Pedro Ludovico Teixeira

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Pedro Ludovico Teixeira
Pedro Ludovico Teixeira
Vida
Nascimento 23 de outubro de 1891
Goiás, GO
Morte 16 de junho de 1979 (87 anos)
Goiânia, GO
Dados pessoais
Alma mater Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro
Partido AL.
Profissão Medicina.
Estátua de Pedro Ludovico Teixeira, à entrada do Palácio das Esmeraldas, sede do Governo do Estado de Goiás, em Goiânia.

Pedro Ludovico Teixeira (Goiás, 23 de outubro de 1891Goiânia, 16 de agosto de 1979) foi um político brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1915). Um dos líderes da Revolução de 1930, em Goiás, interventor federal no estado (1930-1933) e governador de 1935 a 1937[1] , foi responsável direto pela mudança da capital de Goiás para Goiânia.

Pedro Ludovico Teixeira, político goiano, fazia parte do núcleo de oposição em Goiás que se esboçava em Rio Verde, Inhumas e Anápolis, contra o poderio político dos Caiado.

Pedro Ludovico reuniu um grupo de 120 voluntários de Goiás e Triângulo Mineiro com a intenção de invadir o sudoeste goiano. Perto de Rio Verde, Pedro Ludovico foi preso pelas tropas caiadistas (4 de outubro de 1930), sendo solto logo que chegou a notícia em Goiás da vitória da revolução. Pedro Ludovico Teixeira nasceu na cidade de Goiás, então capital do estado de Goiás, em 23 de outubro de 1891,

Historia[editar | editar código-fonte]

Pedro Ludovico, então governador do estado, assina o decreto que determina a transferência da capital de Goiás.

Filho do médico João Teixeira Álvares e de Josefina Ludovico de Almeida. Transferiu-se para o Rio de Janeiro e bacharelou-se em Medicina.

Retornou a Goiás em março de 1916, fixando residência em Bela Vista, onde começou a clinicar. Em 1917 mudou-se para Rio Verde (GO) e no ano seguinte casou com Gercina Borges Teixeira.

Participou da Revolução de 1930. Em 24 de outubro do mesmo ano foi determinada a sua remoção para a cidade de Goiás, mas durante o percurso veio a notícia da vitória da revolução. Assim, Pedro Ludovico chegou ao destino não mais como prisioneiro, mas para assumir a liderança de um movimento vitorioso e o governo provisório do estado. Em 21 de novembro, foi nomeado interventor em seu estado.

Em 1933 foi decidida a reconstitucionalização do país, e Ludovico tomou parte ativa na criação do Partido Social Republicano (PSR), que viria a preencher todas as cadeiras da representação goiana na Constituinte de 1934. Em 1935, seguindo as normas da Constituição federal votada no ano anterior, reuniu-se a Assembléia Constituinte do estado de Goiás, que o elegeu governador.

Em novembro de 1937, com a decretação do Estado Novo, permaneceu à frente do governo estadual, mais uma vez como interventor. No início de 1945, com a crise do Estado Novo e o surgimento de novos partidos políticos, participou intensamente da criação do Partido Social Democrático (PSD), do qual foi presidente em seu estado. Cinco dias após a queda de Getúlio Vargas, foi substituído na interventoria, depois de 15 anos consecutivos à frente do Executivo estadual.

Em dezembro de 1945 foi eleito senador na legenda do PSD para um mandato de oito anos e, dessa forma, tomou parte nos trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte de 1946. Membro do diretório nacional desta agremiação política, em 1950 interrompeu seu mandato no Senado para candidatar-se novamente ao governo de Goiás. Foi eleito no pleito de 3 de outubro do mesmo ano, pela coligação entre o PSD e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Empossado em janeiro de 1951, governou por apenas três anos e meio, ao fim dos quais renunciou para desincompatibilizar-se novamente candidatar-se ao Senado.

Nas eleições de outubro de 1954 elegeu-se mais uma vez senador na legenda do PSD, com mandato de oito anos. Reeleito em outubro de 1962, sempre com o apoio do PSD, permaneceu no Senado até outubro de 1969.

Em novembro de 1964 mobilizou homens armados para a defesa do mandato de seu filho Mauro Borges no governo estadual de Goiás, que este ocupava desde 1º de fevereiro de 1961. Entretanto, não teve sucesso, pois uma intervenção federal afastou Mauro Borges do governo do cargo no dia 26 de novembro.

Em outubro de 1965 o Ato Institucional nº 2 (AI-2), promulgado pelo presidente Humberto Castelo Branco, extingüiu os partidos políticos até então existentes. Com o advento do bipartidarismo, Pedro Ludovico filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), representando-o na vice-presidência do Senado até 1º de outubro de 1969 quando a junta militar, que governou o país de 31 de agosto a 30 de outubro desse ano, cassou seu mandato parlamentar com base no Ato Institucional nº 5 (AI-5).

Foi redator do jornal goiano A Voz do Povo e membro honorário da Academia de Letras de São Paulo. Faleceu em Goiânia no dia 16 de agosto de 1979, quando preparava mais um volume de seu livro Memórias.[2]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

O objetivo político do Governo de Pedro Ludovico era impulsionar a ocupação do Estado de Goiás, direcionando os excedentes populacionais para os espaços demográficos vazios na tentativa de aumentar a produção econômica.

A implantação de tal projeto só seria possível com a garantia de uma infraestrutura básica ligando o centro-oeste ao sul do país.

As medidas adotadas por Pedro Ludovico:

  • mudança da capital;
  • construção de estradas internas;
  • reforma agrária;
  • Marcha para o Oeste.

A pedra fundamental da cidade de Goiânia foi lançada em 3 de outubro de 1933, como homenagem aos 3 anos do início da Revolução de 1930.

Pedro Ludovico foi deputado constituinte da Constituição de 1946.

Interventor federal pela segunda vez (1937-1945 e governador eleito (1951-1954), além de ser senador eleito por duas vezes (1955-1962 e 1962-1970),em 1968, estava na Vice-Presidência do Senado quando teve o mandato cassado e suspensos seus direitos políticos por dez anos, em 1969 pelo AI-5.

No ano de 1973 lançou, em Goiânia, pela Editora Cultura Goiana, 313 páginas, a primeira edição da sua autobiografia, sob o título de "Memórias". Capa elaborada por Marcos Veiga, retratando Pedro Ludovico.

Precedido por
Carlos Pinheiro Chagas
Junta governativa goiana de 1930
1930
Sucedido por
Pedro Ludovico Teixeira
Precedido por
Junta governativa goiana de 1930
Governador de Goiás
19301932
Sucedido por
Mário de Alencastro Caiado
Precedido por
Mário de Alencastro Caiado
Governador de Goiás
19321933
Sucedido por
José Carvalho dos Santos Azevedo
Precedido por
José Carvalho dos Santos Azevedo
Governador de Goiás
19331934
Sucedido por
Inácio Bento de Loyola
Precedido por
Vasco dos Reis Gonçalves
Governador de Goiás
1934
Sucedido por
Heitor Morais Fleury
Precedido por
Heitor Morais Fleury
Governador de Goiás
19341935
Sucedido por
Taciano Gomes de Melo
Precedido por
Taciano Gomes de Melo
Governador de Goiás
1935
Sucedido por
Hermógenes Ferreira Coelho
Precedido por
Hermógenes Ferreira Coelho
Governador de Goiás
1936
Sucedido por
João de Abreu
Precedido por
João de Abreu
Governador de Goiás
19371942
Sucedido por
João Teixeira Álvares Júnior
Precedido por
João Teixeira Álvares Júnior
Governador de Goiás
19421945
Sucedido por
José Ludovico de Almeida
Precedido por
José Ludovico de Almeida
Governador de Goiás
1945
Sucedido por
Eládio de Amorim
Precedido por
José de Sousa Porto
Governador de Goiás
19511952
Sucedido por
Jonas Ferreira Alves Duarte
Precedido por
Jonas Ferreira Alves Duarte
Governador de Goiás
19521954
Sucedido por
Jonas Ferreira Alves Duarte
Precedido por
Jonas Ferreira Alves Duarte
Governador de Goiás
1954
Sucedido por
Jonas Ferreira Alves Duarte

Referências

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