Triângulo Mineiro

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O Triângulo Mineiro é uma das dez regiões de planejamento do estado de Minas Gerais, no sudeste do Brasil.[1]

Está situado entre os rios Grande e Paranaíba, formadores do rio Paraná. Faz parte da Mesorregião do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.

Uberlândia, Uberaba, Araguari, Ituiutaba, Patos de Minas e Patrocínio são as principais cidades do Triângulo Mineiro.

Minas Gerais tem dez regiões de planejamento, das quais duas, a do Triângulo Mineiro e a do Alto Paranaíba formam a Mesorregião do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, definida pelo IBGE. O total de municípios dessa mesorregião é de 66, sendo sete microrregiões.

História[editar | editar código-fonte]

Bandeirantes

Em 1722, partiu de São Paulo uma expedição com destino a Goiás. Os bandeirantes "cortaram" a região e abriram a estrada do Anhanguera, ligando São Paulo ao Planalto Central. A região era conhecida como Sertão da Farinha Podre, e era ocupada pelos índios Caiapós. A escassez de ouro e de diamante no campo das vertentes e na central mineira fez com que os mineiros se dirigissem à região, que até 1748 pertencera à capitania de São Paulo. Em 1748, anexou-se o Sertão da Farinha Podre à capitania de Goiás, recebendo o nome de Julgado do Desemboque. Toda a região formava o Julgado de Desemboque, mas em 1811 dividiu-se em duas: Julgado de Desemboque e Julgado de Araxá. Esses dois julgados formavam a divisão administrativa da Campanha do Araxá. Em 1816, Araxá anexou sua campanha a Minas Gerais. Em 1830, Araxá elevou sua campanha em município. A partiu daí, o Sertão da Farinha Podre adquiriu autonomia política e administrativa, com sede em Araxá. Em 1836, Uberaba se desligou de Araxá, constituindo-se município. O presidente da Câmara de Araxá foi a Uberaba dar posse à nova câmara.

Sítios paleontológicos[editar | editar código-fonte]

Dinoprata

No Triângulo Mineiro localizam-se dois importantes sítios paleontológicos nos municípios de Prata, e Uberaba (distrito de Peirópolis). No município de Prata (Minas Gerais), foram descobertos fósseis do maior dinossauro encontrado no Brasil, que viveu há mais de oitenta milhões de anos na região da Serra da Boa Vista, distante cerca de quarenta quilômetros daquela localidade, cujo nome científico foi denominado de Maxakalisaurus topai e, após votação popular, passou a ser chamado de Dinoprata, valendo destacar que a réplica do titanossauro (montada em resina), com cerca de treze metros de comprimento, está exposta no Museu Nacional no Rio de Janeiro desde 28 de agosto de 2006, quando foi apresentada à comunidade científica do Brasil e do mundo pelo líder das pesquisas, o professor e paleontólogo Alexander Kellner.

Campanha de emancipação[editar | editar código-fonte]

Bandeira proposta para o estado proposto

O estado do Triângulo, com 66 municípios, é uma proposta para uma nova unidade federativa do Brasil. Seria fruto do desmembramento da parte oeste de Minas Gerais e foi batizado com o nome da mesorregião do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Se criado, o novo estado teria uma área de 90 545 km² (pouco menor do que Portugal). Em seu território, morariam cerca de 2 176 060 habitantes, em torno de 11 % da população do atual estado. A capital do novo estado seria a cidade de Uberlândia, que conta atualmente com 669 672 habitantes (Est. IBGE/2016).[2] Também já contaria com três universidades federais, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com sede na cidade de Uberlândia, a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), com sede na cidade de Uberaba, e um campus da Universidade Federal de Viçosa (UFV), na cidade de Rio Paranaíba, e mais duas unidades da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), sendo uma em Ituiutaba e a outra em Frutal. Além disso a região conta com o Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM).

A região proposta seria considerada como um dos melhores índices sociais do país[carece de fontes?]. Em dados de 2007, o Triângulo seria um dos estados mais ricos do país, em proporção, com um PIB de mais de R$ 37 011 590 000,00, que corresponde a aproximadamente 17 % do PIB de Minas Gerais.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

A região do Triângulo Mineiro já fez parte de São Paulo, depois Goiás e atualmente pertence a Minas Gerais. Em 1989, criou-se um projeto de lei restruturando territórios e criando novos estados no Brasil, a exemplos do Tocantins, que foi aprovado. A constituição de 1988 concede o direito de realização de plebiscito, para que a população dos Estados e territórios federais se manifeste sobre a sua incorporação, subdivisão ou desmembramento, para anexarem-se ou formarem novas unidades federadas. Em 1989, o projeto que então criava o Estado do Triângulo não passou em suas últimas tramitações.[3]

Em 2008 o assunto volta a tona com o então deputado federal Elismar Prado. O político, através de Decreto Legislativo sugere a realização de plebiscito na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba sobre a criação de uma nova unidade federada. Algumas partes do projeto:

Apresentamos, dessa forma, o presente projeto de decreto legislativo, sugerindo a realização de plebiscito com a população diretamente interessada, sobre a criação do Estado do Triângulo, pelo desmembramento de 66 (sessenta e seis) municípios de Minas Gerais, mencionados no artigo 1º da proposição.

O Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (que são duas regiões de planejamento pela segmentação adotada pelo Estado, formam uma única mesorregião segundo a delimitação oficial do IBGE), abrigam mais de dois milhões de habitantes, que correspondem a cerca de 11 % de sua população. Ainda é responsável pela produção de 16,3% do Produto Interno Bruto – PIB mineiro.

Uberlândia, com 669.672 habitantes, seria a cidade mais populosa do novo estado.
Uberaba, com 325.279 habitantes, seria a segunda mais populosa do novo estado.

O plebiscito sobre o assunto foi aprovado no começo de 2008 pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional e aguarda o parecer total da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Daí segue para o Senado, onde aguardará votação no plenário.[4][5][6]

A imprensa vem divulgando com frequência[carece de fontes?] a tramitação e a adesão ao movimento, por políticos e pela população da região a ser emancipada. Segundo o deputado federal Elismar Prado, sem citar os métodos para alcançar a tais números, hoje mais de 70 % da população do Triângulo e Alto Paranaíba seria favorável à emancipação. Entre os políticos, o percentual seria de quase 100 %.[7][8]

Viabilidade[editar | editar código-fonte]

Segundo um estudo realizado pelo Governo Federal, através do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, sobre o impacto da formação de novas unidades federativas, constatou que apenas dois projetos que estão na Câmara dos Deputados são viáveis, os projetos de São Paulo do Leste e Triângulo. O estudo prevê elevação dos gastos públicos estaduais tanto no Triângulo, como no estado de Minas Gerais, em cerca de 3,44 %, comparados aos gastos unificados. O custeio da máquina pública em relação ao PIB do Triângulo seria inferior a média nacional, que é de cerca de 12,74 %, o que torna o projeto um dos únicos viáveis.[9][10]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Clima tropical de altitude, com temperaturas médias entre 17 °C e 23 °C e amplitude térmica anual entre 7 °C e 9 °C. O comportamento pluviométrico é igual ao do clima tropical, caracterizando-se por um inverno seco e frio com baixa intensidade pluviométrica e verão quente e chuvoso.

O relevo é formado por planaltos, serras e chapadas.

Municípios[editar | editar código-fonte]

O Triângulo Mineiro é formado por 66 municípios e 7 microrregiões.

Classificação Município População
Dados de 2015 Mudança comparada aos dados de 2000 Dados de 2015[11] Mudança comparada aos dados de 2000 (%)
1 Estável Uberlândia 662 362 Aumento 19,77
2 Estável Uberaba 322 126 Aumento 17,44
3 Estável Patos de Minas 148 762 Aumento 12,07
4 Estável Araguari 116 267 Aumento 11,65
5 Estável Ituiutaba 103 333 Aumento 9,06
6 Estável Araxá 102 238 Aumento 18,59
7 Estável Patrocínio 88 648 Aumento 12,87
8 Estável Frutal 57 795 Aumento 14,83
9 Estável Monte Carmelo 47 937 Aumento 4,33
10 Aumento (1) Iturama 37 700 Aumento 19,53
11 Aumento (1) São Gotardo 34 425 Aumento 15,11
12 Baixa (2) Carmo do Paranaíba 30 782 Aumento 0,99
13 Estável Coromandel 28 456 Aumento 0,36
14 Estável Prata 27 469 Aumento 9,45
15 Estável Conceição das Alagoas 26 018 Aumento 4,62
16 Estável Sacramento 25 630 Aumento 11,93
17 Estável Tupaciguara 25 369 Aumento 10,55
18 Aumento (2) Ibiá 24 784 Aumento 34,38
19 Estável Monte Alegre de Minas 20 856 Aumento 8,94
20 Baixa (2) Campina Verde 20 022 Aumento 0,97
21 Estável Santa Vitória 19 389 Aumento 10,95
22 Estável Lagoa Formosa 18 037 Aumento 5,17
23 Aumento (1) Fronteira 16 399 Aumento 16,39
24 Estável Capinópolis 16 112 Aumento 6,21
25 Baixa (1) Perdizes 15 639 Aumento 10,87
26 Aumento (6) Campos Altos 15 186 Aumento 55,66
27 Baixa (1) Itapagipe 14 784 Aumento 15,53
28 Aumento (2) Nova Ponte 14 484 Aumento 35,09
29 Baixa (2) Santa Juliana 12 939 Aumento 3,21
30 Baixa (2) Rio Paranaíba 12 398 Aumento 6,81
31 Aumento (4) Canápolis 12 005 Aumento 40,42
32 Baixa (1) Planura 11 509 Aumento 12,26
33 Aumento (1) Serra do Salitre 11 325 Aumento 25,26
34 Baixa (5) Centralina 10 604 Aumento 0,33
35 Baixa (2) Carneirinho 9 985 Aumento 6,25
36 Aumento (12) Delta 9 499 Aumento 60,06
37 Estável Estrela do Sul 7 897 Aumento 8,34
38 Aumento (2) Guimarânia 7 831 Aumento 14,19
39 Baixa (3) Campo Florido 7 675 Baixa 8,78
40 Aumento (1) Limeira do Oeste 7 383 Aumento 11,67
41 Aumento (4) Abadia dos Dourados 7 015 Aumento 28,94
42 Baixa (1) Conquista 6 895 Aumento 6,98
43 Baixa (1) Iraí de Minas 6 886 Aumento 9,50
44 Baixa (3) Tiros 6 871 Aumento 4,00
45 Aumento (1) Indianópolis 6 693 Aumento 17,40
46 Baixa (2) Araporã 6 657 Aumento 14,74
47 Baixa (9) São Francisco de Sales 6 150 Baixa 10,84
48 Baixa (1) Gurinhatã 6 047 Aumento 9,97
49 Aumento (12) Pirajuba 5 534 Aumento 70,16
50 Baixa (1) União de Minas 4 474 Baixa 4,61
51 Baixa (1) Tapira 4 542 Aumento 1,99
52 Aumento (3) Ipiaçu 4 269 Aumento 23,29
53 Estável Cruzeiro da Fortaleza 4 140 Aumento 5,75
54 Baixa (3) Matutina 3 851 Baixa 1,95
55 Baixa (3) Verissímo 3 826 Baixa 3,64
56 Baixa (2) Romaria 3 657 Aumento 3,84
57 Aumento (1) Pedrinópolis 3 650 Aumento 20,60
58 Baixa (1) Pratinha 3 515 Aumento 13,94
59 Baixa (3) Santa Rosa da Serra 3 368 Aumento 3,53
60 Baixa (1) Comendador Gomes 3 116 Aumento 4,57
61 Aumento (1) Cascalho Rico 3 037 Aumento 8,96
62 Baixa (2) Arapuá 2 875 Aumento 1,02
63 Estável Cachoeira Dourada 2 661 Aumento 8,72
64 Estável Água Comprida 2 064 Baixa 3,44
65 Estável Douradoquara 1 920 Aumento 3,14
66 Estável Grupiara 1 416 Baixa 0,22
Total 2 317 188 Aumento 14,51

Demografia[editar | editar código-fonte]

IDH de 0,816 elevado PNUD/2000

IDH renda de 0,865 elevado [IBGE/2016]

Tem 1,12 % da população do Brasil e concentraria cinco cidades com mais de 100 000 habitantes: Uberlândia (669 672 habitantes), Uberaba (325 279 habitantes), Patos de Minas (149 856 habitantes), Araguari (116 871 habitantes) e Ituiutaba (103 945 habitantes),[12] que representaria mais da metade da população do possível novo estado (58,4%).

As dez cidades mais populosas somam 1 682 277 de habitantes, pouco mais que a população da cidade de Recife, no Nordeste brasileiro.[13] Essas cidades são:

  1. Uberlândia - 669 672
  2. Uberaba - 325 279
  3. Patos de Minas - 149 856
  4. Araguari - 116 871
  5. Ituiutaba - 103 945
  6. Araxá - 103 287
  7. Patrocínio - 89 333
  8. Frutal - 58 295
  9. Iturama - 38 102
  10. Prata - 27 637

Com uma população em torno de 2 milhões de habitantes, suas principais cidades são Uberlândia, Uberaba, Araguari e Ituiutaba.

Uberlândia, capital da logística, é a maior cidade do Triângulo Mineiro, e a segunda maior de Minas Gerais, fica atrás apenas de Belo Horizonte, a capital do estado.
Uberaba, capital do ZEBU, é a segunda maior cidade do Triângulo Mineiro.

Economia[editar | editar código-fonte]

  • PIB de 25 389 280 000,00 reais (IBGE 2006)
  • PIB per capita de 17 799,65 reais (IBGE 2006)

O Triângulo Mineiro é uma das regiões mais ricas do estado, com a economia voltada a distribuição. As principais indústrias ali instaladas relacionam-se aos setores de processamento de alimentos e de madeira, de açúcar e álcool, fumo e de fertilizantes. Nos últimos anos o Triângulo Mineiro é a região que mais tem recebido investimentos e mais empregos tem gerado.[14]

Uberlândia possui o Porto seco do cerrado, com infra-estrutura para atender importadores e exportadores. O porto permite que o recolhimento dos custos fiscais de importação seja feito apenas no momento de sua efetiva retirada do local. Desde 2009 Uberlândia recebe remessas de produtos produzidos na zona franca de Manaus para estocagem em armazém geral.

Em Uberaba, encontra-se a Eadi (Estação Aduaneira do Interior), mais conhecido por porto seco, um dos mais movimentados do estado e fundamental importância para a região, simplifica os desembaraços aduaneiros, oferecendo maior agilidade na movimentação de mercadorias e proporcionando significativa redução nos custos operacionais.

A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) aprovada em 2012, é, essencialmente, um condomínio industrial incentivado, onde as empresas nele instaladas gozarão de tratamento tributário, cambial e administrativo diferenciados, com a condição de destinarem pelo menos 80 % da produção para o mercado externo. Sua presença em Uberaba constitui em atraente oportunidade de negócios e geração de riquezas, considerando o aporte de novas tecnologias e serviços.

Araguari é a capital nacional do tomate[carece de fontes?], cultivando cerca de 5,4 milhões de pés de tomates. Araguari vem se destacando no segmento da agricultura impulsionando culturas como: frutas, hortaliças, milho, arroz. Araguari é a cidade mineira que mais produz tomate, maracujá, café, e soja.

Araguari tem uma forte economia com o maior Frigorifico de carne bovina de Minas, que além de gerar vários empregos exporta carne bovina para mais de 60 países no mundo, o que ajuda a fazer de Araguari o maior exportador do Triângulo Mineiro e Auto Paranaíba. Araguari também conta com um frigorifico que abate cavalos, ao todo são 680 toneladas de carne de cavalo, exportando para países como a Bélgica, Holanda, África do Sul e Japão.

Outros destaques da economia triangulina, é a construção do Gasoduto ligando a cidade de São Carlo, SP a Uberaba, numa extensão de aproximadamente 230 km, possibilitando a construção da Fábrica de Amônia e Uréia na cidade de Uberaba. Tais investimentos, são de extrema importância para a região, pois possibilitará a diversificação econômica da região com atração de várias outras empresas. Posteriormente, o gasoduto chegará a Uberlândia.

A região é marcada por eventos de grande importância nacional como a Expozebu em Uberaba, a Feniub em Uberlândia, a Expopec e Carnaval de Ituiutaba e a Fenicafé em Araguari.

Tem como destaque na indústria as cidades de Uberlândia, Uberaba, Araguari e Ituiutaba. (A maior fábrica de leite em pó da América Latina da Nestlé está em Ituiutaba, situado no Bairro Paranaíba, as margens da BR 365).

Polos tecnológicos[editar | editar código-fonte]

O Triângulo Mineiro tem forte tendência tecnológica. O município de Uberaba é pólo em genética de bovinocultura de corte e de bubalinocultura.[15] Frutal é pólo em excelência de recursos hídricos. Existe apenas 20 pólos no mundo.[16] Existe ainda o IFTM (antigo Cefet) que está implantado em Uberaba, Uberlândia, Araguari, Campina Verde, Ituiutaba, Paracatu (Noroeste de Minas), Patos de Minas e Patrocínio.

Efeito etanol[editar | editar código-fonte]

O Triângulo Mineiro e parte do Estado de Mato Grosso do Sul receberão 89 novas usinas que serão construídas até 2012, um investimento estimado em 15 bilhões de reais. As usinas serão responsáveis pelo crescimento das cidades, como na geração de empregos e no mercado de ações.[17]

O município de Santa Vitória, no pontal do Triângulo, terá o maior pólo alcoolquímico do mundo, com investimentos superiores a 2,5 bilhões de reais.[18]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Transportes[editar | editar código-fonte]

O Triângulo Mineiro recebeu investimentos para a pavimentação e restauração das rodovias, melhorias nos aeroportos e construção de portos.[19] Araguari vem se tornando um pólo logístico, além de ser entroncamento ferroviário a cidade vem recebendo grandes empresas do setor logístico em especial um superterminal da FCA/Vale. O comércio atacadista se destaca na região e é referência nacional. Das 20 maiores empresas atacadistas distribuidoras do Brasil, 10 estão localizadas aqui. O Triângulo representa cerca de um terço do setor atacadista de todo o Brasil.[20]

Transporte aéreo[editar | editar código-fonte]

O Triângulo Mineiro tem apenas dois aeroportos administrados pela Infraero, o de Uberlândia, com capacidade de 550 mil passageiros por ano,[21] e o de Uberaba com capacidade de 200 mil passageiros por ano.[22]

O aeroporto de Uberlândia teve a sua capacidade aumentada para mais de 1 milhão de passageiros por ano, e ainda está sendo ampliado um terminal de cargas para atender às remessas de produtos industrializados da Zona Franca de Manaus.[23]

O aeroporto de Patos de Minas tem pista de 1.700 metros com balizamento noturno e atende a voos diários para Araxá e Belo Horizonte, prestados pela empresa Azul Linhas Aéreas. Atualmente, o aeroporto tem passado por reformas e melhorias.

Araguari conta com o Aeroporto Santos Dumont, que tem uma pista de 1.900 metros asfaltada, mas que não tem nenhuma utilização comercial; apenas os aeroclubes usam, porque promovem na cidade o encontro de paraquedismo.

Os aeroportos de Frutal e de Iturama, administrados pelo governo de Minas Gerais, foram ampliados e melhorados com investimentos superiores a 3,5 milhões de reais. O aeroporto de Ituiutaba também recebeu investimentos do estado, e já recebe voos com aviões de pequeno porte, tendo inclusive autorização da Anac para voos regulares de aviões de médio porte.[24]

Transporte hidroviário[editar | editar código-fonte]

O Triângulo Mineiro está na região de dois grandes rios navegáveis, o Grande e o Paranaíba. O governo do estado de Minas Gerais está promovendo o desenvolvimento do sistema hidroviário nesses rios.[25] Os principais portos da região são o de Santa Vitória e de Iturama.[26]

Comunicação[editar | editar código-fonte]

O Triângulo Mineiro é referência nacional em qualidade nos serviços de telecomunicações. Oferece cobertura de várias operadoras de telefonia móvel. Todos os municípios têm pelo menos duas operadoras atuantes. As mais importantes são: Vivo, Oi, Tim, Algar Telecom, Nextel e Claro, além de a sede da Algar Telecom ser em Uberlândia e contar com um call center em Ituiutaba. Várias cidades já contam com a tecnologia 2G e 3G, e em 2014 foi instalada a nova rede 4G.

A operadora Vivo ganhou, recentemente, o direito de cobrir com seus serviços de telefonia e transmissão de dados toda a região do Triângulo Mineiro (código 34).[27]

Centro de desenvolvimento genético[editar | editar código-fonte]

Uberaba tem o maior centro de desenvolvimento genético de Minas Gerais e o segundo maior do Brasil. O Centro de desenvolvimento genético de gado Zebu é modelo de transferência de embriões e inseminação artificial, num área construída de 6.680 m². Vale ressaltar que o prédio foi construído na formato do Palácio de Jaipur (Palácio dos Ventos), da Índia, em homenagem aos pioneiros do Zebu.

Patos de Minas detém 70% do melhoramento da genética suína no Brasil, com grandes empresas como Agroceres PIC, DB Dan Bred e outras. O suíno melhorado geneticamente não precisa de vermífugos e teve a gordura bastante reduzida criando assim um "suíno limpo e light" como disse a Revista Veja, em edição especial do Agronegócio, em 2005, quando destacou o trabalho feito pelas empresas da cidade.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Esportes[editar | editar código-fonte]

As cidades que mais se destacam esportivamente são Patos de Minas, Araxá, Ituiutaba, Uberlândia, Araguari, e Uberaba.

Uberlândia possui um complexo esportivo formado por estádio, ginásio e parque, o Parque do Sabiá.

O Estádio Parque do Sabiá foi inaugurado em 1982 com um jogo entre Brasil e Irlanda. Atualmente o estádio tem capacidade para 53 350 pessoas, é o maior do interior do Brasil e o segundo maior de Minas Gerais.[28][29]

Uberaba tem o estádio Uberabão, que passa por reformas e segundo um projeto receberá uma cobertura sobre as arquibancadas. O estádio tem capacidade para 21 300 torcedores.

Já em Ituiutaba, está sendo construído o estádio Júlia do Prado (chamado popularmente de "Tijucão"), com inauguração prevista para início de 2013 e capacidade de 20 000 torcedores, todos com cadeiras dobráveis e cobertura total. Um dos mais modernos do interior do Brasil, atendendo todos os requisitos da Fifa. Nele, espera-se a volta do Boa Esporte (Ituiutaba Esporte) para mandar seus jogos, além da reintegração ao futebol profissional de MG da Ituiutabana, já esse ano.

O Boa, ainda como Ituiutaba Esporte, conseguiu um feito inédito, sendo vice-campeão do campeonato brasileiro da série C e se habilitando para disputar a série B. Em 2011 o time disputou até a última rodada uma vaga para série A, mas acabou em sétimo.

Araguari tem o estádio Sebastião César, com capacidade para 8 000 pessoas.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Referência original inaccessível em 2012-4-1: «Governo de Minas gerais», Portal 
  2. Deputado Elismar Prado defende a criação do estado do Triângulo (projeto decreto legislativo), Caiapós, 2008 
  3. «Histórico, região dona do próprio nariz: Emancipação do Triângulo e do Alto Paranaíba volta a ganhar força com proposta no Congresso», Fenicafé, O Tempo Belo Horizonte, Janeiro de 2009 
  4. «Comissão da Câmara aprova proposta de plebiscito sobre a criação do estado do Triângulo Mineiro» Online ed. , Uberlândia: Globo, O Globo 
  5. Uberaba (tramitação da proposição), Câmara dos Deputados 
  6. «Projeto de criação do estado do Triângulo Mineiro aprovado», Araguari, Band News FM (som) 
  7. «'Injustiça' mobiliza triangulinos por emancipação», Ituiutaba, O Tempo Belo Horizonte 
  8. «Minas Gerais pode acabar se tornando um rosto sem nariz», Parque do Sabiá, O Tempo Belo Horizonte, Janeiro de 2009 
  9. Custos de funcionamento das unidades federativas brasileiras e suas implicações sobre a criação de novos estados, Ipea, Dezembro de 2008 
  10. «Criação do estado do Triângulo é viável, diz estudo», Frutal, Jornal de Uberaba, Janeiro de 2009 
  11. «Censo». IBGE. 2011. Consultado em 29 de abril de 2011 
  12. «Estimativas da população residente no Brasil e unidades da federação com data de referência em 1º de julho de 2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 5 de julho de 2017 
  13. «Cidades». IBGE. 2016. Consultado em 19 de setembro de 2016 
  14. Notícia original inaccessível em 2012-4-1: «Investimentos em Minas», Governo de Minas Gerais, Portal 
  15. Artigo original inacessível em 2012-4-1: Portal, Governo de Minas Gerais 
  16. «Pólo de Excelência em Recursos Hídricos», Governo de Minas Gerais, Ações do Governo, Ciência e tecnologia 
  17. «Efeito etanol vai afetar interior, bolsa e mercado de trabalho», G1, Globo, 13 de março de 2007 [8/3/2007] 
  18. Noticia original inaccessível em 2012-4-1: Agro Brasil (revista) 
  19. «Prover infra-estrutura multimodal de transporte, contribuindo para a redução dos custos logísticos de empreendimentos agrícolas e agroindustriais instalados ou em instalação no Triângulo», Governo de Minas Gerais, Agronegócio - Potencialização da Infra-Estrutura Logística da Fronteira Agroindustrial 
  20. Parceria entre estados cria entreposto em Uberlândia, Agência Minas, 30 de julho de 2008 
  21. «Aeroporto de Uberlândia», Infraero, Aeroportos Minas Gerais 
  22. «Aeroporto de Uberaba, Histórico», Infraero, Aeroportos Minas Gerais 
  23. «Aeroporto ganha mais de 150 metros de pista», AeroLatinNews, 2 de setembro de 2008 
  24. «Proaero: Programa de adequação, ampliação, melhoria e revitalização da malha aeroportuária do Estado de Minas Gerais», Governo de Minas Gerais, Ações do Governo 
  25. «Prohidro: Incrementar o transporte por hidrovias no Estado», Governo de Minas Gerais, Ações do Governo 
  26. «Infra-estrutura», Governo de Minas Gerais, Ações do Governo 
  27. «Desenvolvimento econômico», Governo de Minas Gerais, Minas Comunica 
  28. «Cidade mineira muda nome de estádio e retira homenagem a João Havelange». Globo esporte. Globo. 18 de janeiro de 2016. Consultado em 19 de setembro de 2016 
  29. Tilio, João (12 de novembro de 2013). «Prudentão continua como o 2º maior estádio do interior do Brasil». Globo esporte. Globo. Consultado em 19 de setembro de 2016. Além de postular na segunda colocação nacional – atrás apenas do Parque do Sabiá, em Uberlândia (MG), que tem capacidade para 56 450 pessoas. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]