Romeu Zema

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Romeu Zema
Zema em 2019
40.º Governador de Minas Gerais
Período 1º de janeiro de 2019
até a atualidade
Vice-governador Paulo Brant
Antecessor Fernando Pimentel
Presidente do Grupo Zema
Período 1990 até 2016
Dados pessoais
Nome completo Romeu Zema Neto
Nascimento 28 de outubro de 1964 (55 anos)
Araxá, Minas Gerais
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Maria Lúcia Zema
Pai: Ricardo Zema[4]
Alma mater Fundação Getulio Vargas[1]
Partido PR (2000-2018)[2]
NOVO (2018-presente)
Profissão Empresário e político
Fortuna R$ 69,7 milhões (2018)[3]

Romeu Zema Neto (Araxá, 28 de outubro de 1964)[5] é um empresário e político brasileiro, filiado ao Partido Novo e ex-presidente do Conselho de Administração do Grupo Zema, desde o final de 2016.[6][7] É o atual governador de Minas Gerais.

Em 2018, candidatou-se ao cargo de governador do estado de Minas Gerais, alcançando 42,73% dos votos válidos (4.138.967 votos) no primeiro turno, ficando em primeiro lugar em uma disputa com o senador Antonio Anastasia, do PSDB, que ficou em segundo com 2.814.704 votos (29,06% dos votos válidos), e o então governador Fernando Pimentel do PT, que ficou em terceiro lugar e fora do segundo turno.[8] Em 28 de outubro de 2018, venceu o segundo turno com 6.963.806 votos (72,80% dos votos válidos), elegendo-se como Governador de Minas Gerais,[9] mandato assumido em 1º de janeiro de 2019.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido na cidade de Araxá, em 28 de outubro de 1964, Romeu Zema Neto é filho de Romeu Zema e Maria Lúcia Zema.[4] O político é bisneto do empresário Domingos Zema, criador do Grupo Zema,[10][11] composto por empresas que operam em cinco ramos: Varejo de Eletrodomésticos e Móveis, Distribuição de Combustível, Concessionárias de Veículos, Serviços Financeiros e Autopeças.[12] Após 26 anos como presidente do Grupo Zema, pertencente à sua família, Romeu Zema afastou-se da presidência do conselho de administração da empresa no final de 2016.[13]

Divorciado e pai de dois filhos, Catharina e Domenico,[14] Romeu Zema é formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (SP).[12]

Ainda que filiado por mais 18 anos ao Partido da República (PR),[2] passou por sua primeira disputa eleitoral em 2018, filiado ao Partido Novo, como candidato ao governo de Minas Gerais, tendo como vice o também empresário Paulo Brant.[13]

Trajetória política[editar | editar código-fonte]

Campanha eleitoral[editar | editar código-fonte]

Na primeira pesquisa IBOPE, Romeu Zema obteve apenas 3 por cento das intenções de votos, empatando com João Batista dos Mares Guia, da REDE, enquanto os principais adversários — Antonio Anastasia e Fernando Pimentel — tinham, respectivamente, 24% e 14% dos votos válidos.[15] Cresceu para 18% na última pesquisa antes do primeiro turno, ainda atrás de Anastasia e Pimentel, que tinham 32% e 20%, respectivamente.[16]

Nas considerações finais do debate da Globo, Romeu Zema afirmou que "aqueles que querem mudança, com certeza, podem votar nos candidatos diferentes, que é o Amoêdo e o Bolsonaro."[15] O diretório nacional do Partido Novo viu essa declaração como uma infidelidade partidária por parte de Zema, por causa de sua defesa ao governo Bolsonaro. Porém, o diretório estadual colocou isso como um mal entendido, ressaltando a inexperiência do partido em questões de relevância política, como debates de grande porte.[17] Alguns analistas atribuem o sucesso inesperado de Romeu Zema no primeiro turno devido a essa declaração.[18] Romeu Zema declarou apoio a Jair Bolsonaro oficialmente durante a campanha no segundo turno,[19] fator que o levou a sofrer críticas da população, sendo vaiado e chamado de oportunista ao participar de ato de campanha em favor de Bolsonaro.[16]

No dia 7 de outubro de 2018, foi realizado o primeiro turno das eleições gerais no Brasil, e Romeu Zema alcançou a marca de 42,73% dos votos válidos contra 29,06% de Antonio Anastasia e 23,12% de Fernando Pimentel.[20]

No segundo turno das eleições, recebeu o apoio de João Batista dos Mares Guia (REDE).[21] O PSL, partido do candidato presidenciável Jair Bolsonaro, decidiu não apoiar a candidatura de Romeu Zema em Minas.[22] Após ser questionado sobre a aceitação do apoio do governador Fernando Pimentel, Zema afirmou, inicialmente, que não recusaria o apoio do governador derrotado desde que não pedisse secretarias em troca.[23] Nas redes sociais, Antônio Anastasia criticou a posição de Zema afirmando que ele "queria o PT do lado dele", mesmo o candidato do Partido dos Trabalhadores não fazendo parte do segundo turno da eleição. Nas redes sociais, Romeu Zema afirmou que o vídeo de Anatasia seria fake news e que ele não faria um acordo com o PT.[16] Mais tarde, Pimentel e seu partido declararam neutralidade no segundo turno.[24]

Zema foi eleito no segundo turno das eleições de 2018 como 39° Governador do Estado de Minas Gerais,[9] sendo impulsionado pela busca da renovação na política e pelo movimento anti-petismo, misturado ao crescimento de Bolsonaro nas eleições de 2018.[25] Alguns analistas destacam que a eleição de Zema é fruto de um desgaste político polarizado entre PT e PSDB, responsáveis pelo Estado nos últimos 16 anos. Nesse sentido, Romeu teria aproveitado a onda de renovação e a vontade de mudança da população perante as crises econômicas do período.[26]

Resultado do primeiro turno da eleição para governador de Minas Gerais em 2018
Partido Candidato Votos Votos (%)
  NOVO Romeu Zema 4 138 967
 
42,73%
  PSDB Antonio Anastasia 2 814 704
 
29,06%
  PT Fernando Pimentel 2 239 979
 
23,12%
  MDB Adalclever Lopes 268 683
 
2,77%
  PSOL Dirlene Marques 133 986
 
1,38%
  REDE João Batista dos Mares Guia 56 856
 
0,59%
  AVANTE Claudiney Dulim 18 330
 
0,19%
  PSTU Jordano Metalúrgico 15 742
 
0,16%
Totais 9 687 247  
Resultado do segundo turno da eleição para governador de Minas Gerais em 2018
Partido Candidato Votos Votos (%)
  NOVO Romeu Zema 6 963 914
 
71,8%
  PSDB Antonio Anastasia 2 734 535
 
28,2%
Totais 9 698 449  

Diplomação e posse[editar | editar código-fonte]

Romeu Zema e Paulo Brant foram diplomados, juntamente com os 77 deputados estaduais, 53 deputados federais e 2 senadores eleitos nas Eleições gerais no Brasil em 2018, em cerimônia promovida pelo TRE-MG no Palácio das Artes em Belo Horizonte no dia 19 de dezembro de 2018.[27] Diferente das nomeações anteriores, ocorridas sempre no Palácio da Liberdade, Zema e Brant foram promovidos no Palácio da Inconfidência, sede da Assembleia Legislativa de Minas Gerais no dia 1º de janeiro de 2019. A cerimônia foi conduzida pelo Presidente da ALMG, Adalclever Lopes (MDB) e contou com a presença dos Dragões da Inconfidência e do Grupamento de Honra da Polícia Militar de Minas Gerais. Após jurar lealdade e cumprimento a Constituição da República e a Constituição do Estado, Romeu Zema recebeu o Grande Colar da Inconfidência, símbolo do cargo de Governador do Estado de Minas Gerais, e foi empossado. Logo após assumir a posse, participou de uma cerimônia na Cidade Administrativa, nomeando os membros de seu secretariado. O cronograma foi definido para que o governador Romeu Zema pudesse participar da posse do Presidente Jair Bolsonaro em Brasília, às 15:00.[28]

No dia 30 de dezembro de 2018, o governador eleito Romeu Zema cancelou a sua presença na posse de Jair Bolsonaro em Brasília. A justificativa foi a falta de voos comerciais entre Belo Horizonte e Brasília. O governador poderia ter usado um dos aviões executivos do estado, mas decidiu evitar gastos extras, tendo em vista seu discurso de austeridade e a situação financeira do Estado de Minas Gerais.[26] O Governo de Minas Gerais possui uma frota de aeronaves executivas, um King Air 200, um King Air 300, um Learjet 35, um Cessna Citation VII e dois helicópteros Eurocopter Dauphin n3, além destes, a Cemig possui mais um King Air 200 e outro King Air c90 GTI.[29]

Primeiras nomeações para o secretariado e outros órgãos[editar | editar código-fonte]

Nomeações para secretarias
Cargo Nome Partido Anunciado no dia Ref
1 Secretaria de Estado de Fazenda Gustavo Barbosa 22 de novembro de 2018 [8]
2 Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão Otto Alexandre Levy Reis 22 de novembro de 2018 [8]
3 Secretaria de Estado da Saúde Carlos Eduardo Amaral Pereira da Silva 10 de dezembro de 2018 [28]
4 Secretaria de Estado de Impacto Social Elizabeth Jucá 10 de dezembro de 2018 [28]
5 Secretaria de Estado de Segurança Pública General do Exército.gif General Mario Lucio Alves de Araujo PSL 12 de dezembro de 2018 [28]
6 Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade Marco Aurélio Barcelos 14 de dezembro de 2018 [8]
7 Secretaria de Estado de Governo Custódio Mattos PSDB 20 de dezembro de 2018 [30]
8 Secretaria de Estado do Meio Ambiente Germano Luiz Gomes Vieira 21 de dezembro de 2018 [23]
9 Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Ana Maria Valentini 21 de dezembro de 2018 [23]
10 Secretaria de Estado da Educação Julia Sant’Anna 21 de dezembro de 2018 [8]
11 Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Manoel Vitor de Mendonça Filho 21 de dezembro de 2018 [8]
12 Secretaria-Geral do Estado Igor Eto NOVO 1° de Janeiro de 2019 [31]
13 Secretaria de Estado de Cultura e Turismo Marcelo Landi Matte 9 de fevereiro de 2019 [32]
Outras Pastas
Cargo Nome Partido Anunciado no dia Ref
Ouvidoria Geral do Estado Simone Deoud 10 de dezembro de 2018 [28]
Comandante Geral da Polícia Militar Coronel Giovane Gomes da Silva 21 de dezembro de 2018 [28]
Subcomandante da Polícia Militar Coronel Marcelo Fernandes 21 de dezembro de 2018 [28]
Gabinete Militar Coronel Evandro Geraldo Ferreira Borges 21 de dezembro de 2018 [28]
Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar Coronel Edgard Estevo 21 de dezembro de 2018 [28]
Chefe do Estado Maior Coronel Erlon Dias do Nascimento Botelho 21 de dezembro de 2018 [28]
Chefe da Polícia Civil Wagner Pinto PP 21 de dezembro de 2018 [28]
Chefe-Adjunto da Polícia Civil Joaquim Francisco 21 de dezembro de 2018 [28]
Advocacia Geral do Estado Sérgio Pessoa 21 de dezembro de 2018 [8]
Controladoria Geral do Estado Rodrigo Fontenelle de Araújo Miranda 21 de dezembro de 2018 [8]

Posicionamentos[editar | editar código-fonte]

Romeu Zema e Antonio Anastasia durante o debate no segundo turno das eleições para o governo de Minas Gerais, em 2018.

Em entrevista ao G1, enquanto candidato, disse ser a favor do porte de arma, dando opção ao cidadão para que possa fazer o que lhe parecer mais correto, reforçando que a vontade individual de cada um deve ser respeitada. "Eu sou favorável às liberdades individuais, que cada indivíduo faça a opção que achar por bem. Não estou falando que todo mundo tem que sair armado não".[15]

Na mesma entrevista, perguntado sobre a composição do governo, discorreu sobre a pretensão de formar grupos com voluntários, sem salários. "Esses que se voluntariaram, nós estamos querendo, vamos deixar bem claro, é fazer um governo aonde nós tenhamos muito mais pessoas que queiram fazer mudança do que pessoas que queiram um emprego. Eu não estou atrás de um emprego". Para Zema, o tempo mínimo para conseguir colocar o salário do funcionalismo público em dia será de dois anos.[15]

Em 2019, Zema cogitava privatizar a CODEMIG, a COPASA e a CEMIG, como forma de poder entrar no Plano de recuperação econômica da União.[33] No mesmo ano, o político também se posicionou, junto a outros Estados do Sul e Sudeste, sobre a não retirada dos Estados e municípios do projeto de Reforma da Previdência, proposto e iniciado pelo governo de Jair Bolsonaro.[34]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Em 2019, Romeu Zema teve sua cidadania italiana cassada em meio a uma investigação que revelou que os documentos foram emitidos fraudulosamente por organizações criminosas.[35] O político estava entre cerca de 800 pessoas investigadas por suspeita de irregularidades. No entanto, segundo sua assessoria, o processo já foi regularizado.[36]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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