesia através da Lei Provincial n° 15, de 6 de março de 1846. Pela Lei Provincial n° 302, de 18 de março de 1872 foi criada a Vila de Tibagi, com território desmembrado do município de Castro, sendo instalada no dia 10 de janeiro do ano seguinte. Foi elevada à categoria de cidade através da Lei Estadual nº 259, de 27 de dezembro de 1897, cuja instalação deu-se nesta mesma data.

O maior nome da política tibagina e um dos maiores do Estado foi Telêmaco Augusto Enéas Morosini Borba, que entrou para a política em 1882 elegendo-se alternadamente prefeito municipal de Tibagi e deputado provincial, defendendo as cores do Partido Liberal. Com leis eleitorais na República Velha, Telêmaco Borba conseguiu permanecer no cargo de prefeito por 22 anos, cargo que em vários períodos exerceu ao mesmo tempo com o mandato de deputado estadual. Um recorde na época. Por ocasião da Revolução Federalista, em 1894, obrigou-se ao exílio, mas, ao ser anistiado retomou as lides políticas, elegendo-se deputado pela União Republicana Paranaense, posteriormente recupera o poder municipal, como prefeito. Segundo o historiador Túlio Vargas chamavam-no de "...prefeito vitalício e deputado crônico". Telêmaco Borba também notabilizou-se como sertanista e defensor das causas indígenas, faleceu na cidade de Tibagi, a 23 de novembro de 1918, vitima da gripe espanhola.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município tem uma área total de 2.951,567 km²[2], representando 1,5597% do estado, 0,5516% da região e 0,0366% de todo o território brasileiro.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados senso IBGE - 2010
  • Urbana: 5.814
  • Rural: 14.900
  • Homens: 10.518
  • Mulheres: 10.196

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,686

  • IDH-M Renda: 0,615
  • IDH-M Longevidade: 0,668
  • IDH-M Educação: 0,774

Cultura[editar | editar código-fonte]

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

  • Paçoca de carne[6]
  • Biscoito de polvilho[6]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Atrativos Naturais[editar | editar código-fonte]

Atrativos Culturais[editar | editar código-fonte]

  • Biblioteca Pública Municipal
  • Igreja Matriz Nossa Senhora dos Remédios
  • Museu Municipal Histórico Desembargador Edmundo Mercer Junior
  • Palácio do Diamante
  • Teatro Municipal
  • Carnaval de Tibagi

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Transporte[editar | editar código-fonte]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Serviços[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Tibagi possui várias retransmissoras de emissoras de televisão, que conta com os seguintes canais:



Sinal oriundo de repetidoras próprias no município
Canais abaixo sintonizados apenas na sede do município
  • 58 - TV Evangelizar - Curitiba / PR
  • 56 - RPC / TV Esplanada (Rede Globo) - Ponta Grossa / PR
  • 54 - Rede TV - São Paulo / SP
  • 48 - TV Aparecida - Aparecida / SP
  • 44 - RICTV (RecordTV) - Curitiba / PR
  • 40 - TV Esporte Interativo - Rio de Janeiro / RJ
  • 38 - TV Verdade (TV Alterosa) Belo Horizonte / MG
  • 35 - TV Guará (Rede Massa / SBT) - Ponta Grossa / PR
  • 33 - TV Educativa (TV Cultura) - Ponta Grossa / PR
  • 29 - TV Novo Tempo - Jacareí/ SP
  • 27 - TV Canção Nova - Cachoeira Paulista / SP
  • 22 - Rede Mercosul (Record News) Curitiba / PR
  • 17 - TV Bandeirantes - Curitiba / PR
  • 15 - Rede Vida - São José do Rio Preto / SP
Canais sintonizados no Distrito de Caetano Mendes (Porteira Grande)
  • 12 - TV Guará (Rede Massa / SBT) - Ponta Grossa / PR
  • 10 - RPC / TV Esplanada (Rede Globo) - Ponta Grossa / PR
Canais sintonizados no Distrito de Alto Amparo (São Bento)
  • 12 - TV Guará (Rede Massa / SBT) - Ponta Grossa / PR
  • 10 - RPC / TV Esplanada (Rede Globo) - Ponta Grossa / PR

Rádio[editar | editar código-fonte]


Jornais semanais e diários[editar | editar código-fonte]

Jornal de Tibagi
  • A Gazeta de Tibagi (extinto)
  • Folha da Cidade - edição Tibagi

Internet[editar | editar código-fonte]

Provedores de Internet via rádio
  • Tibagi Digit@l (Serviço gratuito fornecido pela prefeitura)

Notas

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. a b «Área Territorial Brasileira - TIBAGI». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2016. Consultado em 14 de setembro de 2017 
  3. a b «Estimativa populacional 2017 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 30 de agosto de 2017. Consultado em 5 de setembro de 2017 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2012». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2014 
  6. a b «Turismo Gastronômico na região Campos Gerais do Paraná». Secretaria do Esporte e do Turismo. Consultado em 12 de janeiro de 2015 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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