Ronaldo Caiado

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Ronaldo Caiado
Senador por Goiás
Período 1º de fevereiro de 2015
até a atualidade
Deputado federal de Goiás
Período 1º de fevereiro de 1991
até 31 de janeiro de 1995
Período 1º de fevereiro de 1999
até 31 de dezembro de 2014
Vida
Nascimento 25 de setembro de 1949 (67 anos)
Anápolis, GO, Brasil
Dados pessoais
Partido DEM
Religião Católica Romana
Profissão Médico
linkWP:PPO#Brasil

Ronaldo Ramos Caiado (Anápolis, 25 de setembro de 1949) é um médico e político brasileiro, filiado ao DEM. É Senador da República por Goiás, sendo desde 2013, líder do Partido no Congresso Nacional.[1]

Médico ortopedista formado na Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro[2], é membro de uma família de produtores rurais com forte presença na política de Goiás desde pelo menos meados do século XIX.[3][4][5] É neto de Antônio Ramos Caiado.

Notabilizou-se por presidir a União Democrática Ruralista de 1986 a 1989, entidade que visa defender a interesses dos produtores agrícolas. Concorreu à Presidência da República em 1989, obtendo menos de 1% dos votos. De 1991 e 1995 e de 1999 a 2014, foi deputado federal por Goiás.

Nas eleições de 2014, foi eleito Senador da República por Goiás. Recebeu, já no primeiro ano de mandato, o Prêmio Congresso em Foco como Melhor Senador, escolhido através de eleição popular nas redes sociais.[6]

Política[editar | editar código-fonte]

Candidatou-se à presidente da República pelo PSD, na Eleição presidencial brasileira de 1989, obtendo 0,68% dos votos.

Em 1990, elege-se deputado federal de Goiás. No ano seguinte filia-se ao PFL - atual DEM, onde se encontra até o presente. Disputou o governo de Goiás em 1994 obtendo o 3º lugar, com 23,18% dos votos.[7]

Reelege-se deputado federal sucessivamente em 1998, 2002, 2006 e 2010.

Relator da reforma política. Em seus discursos Ronaldo Caiado costuma tecer críticas aos últimos governos do PT. Em 2014 foi eleito senador pelo estado de Goiás com 1 283 665 votos.[8] Desde 1º de fevereiro de 2015 é o líder da bancada do DEM no Senado Federal. Foi um dos principais articuladores do processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff, votando favoravelmente ao prosseguimento do processo e ao cumprimento da pena envolvendo a perda do mandato da Presidente. Entretanto no mesmo dia, parte do PMDB votou a favor de que a Presidente mantivesse seus direitos políticos. Isso fez com que o Senador rompesse com o novo governo, adquirindo condição de independência no Senado.

Ronaldo Caiado é um dos senadores mais atuantes do Congresso Nacional pelo número de discursos e proposições apresentadas.[9]

Em 2016 participou do Congresso Brasil Paralelo.[10]

Polêmicas[editar | editar código-fonte]

Declarações de Demóstenes Torres[editar | editar código-fonte]

Em 31 de março de 2015 o ex-senador pelo DEM, Demóstenes Torres, publicou um artigo no jornal goiano Diário da Manhã, sustentando que Ronaldo Caiado teve despesas das campanhas de 2002, 2006 e 2010 financiadas pelo esquema de Carlinhos Cachoeira. Caiado negou as acusações, afirmando que Demóstenes "tem comportamento típico de um psicopata" e que o estaria acusando com mentiras, por ter o mandato de senador cassado em 2012.[11]

Envolvimento de familiares com trabalho escravo[editar | editar código-fonte]

Ao menos dois membros da família de Caiado, seu tio Antônio Ramos Caiado Filho e Alfredo Caiado Paranhos Filhos, integram a chamada “lista suja” do Ministério do Trabalho, acusados de submeterem trabalhadores ao regime de escravidão, e um terceiro, Emival Ramos Caiado, responde judicialmente pelo mesmo crime.[12][13][14][15] Em um dos casos envolvendo Antônio Ramos Caiado Filho, os trabalhadores resgatados afirmaram serem obrigados a cumprir jornadas de trabalho até 19 horas seguidas, “das 2h às 21h”, segundo um deles.[13] Caiado alega que houve uma confusão de nomes, em que acreditaram que a fazenda em questão era do deputado. “Lá, havia um gerente chamado Ronaldo, e como era conhecido na região como Ronaldo dos Caiados, eles foram achando que poderia ser uma propriedade rural minha”, afirmou.[16]

Em 2012, Ronaldo Caiado foi um dos deputados que se opuseram à PEC do Trabalho Escravo,[12][13] pronunciado-se em favor da mudança da atual definição de escravidão presente no direito brasileiro, que inclui a caracterização de escravidão por condições degradantes e jornadas exaustivas.[12] Caiado se defendeu afirmando que votou contra a proposta pelo fato de o texto ter sofrido alteração, e não abranger todo o direito do cidadão.[16]

Referências

  1. «DEM elege Ronaldo Caiado líder do partido na Câmara dos Deputados». Estado de Minas. 4 de fevereiro de 2013. Consultado em 10 de abril de 2017 
  2. «Ronaldo Caiado 251». Eleições 2014. Consultado em 27 de março de 2017 
  3. «Livro de Laurentino Gomes mostra bisavô de FHC criticando os Caiado - Jornal Opção». www.jornalopcao.com.br. Consultado em 7 de setembro de 2016 
  4. Gomes, Laurentino (2013). 1889. Rio de Janeiro: Globo. pp. 313–314 
  5. «'Avô de FHC propôs fuzilar a família real', conta Laurentino». Veja. Abril. Consultado em 7 de setembro de 2016 
  6. «Ronaldo Caiado é o melhor senador de 2015». Congresso em Foco. Congresso em Foco 
  7. «Resultado final do estado de Goiás - 1º turno». TSE. Cópia arquivada em 3 de agosto de 2012 
  8. TSE. «Resultados de Goiás (2º turno)]». Cópia arquivada em 5 de julho de 2015 
  9. Ronaldo Caiado - Atlas Político Página visitada em 1 de outubro de 2016.
  10. «Brasil Paralelo». Brasil Paralelo. Consultado em 10 de abril de 2017 
  11. Carlinhos Cachoeira financiou o líder do DEM no senado, afirma Demóstenes Folha de S.Paulo, página visitada em 17 de abril de 2015.
  12. a b c «Família do Senador Ronaldo Caiado (DEM) possui trabalho escravo em suas fazendas». www.releasevirtual.com.br. Consultado em 28 de setembro de 2016 
  13. a b c «Caiado é questionado sobre trabalho escravo em sua fazenda». www.jaraguanoticia.com. Consultado em 28 de setembro de 2016 
  14. «Trabalho escravo: MT flagra dois latifundiários da família Caiado com mão de obra escrava em Goiás». 5 de julho de 2014. Consultado em 28 de setembro de 2016 
  15. «Família Caiado na 'lista suja' do trabalho escravo». Consultado em 28 de setembro de 2016 
  16. a b «Caiado chama PT de "fascista" e afirma que votou contra a PEC do trabalho escravo por texto não estar completo». Consultado em 27 de março de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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