Itapagipe

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Para a península homônima localizada em Salvador, veja Península de Itapagipe.

Município de Itapagipe
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário 27 de dezembro
Fundação 27 de dezembro de 1948 (68 anos)
Gentílico itapagipense
Prefeito(a) Benice Maia (PSDB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Itapagipe
Localização de Itapagipe em Minas Gerais
Itapagipe está localizado em: Brasil
Itapagipe
Localização de Itapagipe no Brasil
19° 54' 32" S 49° 22' 51" O19° 54' 32" S 49° 22' 51" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba IBGE/2008[1]
Microrregião Frutal IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Campina Verde, Prata, Comendador Gomes, Frutal, Paulo de Faria (SP), Riolândia (SP) e São Francisco de Sales
Distância até a capital 681 km
Características geográficas
Área 1 795,431 km² [2]
População 13 656 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 7,61 hab./km²
Altitude 420 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,788 elevado PNUD/2000[4]
PIB R$ 227 733,476 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 15 434,33 IBGE/2008[5]
Página oficial

Itapagipe[nota 1] é um município na microrregião de Frutal, no estado de Minas Gerais, no Brasil. Possui 13 656 habitantes e área de 1 802,4 km².[3] Localiza-se às margens do Rio Grande.

História[editar | editar código-fonte]

O atual estado de Minas Gerais era habitado por índios do tronco linguístico macro-jê até a chegada dos bandeirantes, no século XVII[7]. Os primeiros habitantes não índios dessa terra instalaram-se na região conhecida como Serra da Moeda. Mas, com a doação da fazenda Lageado a Santo Antônio, uma igreja foi erguida às margens do córrego Lageado e, ali, em volta da capela, começaram a surgir as primeiras casas que dariam origem ao povoado de Santo Antônio do Lageado, hoje Itapagipe[8]. Isso atraiu também ex-escravos africanos, europeus, fora os índios que já por aqui viviam. Dessa mistura, surgiu Itapagipe, cujo povo é carregado de traços e costumes multirraciais.

Por volta de 1850, chega, à região onde hoje está o município,o desbravador Vicente Joaquim da Silva. Atraído pelas planícies às margens do rio Grande e pela qualidade da terra, ele ali se instala e funda uma fazenda.

Em 1880, chegou Antônio Gomes Sobreiro, "casado" com uma índia caiapó cujo nome não é conhecido, que veio para cá atraído pela fertilidade do solo, relevo plano e abundância de água.

Em 1880, doa terras para a fundação de um povoado, que nasce com o nome de Patrimônio de Santo Antônio do Lajeado. Oito anos mais tarde, inicia-se a construção da capela. Já neste século, o povoado torna-se distrito de Frutal, com o nome de Lajeado. O distrito do Lageado, hoje município de Itapagipe, foi emancipado em 27 de dezembro de 1948, tornando-se município[9].

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua população em 2010 era de 13 656 habitantes.[3] A área é de 1 802,4 km² e a densidade demográfica, de 7,58 habitantes por quilômetro quadrado.[3]

O municípios limítrofes são Campina Verde a noroeste e norte, Prata e Comendador Gomes a nordeste, Frutal a sudeste, os paulistas Paulo de Faria e Riolândia a sul e São Francisco de Sales a oeste.

Religião[editar | editar código-fonte]

Além da igreja matriz de Santo Antônio (padroeiro da cidade) de Itapagipe, possui também a capela de São Bom Jesus da Lapa. Ela foi construída por Manuel Ferreira Pinto, para pagar uma promessa. Contam que Manuel era alcoólatra e que, certa noite, sonhou com Bom Jesus da Lapa e este lhe teria dito que, se ele construísse uma igreja, sua vida mudaria. Assim foi feito. A capela foi inaugurada, com festa, em 1958.

Atualmente, foi construída a Igreja de Santa Rita de Cássia. Com ajuda de toda a comunidade e com grande influência do atual padre Antônio Ataliba.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b c d «Censo 2010 IBGE - População» (PDF). Censo 2010. IBGE.gov.br. Consultado em 9 de agosto de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
  6. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo. 3ª edição. São Paulo. Global. 2003. 463 p.
  7. Revista de história.com.br. Disponível em http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/o-ouro-vermelho-de-minas-gerais. Acesso em 13 de maio de 2013.
  8. http://www.itapagipe.mg.gov.br
  9. Secretaria da Cultura em: 1 de outubro de 1999 - http://www.itapagipe.mg.probrasil.com.br

Ligações externas[editar | editar código-fonte]