Ir para o conteúdo

Ronaldo Caiado

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ronaldo Ramos Caiado
Retrato Oficial como Governador, 2023
Governador de Goiás
Período1.º de janeiro de 2019 até
a atualidade
Vice-governadoresLincoln Tejota (2019-2023)
Daniel Vilela (2023-atualidade)
Antecessor(a)José Eliton Júnior
Senador por Goiás
Período1.º de fevereiro de 2015 até
1.º de janeiro de 2019
Legislatura55.ª Legislatura
Sucessor(a)Luiz Carlos do Carmo
Deputado Federal por Goiás
Período1.º- 1.º de fevereiro de 1991 até 1.º de fevereiro de 1995
2.º- 1.º de fevereiro de 1999 até 1.º de fevereiro de 2015
Legislaturas49.ª Legislatura
51.ª Legislatura
52.ª Legislatura
53.ª Legislatura
54.ª Legislatura
Dados pessoais
Nome completoRonaldo Ramos Caiado
Alcunha(s)Caiado
Nascimento25 de setembro de 1949 (76 anos)
Anápolis, Goiás, Brasil
Alma materUniversidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Prêmio(s)Ordem do Mérito Militar[1]
EsposaMaria das Graças Landim de Carvalho
Gracinha Caiado
 (c. 1990)
Parentesco
PartidoPDC (1989)
PSD (1989—1991)
PDC (1991—1993)
PFL (1993)
PPR (1993—1994)
PFL (1994—2007)
DEM (2007—2022)
UNIÃO (2022—2026)
PSD (2026—presente)
Religiãocatolicismo romano
Profissãoprofessor
médico ortopedista
político
ResidênciaPalácio das Esmeraldas
AssinaturaAssinatura de Ronaldo Caiado
Websiteronaldocaiado.com.br

Ronaldo Ramos Caiado GOMM (Anápolis, 25 de setembro de 1949) é um professor, médico ortopedista e político brasileiro filiado ao Partido Social Democrático (PSD). Desde janeiro de 2019, é governador do estado de Goiás.[2][3] Anteriormente pelo mesmo estado, foi deputado federal por cinco mandatos (sendo quatro consecutivos) e uma vez senador, tendo deixado a vaga parlamentar na metade do mandato de oito, para assumir o Governo do Estado.[4]

Em 2023, foi classificado como o quarto governador mais rico do Brasil, com um patrimônio de R$24 874 436,19.[5][6][7] Formado em medicina no ano de 1972 pela Escola de Medicina e Cirurgia hoje parte da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e com especialização em ortopedia, Caiado é membro de uma família de produtores rurais com forte presença na política de Goiás desde meados do século XIX; a família Caiado.[8][9][10] Entre 1986 e 1989, presidiu a União Democrática Ruralista, entidade que visa defender os interesses dos grandes proprietários rurais.[11][12][13]

Na política, Caiado chegou a concorrer à Presidência da República no ano de 1989 mas obteve menos de 1% dos votos. Entre 1991 e 1995, atuou como deputado federal por Goiás, tendo deixado a Câmara após disputar o governo do estado em 1994 e ser derrotado.[14] Retorna ao parlamento baixo do Congresso Nacional em fevereiro de 1999, com sua permanência finalizada em fevereiro de 2015. Já entre 2015 e 2019, foi senador pelo mesmo Estado, recebendo o prêmio de melhor senador pelo Prêmio Congresso em Foco no primeiro ano do seu mandato, escolhido através de eleição popular nas redes sociais.[15] Em 2013, Caiado foi líder da bancada do extinto Democratas[16] e foi ainda um dos membros mais ativos da bancada ruralista do Congresso Nacional.[17][18][19]

Primeiros anos

[editar | editar código]
Caiado enquanto criança na década de 1950.

Filho de Edenval Ramos Caiado e Maria Xavier Caiado, Ronaldo Caiado é natural de Anápolis, no interior do estado de Goiás, nasceu em 25 de setembro de 1949 e descende de uma família tradicional da política goiana.[20] Seu avô, Antônio Ramos Caiado, mais conhecido como Totó Caiado, foi deputado federal (1909-1921), senador e um dos mais conhecidos coronéis de Goiás, liderando a oligarquia Caiado entre os anos de 1910 até 1930, quando foi nomeado Interventor federal do Estado por Washington Luís, porém deposto pelo movimento armado da Revolução de 1930, que estabeleceu a Era Vargas. Seu tio, Brasil Ramos Caiado, foi presidente do estado de Goiás entre 1925 e 1929 e senador entre 1929 e 1930. Seu tio avô, Mário de Alencastro Caiado, no entanto, se uniu ao movimento de Vargas, integrando à junta governativa que assumiu o poder em Goiás com a Revolução de 1930, tendo sido ainda constituinte em 1934 e senador de 1935 a 1937. Além disso, Ronaldo Caiado tem vários primos que também foram políticos: Emival Ramos Caiado foi deputado federal entre 1955 e 1971 e senador entre 1971 e 1974; Elcival Ramos Caiado foi deputado federal entre 1975 e 1979; Leonino Di Ramos Caiado foi governador de Goiás entre 1971 e 1975, além de prefeito de Goiânia entre 1969 e 1970; Brasílio Ramos Caiado que esteve por três legislaturas na Câmara dos Deputados (1971-1975, 1979 e 1981-1987); Ibsen de Castro foi deputado federal entre 1983 e 1987, deputado estadual entre 1975 a 1983, e de 1995 a 1999, além de secretário de Estado da Fazenda e Sérgio Ramos Caiado que foi deputado estadual e federal por várias vezes (1975-1979, 1979-1983 e 1983-1987). Sua família também conta com a participação do empresário goiano Emival Ramos Caiado Filho.[20][21][22][23]

Percurso acadêmico e carreira médica

[editar | editar código]

Em 1972, Ronaldo Caiado formou-se em medicina na Escola de Medicina e Cirurgia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).[24] Após concluir sua graduação, participou de cursos de atualização, jornadas médicas e semanas de debate em vários estados brasileiros.[20] Além disso, em 1975 Caiado participou do VIII Congresso Pan-Americano do Colégio Internacional de Cirurgiões no Rio de Janeiro, do XX Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia e do V Congresso Brasileiro de Cirurgia da Mão. Já em 1976, também participou do XVI Congresso Brasileiro de Cirurgia e do I Seminário Brasileiro de Pós-Graduação em Cirurgia, ambos ocorridos no Rio de Janeiro.[20]

Durante sua estada na França, especializou-se em cirurgia da coluna pelo Serviço de Cirurgia Ortopédica e Traumatológica do Professor Roy-Camille, em Paris[25] e, em 1977, atuou como assistente estrangeiro da Universidade de Paris quando participou do Congresso da Sociedade Francesa de Cirurgia Ortopédica e Traumatologia.[20] Voltando ao Brasil, entre 1978 e 1979 lecionou como auxiliar de ensino no Departamento de Ortopedia e Traumatologia da UFRJ. Já entre 1978 e 1984, durante a sua residência médica, Caiado ministrou aulas para alunos da UFRJ, no Hospital Miguel Couto e em cursos de atualização e congressos nos estados do Rio de Janeiro e da Bahia.[20] Além disso, em 1979 Caiado concluiu seu mestrado em ortopedia e traumatologia também pela UFRJ.[25]

Produtor rural, Ronaldo Caiado ligou-se à Associação Goiana de Criadores de Zebu, à Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura e à Associação Goiana de Criadores de Nelore.[20] Em 1985, durante o governo José Sarney, os latifundiários se sentiram ameaçados com a possibilidade da reforma agrária quando um conflito de terras na região do Triângulo Mineiro resultou na desapropriação da fazenda Barreiro. Logo em seguida, Caiado fundou a União Democrática Ruralista (UDR), entidade associativa que visa defender os interesses dos proprietários rurais e, tornando-se seu presidente, ingressou na vida política.[20][26]

Ascendência

[editar | editar código]

Trajetória e carreira política

[editar | editar código]

Candidato à Presidência da República

[editar | editar código]

Ao deixar a presidência da União Democrática Ruralista (UDR) em 1989 e com o restabelecimento das eleições diretas, Ronaldo Caiado candidatou-se à presidência da República pelo Partido Social Democrático (PSD). Obtendo a soma de 488 872 votos, o equivalente a 0,68%, ficou em décimo lugar no pleito e apoiou o candidato vitorioso, Fernando Collor, do Partido da Reconstrução Nacional (PRN), no segundo turno.[20]

Câmara dos Deputados

[editar | editar código]

Primeiro mandato

[editar | editar código]
Deputado federal por Goiás, Ronaldo Caiado, concedendo entrevista em 2007.

Em 1990, Ronaldo Caiado elege-se como o deputado federal mais votado de Goiás pelo PSD, alcançando a soma de 98.256 votos.[20] Um mês após sua posse na Câmara dos Deputados, acusou o PSD de ter vendido o horário do programa de TV da legenda para promoção do ex-governador de São Paulo Orestes Quércia, do PMDB. Considerado uma figura destoante dentro do partido, em março foi convidado a se retirar do PSD por defender posições de extrema-direita. Em 1991 e já filiado ao Partido Democrata Cristão (PDC), Caiado destacou-se pela atuação na Comissão de Agricultura e Política Rural e passou a integrar a chamada bancada ruralista no Congresso e, em 1992, foi um dos 38 parlamentares que votaram contra o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, alegando que "o povo brasileiro não suporta mais o retorno de Sarney e Quércia ao poder".[20]

Em julho de 1991, Ronaldo Caiado foi processado pelo então vice-prefeito de São Paulo, Luís Eduardo Greenhalgh, por calúnia e difamação, pelas declarações à imprensa de que o político teria envolvimento com drogas. A Procuradoria Geral da República aceitou as reclamações, sugerindo ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de suspensão da imunidade de Caiado.[20]

Em dezembro de 1993, o nome de Ronaldo Caiado constou entre os três deputados proprietários rurais integrantes da bancada ruralista que, em débito com o governo, usaram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Dívida Agrária para sugerir ao Banco do Brasil novas regras para empréstimos em benefício próprio. Em abril de 1994, seu nome apareceu novamente numa lista de proprietários rurais devedores do mesmo banco. Juntamente com outros parlamentares da bancada ruralista, Caiado se negou a votar a medida provisória da Unidade real de valor (URV), que viabilizaria o plano econômico proposto pelo governo Itamar Franco. Em troca do voto da bancada, pleitearam a mudança no critério de reajuste da dívida rural, com juros menores e prazos maiores. Como líder da bancada ruralista, dois meses depois, conseguiu uma anistia temporária de parte da dívida do crédito agrícola contraída durante o Plano Collor pelos produtores rurais.[20]

Segundo mandato

[editar | editar código]

Em abril de 1993, filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL) mas, ainda no mesmo ano, mudou novamente de agremiação, ingressando no Partido Progressista Reformador (PPR), que resultou da fusão do PDC com o PDS. Em julho de 1994, Caiado foi admitido pelo presidente Itamar Franco à Ordem do Mérito Militar no grau de Comendador especial.[27] Em agosto de 1994, por sua vez, voltou ao PFL e candidatou-se ao governo de Goiás, apoiando, no plano nacional, o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Fernando Henrique Cardoso. Nas eleições de outubro, porém, foi vencido pelo candidato Maguito Vilela, do PMDB, ficando em terceiro lugar com a soma de 364 767 votos (23,18% dos votos válidos).[28][20]

Em outubro de 1998, concorreu novamente a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PFL e, obtendo a maior votação da legenda e a segunda maior votação do estado, foi eleito deputado federal pela segunda vez com a soma de 100 446 votos. Durante o mandato, seguiu atuando como líder da bancada ruralista no Congresso Nacional e como defensor do agronegócio, também atuando como titular das Comissões de Agricultura e Política Rural e de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO).[20]

Terceiro mandato

[editar | editar código]

Em 2002, conseguiu reeleger-se pelo PFL para deputado federal, angariando 114 728 votos. Durante o terceiro mandato, participou como titular das Comissões Permanentes de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e de Finanças e Tributação. Além disso, a partir de 2003, atuou como presidente da Frente Parlamentar de Apoio à Agricultura e relator da Comissão Especial de Reforma Política da Câmara dos Deputados.[20]

Quarto mandato

[editar | editar código]

Nas eleições de outubro de 2006, foi eleito para o seu quarto mandato como deputado federal pelo PFL, com a soma de 152895 votos, o segundo mais votado em seu estado. Logo no início da nova legislatura, durante a Convenção Nacional de 28 de março de 2007, seu partido alterou o nome da sigla para Democratas (DEM). Durante o exercício do novo mandato, integrou como titular as Comissões Permanentes de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, Fiscalização Financeira e Controle, e Seguridade Social e Família.[20]

Quinto mandato

[editar | editar código]

Nas eleições de outubro de 2010, Ronaldo Caiado lançou-se mais uma vez como candidato à Câmara dos Deputados. Alcançando a soma de 167 591 votos, reelegeu-se como o terceiro candidato a deputado federal mais votado de Goiás.[20] O ex-prefeito de Turvânia, José Rodrigues Rosas, acusou Ronaldo Caiado de tê-lo difamado e mandado que seus seguranças o agredissem, que teria sofrido escoriações feitas por “unhadas”, conforme atesta um laudo médico no inquérito. O caso teria acontecido em 2010, quando Caiado fez um comício em Goiânia com críticas ao ex-prefeito. O inquérito, no entanto, ficou mais de seis anos na Polícia Civil de Goiás até ser enviado pela justiça de primeira instância ao Supremo Tribunal Federal, devido ao foro privilegiado, fazendo com que o crime prescrevesse e os autos fossem arquivados pelo ministro do STF, Marco Aurélio Mello. [29][30]

Logo da campanha de Ronaldo Caiado ao Senado em 2014.

Senado Federal

[editar | editar código]
Senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) concede entrevista em Brasília.
Foto oficial de Ronaldo Caiado como senador federal por Goiás.

Nas eleições gerais realizadas em outubro de 2014, Caiado candidatou-se ao Senado Federal e conseguiu eleger-se com 1 283 665 votos (47, 57% dos votos válidos).[31] Durante o mandato, foi eleito, por unanimidade, líder do Democratas no Senado, e atuou como membro titular das comissões de Assuntos Econômicos; de Constituição, Justiça e Cidadania; de Serviços de Infraestrutura; de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle; de Agricultura e Reforma Agrária; da Comissão de Reforma Política do Senado Federal e da Comissão Especial para o Aprimoramento do Pacto Legislativo.[20]

Em 31 de março de 2015, o ex-senador pelo DEM, Demóstenes Torres, publicou um artigo no jornal goiano Diário da Manhã, sustentando que Ronaldo Caiado teve despesas das campanhas de 2002, 2006 e 2010 financiadas pelo esquema de Carlinhos Cachoeira. Caiado negou as acusações, afirmando que Demóstenes "tem comportamento típico de um psicopata" e que o estaria acusando com mentiras por ter o mandato de senador cassado em 2012.[32] No mês seguinte, na condição de senador, Caiado foi promovido pela então presidente Dilma Rousseff ao grau de Grande-Oficial da Ordem do Mérito Militar.[1]

Impeachment de Dilma Rousseff

[editar | editar código]
Da esquerda para à direita, o senadores: Aécio Neves (PSDB-MG), Lúcia Vânia (PSDB-GO) e Ronaldo Caiado (DEM-GO); todos os três foram favoráveis e defenderam o impeachment contra então presidente do Brasil, Dilma Rousseff, desde os primeiros pedidos em 2015.

Durante sua atuação política, Ronaldo Caiado ficou conhecido por ser um dos principais opositores da esquerda brasileira, costumando tecer críticas aos últimos governos do Partido dos Trabalhadores (PT). Foi um dos principais articuladores do processo de impeachment de Dilma Rousseff, votando favoravelmente ao prosseguimento do processo e ao cumprimento da pena que envolvia a perda do mandato da ex-presidente. Entretanto, no mesmo dia, parte do MDB votou a favor de que Dilma mantivesse seus direitos políticos. Isso fez com que o senador rompesse com o novo governo, adquirindo a condição de independência no Senado.[20]

Em dezembro de 2016, Ronaldo Caiado votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos e,[33] em julho de 2017, votou a favor da reforma trabalhista.[34] Já em outubro de 2017, votou contra a manutenção do mandato do senador Aécio Neves, mostrando-se favorável à decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no processo onde ele é acusado de corrupção e obstrução da justiça por solicitar dois milhões de reais ao empresário Joesley Batista.[35][36]

Além disso, em abril de 2018, Caiado foi um dos 20 senadores a assinar uma carta aberta entregue ao gabinete da então presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, em defesa da manutenção do entendimento da Corte sobre prisão após a condenação em segunda instância. O envio da carta aconteceu na véspera do julgamento, na Suprema Corte, de um pedido de habeas corpus do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.[37]

Campanha eleitoral antecipada de 2018

[editar | editar código]

Caiado foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Goiás por propaganda eleitoral antecipada, em ação proposta pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). Durante evento no município de Morrinhos, o então candidato a governador fez discurso com pedido expresso de voto para Wilder Morais, pré-candidato à reeleição no senado.[38]

Governador de Goiás

[editar | editar código]

Primeiro mandato

[editar | editar código]

Nas eleições de outubro de 2018, Ronaldo Caiado candidatou-se ao governo do estado de Goiás ao lado do candidato a vice e então deputado estadual, Lincoln Tejota, do Partido Republicano da Ordem Social (PROS). Alcançando a soma de 1 773 185 votos (59,73% dos votos válidos), elegeu-se já no primeiro turno ao vencer Daniel Vilela, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que ficou em segundo lugar com 479 180 votos (16,14% dos votos válidos).[39] Renunciou ao mandato de Senador em janeiro de 2019, pouco antes de ser empossado. Assumiu seu suplente, Luiz Carlos do Carmo.[40]

Na posse, o gabinete de Ronaldo Caiado foi composto dos seguintes secretários:[41]

Secretários de Ronaldo Caiado
Secretários de Ronaldo Caiado tomam posse em 2 de janeiro de 2019.
Pasta Incumbente Partido
Agricultura Antônio Carlos de Souza Lima Neto Independente
Casa Civil Anderson Máximo de Holanda Independente
Comunicação Vassil José de Oliveira Independente
Cultura Edival Lourenço Independente
Desenvolvimento Econômico Adriano da Rocha Lima Independente
Desenvolvimento Social Marcos Cabral Democratas
Economia Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt Independente
Educação Fátima Gavioli Partido Socialista Brasileiro
Esporte Rafael Ângelo do Valle Rahif Democratas
Governo Ernesto Roller Movimento Democrático Brasileiro
Indústria e Comércio Wilder Morais Democratas
Meio Ambiente Andrea Vulcanis Independente
Procuradoria-Geral Juliana Pereira Diniz Prudente Independente
Saúde Ismael Alexandrino Júnior Independente
Segurança Pública Rodney Miranda Democratas

Em setembro de 2019, Caiado promulgou a Lei nº 20.514, de 16 de julho de 2019, que autoriza, para fins exclusivos de exportação, a extração e o beneficiamento do amianto da variedade crisotila em Goiás. Essa lei é alvo de uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI nº 6.200/GO), interposta pela Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT).[42]

Como governador, Caiado nomeou pelo menos 22 parentes para importantes funções públicas em Goiás, sobretudo, tios e primos. Alguns exemplos são o caso de Ênio Caiado, colocado na presidência da Goinfra e Ubirajara Ramos Caiado Neto, que se tornou Supervisor da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. [43][44]

Segundo mandato

[editar | editar código]

Nas eleições de outubro de 2022, Ronaldo Caiado candidatou-se a reeleição ao lado do candidato a vice, Daniel Vilela, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que fora oponente do atual governador nas eleições estaduais de 2018. Alcançando a soma de 1 806 892 votos (51,81% dos votos válidos), foi reeleito no primeiro turno ao vencer Gustavo Mendanha, do Patriota, que ficou em segundo lugar com 879 031 votos (25,20% dos votos válidos).[39]

Se posicionou contra a Reforma tributária do Brasil, de abril de 2023. Começou uma série de visitas à Brasília, inclusive na base congressista do União Brasil, para impedir a lei que considerou ''afrontosa''.[45] Com a aprovação do texto, voltou a criticá-la.[46]

Da esquerda para a direita: Ronaldo Caiado, governador de Goiás, Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel e Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo.

Tendo apoiado Jair Bolsonaro na Eleição presidencial no Brasil em 2022[47], Caiado mantém uma relação mais crítica com Luiz Inácio Lula da Silva, atual Presidente do Brasil, se devendo ao histórico de ter votado favoravelmente ao Impeachment de Dilma Rousseff e suas posições conservadoras.[48][49] Ronaldo Caiado manteve-se mais conciliador no ano de 2023[50], porém foi extremamente crítico a Lula após suas declarações sobre o Conflito Israel-Hamas, indo até Israel ao lado de Tarcísio de Freitas, ''retratar-se'' com Benjamin Netanyahu.[51] Se declarou pré-candidato à Presidência em 2024.[52]

Relação com o bolsonarismo

[editar | editar código]

Durante o início do governo Jair Bolsonaro, Ronaldo Caiado era considerado um aliado próximo do então presidente, compartilhando pautas de direita e posições conservadoras. No entanto, a relação entre ambos começou a se desgastar a partir de 2020, especialmente durante a pandemia de COVID-19. Enquanto Bolsonaro adotava uma postura contra restrições e contra medidas de isolamento social, Caiado se posicionou a favor da forte atuação das autoridades de saúde, chegando a romper publicamente com o presidente em março daquele ano.[53]

Nos anos seguintes, Caiado passou a adotar um discurso mais institucional e moderado, defendendo a autonomia dos estados, o respeito às instituições e a pacificação política. Após os ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, criticou publicamente os atos e reafirmou seu compromisso com o estado democrático de direito.[54]

Contudo, com o avanço do debate sobre as eleições presidenciais de 2026, Caiado tem buscado, de forma gradual, reaproximar-se do eleitorado conservador alinhado ao ex-presidente. Em falas públicas e agendas estratégicas de 2025, passou a adotar uma retórica mais firme em temas como segurança pública, combate à ideologia de gênero e defesa da propriedade privada. Apesar de manter uma identidade política distinta da de Bolsonaro, Caiado tem sinalizado que deseja atrair a base da direita tradicional e cristã, apresentando-se como uma alternativa estável e viável à direita bolsonarista.[55]

Sentença que condena Caiado à inelegibilidade por 8 anos.

Processo de inelegibilidade

[editar | editar código]

Em 10 de dezembro de 2024, a juíza Maria Umbelina Zorzetti, da 1.ª Zona Eleitoral de Goiânia, condenou Ronaldo Caiado e determinou sua inelegibilidade por oito anos por abuso de poder político durante as eleições municipais de 2024. A denúncia foi realizada pela coligação perdedora do pleito da capital goiana em 2024, de Fred Rodrigues (PL).[56] Segundo a decisão proferida pela juíza, Caiado usou a sede de seu governo, o Palácio das Esmeraldas, para realizar eventos de campanha para o seu candidato em Goiânia, o prefeito eleito Sandro Mabel. A magistrada também pediu a cassação de Mabel e da vice-prefeita eleita Coronel Cláudia, que teriam sido beneficiados pelos episódios. Os eventos em questão tratam-se de jantares com lideranças políticas que ocorreram entre sete e nove de outubro, logo após o primeiro turno do pleito.[57]

O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás, no dia 8 de abril de 2025, decidiu, por unanimidade, derrubar a inelegibilidade de Caiado, Mabel e da Coronel Cláudia.[58][59] Após a reversão do processo contra o governador goiano, o prefeito e a vice-prefeita goianienses, Fred Rodrigues (PL) afirmou que recorreria ao recurso de defesa do processo, levando a denúncia ao TSE.[60] Porém, alguns dias depois, o partido voltou atrás e decidiu por não dar sequência à ação, com o objetivo de "unir forças por uma só direita".[61]

Pré-candidatura à Presidência em 2026

[editar | editar código]

Após Jair Bolsonaro ser declarado inelegível a cargos públicos em 2023 pelo Tribunal Superior Eleitoral,[62] Ronaldo Caiado consolidou-se como um dos principais nomes da direita para a sucessão presidencial. Em novembro de 2024, o União Brasil chegou a confirmar sua pré-candidatura.[63] O lançamento oficial ocorreu em 4 de abril de 2025, em evento em Salvador, onde Caiado recebeu a Comenda 2 de Julho e o título de Cidadão Baiano pela Assembleia Legislativa da Bahia.[64] O ato contou com a presença de lideranças como o senador Sergio Moro e o ex-prefeito ACM Neto, evidenciando um esforço inicial de unificação partidária.[65]

Crise no União Brasil e saída

[editar | editar código]

Ao longo de 2025, a viabilidade da candidatura de Caiado pelo União Brasil sofreu desgastes internos. A formação de uma federação partidária com o Progressistas (PP) — sigla que apresentava resistências ao seu nome — e a ausência de apoio irrestrito da cúpula nacional do partido reduziram seu espaço político.[66] Diante desse cenário, o governador iniciou diálogos com legendas como Podemos, Solidariedade e Republicanos.[67][68]

Em janeiro de 2026, Caiado comunicou oficialmente sua saída do União Brasil. Na ocasião, o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, chegou a colocar a legenda à disposição do projeto presidencial do goiano, destacando a afinidade com a federação formada entre Solidariedade e PRD.[69]

Filiação ao PSD e disputa interna

[editar | editar código]

Em 27 de janeiro de 2026, Ronaldo Caiado surpreendeu o cenário político ao anunciar sua filiação ao PSD, presidido por Gilberto Kassab. A mudança foi articulada junto aos governadores Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), que também integravam a sigla com aspirações presidenciais.[70]

A filiação gerou reações divergentes: enquanto Kassab afirmou haver um acordo para que o partido escolha, em abril de 2026, o nome mais competitivo entre os três governadores para disputar o Palácio do Planalto, lideranças de outras siglas criticaram a movimentação. Paulinho da Força, do Solidariedade, declarou que Caiado poderia ter "desistido" da candidatura ao entrar em uma disputa interna incerta dentro do PSD.[71] Caiado, por sua vez, defendeu a estratégia de múltiplas candidaturas de direita no primeiro turno como forma de ampliar a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Desempenho eleitoral

[editar | editar código]
Ano Eleição Cargo Partido Votos Resultado Ref
T. Total % P.
1989 Presidencial no Brasil Presidente PSD 488.893 0,72% 10° Não Eleito [72]
1990 Estaduais em Goiás Deputado federal 98.256 9,80% Eleito [73]
1994 Estaduais em Goiás Governador PFL 364.767 23,18% Não Eleito [74]
1998 Estaduais em Goiás Deputado federal 100.446 5,41% Eleito [75]
2002 Estaduais em Goiás 114.728 4,40% Eleito [76]
2006 Estaduais em Goiás 152.895 5,39% Eleito [77]
2010 Estaduais em Goiás DEM 167.591 5,81% Eleito [78]
2014 Estaduais em Goiás Senador 1.283.665 47,57% Eleito [79]
2018 Estaduais em Goiás Governador 1.773.185 59,73% Eleito [80]
2022 Estaduais em Goiás UNIÃO 1.806.892 51,81% Eleito [81]

Vida pessoal

[editar | editar código]

Desde 1990[82], é casado com Maria das Graças Landim de Carvalho, natural de Salvador e integrante da União Democrática Ruralista da Bahia,[83] conhecida como Gracinha Caiado, com quem teve quatro filhos.[20] Em julho de 2022, perdeu seu filho mais novo, Ronaldo Caiado Filho, encontrado morto aos quarenta anos na cidade de Nova Crixás (GO). A causa da morte não foi revelada.[84][85][86]

Referências

  1. a b Brasil, Decreto de 15 de abril de 2015.
  2. «Governadores e símbolos do Estado de Goiás» (PDF) 
  3. Mestre, Gabriela (2 de outubro de 2022). «Ronaldo Caiado é reeleito governador de Goiás». Poder360. Consultado em 30 de novembro de 2025 
  4. «Três senadores deixarão o mandato para assumir governos de estado — Senado Notícias». www12.senado.leg.br. Consultado em 30 de novembro de 2025 
  5. «Ronaldo Caiado declara patrimônio de R$ 24,8 milhões ao TSE». G1. 12 de agosto de 2022. Consultado em 26 de setembro de 2025 
  6. Dias, Aristides (28 de outubro de 2023). «Site divulgou lista com os dez governadores mais ricos do Brasil». Amazon Pauxis. Consultado em 26 de setembro de 2025 
  7. «Qual o patrimônio dos governadores? Veja o ranking dos mais ricos do Brasil». Portal meionews.com. 30 de abril de 2024. Consultado em 26 de setembro de 2025 
  8. Belém 2013.
  9. Gomes 2013, p. 313-314.
  10. Maia 2018.
  11. Lopes Xavier, Glauber (2015). «Senhores da Lei, Donos da Terra": o arauto da bancada ruralista na Câmara dos Deputados (2009-2014)» (PDF). Estudos Sociedade e Agricultura. 23 (1): 131, 139, 147, 150. ISSN 2526-7752. Consultado em 22 de janeiro de 2025 
  12. Barbosa, Mariana de Oliveira Lopes (2018). História da União Democrática Ruralista (UDR) em Góias: o epicentro da ação ruralista na Constituinte de 1988 (PDF). Uberlândia: Tese (Doutorado em História) - Universidade Federal de Uberlândia. p. 19, 32, 79. doi:10.14393/ufu.te.2018.628 
  13. Bruno, Regina (2017). «Manifestações do conservadorismo e do fascismo no Brasil contemporâneo: análise de propagandas políticas». Questões agrárias, agrícolas e rurais: Conjunturas e políticas públicas: 155, 156, 157. Consultado em 22 de janeiro de 2025 
  14. «Biografia do(a) Deputado(a) Federal RONALDO CAIADO». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 30 de novembro de 2025 
  15. Congresso em Foco 2015.
  16. «DEM elege Caiado para líder na Câmara Federal. Mendonça fica para 2014». Uol. 3 de dezembro de 2013 
  17. «Senador é um dos principais nomes da bancada ruralista». Época. 19 de junho de 2016. Consultado em 2 de outubro de 2020 
  18. Ruralistas, De Olho nos (1 de outubro de 2018). «Responsável por popularizar termo "ruralista", Caiado tem 14 fazendas em Goiás». De Olho nos Ruralistas. Consultado em 26 de dezembro de 2024 
  19. «Políticos e empresários goianos protagonizam um ruralismo "raiz"». Brasil de Fato. 30 de dezembro de 2021. Consultado em 26 de dezembro de 2024 
  20. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u FGV 2015.
  21. Portal Seduc.
  22. Alves 2018.
  23. Setemy 2009.
  24. Eleições 2014 2014.
  25. a b G1 GO 2014.
  26. Castro 2011.
  27. Brasil, Decreto de 29 de julho de 1994.
  28. Tribunal Superior Eleitoral 1994.
  29. Oliveira, Paulo. «STF vai julgar Ronaldo Caiado por "unhadas" em prefeito». Blog do PCO 
  30. «Crime prescreve e senador Caiado se livra de inquérito no STF». epoca.globo.com. Consultado em 20 de maio de 2020 
  31. Eleições - 2014 2014.
  32. Ladeira 2014.
  33. UOL SP 2016.
  34. Carta Capital 2017.
  35. G1 Brasília 2017.
  36. Richter 2017.
  37. Garcia 2018.
  38. «Justiça nega recurso e mantém condenação de Caiado por propaganda eleitoral antecipada». Jornal Opção. 28 de agosto de 2018. Consultado em 20 de maio de 2020 
  39. a b Morais 2018.
  40. «Luiz Carlos do Carmo toma posse como senador na vaga de Ronaldo Caiado». Senado Federal. Consultado em 2 de outubro de 2025 
  41. Túlio, Velasco & G1 GO 2019.
  42. «ANPT pede suspensão de lei que autoriza produção de amianto em GO». Agência Brasil. EBC. 22 de julho de 2019. Consultado em 2 de outubro de 2020 
  43. «Ronaldo Caiado traz de volta o coronelismo a Goiás». ISTOÉ Independente. 31 de janeiro de 2020. Consultado em 20 de maio de 2020 
  44. «Exclusivo: Caiado nomeou pelo menos 12 parentes desde que assumiu o governo. Confira lista». Goiás 24 horas. 16 de março de 2019. Consultado em 20 de maio de 2020 
  45. Pati, Raphael (23 de abril de 2024). «Caiado volta a criticar a reforma tributária: 'Governadores têm que comer disso'». Política. Consultado em 26 de maio de 2024 
  46. Waltenberg, Guilherme (12 de dezembro de 2023). «Caiado diz que vai à Justiça contra tributária: "Viola a Constituição"». Poder360. Consultado em 26 de maio de 2024 
  47. «Ronaldo Caiado declara apoio a Bolsonaro». G1. 5 de outubro de 2022. Consultado em 26 de maio de 2024 
  48. «Lula e PT saquearam o Brasil, diz Ronaldo Caiado». Senado Federal. Consultado em 26 de maio de 2024 
  49. «Veja como votaram os senadores no julgamento de Dilma Rousseff». Senado Federal. Consultado em 26 de maio de 2024 
  50. «Governador de Goiás e líder ruralista, Caiado elogia ações de Lula para o agronegócio: 'Temos que reconhecer'». O Globo. 29 de junho de 2023. Consultado em 26 de maio de 2024 
  51. Schroeder, Lucas. «Caiado pede desculpas a presidente de Israel por "fala infeliz" de Lula sobre conflito no Oriente Médio». CNN Brasil. Consultado em 26 de maio de 2024 
  52. PODER360 (27 de janeiro de 2024). «União Brasil não deve "caminhar com Lula" em 2026, diz Caiado». Poder360. Consultado em 26 de maio de 2024 
  53. «Caiado rompe com Bolsonaro por postura na pandemia». G1. 25 de março de 2020 
  54. «Caiado condena atos antidemocráticos de 8 de janeiro». O Globo. 9 de janeiro de 2023 
  55. «Caiado busca eleitorado bolsonarista em pré-campanha para 2026». Estadão. 8 de abril de 2025 
  56. «Caiado é condenado por abuso de poder político». Agência Brasil. 11 de dezembro de 2024. Consultado em 15 de abril de 2025 
  57. «Justiça Eleitoral condena Caiado por abuso de poder político e cassa seu aliado eleito em Goiânia». O Globo. 11 de dezembro de 2024. Consultado em 11 de dezembro de 2024 
  58. «TRE-GO afasta inelegibilidade do governador Ronaldo Caiado». Agência Brasil. 9 de abril de 2025. Consultado em 10 de abril de 2025 
  59. Verenicz, Marina (9 de abril de 2025). «TRE-GO reverte inelegibilidade de Ronaldo Caiado por abuso de poder político». InfoMoney. Consultado em 10 de abril de 2025 
  60. «PL irá recorrer à decisão sobre inelegibilidade de Caiado e Mabel, garante Fred Rodrigues». 11 de abril de 2025. Consultado em 16 de abril de 2025 
  61. «PL desiste de brigar por inelegibilidade de Caiado e Mabel». 15 de abril de 2025. Consultado em 16 de abril de 2025 
  62. Cury, Lucas Mendes, Teo. «Por 5 a 2, TSE torna Jair Bolsonaro inelegível por oito anos». CNN Brasil. Consultado em 20 de fevereiro de 2025 
  63. Corrieri, Rafael (6 de novembro de 2024). «União Brasil confirma Caiado como pré-candidato à presidência». Poder360. Consultado em 20 de fevereiro de 2025 
  64. «Ronaldo Caiado recebe dupla homenagem do Poder Legislativo». Assembleia Legislativa da Bahia. 4 de abril de 2025. Consultado em 15 de abril de 2025 
  65. Tiossi, Saulo. «Ronaldo Caiado lança pré-candidatura à Presidência e tenta unir partido». CNN Brasil. Consultado em 15 de abril de 2025 
  66. «Ao lado de Ratinho Jr. e Eduardo Leite, Caiado anuncia filiação ao PSD de Kassab». VEJA. Consultado em 28 de janeiro de 2026 
  67. «Podemos e Solidariedade sondam Caiado para candidatura presidencial». CNN Brasil. Consultado em 28 de janeiro de 2026 
  68. Tecnológicas, Data Page-Soluções; DM, Giovanna Gonçalves-Estágio (27 de janeiro de 2026). «Caiado admite que procura outro partido após falta de apoio interno do União Brasil». Diário da Manhã. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  69. «Após anunciar saída do União Brasil, Paulinho da Força coloca Solidariedade à disposição de Caiado para disputar Presidência». Diário da Manhã. Consultado em 28 de janeiro de 2026 
  70. Gadelha, Igor. «Kassab diz ter "acordo" com Caiado, Ratinho Jr e Leite para a eleição». Metrópoles. Consultado em 28 de janeiro de 2026 
  71. «Caiado desistiu de ser candidato ao cair em "conversa fiada" do PSD, diz Solidariedade». Folha de S.Paulo. Consultado em 28 de janeiro de 2026 
  72. «Resultados Eleições 1989». TSE. Consultado em 28 de janeiro de 2026 
  73. «Eleições 1990». TSE. Consultado em 28 de janeiro de 2026 
  74. «Eleições 1994». TSE. Consultado em 28 de janeiro de 2026 
  75. «Eleitos 1998». TSE. Consultado em 28 de janeiro de 2026 
  76. «Apuração Goiás 2002». TSE. Consultado em 28 de janeiro de 2026 
  77. «Apuração Goiás 2006». TSE. Consultado em 28 de janeiro de 2026 
  78. «Eleições 2010 Goiás». UOL. Consultado em 28 de janeiro de 2026 
  79. «Caiado é eleito senador». G1. Consultado em 28 de janeiro de 2026 
  80. «Ronaldo Caiado é eleito governador de Goiás». G1. Consultado em 28 de janeiro de 2026 
  81. «Caiado é reeleito em Goiás». G1. Consultado em 28 de janeiro de 2026 
  82. revistastile (30 de dezembro de 2022). «A Primeira Dama do Estado de Goiás, Gracinha Caiado conversa com a Stile sobre os Programas Sociais do Governo». Revista Stile. Consultado em 18 de agosto de 2025 
  83. «Sogra de Ronaldo Caiado morre aos 88 anos em Salvador». Jornal do Tocantins. 29 de agosto de 2016. Consultado em 2 de outubro de 2020 
  84. «Filho de Ronaldo Caiado morre aos 40 anos em Goiás». Veja. 3 de julho de 2022. Consultado em 3 de julho de 2022 
  85. «Filho do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, morre aos 40 anos - Jornal Correio». Correio. 3 de julho de 2022. Consultado em 3 de julho de 2022 
  86. «Caiado posta homenagem ao filho no dia que completa 1 ano de sua morte: 'Saudade infinita'». G1. 3 de julho de 2023. Consultado em 26 de maio de 2024 

Bibliografia

[editar | editar código]

Ligações externas

[editar | editar código]
Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre Ronaldo Caiado:
Commons Categoria no Commons
Wikinotícias Notícias no Wikinotícias
Wikidata Base de dados no Wikidata