Palácio das Artes

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Palácio das Artes
O Palácio das Artes, com acesso pela avenida Afonso Pena
Tipo Centro cultural
Estilo dominante Arquitetura moderna
Arquiteto Oscar Niemeyer e Hélio Ferreira Pinto
Início da construção 1942
Fim da construção 2016
Inauguração 1971
Proprietário atual Governo do estado de Minas Gerais
Website www.fcs.mg.gov.br
Área 18,000 m²
Geografia
País  Brasil
Cidade Belo Horizonte

O Palácio das Artes, vinculado à Fundação Clóvis Salgado, é o maior centro de produção, formação e difusão cultural de Minas Gerais e um dos maiores da América Latina. Está localizado em Belo Horizonte e ocupa uma área 18.000 m² dentro do Parque Municipal Américo Renné Giannetti.[1][2]

Inaugurado em 1971, foi projetado originalmente por Oscar Niemeyer. O complexo cultural dispõe de recursos cênicos e acústicos de elevado padrão técnico para a montagem de óperas, peças teatrais, concertos, espetáculos de dança e shows de música popular, além de salas adequadas e confortáveis para exposições, exibição de filmes, lançamento de livros, palestras, congressos e seminários.[3][4][5]

É sede oficial da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, do Coral Lírico de Minas Gerais e da Companhia de Dança Palácio das Artes, além de abrigar o Centro de Formação Artística e Tecnológica (CEFART), com cursos básicos e profissionalizantes de música, dança e teatro.

História[editar | editar código-fonte]

Na década de 40, o Teatro Municipal de Belo Horizonte, inaugurado em 1909, apresentava sinais de desgaste. Considerando o contexto de vida da cidade, o prefeito Juscelino Kubitschek propôs a criação de um novo teatro. O edifício de 1909, localizado na esquina das ruas Bahia e Goiás, foi então reformado e transformado em cinema, sendo entregue em 1942 e passando a chamar-se Cine Teatro Metrópole.[6][7]

As obras do novo Teatro Municipal foram iniciadas em 1942. Com projeto original de Oscar Niemeyer, que idealizou o teatro voltado para o centro do terreno do Parque Municipal e ligado à avenida Afonso Pena por uma passarela de concreto, as obras foram paralisadas em 1945. Para preencher a lacuna cultural, foi construído, em 1950, o Teatro de Emergência, depois batizado Teatro Francisco Nunes. Outros prefeitos sucederam Juscelino Kubitschek, porém poucas tentativas de conclusão das obras do novo Teatro Municipal foram feitas.[8]

Em 1955 o projeto do teatro foi reformulado pelo arquiteto Hélio Ferreira Pinto, que voltou o acesso do edifício para a avenida Afonso Pena, sem a passarela originalmente idealizada. Além disso, o projeto foi redimensionado, abrigando, além do teatro já projetado por Niemeyer, sala de exposição, museu de gravura e anfiteatro.[7]

Em 1966 o governador Israel Pinheiro assumiu o compromisso de concluir a obra. Para tanto, foi formada a Comissão do Palácio das Artes, com papel fundamental nos novos rumos da casa e poder de elaborar os estatutos que viriam a subsidiar a criação da Fundação Palácio das Artes. A obra foi entregue em blocos, porém o complexo foi inaugurado oficialmente em 1971 com a abertura do Grande Teatro do Palácio das Artes, onde foi apresentado O Messias, de Händel, com regência de Isaac Karabtchevsky.[8]

No ano de 1978, Fundação Palácio das Artes passou a chamar-se Fundação Clóvis Salgado, homenageando à atuação de Clóvis Salgado, médico, professor e político que foi o responsável maior pelo levantamento dos recursos financeiros para a retomada das obras e conclusão do complexo.[7]

Posteriormente foram criados outros espaços no complexo cultural: em 1978 foi construído o Cine Humberto Mauro, em 1984 o Teatro João Ceschiatti e a Galeria Arlinda Corrêa Lima. No ano de 1993 foi construída a Sala Juvenal Dias e em 2016 a Galeria Mari’Stella Tristão.[7]

No dia 7 de abril de 1997 um incêndio atingiu o Grande Teatro do Palácio das Artes. Cadeiras e o teto foram destruídos pelo fogo. Não houve mortos nem feridos, pois o teatro estava vazio no momento do acidente. Na reconstrução do teatro, foram incorporadas características novas que o qualificaram como um dos mais modernos e avançados teatros do Brasil.[9][10]

Insfraestrutura[editar | editar código-fonte]

Fachada do complexo cultural vista da avenida Afonso Pena.

O conjunto arquitetônico é composto por teatros, salas de cinema e galerias de arte.[3]

Teatros e salas de concerto
  • Grande Teatro
  • Sala Juvenal Dias
  • Teatro João Ceschiatti
Cinema
  • Cine Humberto Mauro
Galerias de arte
  • Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard
  • Galeria Genesco Murta
  • Galeria Arlinda Corrêa Lima
  • Espaço Mari'Stella Tristão
Biblioteca
  • Biblioteca
  • Centro de Informação e Pesquisa João Etienne Filho
  • Hemeroteca
  • Musicoteca

Além desses espaços, existem os jardins internos do palácio e o Foyer do Grande Teatro (onde acontecem também eventos culturais de vários tipos).[3] No Foyer estão localizados o café e a Livraria Usina das Letras.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Fundação Clóvis Salgado celebra 45 anos de atividade com programação especial». Portal UAI - O Grande Portal dos Mineiros. 30 de agosto de 2015 
  2. «Palácio das Artes - Fundação Clóvis Salgado». belohorizonte.mg.gov.br. Consultado em 15 de abril de 2017 
  3. a b c «Palácio das Artes - Fundação Clóvis Salgado». Prefeitura Municipal de Belo Horizonte. 14 de outubro de 2016 
  4. «FCS: Apresentação». Fundação Clóvis Salgado. 30 de agosto de 2015 
  5. «FCS: História». Fundação Clóvis Salgado. 30 de agosto de 2015 
  6. Mansur, Carolina (28 de dezembro de 2013). «Polêmica sobre preservação de antigos cinemas de BH também já ocorreu há 30 anos». em.com.br. Consultado em 15 de abril de 2017 
  7. a b c d «Fundação Clóvis Salgado - História». Fundação Clóvis Salgado. 16 de dezembro de 2016. Consultado em 15 de abril de 2017 
  8. a b Werneck, Gustavo (30 de agosto de 2015). «Fundação Clóvis Salgado celebra 45 anos de atividade com programação especial». uai.com.br. Consultado em 15 de abril de 2017 
  9. Agência Folha (7 de abril de 1997). «Incêndio destrói Palácio das Artes em Belo Horizonte». UOL - Brasil Online. Consultado em 20 de outubro de 2016 
  10. Gustavo Werneck (30 de agosto de 2015). «Funcionários do Palácio das Artes relembram histórias do teatro». Portal UAI - O Grande Portal dos Mineiros. Consultado em 20 de outubro de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]