José Feliciano Ferreira

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José Feliciano Ferreira
José Feliciano Ferreira
Dados pessoais
Nascimento 15 de dezembro de 1916
Jataí, Goiás
Morte 23 de março de 2009 (92 anos)
Goiania

José Feliciano Ferreira (Jataí, 15 de dezembro de 1916 - Goiania, 23 de março de 2009) foi um advogado e político brasileiro filiado ao PMDB.

Foi vereador (1945-1950), deputado estadual (1951-1955), governador (1959-1961)[1], senador (1961; 1963-1970. Foi também secretário de Estado de Educação e Cultura de Goiás e presidente do Banco do Estado de Goiás.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em Jataí, José Feliciano Ferreira foi o primeiro filho da cidade a governar o Estado de Goiás, entre os anos de 1959 a 1961. Fato, mais tarde, repetido pelo conterrâneo Maguito Vilela.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Diplomado em Direito pela antiga Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro (hoje, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o início da trajetória política do goiano de Jataí, José Feliciano Ferreira, aconteceu com ele exercendo o mandato de vereador, em sua cidade-natal, pelo extinto PSD, na cidade de Jataí, no ano de 1952. Relatos afirmam que sua iniciação política se deu casualmente. Nos anos 40, José Feliciano Ferreira foi o responsável direto pela construção de uma usina hidrelétrica em Jataí, a Companhia Força e Luz. Este feito o fez conquistar tamanha popularidade que ele acabou sendo convencido pelo cunhado, o médico Serafim Carvalho, o maior líder político da região sudoeste, que comandava o PSD na cidade à época, a fazer carreira na política.

Assim quis o destino e, José Feliciano Ferreira, após o exercício do mandato de vereador, foi eleito, em 1950, para uma cadeira na Assembleia Legislativa Goiana. Nos dias atuais, José Feliciano Ferreira morreu sendo o único jataiense a ter ocupado a cadeira de presidente do Legislativo Goiano. Ele também foi o titular da Secretaria de Estado da Educação de Goiás, no governo de José “Juca” Ludovico. Neste cargo, entre suas principais realizações, destaca-se a construção do Instituto de Educação de Goiás (IEG).

Em 1958, venceu a disputa pelo Governo de Goiás, na disputa com o rio-verdense, César da Cunha Bastos. Sua alta popularidade em todos as regiões goianas, como secretário estadual da Educação, o tornou governador após receber 151 565 votos.

Com o passar dos anos, José Feliciano Ferreira estreitou relações com o ex-presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira (JK). A amizade entre os dois era tão profunda, que José Feliciano considerava Juscelino como um irmão mais velho e, tomado por este sentimento nobre, foi um grande parceiro do presidente JK na construção da nova Capital Federal – Brasília. Á época, o então governador goiano, José Feliciano Ferreira, determinou a construção da Usina de Cachoeira Dourada, seguindo uma solicitação do presidente JK, para que Brasília fosse suprida de energia elétrica. Não devemos nos esquecer que o seu governo 1959 - 1961) garantiu o apoio geral e irrestrito e o suporte necessário para a criação das duas universidades de Goiás, a Universidade Católica, criada 17 de outubro de 1959; e a Universidade Federal de Goiás, a 14 de dezembro de 1960.

Tempos depois, José Feliciano Ferreira conseguiu se eleger para o Senado Federal, inicialmente como suplente de Juscelino Kubitschek, em 1961, e, posteriormente, cumpriu mandato entre 1963 e 1970. Em pleno período da ditadura militar, José Feliciano Ferreira foi convidado a reassumir o Governo de Goiás, via uma eleição indireta. Mas ele recusou o convite alegando ser um defensor dos princípios democráticos. Em 1971, José Feliciano Ferreira abandonou a carreira política, decidindo se dedicar integralmente à família. Recentemente, até à sua morte, atuava como pecuarista na sua propriedade rural em Jataí, no Sudoeste Goiano, cidade fundada há 173 anos por seus bisavós (José Carvalho Bastos e José Manuel Vilela), mais precisamente no ano de 1836.

Morte[editar | editar código-fonte]

José Feliciano Ferreira morreu subitamente, aos 92 anos de idade, em sua residência em Goiânia, na manhã da segunda-feira, 23 de março. Segundo informações, por volta das 8 horas da manhã, ele teria se levantado e tomado café-da-manhã como era o costume e, quase uma hora depois, veio a óbito diagnosticado por mal súbito.

Presente ao velório, o governador de Goiás, Alcides Rodrigues Filho (PP), disse que José Feliciano era uma figura emblemática do Sudoeste Goiano. O governador declarou luto oficial no Estado por três dias.[2]

Os ex-governadores goianos, o jataiense Maguito Vilela e Iris Rezende Machado, respectivamente prefeitos de Aparecida de Goiânia e da Capital do Estado, atualmente, e o grande amigo particular, o conterrâneo Antônio Soares Neto (“Toniquinho JK”) foram algumas das autoridades presentes ao velório e ao sepultamento do corpo de José Feliciano Ferreira, no Cemitério Parque Memorial, em Goiânia.

Referências

  1. «Dossie Goiás, Relação de Governadores». Goiasnet. Consultado em 24 dezembro de 2013. Arquivado do original em 25 de dezembro de 2013 
  2. Cecília Aires. «Morre José Feliciano, governador que viu a inauguração de Brasília». O Popular. Consultado em 25 de dezembro de 2013 
Precedido por
José Ludovico de Almeida
Governador de Goiás
19591961
Sucedido por
Mauro Borges Teixeira
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