Cid Sampaio

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Cid Feijó Sampaio (Recife, 7 de dezembro de 1910 — Recife, 30 de setembro de 2010) foi um político brasileiro, governador do estado de Pernambuco.

Formou-se em Química no Recife e em Engenharia civil no Rio de Janeiro.

Usineiro e industrial, foi o primeiro presidente do Centro das Indústrias de Pernambuco.

Governador[editar | editar código-fonte]

Eleito em 3 de outubro de 1958 governador de Pernambuco, assumiu o cargo em 31 de janeiro de 1959, entregando-o a Miguel Arraes em 1963.

Sob seu governo, construiu a Companhia Pernambucana de Borracha Sintética (COPERBO),[1] fábrica de borracha sintética, com o dinheiro do Imposto de Circulação de Mercadorias (ICM), que teve arrecadação estimulada com a emissão de selos entregues por ocasião da compra de mercadorias, os chamados Bônus BS[2]

Em 1994 concorreu novamente ao cargo de governador de Pernambuco, ficando em terceiro lugar.

Deputado federal[editar | editar código-fonte]

Cid opôs-se à Ditadura Militar de 1964, porém filiou-se à Arena, partido situacionista, e foi eleito, em 1966, deputado federal.

Senador[editar | editar código-fonte]

Em 1978, Cid Sampaio disputou as eleições para o senado em uma sublegenda da ARENA tendo como adversários os candidatos Jarbas Vasconcelos (do Movimento Democrático Brasileiro, MDB) e Nilo Coelho, este também da ARENA mas apoiado pelo então governador Moura Cavalcanti. Nilo saiu vitorioso devido à soma dos votos das duas sublegendas da ARENA, e, ficando Cid Sampaio seu suplente. Com o falecimento de Nilo Coelho em 1983, Cid veio a ocupar o cargo de Senador até o ano de 1987.

Homenagem[editar | editar código-fonte]

Em 2002, a Assembléia Legislativa de Pernambuco o agraciou com o título "Expoente de Pernambuco".

Precedido por
Otávio Correia de Araújo
Governador de Pernambuco
19591963
Sucedido por
Miguel Arraes de Alencar

Notas

  1. A COPERBO, idealizada e construída durante seu governo, para fabricar borracha a partir do álcool de cana-de-açúcar, foi descontinuada no governo Miguel Arraes, e depois passou para o controle da Petrobras, que reestruturou seu parque fabril e passou a utilizar petróleo como matéria-prima.
  2. Os Bônus BS, entregues ao comprador por ocasião das compras, eram trocados por bilhetes numerados, e concorriam a vários prêmios mensalmente.
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