Censo demográfico no Brasil

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Lista de família do censo de 1872.

O censo demográfico no Brasil é uma operação censitária realizada a nível nacional a partir do ano de 1872, a fim de contar a população brasileira e extrair informações sobre as características desses habitantes.

As três operações censitárias realizadas no Brasil durante o século XIX preocuparam-se basicamente em contar a população, ao virar do século, outras informações passaram a ser coletadas e hoje, o questionário do censo, responde à questões fundamentais que servem de base para a definição de políticas públicas e planejamento de entidades públicas e privadas do Brasil.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é o órgão responsável por realizar o censo demográfico brasileiro a partir do ano de 1940, sendo o último censo tendo sido realizado no ano de 2010 e o próximo previsto para acontecer em 2020.

História[editar | editar código-fonte]

Período pré-censo[editar | editar código-fonte]

Antes da realização da primeira contagem geral da população, em 1872, a estimativa da população portuguesa na América e depois da brasileira, era feita com base em estimativas de números fornecidos por autoridades e por integrantes da Igreja, com o objetivo principal de saber o número de pessoas que frequentavam a Igreja no Império do Brasil.

A partir de 1750 começaram a aparecer as primeiras informações oficiais sobre a população do Brasil, na época a Coroa Portuguesa organizava as contagens com objetivos estritamente militares. Algumas cidades também realizavam contagens populacionais antes do primeiro recenseamento geral, a exemplo do Rio de Janeiro, que realizou contagens em 1799, 1821, 1838, 1849, 1856 e 1870, em também a cidade de São Paulo que fez o mesmo, nos anos de 1765, 1777, 1798 e 1836.

Entre 1831 e 1832, Minas Gerais realizou um censo com listas nominativas de seus habitantes.[1][2][3]

No ano de 1846 foi decidido que deveria acontecer o censo demográfico e seria fixado o intervalo de oito anos para sua execução, contudo, o governo somente foi autorizado a realizar o censo em 1850, com início tardio, em 1852. Um decreto editado em 1851, o nº 797 de junho de 1851, fez crer que os homens de cor libertos seriam escravizados, o que gerou rejeição entre a população e atrapalhou a execução dos trabalhos, vindo a por fim ao censo.

Primeiros censos[editar | editar código-fonte]

Em 1870 ficou estabelecido que o intervalo entre os censos seria de dez anos. Dois anos depois, em 1872, foi realizado o primeiro censo nacional no Brasil que recebeu o nome de Recenseamento da População do Império do Brasil. O intervalo de dez anos para a realização de censos não foi cumprido e o censo seguinte, que deveria ter sido em 1882, não ocorreu. Com o fim do Império e a Proclamação da República, em 1888, um novo censo foi realizado em 1890 seguido de censo em 1900. Em 1910 não foi realizada contagem retornando em 1920. Em 1930 também não houve censo.

Censos do IBGE[editar | editar código-fonte]

O censo de 1940 inicia então nova fase nas pesquisas populacionais do Brasil sendo organizado pelo IBGE que fora criado em 1938 com a contribuição do renomado demógrafo italiano Giorgio Mortara. Desde então o censo tem sido realizado rigorosamente a cada 10 anos. Os questionários passaram a ser mais abrangentes contendo perguntas sobre temas econômicos e sociais, tais como: mão-de-obra, emprego, desemprego, rendimento, fecundidade, migrações internas, entre outros temas.

Depois do censo de 1991 o IBGE buscou um novo modelo de condução de integração com a sociedade proporcionando a reformulação de perguntas e na estratégia das pesquisas e abordagem do entervistado visando ao censo 2000. Atualmente, os planos para o censo de 2010 são de uma constante atualização da população com aumento da informatização na coleta de dados já iniciada na contagem populacional de 2007.

Em 2010, foram-se utilizadas das novas Tecnologias de Informação e Comunicação que possibilitaram ao Brasil a primazia de realização do primeiro censo demográfico digital do mundo. Este feito, inclusive, suscitou o prêmio NetExplorateur, conferido, em 2011, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization - UNESCO) e empresas de tecnologia mundiais, além de outras várias menções honrosas.[4]

O censo seguinte foi previsto para 2015, ao custo de R$ 1 bilhão. Entretanto, em razão de contenção orçamentária, foi adiado para 2016 e, depois, adiado novamente, por tempo indeterminado.[5] Adicionalmente, pode ser utilizada, em uma condição especial que procura substituir o Censo Demográfico para fins de cálculos governamentais orçamentários, a Estimativa de População, tendo sido utilizada pelo IBGE 01/07/2015 como data de referência para a última estimativa.[6]

Referências

  1. http://www.abep.nepo.unicamp.br/encontro2010/docs_pdf/tema_10/abep2010_2512.pdf
  2. http://www.scielo.br/pdf/rbepop/v27n1/10.pdf
  3. «Poplin-Minas 1830 – NPHED». www.nphed.cedeplar.ufmg.br. Consultado em 1 de junho de 2017 
  4. ibge.gov.br/ Metodologia do Censo Demográfico 2010
  5. Felipe Werneck (25 de março de 2015). «Após cortes no orçamento, IBGE cancela contagem da população». O Estado de S. Paulo. Consultado em 27 de novembro de 2015 
  6. «IBGE :: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística». www.ibge.gov.br. Consultado em 16 de fevereiro de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]